"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


segunda-feira, 21 de março de 2011

Tempo de Poesia


Hoje celebra-se o Dia Mundial da Poesia, proclamado pela UNESCO em 1999.

A poesia pertence a um género literário que explora a musicalidade das palavras e faz, através das suas imagens, sugerir emoções, despertar sentimentos e produzir contemplação.
O texto não é, necessariamente, escrito em verso, mas, quando se trata da letra para um hino, a poesia é rimada e acompanhada por uma composição musical.

A Bíblia tem uma vasta obra poética. Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares formam a divisão dos livros poéticos das Escrituras. Aliás, basta ficarmos atentos ao ritmo e harmonia desses textos, para adivinharmos o seu estilo. No caso concreto dos Salmos, sabemos que muitos foram musicados e cantados.


O Salmo 121, uma das mais belas declarações de confiança em Deus, é um dos meus favoritos, pela estética, pela mensagem e pela sabedoria com que as verdades espirituais são retratadas, é o poema que escolhi para comemorar este dia.
Caracterizado como "cântico de romagem", destinado a música vocal, era cantado pelos peregrinos quando iam às festas em Jerusalém.
Aqui fica uma versão de língua portuguesa, que conheço desde a infância e que trauteio com frequência.

SALMO 121

Para os montes olharei, donde me vem salvação?
Meu socorro vem de Deus, o Senhor da criação.

Pelo meio dos perigos, não te deixará cair;
quem a Israel guardava, não dormiu, nem vai dormir.

O Senhor é quem te guarda; sombra à tua destra está,
nem de dia, nem de noite, sol ou lua ofenderá.

O Senhor é quem te guarda; guardará de todo o mal,
tua entrada e saída, desde agora e até final.

Autor – não identificado, in Bíblia Sagrada
Versão Portuguesa – autor/compositor brasileiro (desconheço a identidade), in A Voz Missionária

sexta-feira, 11 de março de 2011

Jesus - Eu Sou

Em todo o evangelho de João a principal figura é Jesus e a ênfase especial é a sua divindade e aquilo que representa para nós.

Afinal, quem é esse Jesus que, ao lermos este evangelho, somos impelidos a adorar?

Pelas suas próprias palavras, Jesus fez uma série de afirmações directas (7), utilizando imagens simbólicas que favorecem a nossa compreensão.





        EU SOU...





O Pão da vida (6: 35) – sacia a fome espiritual dos que vão até Ele;

A Luz do mundo (8: 12) – põe as trevas fora da vida de quem o segue;

A Porta (10: 7, 9) – garante o acesso ao Pai;

O Bom Pastor (10: 11, 14) – dá a vida por nós e conhece-nos de forma pessoal;

A Ressurreição e a Vida (11: 25) – transforma a realidade da morte para os que crêem;

O Caminho, a Verdade e a Vida (14: 6) – é o único veículo libertador para uma vida com Deus;

A Videira verdadeira (15: 1, 5) – pertencendo ao Corpo de Cristo podemos produzir muito fruto que glorifique a Deus.

Ainda, neste mesmo evangelho, Jesus deixa-se reconhecer e confirma ser:

O Messias (4: 25, 26) – o Cristo, o Rei ungido que oferece salvação e liberdade;

O Filho do Homem (8: 28) – o cumprimento das profecias messiânicas do V.T. ao ser homem;

O Filho de Deus (10: 36) – a expressão pessoal de Deus, manifestada em forma humana;

Mestre e Senhor (13: 13) – o exemplo físico e divino de serviço e humildade.

Em todos estes atributos, encontramos a expressão EU SOU, mas quanto a mim, esta denominação toma mais relevância quando é apresentada isoladamente (8: 24, 28, 58), pois é a confirmação cabal de que Jesus é Deus com o Pai (10: 30; 12: 45; 14: 9).
Aliás, o evangelho de João começa por reconhecer isso mesmo, quando afirma que, mesmo antes de haver tempo, Jesus existia na essência de Deus.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o VERBO era Deus.” – João 1: 1

“Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que EU SOU, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou.”
João 8: 28

“Verbo” e “Eu Sou”, a confirmação plena de que estamos a falar do Deus eterno, eu gosto muito disso!

sábado, 5 de março de 2011

Crentes e Participantes

Volto ao último tema porque, enquanto escrevia, esteve muito presente em mim a ideia do corpo de Cristo.

“Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função; assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.” – Romanos 12: 4-5
Quando nos convertemos, passamos a fazer parte do corpo de Cristo e somos coagidos ao dever de praticar a fé. Porém, muitos crentes têm a ideia de que não é importante a sua participação activa na comunidade religiosa e no mundo, quer dizer, basta ir aos cultos (ou talvez não) e a prática da fé está cumprida.
Por isso, a figura do corpo é muito eficaz para explicar a Igreja. O corpo é constituído por diversas partes e órgãos responsáveis por uma ou mais funções, porque nele nada está ao acaso, nem a mais pequena célula. Da mesma forma, também o grupo de crentes é composto de muitas e diferentes vocações, capacidades, formação, dons e maturidade espiritual. Logo, devem complementar-se, tornando a Igreja viva e actuante.

Não pretendo fazer uma exposição exaustiva sobre o assunto, mas convém deixar claro que todos os crentes são importantes porque, a cabeça é Cristo, a quem pertence o comando, mas ao corpo compete obedecer e agir.

“Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é que opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso.”
I Coríntios 12: 4-7

Há uns anos atrás durante um retiro da União Bíblica e no decorrer de um estudo sobre dons, uma senhora, com  perto de setenta anos, interrompeu o palestrante e disse convicta: “Eu sei qual é o meu dom. Eu faço a limpeza da minha igreja!”
Virei a cabeça na sua direcção e fiquei com as lágrimas nos olhos, não porque ache que, em si, fazer a limpeza seja um dom, mas porque servir é um dom e porque aquela mulher simples expressou uma enorme gratidão a Deus nas suas palavras.
Depois, sorri e fiquei a imaginar como aquela Casa de Oração devia cheirar a limpeza e reflectir o toque que só a sensibilidade das mulheres permite.

Trabalho que não agrada; trabalho não valorizado; trabalho que não é realizado à vista dos outros…, mas, seja qual for o serviço, mesmo o mais modesto, quando é feito com alegria e humildade, agrada a Deus.

Grande lição, nunca mais esqueci!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Não, Porquê?

Imagine alguém que aceita participar numa corrida, equipa-se, vai até à pista e pisa a linha de partida, mas, quando é dado o sinal para iniciar a prova, recusa-se a prosseguir. Isto faz sentido?
As desculpas podem ser muitas e, invariavelmente, passam por alegadas incapacidades, mas a verdade principal é a falta de vontade e o medo.

Há crentes assim. Pessoas que, depois da conversão, se preparam biblicamente e reconhecem as necessidades da obra, mas quando Deus as chama ao trabalho, ficam com medo, recusam e dão desculpas inusitadas.
Acontece que Deus, desde sempre, tem usado para a sua obra pessoas com os mais diversos problemas. Vejamos alguns exemplos:

David cometeu adultério (II Sam. 11:2-4), no entanto o Senhor o perdoou e inspirou, tendo escrito os mais belos hinos e orações das Escrituras Sagradas.

Timóteo sofria do estômago, talvez tivesse uma úlcera (I Tim. 5:23), mas isso não o impossibilitou de realizar uma obra evangelística e fazer viagens missionárias.

Abraão era muito velho (Gén. 17:17), mas, mandado por Deus, saiu da sua terra sem saber para onde ia, foi constituído como pai de numerosas nações e teve um filho.

Moisés tinha bariglossia o que lhe dificultava a fala (Ex.4:10), mas Deus o escolheu para dirigir e libertar o povo de Israel.

Pedro foi medroso e impulsivo (Mat. 26:69-74 e João 18:10), mas, quando foi revestido pelo poder do Espírito Santo, tornou-se um dos grandes iniciadores da igreja e divulgador do evangelho.

Jonas era rebelde (Jonas 1:1-3), entretanto, acabou por pregar a Palavra de Deus de forma tão poderosa que toda a cidade de Ninive se converteu ao Todo-Poderoso.

Léia era uma mulher sem atractivos físicos e solteirona (Gén. 29:17, 23-26), mas isso não foi impeditivo de Deus a honrar, sendo mãe dos fundadores de seis das tribos de Israel, incluindo a de Levi, tribo sacerdotal, e a de Judá, que gerou Cristo.

Gideão era pobre e tinha o complexo de inferioridade (Jz. 6:15), no entanto, não duvidou do poder de Deus e tornou-se um grande líder, libertador e guerreiro.

Paulo era perseguidor da igreja e tinha problemas de visão (Actos 8:3 e Gál. 4:13-15), mas isso não obstou a que fosse o grande missionário da igreja primitiva, escrevesse várias cartas para as comunidades que visitou e fosse preso por amor ao evangelho.

Sansão foi mulherengo (Jz. 14:1-2, 16:1 e 4), mas Deus dotou-o de força física para livrar Israel do poder dos filisteus.

Samuel era ainda criança (I Sam. 2:18, 3:4), Deus falou-lhe e ele, além do grande discernimento espiritual, teve uma vida de fidelidade e serviço ao Senhor e veio a ser o primeiro profeta de Israel.

Zaqueu era baixote o indesejado (Luc. 19:3 / 7), mas quando se converteu, passou a ser justo e não só decidiu contribuir para os pobres, como restituir quatro vezes mais àqueles que tinha espoliado.

Raabe era prostituta (Josué 2:1), ainda assim, foi justificada por Deus quando escondeu dois espiões da nação de Israel e figura na genealogia de Jesus.

João Batista era extravagante (Mat.3:4), mas foi o escolhido por Deus para preparar o caminho para o ministério do Senhor Jesus.

Nesta amostragem vimos pessoas diferentes umas das outras, usadas por Deus para tarefas igualmente diferentes.

Sabe que não há duas pessoas iguais? Isso pode provar-se pelo ADN, pelas impressões digitais, mas também pela aparência, o carácter, as vivências, as patologias e as capacidades. Deus fez-nos absolutamente únicos e especiais!
Se todos os crentes desempenhassem uma tarefa na obra de Deus e, independentemente das diferenças e limitações, usassem os seus dons, certamente as igrejas funcionavam mais eficazmente. Se Deus quer usar-nos, não, porquê?

“Tu a quem tomei das extremidades da terra e chamei dos seus cantos mais remotos e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e nunca te rejeitei, não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.” - Isaías 41: 9-10

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Como Consertar o Mundo

Durante algum tempo, circulou na internet uma fábula, sem identificação do autor, que achei conter uma moral que todos devíamos adoptar.
A história é assim:

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e, querendo encontrar uma solução para os minorar, passava muito tempo no seu gabinete a  estudar o assunto.
Certo dia, o seu filho de sete anos, entrou no gabinete e o cientista, para o entreter, pegou num velho planisfério, cortou-o em muitos pedaços (tipo puzzle) e depois deu-o ao menino, junto com um rolo de fita-cola, para que ele reconstruísse o mapa.
Esta era uma forma de entreter a criança e poder continuar os seus estudos.
Uma hora depois, o menino gritou alegremente:
- Pai, já acabei!
E, para espanto do cientista, o mapa estava ordenado correctamente...
- Muito bem, mas como é que tu conseguiste?
- Foi fácil, eu não sabia como era o mundo, mas quando tu estavas a cortar o papel, eu vi que do outro lado estava a figura de um homem. Como tentei reconstruir o mundo e não consegui, lembrei-me do homem, que sei muito bem como é, e comecei a formá-lo de novo. Quando consegui consertar o homem e colar os pedaços, virei o papel e vi que o mundo estava perfeito.



Partindo do princípio de que isto podia muito bem acontecer, temos de reconhecer que as crianças são exímias a dar lições de vida, mesmo quando isso é fruto da sua inocência e simplicidade.
Moral da história: para minorar os problemas do mundo, tem que começar por se renovar o homem.




Faz lembrar o episódio de Nicodemos (João 3: 1-7), quando Jesus lhe disse: “Necessário vos é nascer de novo!. É a demonstração de que o mais importante é restaurar o homem.
Depois, as palavras do Mestre no Sermão da Montanha (Mateus 5: 14-16) quando disse: “Vós sois a luz do mundo!”. Ao contrário do que muitas vezes pretendemos, não é o mundo que tem de nos dar ferramentas de reparação, somos nós que temos de ser obreiros da correcção do mundo.
Logo, começa em cada um de nós, não nos moldarmos àquilo que o mundo é, apresenta e dá, mas renovarmo-nos e melhorarmos o nosso entendimento sobre o que Deus quer que sejamos e façamos, tal como dizem as Escrituras:

“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12: 2

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Namorar

DEDUÇÕES


Não acabarão nunca com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.

(Vladimir Maiakóvski)


Podemos dizer que o termo “namorar” pertence aos tempos modernos. O conceito também. Em Portugal, até a comemoração do Dia dos Namorados é recente.
Na Bíblia, por exemplo, não encontramos a palavra namorar ou outra dela derivada. Não faz mal, o termo existe e a prática também. Falemos disso…

Ora, digo eu que, independentemente da terminologia, qualquer relacionamento romântico requer prudência, respeito, fidelidade e lealdade. Não obsta que possa haver uma ruptura, já que se trata de uma fase de conhecimento para (ou não) consolidação da afectividade, mas tem de ser, sempre, um assunto levado a sério.

Nos tempos bíblicos e segundo o costume da época, a maioria dos casamentos eram arranjados pelos pais. Não havia um período de contacto durante o estado anterior ao casamento; mas, havia compromisso.
Aliás, o namoro não existiu até o início do século XX, quando, apesar de já ser de escolha e/ou consentimento das partes, era muito protegido e vigiado pela família. Eram os célebres namoros da janela para a rua; posteriormente, em casa com alguém da família por perto, em espaço e tempo limitados. Dizia-se então que “A” estava prometida(o) a “B”… O assunto era levado a sério!
Claro que desde sempre houve comportamentos desviantes do padrão. A diferença é que, nos nossos dias, o desvio dá-se quando os jovens querem ter um relacionamento de construção e compromisso, sem leviandade. Talvez por isso, até as palavras “namoro” e “compromisso” começam a estar fora de moda; agora os jovens “ficam” ou “estão”, é uma aventura, é passageiro, é descartável e, independentemente do tempo que a relação dura, permitem-se as mais levianas liberdades. Perdeu-se o encanto e o respeito. Perdeu-se até a ideia de projecção para o futuro.
Obviamente que valem as excepções, mas infelizmente só são notadas como confirmação da regra.

Verdadeiramente, acho que este é um daqueles casos em que a virtude está no meio. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Ou seja, acho desejável que a escolha seja pessoal e sem interesse material, mas a prática requer seriedade e compromisso.
Quanto à palavra, até que não está mal; ela encerra uma outra que deve ser a essência dum bom relacionamento - n”AMOR”ar.
E, que tal incluir Deus na escolha e na relação?

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” - I Coríntios 13: 4-7

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dois é Melhor que Um





Suave Caminho






Assim. Ambos assim no mesmo passo
iremos percorrendo a mesma estrada.
Tu no meu braço trémula, amparada;
eu amparado no teu lindo braço.

Ligados nesse arrimo embora escasso,
venceremos as urzes da jornada...
e tu te sentirás menos cansada
e eu menos sentirei o meu cansaço.

E assim ligados pelos bens supremos
que para mim o teu carinho trouxe,
placidamente pela vida iremos.

Calcando mágoas, arrastando espinhos,
como se a subida desta vida fosse
o mais suave de todos os caminhos.

Mário Pederneiras (1867 - 1915)
Colectânea Poética - Sonetos Pouso Alegre


Conforme dizem as Escrituras:

"Melhor é serem dois do que um, porque têm
melhor paga do seu trabalho.
Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois,
caindo, não haverá outro que o levante.
Também, se dois dormirem juntos, eles se aquecerão;
mas um só como se aquecerá?
E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras
não se quebra tão depressa." - Eclesiastes 4: 9-12

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mais que Vencedores

NICHOLAS JAMES VUJICIC é um jovem de 28 anos, nascido em Melbourne, na Austrália, a 4 de Dezembro de 1982. Ele foi o primogénito de um pastor evangélico (actualmennte com mais 2 filhos) e é portador duma doença rara, a tetra-amelia. Ou seja, não tem braços (desde a altura dos ombros), nem pernas (tem dois pequenos pés, com dois dedos no esquerdo).

Aos 8 anos pensou matar-se;
Aos 15, dedicou a sua vida a Cristo e entendeu que tinha como missão ajudar outras pessoas e falar do poder de Deus;
Aos 17 começou a dar mensagens no seu grupo de oração e fundou a “Life Without Limbs” (Vida sem Membros), uma organização sem fins lucrativos, para ajuda social e espiritual de deficientes;
E, aos 21, após ter terminado a universidade (tem 2 licenciaturas - Contabilidade e Planeamento Financeiro), começou a viajar, tendo já visitado mais de 20 países onde dá palestras de motivação e inspiração, em congregações cristãs, escolas, empresas e estádios.

Mas, nada melhor que ouvir o seu próprio testemunho, numa entrevista à CBN - The Christian Broadcasting Network a 29.06.2009 (parem o vídeo as vezes necessárias de modo a assimilarem todo o testemunho).



“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio d’Aquele que nos amou.” Romanos 8: 37

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Água Viva

De forma espontânea, sempre que leio, imagino as cenas, e gosto disso. Na postagem anterior descrevi a forma como vejo o relato bíblico acerca da mulher samaritana.
Porém, o mais importante é esmiuçar o texto e dele retirar ensinamento. Por isso, voltemos a João 4, alargando a leitura até ao versículo 42.


Quando Jesus decidiu passar por Samaria, sem dúvida, infringiu a lei, mas a verdade é que, enquanto Deus, Ele sabia que ia encontrar aquela mulher e que, através desse contacto, podia salvar muitas pessoas.
Enquanto homem, o encontro foi puramente incidental pois Jesus nada tinha a fazer ali se não encurtar caminho para a Galileia.
Na prática, acabou por ser uma viagem evangelística, não agendada, que seguiu o rumo que Ele viria a ordenar antes de subir aos céus (Actos 1: 8).

Depois de Jesus e os discípulos terem caminhado cerca de 100 km, o cansaço, a fome e a sede eram algo natural e evidente. Daí os discípulos se terem afastado para irem comprar comer (v. 8).
No entanto, também podemos constatar uma influência providencial, porque este encontro de Jesus com a mulher teria sido prejudicado por preconceitos, perguntas e comentários se os discípulos estivessem presentes.

A mulher de Samaria tinha tudo contra ela, mas foi quando se encontrou com Jesus que os contrastes se acentuaram, vejamos:
      Ele puro (Deus) - ela impura (pecadora);
      Ele homem - ela mulher (era hábito aos homens evitarem falar com mulheres na rua);
      Ele judeu - ela samaritana (povos inimigos);
      Ele com completo conhecimento acerca da mulher - ela sem saber quem Ele era.
Todos nós somos diferentes uns dos outros, mas é quando comparados ao Mestre, que os contrastes são potenciados.
A boa notícia é que, quando nos pomos ao seu dispor, acontece a transformação e as diferenças vão-se reduzindo.

Por isso, foi também nessa altura que se dissiparam as distâncias, atenuaram as diferenças e se desenrolou o diálogo da transformação:
      Vs. 7 e 10 – Jesus, homem, teve sede e pediu água à samaritana - Jesus, Deus, inverteu a situação e passou da sua necessidade física à necessidade espiritual da mulher;
      Vs. 12 a 14 – A mulher sabia que aquele poço tinha água viva (leia-se potável), um bem essencial à sobrevivência física - Jesus estava a oferecer-se a si próprio, a verdadeira Água Viva, absolutamente pura e espiritualmente purificadora;
      Vs. 15 a 18 – A samaritana pensava em termos materiais - Jesus levou-a a reconhecer e a confessar o seu estado espiritual (moral e social);
      Vs. 19, 25 e 26 – Ela vendo em Jesus características especiais, julgou que era um profeta - Jesus, oportunamente, colocou à mulher a condição de que O reconhecesse na sua essência;
      Vs. 20 a 24 – A mulher apresentou todo o conhecimento religioso que tinha - Jesus deu-lhe uma lição de teologia;
      Vs. 16, 28 e 29 – Jesus, enviou a mulher como mensageira da Boa Nova - Ela, já sem problemas em contactar com as outras pessoas, não hesitou em transmitir tudo quanto tinha ouvido.
Com certeza, ainda muito houve a transformar na vida da samaritana, mas o essencial estava feito.
Aqui se demonstra a identidade dos crentes em Cristo, porque a salvação não é um dístico ou um hábito que se acrescenta à nossa existência; é, sim, uma mudança de paradigma de vida. Pois só experimentando e amadurecendo a transformação em nós é que podemos crescer na nossa salvação.

Ainda acerca desta passagem de Jesus por Samaria, podemos verificar que:
      1- Jesus, quando instado pelos discípulos para que comesse - e Ele tinha fome -, sabia que essa não era a necessidade prioritária (vs. 31 a 34), por isso, respondeu que o seu alimento "é fazer a vontade do Pai".
Grande ensinamento para nós que muitas vezes vemos os campos brancos para a ceifa, mas temos a presunção de querer esperar pelo nosso tempo (v. 35) para realizar a obra do Senhor.
      2- Após a mensagem entregue pela mulher (v. 39), aquela gente quis beber na fonte (v. 40) e, ouvindo o Salvador, creram (vs. 41 e 42).
Não deixemos de fazer o trabalho a que somos chamados, mas não para receber os louros da colheita porque a verdadeira conversão advém do contacto pessoal com Cristo. A fé tem de ser experimentada, porque é dessa forma que permanecemos em Cristo.

"Jardins Bíblicos em Jerusalém"
Réplica do poço de Jacó em Sicar
“Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva.” – João 7: 37-38

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Encontro

Ele não era um homem particularmente bonito, mas tinha uma sedução imbatível e inexplicável que ficava muito para além da aparência.
Ela, sim, era linda!
O sol estava a pique; abrasador. Era meio-dia.

O homem vinha de longe e ia de viagem para uma cidade mais ao norte, cansado de andar, com sede e com fome, propôs-se atravessar aquela terra para encurtar caminho e, ao passar junto a um poço, sentou-se.
Com um cântaro debaixo do braço, a mulher apareceu. Caminhava de forma ágil e formosa, com as sandálias penduradas numa das mãos e o cabelo descoberto. Estava completamente alheada do que a rodeava, somente entregue aos seus devaneios.
Essa era a hora improvável de encontrar alguém no poço; porém, para ela, o melhor momento, já que não era bem vista pelos vizinhos e evitava ter encontros desagradáveis.

Na altura em que levantou uma ponta da túnica e limpou o suor do rosto, apercebeu-se de que estava ali mais alguém. Achou estranho, olhou de lado e questionou-se se o calor estaria a transtorná-la (?).
Ora, não faltava mais nada, encontrar ali alguém, aquela hora. Apressou-se a compor a roupa e a calçar-se e, quando olhou melhor…, um homem.

Mau prenúncio!

Mas havia mais, a cor da pele dele não deixava dúvidas, pertencia ao povo que ostracizava os habitantes daquela cidade. Era melhor ignorá-lo...
O homem, com toda a gentileza, olhou-a de frente e disse-lhe: “Tenho sede, por favor dá-me de beber.”

Espanto!

A mulher esbugalhou os olhos, corou, engoliu em seco e, destemida, fixou-o: “Não podes estar bom da cabeça, então tu és do inimigo e pedes-me água?”
Ele sorriu. Aquele homem tinha poesia; o seu jeito de olhar parecia ler o íntimo de quem estivesse na sua presença. Com voz segura e suave, disse-lhe: “Se soubesses quem eu sou, eras tu que me pedias água. E sabes que mais? Eu dava-te água viva!”
Acendeu-se um brilho especial nos olhos dela e, também, sorrindo: “Uhm, estás a tentar ter graça, não vejo que tenhas aí um vaso para tirar a água do poço ou será que tens poderes?”
Ele levantou-se: “Não, não tenho um vaso, mas também não estou a falar desta água – e apontou para o poço, continuando pausadamente – porque, com esta, voltas a ter sede!”

E num passe de quase transfiguração, denunciou a desigualdade de linguagem entre eles: “A que eu dou apaga toda a sede, é como se crescesse na pessoa uma fonte eterna!”
A mulher, ainda mal refeita do que acabara de ouvir e um tanto receosa: “Bom, é mesmo disso que eu preciso. Vá, dá-me lá dessa água; para mim será um alívio pois nunca mais tenho que vir aqui.”

Parecia-lhe evidente que o homem queria conversa, mas, ao mesmo tempo, encontrava nele uma atitude singular. Estava ali, à distância de um passo, mas parecia estar noutra dimensão; dizia-se cansado, mas o seu aspecto era absolutamente tranquilo; olhava-a, mas parecia não ver a sua beleza física. Oh coisa surreal!…

Diz o homem: “Está bem, mas primeiro vai chamar o teu marido.” – ele sabia que a mulher tinha problemas de que precisava retratar-se.
Escondendo a vergonha, ela respondeu numa voz rápida e sussurrada: “Não tenho marido!”
Diz ele: “É verdade mulher, já tiveste cinco maridos, mas este homem com quem agora vives não chegou a casar contigo.”

Medo!

Por breves instantes, saltou-lhe à cabeça que aquele podia ser…, ou não, talvez não fosse. E daí, também não perdia nada, porque não arriscar (?): “Ah, já percebi, sabes tudo e tens essa forma de falar porque és profeta.”
Seguiu-se um diálogo confuso sobre: onde adorar, tradições, presunção da verdade, quem adorar, quem sabe mais que quem. Afinal, quem sabe o quê?
E a mulher, que não queria passar por ignorante, ripostou: “Eu sei, muito bem, que há-de vir o Messias e que é Ele que nos vai dizer tudo. Tim-tim por tim-tim!”
Sem deixar margem para dúvidas, o homem, com voz muito clara, exclamou: “EU O SOU! Eu próprio com quem estás a falar.”

Ela minguou, pestanejou, emudeceu e, caramba, por sorte chegaram ali outros homens que parecia conhecerem aquele e com quem ele se distraiu a conversar…
Devagar, pousou o cântaro ao lado do poço e afastou-se em silêncio. Depois, tomada de um novo animo, correu até à cidade e, ofegante, disse aqueles com quem se ia cruzando: “Venham, vocês nem imaginam o homem fantástico que encontrei. Ele sabe tudo da minha vida.” – ainda indecisa, interrogava-se a si mesma perguntando aos outros – “Será que é o Cristo?”
Logo, querendo certificar-se de que não eram fantasias da mulher, todos se apressaram porque cada um queria ser o primeiro a vê-lo e a ouvi-lo.

Dela, nunca se soube o nome. Simplesmente que era mulher e vivia em Samaria.
Ele, muito mais que um homem ou mesmo um profeta, era o Messias, chamado Cristo!

Nota: Podem encontrar este relato bíblico, em João 4: 1-30.

"Pois, para com as suas iniquidades, usarei misericórdia e
dos seus pecados jamais me lembrarei." - Hebreus 8: 12

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Sonho de Luther King

“O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque
o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos;
enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar
liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos” Isaías 61: 1

Pastor baptista, Martin Luther King Jr. faria hoje 82 anos, mas, porque teve “um sonho”, foi assassinado a 4 de Abril de 1968, aos 43 anos.
Em Outubro de 1964 tornou-se o mais jovem premiado com o Nobel da Paz.


Sobre a sua sepultura está colocada uma lápide onde se lê: “Finalmente livre, finalmente livre. Obrigado Deus Todo-Poderoso. Finalmente sou livre”.

«…
Digo-lhes hoje que, apesar das dificuldades e frustrações, eu ainda tenho um sonho…

Eu tenho o sonho de que um dia todo o vale será exaltado, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos tornar-se-ão lisos, os lugares tortuosos serão endireitados; e a glória do Senhor será revelada e todos os seres estarão juntos.

Esta, é a nossa esperança…
Com esta fé, seremos capazes de tirar da montanha do desespero uma pedra de esperança.
Com esta fé, poderemos transformar a selva da discórdia…, numa bela sinfonia de fraternidade.
Com esta fé, poderemos trabalhar juntos; orar juntos; lutar juntos; ir à prisão juntos…, sabendo que um dia seremos livres...
E, quando isto acontecer, permitiremos que a liberdade ressoe… e aceleraremos o dia em que, todos os filhos de Deus, homens pretos e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, com certeza poderão dar as mãos uns aos outros e cantar aquela velha canção dos escravos:

“Finalmente livres. Finalmente livres. Obrigado Deus Todo-Poderoso, nós somos finalmente livres!”»

(Excertos do final do discurso proferido em Washington a 28.08.63)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Médico dos médicos


“E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e Ele os curava.” - Mateus 4: 24



Provavelmente alguns já conhecem este texto que circula na internet como: “Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010” (Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
Desconheço o autor, mas acho o texto admirável e não quero deixar de aproveitar este espaço para o divulgar (os negritos e sublinhados são meus).

«Boa noite a todos!

Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da humanidade!
Deus é esse médico, o Médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitectados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.

Que médico mais excelente poderia existir?
Deus é o primeiro Cirurgião da história. A primeira operação? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.
Ele também é o primeiro Anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.
Deus é o melhor Obstetra especialista em fertilização que já existiu! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo!
Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro Pediatra da história, pois disse: “Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!”
Ele também é o maior Reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.
Jesus é o primeiro Oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.
Ele também é o primeiro Emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio-pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilhador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora!”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias.
Ele é o melhor Otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento? O poder de seu amor.
Psiquiatra da história, há mais de 2000 anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!
Deus também é o melhor Ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando Ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda!”, e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efectivo já relatado na história!
A primeira evidência científica sobre a hanseníase (lepra) está na Bíblia! E Jesus é o Dermatologista mais sábio da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença.
Ele também é o primeiro Hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gasto todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.

Jesus é ainda, o maior Doador de Sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo? O negativo (0 Rh-), ou, doador universal, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que O recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário fazer nada, apenas crer e receber!
O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes! Ele fez isso por nós!
Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente gratuito de Deus é a vida eterna!
No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele, Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convénio, basta você querer e pedir! O tratamento que Ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!

O Médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente Dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exactamente o que você precisa para viver!
Ele é o único Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele.
Seu nome é Jesus.

A este Médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão!»

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Desafio de Ano Novo

O começo de cada ano é o momento em que geralmente se fazem os balanços e planeiam novas metas. Muitos de nós, aproveitamos esta altura para repensar o nosso deve e haver; o que correu bem e o correu mal; o que fizemos e o que podíamos ter feito.
Nesta perspectiva, podemos também apurar onde esteve e onde vai ficar Deus na nossa vida.
Para reflexão sobre o assunto, eu gosto da mensagem transmitida em Deuteronómio 6, de forma especial os versículos 4 a 9. Por favor leiam nas vossas Bíblias ou, se quiserem, no final deste texto.

Os vs. 4 e 5 dão-nos a razão para um bom relacionamento com Deus – o grande mandamento – neles é retirada a frieza do primeiro mandamento do decálogo (“Não terás outros deuses” Êxodo 20: 1) e é-lhe dada uma roupagem nova que o adoça “Amor”.
O amor é o sentimento mais avassalador, arrisco mesmo em dizer que dele dependem todos os outros; logo, tem de ser bem cuidado e bem direccionado. E, não nos enganemos, ter outros senhores não se confina à adoração de imagens. Pode ser o dinheiro, a fama, um vício qualquer, uma figura pública, sei lá, pode ser tanta coisa...

Nos vs. 6 e 7, é-nos mostrado como devemos lidar com esta realidade e ordem, ou seja, amar a Deus é algo transcendente que não deve depender só do ensino elementar ou da emoção ocasional, ele tem de permanecer no nosso coração, estar presente na nossa casa, ser parte da educação dos nossos filhos e, ainda, não ser escondido aos de fora. Quando? Sempre, do início ao fim de cada dia.

Por isso, nos vs. 8 e 9, somos advertidos a ter sempre presente a Palavra de Deus e é-nos indicado que ela deve estar na mão, entre os olhos e nos umbrais da porta.
Os judeus da altura levaram estas ideias tão à letra que começaram a utilizar pequenos textos da lei em caixinhas de couro, chamadas filactérios, que colocavam no braço esquerdo e na testa (costume ainda hoje utilizado em ocasiões especiais) e outras, chamadas mezuzas, que fixavam na ombreira da porta da casa.
Porém, estou convicta que a vontade de Deus é que a Palavra faça parte da nossa natureza e seja praticada segundo o espírito. Então, o que é que Deus queria dizer? Aprofundando o assunto, tirei as seguintes ideias:

Na MÃO (prática: amarrado com tiras de couro desde a mão esquerda, ficando o filactério no lado interno do braço, junto ao coração) – talvez lembrando que devemos ter corações disponíveis para guardar a Palavra e amar a Deus:
“Bem aventurados os que guardam as suas prescrições e O buscam de todo o coração.” – Salmo 119: 2

ENTRE OS OLHOS (prática: amarrado com tiras de couro, ficando o filactério na testa) – ora sendo na parte frontal da cabeça que é processada toda a informação e se formam os conceitos, parece-me estar presente a um apelo à cognição e à sabedoria, de modo a que a Palavra fique na nossa mente e a apliquemos com inteligência tendo como fim uma vida segundo a vontade de Deus:
“Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.” - Provérbios 3:13

Nas UMBREIRAS DA PORTA (prática: colocado fora no lado direito de quem entra na porta e à altura do ombro) – sem dúvida, exposto à visão e opinião pública, creio que é um alerta ao cuidado a ter com as nossas atitudes e palavras para que tenhamos um testemunho que enalteça a pessoa do nosso Deus:
“Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.” – Tito 2: 7-8

Para finalizar, gostava de lembrar que:

1- Nós sem Deus, não somos nada, mas Ele sem nós, continua a ser Deus!
“E o Senhor nos ordenou que cumpríssemos todos estes estatutos, que temêssemos ao Senhor nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como no dia de hoje.” – v. 24

2- Quando não estamos do lado certo, a nossa vida pode ter alguns êxitos, mas não temos bênçãos.
“E farás o que é recto e bom aos olhos do Senhor, para que bem te suceda, e entres, e possuas a boa terra, a qual o Senhor jurou dar a teus pais.” – v. 18

GRANDE DESAFIO PARA 2011

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TEXTO BÍBLICO:
“4 Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. 5 Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.
6 Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; 7 tu as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te.
8 Também as atarás como sinal na tua mão e te serão por frontal entre os teus olhos. 9 E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.”

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Votos de Ano Novo

No início de 2010 enviei aos meus amigos (nos quais me incluía) a seguinte mensagem de votos:

“Tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em acção, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” – Colossenses 3: 17

É meu desejo e oração que em 2010 Deus vos conceda o suficiente; que possam manter a chama da fé sempre acesa; e que sintam o amor que tenho, diferente e especial, por cada um de vós. Shalom!

Nesta passagem de ano, venho prestar contas:

Tive paz com Deus; em nada me senti envergonhada, mesmo quando ofendida; não enriqueci, não me faltou o essencial, nem devo nada a ninguém; amei e fui amada; tomei decisões que me têm dado muita satisfação; a saúde foi equilibrada; disse e fiz aquilo que o coração mandou e a razão aprovou; o que não disse ou fiz, talvez não fosse importante ou oportuno e por isso Deus controlou; retratei-me naquilo que percebi ter feito mal; não foi tudo extraordinário, mas o óptimo é inimigo do bom e Deus deu-me a capacidade de olhar para as dificuldades e retirar delas ensinamento.

Enfim, tal como desejei, tive o suficiente. Deus seja louvado!

E, como parece que os tempos são maus, mantenho para 2011 os mesmos votos:
Que em paciência, amor, paz, saúde, dinheiro, valores morais e espirituais, em tudo… Deus vos (nos) conceda o suficiente!

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a Tua fidelidade.
A minha porção é o Senhor, diz a minha alma;
portanto esperarei n’Ele.” - Lamentações 3: 22-24

SHALOM!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Noite Santa



“Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.
E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.
E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo. Pois, na cidade de David, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” - Lucas 2: 8-11