"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


domingo, 26 de junho de 2011

Os Doze

Jesus escolheu doze homens, de entre os que O seguiam, para serem seus apóstolos e, assim, participarem do seu ministério, preparando-os para divulgar o Evangelho. Mas, para essa escolha, primeiro Jesus buscou a vontade do Pai com quem esteve em comunhão durante uma noite.
Esta foi, sem dúvida, uma chamada irresistível, mas também arriscada, afinal, cada um acabou por ter a sua quota-parte de importância na formação da igreja.

“Naqueles dias retirou-se (Jesus) para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.
E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.” – Lucas 6: 12-16

Doze homens, cada um diferente do outro, com características e vivências diferentes:

SIMÃO * nome hebraico que quer dizer “Aquele que ouve” – filho de Jonas ou João, (Barjonas) Mateus 16:17 e irmão de André Marcos 1:16; natural de Betsaida João 1:44; casado Mateus 8:14; Jesus chamou-o de PEDRO (em grego), o mesmo que CEFAS (em aramaico) João 1:42 que quer dizer “Pedra”; era pescador Marcos 1:16; empresário Lucas 5:8-10; residia em Cafarnaum, na Galiléia Marcos 1:21,29; impulsivo João 18:10; medroso Marcos 14:71; com marcado sotaque galileu Marcos 14:70; alfabetizado, pois escreveu às igrejas da Ásia Menor I e II Pedro.

ANDRÉ que quer dizer “Viril” – era discípulo de João e tornou-se o primeiro a seguir Jesus João 1:40; natural de Betsaida João 1:44; irmão de Pedro, a quem levou a Jesus João 1:41; residia junto com o irmão em Cafarnaum, na Galiléia Marcos 1:21,29; pescador Marcos 1:16.

TIAGO * que significa “O que suplantou” – filho de Zebedeu e irmão de João Marcos 1:19; provavelmente primo de Jesus **; pescador Marcos 1:19; empresário Marcos 1:20; protegido pela mãe Mateus 20:20-21; talvez intempestivo (Boanerges) Marcos 3:17 (Lucas 9:54).

JOÃO * ou seja “Deus é bondoso” – filho de Zebedeu e irmão mais novo de Tiago (o nome de Tiago aparece sempre primeiro) Marcos 1:19; provavelmente primo de Jesus **; pescador Marcos 1:19; homem de negócios Marcos 1:20; protegido pela mãe Mateus 20:20-21; talvez intempestivo (Boanerges) Marcos 3:17 (Lucas 9:54); bem relacionado socialmente  João 18:15-16; da máxima confiança de Jesus João 19: 26-27; alfabetizado, na Bíblia figuram o Evangelho, 3 Epístolas e o livro do Apocalipse de sua autoria.

FILIPE nome grego que quer dizer “Aquele que gosta de cavalos” – morador de Betsaida João 1:44; com espírito evangelizador João 1:45.

BARTOLOMEU cujo nome próprio seria NATANAEL que quer dizer “Dádiva de Deus” – filho de Tolmai (Bartolomeu); natural de Cana da Galileia João 21:2; chamado por Filipe João 1:45; homem íntegro João 1:47.

MATEUS nome que quer dizer “Oferta de Deus”, também conhecido como LEVI Marcos 2:14 que quer dizer “Unido”– filho de Alfeu Marcos 2:14; cobrador dos impostos Mateus 9:9; rico Lucas 5:29; alfabetizado, dada a natureza do seu trabalho e porque escreveu o evangelho que levou o seu nome.

TOMÉ que significa “Gémeo”, também conhecido pelo nome hebraico DÍDIMO João 20:24 com o mesmo significado (provavelmente, teve um gémeo) – fiel João 11:16; interessado em desfazer dúvidas João 14: 5 e 20:25.

TIAGO que quer dizer “O que suplantou” – filho de Alfeu Mateus 10:3; podia ser irmão de Mateus (pois o pai tinha o mesmo nome) e/ou de José Mateus 27:56; era identificado como “o menor” Marcos 15:40, caso a passagem se refira a este Tiago.

SIMÃO nome hebraico que quer dizer “Aquele que ouve” – chamado de zelote (nome grego dos que seguiam o partido nacionalista) homem público e político Lucas 6:15.

TADEU que significa “O corajoso” cujo nome próprio seria JUDAS Lucas 6:16 que quer dizer “Deus é glorificado” – filho de Tiago Lucas 6:16; gozava dos cuidados de João João 14:22.

JUDAS ISCARIOTES o nome próprio quer dizer “Deus é glorificado”, o apelido tem a ver com a terra de origem, Queriote, cidade de Judá – filho de Simão Iscariotes João 6:71; hipócrita, ladrão e tesoureiro do grupo João 12:4-6; somítico Mateus 26:14-15; traidor Marcos 14:10; auto-critico Mateus 27:3-4; suicida Mateus 27:5.

* – Faziam parte do núcleo duro de Jesus (Pedro, Tiago e João).
** – Por exclusão de partes, comparando Mateus 27:56, Marcos 15:40 e João 19:25.

domingo, 19 de junho de 2011

Nós e os Outros

“O Triunfo dos Porcos”, excelente romance de George Orwell, conta a história de uma revolução animal. Trata-se de um velho porco que incita os outros animais da quinta contra a exploração a que estavam sujeitos pelo dono. Tendo morrido em poucos dias, foi substituído na direcção da luta por três outros porcos que, expulsam o dono da quinta, promovem a auto-gestão e fazem progredir a economia da propriedade, bem como a igualdade e o desenvolvimento social dos animais.
Foi então que esses dirigentes se tornaram corruptos pelo poder e, numa assembleia, perante o desagrado demonstrado pelos outros animais, decretaram uma nova ética: “Todos somos iguais, só que uns somos mais iguais que os outros.”

Este é o ponto a que queria chegar porque, é bonito e soa bem essa coisa da igualdade, mas na prática, o que é que cada um de nós tem feito, sem que, lá atrás na nossa mente, não exista a ideia de que “uns somos mais iguais que os outros”?

Vamos imaginar que correspondíamos ao mandado de Cristo: “Ide e pregai o Evangelho a toda a criatura.”

Toda… que toda?
É que, na verdade, não só não atingimos, como nem sequer pensamos em certos segmentos da sociedade. Ou seja, fazemos um “apartheid”, mesmo que de forma inconsciente, no que toca à evangelização.
Sei que há algumas excepções… poucas! Conheço muitos crentes sem preconceitos… talvez alguns!
Mas, no geral, somos o espelho da sociedade em matéria de diferenças e descuramos tanto o acessório (os meios), como o essencial (a salvação de almas).

Posto que o Evangelho é para todos, vejamos as condições que oferecemos nos locais de culto:
- se todos conseguimos subir uma rampa, porque é que quando não há espaço suficiente para dois acessos se opta pelos degraus?
- quando somos visitados por estrangeiros, havendo na igreja quem saiba a língua, porque não se faz a aproximação para tradução do culto?
- porque não é promovida a formação em língua gestual para facilitar a evangelização de surdos?
- com a caridade feita na distribuição de alimentos aos sem-abrigo, porque não se fala de Cristo e não se indica uma igreja próxima?
E depois, temos ido às prisões, temos visitado as instituições de deficientes, temo-nos interessado pelos bairros degradados?
Quantas pessoas “diferentes” estão regularmente nas nossas comunidades? Dessas, quantas se converteram a Cristo já portadoras da diferença e fruto do nosso trabalho?

Cegos, surdos, malcheirosos, perfumados, pobres, ricos, sem-abrigo, estrangeiros, dependentes, limitados mentais ou motores, prostitutas, presos, “normais”..., todos; Jesus lidou com todos!
Mas nós, em vez de O imitarmos, mantemos a atitude daqueles que O acompanhavam e estranhavam os seus contactos perguntando: Porquê?
Talvez sejamos mais ousados: Para quê?

Vamos imaginar uma congregação onde possa existir uma miscelânea de gente a louvar a Deus, todos com direitos iguais?!

“Pois o Senhor vosso Deus, é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem recebe recompensas.”
Deuteronómio 10: 17


(Imagine - John Lennon)

Um dia, na Pátria Celestial, o mundo de cada um será um só para todos os salvos. Acham que isto é utopia? Não faz mal, eu acredito à mesma e sei que, com os diferentes, pudemos, desde já, fazer a igualdade!

domingo, 12 de junho de 2011

Dia do Pastor Baptista




E Ele mesmo concedeu uns... para pastores e mestres.” Efésios 4: 11





O segundo domingo de Junho é assinalado como o “Dia do Pastor Baptista”.
Em homenagem a esses homens que servem no ministério pastoral, tentarei aqui realçar alguns requisitos necessários para se ser pastor:

CHAMADA
“Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, Eu vos escolhi a vós e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça…” – João 15: 16
“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” – Mateus 9: 38

FORMAÇÃO
“Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.” – Provérbios 3:13
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correcção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra.” – II Timóteo 3: 16-17

PRÁTICA
“Importa que façamos as obras d’Aquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” – João 9: 4
“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” – I Timóteo 4: 16


“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia n’Ele, e o mais Ele fará.” – Salmo 37: 5
“De facto, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que O buscam.” – Hebreus 11: 6

ORAÇÃO
“Quanto a nós, perseveraremos na oração e no ministério da palavra.” – Actos 6: 4
“Com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para isto, vigiando com toda a perseverança e súplica por todos os santos.” – Efésios 6: 18

ZELO
“Olhai por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com seu próprio sangue.” – Actos 20: 28
“Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, corrige, repreende, exorta, com toda a longanimidade e doutrina” – II Timóteo 4: 2

EXEMPLO
“…torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” – I Timóteo 4: 12
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que a ouvem.” – Efésios 4: 29

HUMILDADE
“Então Samuel tomou uma pedra e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer; e disse: «Até aqui nos ajudou o Senhor.»” –
I Samuel 7: 12
“O temor do Senhor é a instrução da sabedoria; e adiante da honra vai a humildade.” – Provérbios 15: 33

Parabéns!
O meu obrigada a todos os homens de Deus que exercem o ministério com verdade.
E, a minha oração para que, junto da comunidade onde servem, se possa ouvir acerca de vós:

“Nesta cidade há um homem de Deus, e é muito estimado; tudo quanto ele diz, sucede. Vamo-nos agora lá; mostrar-nos-á, porventura, o caminho que devemos seguir.”
I Samuel 9: 6

sábado, 4 de junho de 2011

Deus

“…Levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade.
Bendito seja o Teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda a bênção e louvor.” – Neemias 9: 5

Com 3 anos e meio, em cima de uma cadeira, na chamada Igreja do Castelo, em Almada, disse um pequeno poema. Era a primeira vez (ainda o recordo, bem como o momento).
Mais tarde, apaixonei-me pelas palavras e pela poesia e, durante a adolescência e a juventude, foram inúmeras as vezes e os locais onde fiz uso da arte de dizer, ganhei alguns prémios e, passados tantos anos, ainda há pessoas que me lembram ligada à poesia.
Hoje, lamento que o hábito de louvar a Deus através de poesia tenha caído em desuso nas nossas igrejas.
Todos os poemas que disse eram escolhidos por mim, porque precisava de os sentir profundamente, porém, há três que foram especiais e desses, um foi sempre favorito.
Convido-vos a, embora longo, lê-lo e senti-lo. É lindo!


DEUS

Nas horas de silêncio, à meia-noite,
eu louvarei o Eterno!
Ouçam-me a terra, e os mares rugidores,
e os abismos do Inferno.
Pela amplidão dos céus meus cantos soem
e a Lua resplendente
pare em seu giro, ao ressoar nesta harpa
o hino do Omnipotente.

Antes de tempo haver, quando o infinito
media a eternidade
e só do vácuo as solidões enchia
de Deus a imensidade,
Ele existia, em sua essência envolto,
e fora d’Ele o nada...
no seio do Criador a vida do homem
estava ainda guardada;
ainda então do mundo os fundamentos
na mente se escondiam
de Jeová e, os astros fulgurantes,
nos céus não se volviam.

Eis o Tempo, o Universo, o Movimento
das mãos solta o Senhor:
surge o Sol, banha a Terra, desabrocha
nesta a primeira flor;
sobre o invisível eixo range o globo;
o vento o bosque ondeia;
retumba ao longe o mar; da vida a força
a natureza anseia!

Quem, dignamente, ó Deus, há-de louvar-Te
ou cantar Teu poder?
Quem dirá de Teu braço as maravilhas,
fonte de todo o ser:
no dia da Criação, quando os tesouros
da neve amontoaste,
quando da Terra nos mais fundos vales
as águas encerraste?!

E eu onde estava quando o Eterno os mundos,
com destra poderosa,
fez, por lei imutável, se livrassem
na mole ponderosa?
Onde existia então? No tipo imenso
das gerações futuras;
na mente do meu Deus. Louvor a Ele
na Terra e nas alturas!

Oh, quanto é grande o rei das tempestades,
do raio, e do trovão!
Quão grande o Deus que manda, em seco estio,
da tarde a viração!
Por Sua providência nunca, embalde,
zumbiu mínimo insecto;
nem volveu o elefante, em campo estéril,
os olhos inquieto.
Não deu Ele à avezinha o grão da espiga,
que ao ceifador esquece?
Do norte ao urso o sol da Primavera,
que o reanima e aquece?
Não deu Ele à gazela amplos desertos,
ao cervo a amena selva,
ao flamingo os pauis, ao tigre o antro,
no prado ao touro a relva?
Não mandou Ele ao mundo, em luto e trevas,
consolação e luz?
Acaso em vão algum desventurado
curvou-se aos pés da cruz?
A quem não ouve Deus? Somente ao ímpio
no dia da aflição,
quando pesa sobre ele, por seus crimes,
do crime a punição.

Homem, ente imortal, que és tu perante
a face do Senhor?
És a junça do brejo, harpa quebrada
nas mãos do trovador!
Olha o velho pinheiro, campeando
entre as neves alpinas,
quem irá derribar o rei dos bosques
do trono das colinas?
Ninguém! Mas ai do abeto, se o seu dia
extremo Deus mandou;
lá correu o aquilão, fundas raízes
aos ares lhe assoprou.
Soberbo, sem temor, saiu na margem
do caudaloso Nilo,
o corpo monstruoso ao sol voltando,
medonho crocodilo.
De seus dentes em roda o susto habita;
vê-se a morte assentada
dentro em sua garganta; se descerra
a boca afogueada;
qual duro arnês de intrépido guerreiro
é seu dorso escamoso;
como os últimos ais de um moribundo,
seu grito lamentoso;
fumo e fogo respira quando irado,
porém, se Deus mandou,
qual do norte impelida a nuvem passa,
assim ele passou!

Teu nome ousei cantar! Perdoa, ó Nume;
perdoa ao teu cantor!
Dignos de Ti não são meus frouxos hinos,
mas são hinos de amor.
Embora vis hipócritas Te pintem
qual bárbaro tirano,
mentem, por dominar com férreo ceptro
o vulgo cego e insano.
Quem os crê é um ímpio! Recear-Te
é maldizer-Te, ó Deus;
é o trono dos déspotas da Terra
ir colocar nos Céus.
Eu, por mim, passarei entre os abrolhos
dos males da existência
tranquilo e sem temor, à sombra posto
da Tua Providência.

Alexandre Herculano, in “A Harpa do Crente” – 1838 –
Poema escrito em Setembro de 1831, durante o exílio em Plymouth (Inglaterra)

sábado, 28 de maio de 2011

Eleições Legislativas


“Uns confiam em carros, outros em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos no nome do Senhor nosso Deus.”
Salmos 20: 7

Estamos prestes a voltar às urnas.
Podia fazer uma dissertação sobre as minhas opções políticas; podia falar sobre a credibilidade dos políticos; podia tentar destruir toda a defesa ou o ataque feito a este ou aquele político. Eu podia; porque, obviamente, tenho opinião!
O que não tenho é a presunção de achar que, nesta matéria, a razão está mais do meu lado do que do lado dos que têm considerações diferentes, nem este meu espaço está vocacionado para esse tipo de discussão.

Então, porque é que estou hoje a falar disto?
Porque acredito que “uns confiam em carros, outros em cavalos” (*), mas o mais importante é confiar em Deus e interceder pelos nossos governantes.

O Salmo 20 é uma oração a favor do rei. Tomando-o como modelo, oremos pelo futuro governo:
Para os seus dirigentes não falharem, nem fazerem o povo sofrer.
Para que os líderes estejam num lugar protegido.
Para que a nossa pequena nação não seja asfixiada pelos poderosos países aliados.
Para os governantes aceitarem conhecer Deus, ouvindo a Sua vontade e sabendo que a nação que tem Deus como Senhor é abençoada.

Oremos também pelos eleitores, especialmente por nós próprios:
Para não nos demitirmos do acto de escolha descarregando a responsabilidade nos outros.
Para que na hora de votar, possamos fazê-lo conscientemente.
Para sermos actuantes, analisando e corrigindo as atitudes que possam prejudicar o povo e ultrajar o nome de Deus.




Então, dia 5 vamos às urnas, mas antes façamos a nossa campanha, começando já a orar pelo futuro governo de Portugal.




“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões e acções de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda a piedade e respeito.”  –  I Timóteo 2:1-2


(*) Referência ao aparato de guerra de alguns exércitos ao redor de Israel, em cuja força confiavam.

domingo, 22 de maio de 2011

A Minha Primeira Bíblia

Há precisamente 53 anos, ganhei a minha primeira Bíblia. Conservo-a até hoje.

Foi propositadamente que disse: “ganhei” porque, na verdade, não me foi oferecida, não a achei e não a comprei.
Tinha 8 anos, ia à igreja, já sabia ler, mas ainda não tinha a minha própria Bíblia. Talvez porque fosse cara; talvez por ser criança; talvez por qualquer outra coisa…
Mas um dia, a 22 de Maio de 1958, eu ganhei uma!


Durante algum tempo, não sei se muito ou pouco, nem porquê, os meus pais frequentaram a Igreja Presbiteriana (Rua de Febo Moniz - Lisboa, ainda existente). Lembro-me que, com excepção do templo e do gabinete do pastor, as instalações me assustavam um pouco.
O salão de festas (com características de pequeno teatro) era um espaço privilegiado de actividades.

Creio que foi numa noite em que fiz de “andorinha” numa peça que, após a representação, a presidente da Sociedade de Senhoras subiu ao palco, colocou uma grande caixa redonda de chapéus sobre um banco, e desafiou o auditório a, mediante um pagamento simbólico, adivinhar o que a caixa continha, sendo que esse seria o prémio para o ganhador. A única informação que a senhora dava era que lá dentro estava “o objecto mais importante, necessário e precioso para o ser humano”.
E, a cada aposta dada, visivelmente desiludida, repetia a frase.

Desde o início que insisti com o meu pai para me deixar dar um palpite (que lhe segredei) e ele, insistentemente, recusou.
Das várias apostas, fixei duas, provavelmente por as ter achado lógicas: “um copo de água” e “um despertador”, mas falharam tal como todas as outras. Eu continuava a teimar com o meu pai até que, por fim, ele lá cedeu.
Levantei a mão e disse: “É uma Bíblia!”

A senhora tapou a cara com ambas as mãos e depois, a reprimir as lágrimas, mas com a voz embargada disse: “Eu não acredito, uma criança, meu Deus, foi preciso ser uma criança”.
Eu não estava a perceber nada, fiquei até na dúvida se aquela atitude era “sim” ou “não”.
Depois, chamou-me ao palco; as pessoas batiam palmas; ela abraçou-me com força e beijou-me; e eu fiquei alegre, envergonhada e confusa com tanta efusão. Aberta a caixa, ali estava a minha primeira Bíblia.
Senti uma vaidade imensa! Tinha uma Bíblia minha, só minha!

Posso dizer que esta companheira de jornada, muito me auxiliou a vencer obstáculos, guiou os meus passos no caminho da fé e deu-me conhecimento da vontade de Deus.
Hoje, descansa na estante, velhinha e manuseada.

A Bíblia contém palavras de amor e vida capazes de nos encher de confiança e alegria. Por isso, digo como o salmista:


"Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e Luz para o meu caminho." - Salmos 119:105

domingo, 15 de maio de 2011

Sopa de Ocasião

Sinto-me privilegiada por ter conhecido muitos e dedicados homens de Deus de antigamente. Tempos socialmente difíceis e espiritualmente obscuros, com desafios constantes, em que o amor ao Evangelho se manifestava na disponibilidade e na ousadia.
Mais próxima de uns que de outros, guardo a lembrança de muitos e sinto um enorme respeito por todos eles.

O “tio” Luís Paiva era um homem de estatura baixa, calvo e de sobrancelhas fartas, tinha um sorriso enorme e olhos luminosos.

Ainda criança converteu-se ao Evangelho e, mesmo quando entrou no mundo do trabalho (tipografia) no qual se manteve até à aposentação, nunca deixou de anunciar a Palavra de Deus.
Membro da Igreja dos Irmãos nas Amoreiras, colaborou na abertura de diversas Casas de Oração a sul do Tejo e na zona de Sintra. Ao longo dos anos, percorreu vários pontos de pregação, evangelizou em hospitais e cadeias e, numa altura em que o analfabetismo era abundante, aproveitou para ensinar a ler e escrever nos locais a que se deslocava.

Morreu aos 87 anos, tendo servido ao Senhor até ao fim.

Uma noite, eu estava sozinha em casa quando ouvi a campainha e, ao abrir a porta, dei de cara com o “tio” Luís Paiva. Tinha ido pregar a uma igreja distante (creio que em Sines) e, de regresso, parou (na casa dos meus pais) para nos visitar e descansar um pouco.
Depois de algumas palavras, soube que ele não tinha jantado; logo, resolvi preparar-lhe uma refeição.
Na altura eu tinha uns 18 anos, já dominava bem a vida doméstica e era muito desembaraçada a solucionar situações inesperadas. Em boa hora, porque não havia nada feito e, convenhamos, havia pouco que pudesse ser feito.

Foi assim que saiu a minha "SOPA DE OCASIÃO"

Ingredientes:   Água temperada com pouco sal
                                    1/2 Caldo de carne
                                    um pouco de chouriço de carne
                                    1 colher de chá de azeite
                                    massa miúda q.b.

                                                                       Preparação:
Colocar uma panela pequena, com a água temperada de sal, ao lume. Quando ferver, juntar o chouriço partido em pedaços pequenos e a massinha, mexer e quando voltar a levantar fervura, baixar o lume e deixar cozer por 8 a 10m.
Por fim, juntar o azeite e o caldo de carne e mexer em lume brando até desfazer por completo.

Nota: Servir quente e acompanhar com papo-seco e azeitonas.

Há quem diga que a sopa é a consolação de um estômago necessitado.
Lembram-se quando Eliseu mandou o seu servo preparar um caldo para os filhos dos profetas numa altura em que houve fome em Gilgal (II Reis 4: 38)?
Ao contrário do caldo de Eliseu (II Reis 4: 39-41), a minha sopa feita de restos correu bem logo à primeira.
Este foi o recurso que encontrei para alimentar o "tio" Luís Paiva. Ele comeu com visível satisfação e lá foi elogiando o petisco.

Posso deixar uma dica?
Havendo água, não deixem de improvisar uma sopa, de modo a acudir às necessidades de um servo de Deus.

“Acudi aos santos nas suas necessidades, exercei a hospitalidade.” – Romanos 12:13
“Porque, se há boa vontade, será aceite conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem.”
II Coríntios 8:12

domingo, 8 de maio de 2011

Deus Vê as Mulheres

Por vezes sentimo-nos invisíveis…, mas Deus vê-nos!



“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.” – Salmo 139: 1-3

domingo, 1 de maio de 2011

O 1º de Maio




1º de Maio é conhecido e comemorado (ou feriado) como o Dia Mundial do Trabalhador.

Parece lógico, pelos motivos que lhe deram origem, que este dia e a luta deste segmento da população, se associe à revolução política e social, mas, se o trabalhador for crente, então é desejável falar também em revolução moral e espiritual. Porque, quando Cristo está presente na vida do homem, o seu trabalho transforma-se em testemunho e os resultados estão mais sujeitos à observação dos outros.

Assim sendo, o que dizem as Escrituras aos trabalhadores crentes?

“Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor, e não como a homens, certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre.” – Efésios 6: 5-8

1º - É interessante que, apesar da passagem utilizar o termo “servos” (escravos), não fala em subserviência, mas em zelo e respeito. Ou seja, é necessário ter sempre o sentimento de dever cumprido.

2º - É preciso agir sem segundas intenções. A fórmula é simples, resume-se em realizar as funções de forma honesta, com auto-respeito, não ser preguiçoso, não bajular o patrão, nem dar motivos para desconfiança.

3º - O crente deve ter sempre Cristo em mente e, em coerência espiritual, deve fazer o trabalho de boa vontade. Isso garante que terá, no emprego, uma conduta que não o deixa envergonhado na igreja, nem mancha o nome de Deus.

Mas não fica por aqui, a Palavra de Deus ainda diz que:

“Ao que trabalha o salário não é considerado como favor, mas sim como dívida.” – Romanos 4: 4
e
“Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas ao sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho…” – Êxodo 20: 9-10

Sem dúvida, isto é justiça e coerência; pois, subtrair o direito ao salário e ao descanso do trabalhador é atentar contra a sua dignidade.

Deus é fantástico. Ele pensou em tudo!

domingo, 24 de abril de 2011

Celebrar Cristo

Marcos 16: 1-2,5-6
 
Jerusalém - Jardim de José de Arimatéia
vista actual do túmulo
"Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem embalsamá-lo. E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo."

Interior do túmulo
único lugar que foi utilizado
"Entretanto no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas.
Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno que foi crucificado? Ele ressuscitou, não está mais aqui, vede o lugar onde o tinham posto."


SHALOM!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Velha Rude Cruz

Jardins Bíblicos em Jerusalém
Réplica da cruz (toro que está no chão,
igual ao que Cristo carregou)





"Tomaram eles, pois, a Jesus; e Ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico."
João 19:17










Lugar da Caveira
sobre o qual Jesus foi crucificado
 







"E levaram a Jesus para o Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira... Então o crucificaram..."
Marcos 15: 22,24a










Em homenagem ao Senhor da minha salvação, recordo a Sua morte com um dos meus hinos favoritos - o nº 1 do meu Top - através da voz da Sampaguita, que considero ser uma das melhores intérpretes de hinos e para quem este também é favorito.



RUDE CRUZ

Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu,
como emblema de vergonha e pavor.
Mas eu amo essa cruz, porque nela Jesus,
deu a vida por mim, pecador.

Sim, eu amo a mensagem da cruz;
‘té morrer eu a vou proclamar.
Levarei eu também minha cruz
‘té por uma coroa a trocar.

Desde a glória do céu, o Cordeiro de Deus
ao Calvário humilhante baixou;
e essa cruz tem p’ra mim atractivos sem fim,
porque nela Ele me resgatou.

Nessa cruz padeceu e por mim lá morreu,
meu Jesus para dar-me o perdão;
e eu me alegro na cruz, dela vem graça e luz
para minha santificação

Eu aqui, com Jesus, a vergonha da cruz
quero sempre levar e sofrer;
Ele vem me buscar e, com Ele no lar,
uma parte da glória hei-de ter.

Cantor Cristão (nº 20 adenda)

“Para o conhecer e o poder da sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com Ele na sua morte; para de algum modo alcançar a ressurreição dentre os mortos” – Filipenses 3: 10-11

sábado, 16 de abril de 2011

Ser Mãe

Hoje, quando forem 21:10H, a minha filha faz 34 anos.
Perfeito, depois do príncipe, a princesa. Linda, tudo no lugar, tudo certo.
E eu que, depois do primeiro filho, pensava não poder amar outro ser com a mesma intensidade..., enganei-me.
Coração de mãe não tem limites!

Depois, também descobri que os filhos são diferentes uns dos outros, não só em género, mas em personalidade.
Não faz mal, a gente aprende.
O mais importante é que os filhos são um bem inestimável. Não pode ser mais sustentada a expressão do salmista Salomão:

“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão.” – Salmo 127: 3

Grande Bênção essa que confere Herança e Galardão aos pais. Vamos reflectir:

1º - A Bênção só existe, quando Cristo está presente no lar porque, ela, não se resume a coisa boa. Muitas vezes, é quando os filhos nos dão problemas que mais sentimos a bênção, revelada na paciência, na sabedoria e na dependência de Deus.

2º - A Herança exige responsabilidade na administração. Os filhos necessitam de incentivo, correcção e bons exemplos. Para fazermos isso da maneira mais plena possível, temos que observar a Palavra de Deus como um livro de instruções.

3º - O Galardão é uma recompensa. Ora, se os filhos assim são chamados pelo Senhor, nós somos responsáveis perante Ele das vidas que geramos. Caso contrário, o fruto não será recompensa, mas fardo.

Eu, mãe, sei que, no bem ou no mal, o meu amor está sempre presente e a protecção de Deus também.
E não é que os meus filhos são filhos do Pai Eterno?! Maravilhoso, hein?

“O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele.” – Provérbios 20: 7









Feliz aniversário filha!

sábado, 9 de abril de 2011

O Teste

Quem já teve experiência de liderança em acampamentos, retiros e eventos especiais das igrejas, sabe que muitos dos participantes são emocionalmente impelidos a manifestar a decisão de receber a graça da salvação em Cristo. Até se dá o caso de algumas pessoas manifestarem essa vontade mais que uma vez, em diferentes anos ou ocasiões, tal é o impacto emocional da ideia de salvação associado à falta de convicção espiritual.

Ora, pensando bem, a manifestação pública é o lado fácil das “decisões”, porque a Salvação tem muito que se lhe diga e o mais difícil está para vir. Na verdade, sendo gratuita, a Salvação não é barata… e, ao invés de se levar Cristo a reboque como guarda-costas, é preciso segui-Lo e imitá-Lo.

Na Bíblia (Lucas 18: 18-23 – Mateus 19: 16-22 – Marcos 10: 17-22), temos o relato de um jovem rico e de boa posição social que se apresentou perante Jesus interessado em receber a vida eterna (salvação).
À partida, parecia estar ali uma pessoa disponível para acatar tudo que Jesus lhe dissesse, no entanto, o Mestre não se deixou levar pelo entusiasmo do jovem e colocou-o perante um teste de firmeza:

Questão – Conheces Deus? (Talvez Jesus quisesse que ele especificasse se O chamara de “Bom Mestre” por reconhecer a Sua divindade ou talvez estivesse a confrontá-lo com o foco que tinha em si próprio).
Não respondido. O rapaz estava indeciso.

Questão – Guardas os mandamentos? (Jesus referiu alguns, deixando de fora os de relacionamento directo com Deus).
Resposta positiva. Não matava, não adulterava, não roubava, não levantava falso testemunho e honrava o pai e a mãe.

Questão – És capaz de vender os teus bens, dar o lucro aos pobres e seguir-Me? (Esta pergunta valia maior pontuação, por ser decisiva para o resultado final).
Renúncia. Foi-se embora. Definitivamente, não estava interessado numa vida que o obrigava a largar todos os bens terrenos e a ter um único Senhor. Jesus tinha ido longe de mais com as exigências.
Realmente aquele jovem tinha algumas coisas correctas na sua vida:
Objectivo – queria ter a vida eterna.
Atitude – procurou resposta para o seu problema.
Discernimento – recorreu à pessoa certa.
Conhecimento das Escrituras – era religioso e procurava cumprir com os mandamentos.
Mas isto era insuficiente, ele não tinha a garantia da vida eterna e não queria abdicar dos bens do mundo.

Eu não disse que seguir a Cristo tem custos que podem ser elevados?!
Quantos não têm recusado segui-Lo porque querem ser eternos, mas não aderem à eternidade?
Quantos vão à igreja e sabem as verdades bíblicas, mas não as praticam?
É por isso que muitos vão tomando decisões públicas, mas no seu coração não aceitam o Senhor eterno, O verdadeiro garante da eternidade da nossa alma.


“Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.” Marcos 8: 35

sábado, 2 de abril de 2011

A Arca de Noé

Há histórias bíblicas que são clássicos das classes infantis da Escola Bíblica Dominical. Quem por lá passou sabe muito bem do que estou a falar.
Uma das mais apreciadas pelas crianças é A Arca de Noé. Aquele verdadeiro zoológico flutuante tornou-se um grande atractivo, à volta do qual se podem fazer inúmeras actividades.

Isto passa-se com as crianças, mas o desejável é que, conforme se vai avançando na idade e na compreensão, essas histórias vão sendo aprofundadas e alargadas ao contexto.


Pergunto, neste relato do Velho Testamento, qual é o atractivo para cada um de nós?
Antes de revelar o meu, vou realçar alguns aspectos acerca daquilo que podemos aprender nesta passagem.



Génesis 6: 7-8 – Deus amaldiçoou a terra e decidiu destrui-la, por causa da maldade e corrupção dos homens, mas, a Noé, decidiu poupar, porque era um homem justo e perfeito.
A nossa conduta deve ser conforme o coração de Deus, de modo a ser-Lhe agradável.

Génesis 6: 13-14 – Deus informou Noé dos seus propósitos e mandou-o fazer a arca. Noé não duvidou, nem questionou Deus.
Por absurdas que nos pareçam as formas usadas por Deus para poupar a nossa vida, devemos ouvi-Lo, ser humildes e obedientes. Há oportunidades que são únicas.

Génesis 6: 15-22 – Deus forneceu o projecto completo para a feitura da arca e deu directrizes de sobrevivência. Noé dedicou-se ao trabalho.
Muitas vezes as construções da nossa vida não dão certo porque utilizamos os nossos projectos e temos pressa nas conclusões, em vez de acreditarmos na sapiência de Deus e fazermos como Ele diz.

Génesis 6: 18 – Deus disse a Noé que devia entrar para a arca acompanhado pelo seu núcleo familiar.
Deus não criou o homem para estar só, por isso, não devemos subestimar o valor dos outros, mas aprender que precisamos uns dos outros.

Génesis 7: 2-3 – Deus ordenou a Noé que levasse para a arca pares de todos os animais.
Por segurança, não devemos descurar as outras espécies, apesar das nossas diferenças, a sobrevivência dos homens também depende dos outros animais.

Génesis 7: 6 – Noé era um homem de idade avançada, mas não se queixou por ter de fazer uma obra tão gigantesca e minuciosa.
Mesmo depois de velhos, Deus pode chamar-nos a fazer alguma coisa realmente grande, por isso não devemos sentir-nos incapazes, nem descuidar as nossas responsabilidades.

Génesis 7: 17-24 – Tudo estava como Deus mandou quando se deu o dilúvio (durante 40 dias), mas o panorama fora da arca foi assustador. Porém, não consta que Noé tivesse ficado com medo ou nervoso.
Quando aprendemos a confiar em Deus, não há nada que nos retire a paz interior.

Génesis 8: 1-19 – Passados cento e cinquenta dias, as águas começaram a diminuir. E, quando a terra já estava seca, Deus mandou Noé, a família e os animais saírem da arca.
Por vezes, durante a tormenta, agarramo-nos muito a Deus, mas quando a bonança chega, ficamos inquietos e queremos resolver tudo sozinhos. Na verdade, só os que esperam no Senhor recebem grandes resultados.

Génesis 8: 20-22 – Noé, após a protecção e libertação dada por Deus, alegrou-se e o seu primeiro pensamento foi agradecer e louvar ao Senhor.
Nos bons e nos maus momentos, Deus está a suportar as nossas emoções e a defender a nossa integridade. Por isso, devemos ser gratos e festejar a vitória sem ignorar o seu Autor.

Génesis 9: 1-7 – Deus estabeleceu novos princípios para manutenção da vida sobre a terra e forneceu-os a Noé.
Não podemos cruzar os braços. Deus só faz o que não é possível ao homem fazer.

Génesis 9: 8-17 – Deus estabeleceu uma aliança com a humanidade, na pessoa de Noé, prometendo nunca mais vir um dilúvio sobre a terra. O seu sinal é o “arco da aliança”.
Quando estamos com Deus, há sempre um arco-íris de esperança que nos desafia à confiança. Ter a bênção de Deus, é uma garantia de sucesso!

Ficamos por aqui, chegámos ao meu atractivo neste relato bíblico – o arco da aliança, conhecido como arco-íris.
O arco-íris é das coisas mais lindas e contemplativas que existem! É como se Deus chegasse, pintasse o céu e deixasse escrito: “Sabe que Eu sou Deus e cumpro as minhas promessas!”.
Para mim, é uma das manifestações mais evidentes da nossa relação com Deus.


Quando o arco aparece no céu, fico a contemplá-lo…, e usufruo duma grande sensação de segurança.
Deus é fiel!

“O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda a carne que há sobre a terra.” – Génesis 9:16

sábado, 26 de março de 2011

Pegadas na Areia


“Em toda a angústia deles foi Ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão Ele os remiu, os tomou e os carregou todos os dias do passado.”
Isaías 63: 9

Há uma forte probabilidade da maioria dos portugueses adultos já terem lido, pelo menos uma vez, o poema (escrito em 1964) que se vulgarizou como “Pegadas na Areia”.
Quem acredita em Deus, e quem não acredita, tem-no utilizado em mensagens de conforto porque, na verdade, ninguém fica indiferente à profundidade dessa obra traduzida em diversas línguas e comercializada das mais diversas formas.
Porém, ainda poucos conhecem a sua origem.
Margaret Fishback Powers

Em 1993 a autora publicou um livro onde conta a história que deu origem ao poema. Em 2009, saiu a versão portuguesa.
Com a sua leitura, constatei que se trata de uma grande e inspiradora experiência de fé..., quase uma aventura. Mas, já que o livro é auto-biográfico, não quero exceder-me em revelações, somente dizer que vale a pena ser lido e sugerir que o dêem de oferta a amigos descrentes.







Título: Pegadas na Areia
Autora: Margaret Fishback Powers
Editora: Estrela Polar
Venda: Grandes superfícies e livrarias




Uma noite tive um sonho.
Estava a passear na praia com o meu Senhor.
Pelo céu escuro, passavam cenas da minha vida.
Por cada cena, percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia,
um que me pertencia
e outro ao meu Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou perante mim
olhei para trás, para as pegadas na areia.
Havia apenas um par de pegadas.
Apercebi-me de que eram os momentos mais difíceis
e tristes da minha vida.
Isso sempre me incomodou
e interroguei o Senhor
sobre o meu dilema.

"Senhor, quando decidi seguir-Te, disseste-me
que caminharias ao meu lado
e falarias comigo durante todo o caminho.
Mas apercebo-me de que,
durante os momentos mais atormentados da minha vida,
há apenas um par de pegadas.
Não percebo por que razão, quando mais precisei de Ti,
Tu me deixastes."

Ele segredou: "Meu precioso filho,
Eu amo-te e nunca te deixarei
nas horas de provação e de sofrimento. Nunca.
Quando vistes na areia apenas um par de pegadas,
foi porque Eu te carreguei no colo."