"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vida Sem Limites

“Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.” – Tiago 1:2-4

No último dia 3 de Fevereiro, sob o título “Mais que Vencedores”, escrevi aqui acerca do jovem Nick Vujicic.
Hoje volto a falar dele, para dar conta do seu livro, já traduzido para português.

A leitura é fascinante e motivadora; eu fiquei colada ao relato, como se estivesse a viver as experiências do Nick. Ele é uma inspiração para muitos que têm assistido às suas palestras e para mim também.
Aconselho vivamente que leiam este livro repleto de testemunho, coragem, fé e alegria de viver. Enquanto o li, tive um permanente sorriso de afecto e muita comoção.
Agradeço a Deus pela vida deste meu irmão na fé.

Sinto-me muito pequena quando penso nas múltiplas queixas que nós (ditos normais) damos, a forma fácil com que capitulamos perante os nossos obstaculozinhos, as dúvidas mesquinhas, as perguntas sem sentido, o virar de costas, os motivos e as justificações para não agirmos.
Nick, não tem braços, não tem pernas, mas corre o mundo a motivar os outros e a falar de Cristo. Oh Deus, como ele tem uma vida abundante…!

Alegra-me que a venda do livro não esteja confinada às livrarias evangélicas, porque chega a muito mais gente e pode despertar mais almas para Deus.
Lamento que na tradução apareçam os termos “missa” e “rezar”, por não corresponderem à nossa terminologia, mas isso é secundário; o essencial é o testemunho!



Título: Vida Sem Limites

Autor: Nick Vujicic

Editora: Leya

Venda: Grandes superfícies e livrarias






Não resisto a dar uma novidade que muito me alegrou:
A 1 de Agosto deste ano, Nick anunciou o seu noivado com Kanae, tendo declarado publicamente: “Esta é a maior bênção que já recebi, após a vida, a salvação e o meu relacionamento com Deus. Agradeço a todos o vosso amor, apoio e orações!”



Ficam aqui dois pequenos vídeos sobre a vida e a obra de Nicholas James Vujicic.  Espero que despertem a vossa atenção para o livro.



sábado, 8 de outubro de 2011

A Comunicação da Palavra

Eu gosto de observar a actividade da igreja primitiva. Ela é uma verdadeira fonte de ensino para o ministério da igreja actual .
Em Actos 8:26-40 temos um relato fantástico e muitas dicas sobre a comunicação da Palavra de Deus.

Nesse tempo os crentes helenistas foram alvo de perseguição e, após o assassinato de Estêvão, à excepção dos apóstolos (que se mantiveram em Jerusalém), todos foram dispersos pela Judéia e Samaria, para evitar serem martirizados (8:1).
Entretanto, iam anunciando a Palavra.

Um desses crentes era Filipe, conhecido como o Evangelista, natural da Cesaréia e pai de 4 filhas (21:8-9); ele era bem conceituado na comunidade por isso tinha sido um dos escolhidos para dar apoio à obra social da igreja (6:1-6).
Ora, Filipe andava a anunciar o Evangelho e a operar maravilhas em Samaria (8:5-8), quando recebeu uma estranha ordem de Deus (v.26), para que se deslocasse a um local deserto (provavelmente uma cidade destruída e abandonada).

Eu acredito que Filipe pode ter pensado que Deus estava louco. Para quê um evangelista, um missionário, ou um pastor, ir para um lugar deserto?
Não obstante, ele obedeceu!

Ao chegar aquele lugar, onde supostamente não havia ninguém, Filipe encontrou um etíope (v.27), eunuco, instruído, que era superintendente do tesouro de Candace, rainha da Etiópia.
Esse homem vinha de Jerusalém, onde tinha ido adorar a Deus e, de regresso, lia o livro do profeta Isaías (v.28), mas não entendia o texto; ele tinha dúvidas que queria ver respondidas (v.31).

Então, vamos tentar perceber o que se passou.



Para haver Informação, é essencial a existência do Emissor (Deus/Escrituras) e do Receptor (eunuco).




Mas, quando a mensagem não é entendida, há necessidade de reforçar os níveis de Comunicação, para clarificar a intenção do emissor (é aqui que entra Filipe):

Código Linguístico – (v.28-31)
Como havia o costume de se ler em voz alta, foi fácil Filipe saber qual era a leitura que o eunuco fazia (v.32-33), ou seja, lia Isaías (53:7-8). Filipe e o eunuco falaram e entenderam-se.

Significado das Palavras – (v.34-35)
O etíope adorava a Deus, mas não conhecia o poder da salvação. E, aquela leitura, é incompreensível a quem não conhece Cristo. Filipe explicou a passagem profética e, dessa forma, apresentou Cristo ao eunuco.

Aplicação – (v.36-38)
O etíope entendeu a mensagem, aceitou a salvação e, revelando um sentido prático, quis dar prova da sua decisão e pediu para ser baptizado.

Resultado – (v.39)
O eunuco transformou-se num homem feliz. Ele tinha encontrado a vida eterna e, ao voltar à corte da rainha Candace, levava com ele as Boas Novas.

A mensagem alcançou o seu objectivo:
• Muitas vezes não entendemos os desígnios de Deus, mas quando obedecemos, produzimos fruto e recebemos bênção.
• Para Deus, todos somos importantes; logo, independentemente das diferenças ou do local, devemos proporcionar aos outros o conhecimento da Palavra de Deus.
• Após o entendimento dos propósitos de Deus, a decisão pela salvação é pessoal.

“Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.” – Salmos 32:8

sábado, 1 de outubro de 2011

Tudo Quanto Tem Fôlego Louve ao Senhor!




Do princípio ao fim da Bíblia, encontramos várias referências à música, tanto na expressão instrumental como cantada.




Em Génesis (4:21), descobrimos Jubal, o pai dos tocadores de harpa e flauta; e no Apocalipse (14:3), João conta da visão em que o Cordeiro e os seus remidos cantam sobre o monte de Sião.

Lá pelo meio temos:
Deus a mandar Moisés escrever um cântico e ensiná-lo ao povo (Deuteronómio 31:19,22);
Os servos de Saul a aconselhá-lo a procurar alguém que tocasse harpa para que se acalmasse (I Samuel 16:16,17,23);
Os Levitas a tocar instrumentos e a cantar para louvar ao Senhor (II Crónicas 5:12-13);
David, o grande músico do Velho Testamento, que não só tocava instrumentos, como escrevia maravilhosas letras (pelo menos 73 dos Salmos são da sua autoria);
Salomão (Provérbios 25:20) a falar acerca da acção das canções para um coração aflito;
Jesus e os discípulos a cantarem um hino, após a ceia (Mateus 26:30);
Paulo e Silas na prisão (Actos 16:25) a cantarem hinos;
O apóstolo Paulo a recomendar às igrejas (Efésios 5:18-19 / Colossenses 3:16) que louvassem a Deus cantando.

E, ainda, os cânticos de:
Moisés (Êxodo 15:1-18 e Deuteronómio 32:1-43); Miriã (Êxodo 15:21); Débora (Juízes 5:2-32); Ana (I Samuel 2:1-10); David (II Samuel 22:2-51); diversos (Salmos); Salomão (Eclesiastes, Cantares); Isaías (Isaías 12:1-6, 25:1-26:21, 42:10-25); Ezequias (Isaías 38:10-20); O Servo (Isaías 42:1-4, 49:1-6, 50:4-9, 52:13-53:12); Maria (Lucas 1:46-55); Zacarias (Lucas 1:68-79); Simeão (Lucas 2:29-32).

Na verdade a música ocupa um espaço especial no coração de Deus.
Hoje é o Dia Mundial da Música por isso,

“Cantai-Lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.”
Salmos 33:3

sábado, 24 de setembro de 2011

Comunidade Linguística

Muito se tem falado do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Para mim, há coisas com que concordo e outras que nem por isso, enfim, também não é coisa que me apeteça muito… provavelmente, continuarei a escrever como aprendi. Não sei!

De qualquer forma, quando pensei neste tema, não queria discutir, nem divagar, sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas sim sobre o Acordo da Linguagem Divina. Ou seja, aquele que é eterno e imutável, que faz parte da aliança de Deus com o seu povo, seja qual for o país onde vive ou a língua que fala.

Então, podemos ficar descansados porque as alterações feitas à ortografia do português não interferem no espírito da Palavra de Deus!

O mesmo não digo acerca das imensas versões da Bíblia Sagrada que, em alguns casos, até retiram sentido, desvirtuam e alteram o texto bíblico.
Dos 7238 idiomas que existem, pouco mais de 390 têm a Bíblia traduzida na íntegra e mais de 4200 não possuem sequer um versículo da Palavra de Deus. Não obstante, só entre os evangélicos há, além das tradicionais (corrigida e actualizada), as mais diversas versões (linguagem de hoje, português corrente, revista, contemporânea, etc.), o que, inclusivamente, propicia o desvio ao conteúdo, já que se tornou “moderno” analisar as diferentes versões e discutir o vocábulo que “soa” melhor em vez de se estudar o texto e a sua aplicação.

Pergaminhos do Mar Morto, com cerca de 2000 anos
Então, só a título de exemplo, vamos observar alguns itens do

Acordo da Linguagem Divina

Apocalipse 1:8 – “Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.”

II Timóteo 3:16 – “Toda a Escritura é divinamente inspirada por Deus, e útil para o ensino, para repreensão, para correcção, para a educação na justiça.”

Provérbios 30:5-6 – “Toda a Palavra de Deus é pura; Ele é escudo para os que n’Ele confiam. Nada acrescentes às Suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.”

Mateus 5:18 – “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um iota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo se cumpra.”

Mateus 5:37 – “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; Não, não. O que disto passar, vem do maligno.”

Salmo 119:160 – “As Tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos Teus justos juízos dura para sempre.”

Salmo 34:13 – “Refreia a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem dolosamente.”

Tito 2:7-8 – “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras; no ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito.”

Mateus 6:7 – “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.”

Isaías 40:7-8 – “Seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.”
 
Manuscrito Bíblico, com mais de 1.600 anos
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.” – Provérbios 3:5

domingo, 18 de setembro de 2011

As Lições do Feijão

Há histórias que se repetem e, vá lá saber-se porquê, ainda assim, deixam-nos sempre expectantes e encantados.
Com os meus filhos, com os alunos da Escola Bíblica Dominical ou dos acampamentos e, agora, com os meus netos, o feijão tem sido um bom aliado.



Tudo começa com os tradicionais copos de plástico, um pouco de algodão humedecido e, obviamente, o feijão, desempenhando o seu papel de semente.



Na verdade, a semente é um grão seco, sem vida, cujo principal objectivo é renascer. Por isso, o melhor que se lhe pode fazer é sepultá-la.




Assim é com o homem, para que se dê o NOVO NASCIMENTO.
O apóstolo Paulo diz em Efésios 2:1 – “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados...” ou seja, só através de Cristo, nosso fundamento, podemos renascer.




Assim se inicia a germinação. E, para que corra bem, é essencial a contribuição de factores próprios da semente e de factores do meio ambiente.
Depois, é só ficar atento, para ver o feijão/semente a desenvolver-se.





Digamos que esta é a INFÂNCIA ESPIRITUAL, quando o homem necessita de potenciar factores pessoais (vontade, transformação e amadurecimento) como vemos em II Coríntios 5:17 – “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” e, também, ter agentes envolventes de ajuda (tempo, relacionamento e oração prestados pela igreja) conforme conselho de Paulo em I Tessalonicenses 5:11 – “Exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros…”
 
 
Depois, já temos um feijoeiro e é bom vê-lo crescer, mas o copo torna-se pequeno e o algodão insuficiente para o suster e alimentar. É tempo de lhe oferecer condições apropriadas ao crescimento.



O normal e desejável, é que os ADULTOS EM CRISTO sintam necessidade espiritual de mudança alimentar e de desenvolvimento. Paulo, de si próprio disse em I Coríntios 13:11 – “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”

Entretanto, ao que tudo indica, o feijoeiro fica bem instalado e bem alimentado. Mas…
Desta vez tirei uma nova lição. Um dos pés de feijão da neta tinha um crescimento lento e, certo dia, reparei que estava a vergar-se, sem força. Então, coloquei um pauzinho para o amparar.


No percurso da vida espiritual, há CRENTES QUE ADOECEM. Na verdade, nem todos temos o mesmo crescimento e, até mesmo os aparentemente mais fortes, podem enfraquecer na fé e questionar os princípios.
Muitas vezes isso acontece porque nos achamos auto-suficientes e descuidamos o aviso de I Coríntios 10:12 – “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.”; mas também, devido à atitude dos outros crentes, como diz em Romanos 14: 10 – “Tu, porque julgas a teu irmão? E tu, porque desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.”

Porém, o importante é que haja restauração. É necessário receber cura divina e, nessa altura, é muito importante o cuidado dos irmãos. Diz em Romanos 14:1 – “Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos.”

Ora, o nosso pé de feijão conseguiu vingar e, dias mais tarde, até já estava à altura dos outros!

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro

Há episódios que ficam de tal forma impressos na história e nas vidas que, quando se fala da data, logo a nossa memória voa para o acontecimento, como se anteriormente o dia não estivesse calendarizado e não continue a repetir-se todos os anos.
Depois, a televisão tem esta facilidade de nos mostrar os acontecimentos em simultâneo com o momento, dando-nos a sensação de presença física.

Nunca antes tinha visto uma coisa assim e, por ignorância ou por ingenuidade, no imediato, não me passou pela cabeça que estava a assistir, em directo, a uma devastadora acção da maldade do homem.
Por isso, quanto ao primeiro avião, pensei ter existido um inesperado e incontrolável erro humano ou técnico e, quando vi a segunda torre a ser invadida pelo segundo avião, suspeitei que isso acontecera devido à falta de visibilidade provocada pelo fumo que se propagava no ar.
As imagens e notícias seguintes foram tremendas e sufocantes. Um verdadeiro horror que ainda hoje me agonia! Para mim, se é possível haver imagens piores que outras, são as dos corpos abandonados no ar, de pessoas que se evadiram pelas janelas para “fugirem” ao sofrimento e à morte ou por, irracionalmente, não aguentarem o pânico.

Dez anos depois, não há como esquecer!

O 11 de Setembro de 2001 foi a primeira data marcante do século XXI. Em tese, o atentado tomou o rótulo de Fundamentalismo Religioso. Mas é mentira, aquilo foi terrorismo!
Fundamentalistas são os crentes no Deus Altíssimo, quando obedecem aos princípios da Sua Palavra. E nela, podemos constatar que serão:

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” – Mateus 5: 9

Nós sabemos que esta bem-aventurança não contém uma promessa para os que são pacíficos nem para os que desejam a paz, mas para os fundamentalistas, os que a fomentam. Pacificadores, são aqueles que estão em paz com Deus e se esforçam por promover a paz entre os homens. São esses que têm a felicidade de ser identificados com o Pai e recebem a honra de ser chamados de seus filhos.
Os fundamentalistas andam em novidade de vida e produzem o fruto do Espírito.


“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito
contra a carne; e estes opõem-se um ao outro,
para que não façais o que quereis.
Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Contra estas coisas não há lei.
E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.” – Gálatas 5: 17-26

Shalom!

domingo, 4 de setembro de 2011

Cantai ao Senhor

Actualmente, a um determinado período do culto dedicado ao canto, chama-se “tempo de louvor” e às pessoas que assumem a direcção dos cânticos “grupo de louvor”.
Para mim está bem assim, desde que se entenda que faz parte do todo; porque, louvor deve ser uma atitude presente durante todo o acto de culto e não exclusiva ao canto.

Então, genericamente:

Quem deve cantar? – Crentes
“Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz… Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração.” - Efésios 5: 8, 19

Onde e Quando? – Perante Deus e em todo o tempo, circunstância e lugar
“Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante d’Ele com canto.” - Salmo 100: 2
“Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor desde a extremidade da terra, vós, os que navegais pelo mar, e tudo quanto há nele, vós ilhas, e os vossos habitantes.” - Isaías 42:10

Como? – Com inteligência e reverência
“Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.” - Coríntios 14: 15

Quando ainda não havia esta moda, que não descarto, os hinos eram dirigidos pelos pastores. Parecia-me bem!
Quem cantava a solo ou em grupo tinha o cuidado de se preparar com tempo, de modo a dar o melhor para Deus e vivificar a igreja. Excelentes momentos!
Já nos tempos bíblicos, os levitas pertenciam a uma tribo separada e capacitada com a missão de servir na Casa do Senhor, ou seja, tudo o que faziam, incluindo a música e o canto, tinha de ser agradável a Deus. Todo o culto era louvor!

“E disse David aos chefes dos levitas que constituíssem, de seus irmãos, cantores, para que com instrumentos musicais, com alaúdes, harpas e címbalos, se fizessem ouvir, levantando a voz com alegria.
E Quenanias, chefe dos levitas, tinha o encargo de dirigir o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido.”
I Crónicas 15: 16,22


Logo, o dito “Grupo de Louvor”, que se pretende dirija a congregação nos cânticos, deve observar cuidados especiais e não assumir um papel de vedetismo. Porque, alguns, ou não estão capacitados, ou perdem a visão do objectivo e, com ou sem dom, em detrimento da humildade, valorizam o protagonismo e o espectáculo.

* O ministério da música deve ser efectuado para Deus por isso, os executantes devem ter dom, treinar e ser adoradores.
* A escolha dos cânticos merece toda a atenção. O responsável deve planear os cânticos de acordo com o tema da reunião ou da mensagem; conhecer bem os hinos; não repetir os cânticos amiúde; ensaiar devidamente com os instrumentistas, os cantores e os orientadores do som e da projecção (se existir); ter cuidado para não usar letras sem fundamento teológico, nem repetitivas.
* O dirigente deve ser uma pessoa segundo o coração de Deus, mantendo características agradáveis, como: ser simpático; estar apresentável; não sobressair, nem se abstrair, da assistência (dirigir, não é cantar a solo); não exibir uma espiritualidade estudada; não retirar tempo à mensagem; não falar desnecessariamente (os hinos falam por si).

Que todos possamos usufruir de belos momentos de louvor cantando ao Senhor!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Passatempos Bíblicos

Tendo em conta o tempo de férias, preparei alguns passatempos para quem visita o meu blog. Espero que gostem tanto de resolver os problemas como eu gostei de os preparar. Divirtam-se!


Quem é Quem? - Colocar a letra do nome na frase correspondente


Soluções: A- Dn. 1:7; B- Mc. 10:46,52; C- Gn. 4:8; D- At. 9:36;
E- Gn. 25:33-34; F- Rm. 16:1; G- Jz. 7:7; H- Gn. 16:15; I- Gn. 16:16;
J- 1ª Sm. 20:17; L- At. 16:14; M- Jo. 18:10; N- Rt. 1:15-16;
O- Cl. 4:7-9; P- At. 18:2-3; Q- 1ª Sm. 9:1-2; R- Js. 6:25; S- At. 16:25;
T- At. 16:1; U- 2ª Sm. 11:14-15; V- Et. 1:9; Z- Lc. 19:2-3


Sopa de Letras - Procurar o nome dos 12 discípulos, em todos os sentidos, excepto na diagonal


Soluções: Mt. 10:2-4
                                        


Escolha Múltipla – Riscar as respostas erradas


Soluções: 1- 2ª Sm. 18:10; 2- Jz. 5:7; 3- 1ª Sm. 17:40; 4- Cl. 4:14;
5- Ap. 2:10; 6-1ª Rs. 17:4; 7- Lc.10:3035; 8- 2ª Tm. 1:5; 9- Gn. 2:17;
10- 2ª Pd. 3:8


“Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!”
Lucas 11:28

Boas Férias!

sábado, 20 de agosto de 2011

Vamos Pescar?

Pela narração de Lucas 5: 1-11 podemos perceber que, depois de uma noite de faina sem êxito, os pescadores estavam desanimados.

Ver nota final

Entretanto, na praia, uma multidão entusiasmada com o discurso inovador que Jesus tinha acerca de Deus tinha-O seguido e competia por um lugar em que pudessem ouvi-Lo melhor. Foi então que Jesus viu os barcos no areal e os pescadores à beira-mar a lavar as redes.

Logo, entrando no barco de Pedro, pediu-lhe que o afastasse da praia e, ali sentado, todos puderam ouvir claramente a sua voz e usufruir dos seus ensinos.

Quando acabou de falar e sabendo que naquela noite os homens não tinham conseguido os seus objectivos de pesca, mandou Pedro fazer-se ao largo e lançar as redes. A ordem era despropositada, ninguém pescava àquela hora, mas Pedro acabou por obedecer.
Repentinamente, vindo de todos os lados, apareceu uma enorme quantidade de peixes ansiosos por ser apanhados. As redes não aguentando o peso, começaram a romper, mas os peixes não paravam de chegar. Pedro e André resolveram chamar os sócios, Tiago e João, para que fossem ajudá-los. E os dois barcos ficaram cheios, quase se afundando com o peso.

Todos ficaram maravilhados! 
Pedro, porém, reconhecendo a sua pequenez perante o poder de Jesus, ajoelhou-se e declarou-se indigno de, sequer, estar na presença do Mestre.
Mas a meta de Jesus era muito mais do que fazer aquele milagre e, imediatamente, os compeliu ao compromisso de passarem a “pescar” homens.
E, chegados à praia, deixaram barcos, peixe, pertences e seguiram o Mestre.
Mar da Galiléia
Um pescador conhece as luas, as marés, os ventos; conhece os peixes e os ritmos de deslocação; sabe que nem todas as horas são boas para pescar; sabe como e para onde deve lançar as redes. Nós também conhecemos as nossas possibilidades e sabemos como devemos agir, como evangelizar, como servir ao Senhor. Esse é o grande problema porque, na maioria das vezes, decidimos avançar sozinhos, sem consultar o Mestre.

Sim, eu sei que quando deixamos Jesus se intrometer na nossa vida, é bem possível recebermos uma ordem esquisita ou uma informação meio sem sentido.
É que às vezes Ele quer arrancar-nos dos nossos conhecimentos e das nossas rotinas. Porém, antes de obedecer, argumentamos com as nossas razões e paixões, quando só precisamos de confiar: “Sob a Tua palavra, eu faço!”

Hoje em dia há um incontável número de pessoas à procura de religiões e correntes filosóficas, para dar resposta aos seus anseios. Pessoas que precisam de ouvir a verdade. É para isso que Jesus quer usar-nos.
Ele não apela às nossas emoções, nem à nossa imaginação; Ele dá-nos directrizes e apela à nossa obediência e acção. Por isso, deixemos tudo…

“E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” – Mateus 4: 19

Vamos pescar?!


Nota: Barco usado no mar da Galiléia no tempo de Jesus.
Foi encontrado na costa do mar da Galiléia em 1986, após a grande seca, quando o nível da água desceu muito. Depois de analisado por peritos e feitos testes de carbono-14, foi confirmado que a construção do barco está calculada entre 100 a.C. e 70

sábado, 13 de agosto de 2011

Felicidade vs Paz


A menos de cinco minutos da minha casa situa-se a Igreja Matriz de Loures.

Fora do movimento urbano, todo o espaço envolvente é muito tranquilo.



Para mim é um lugar privilegiado que frequento, quase diariamente, ao fim da tarde, ou a qualquer hora aos fins-de-semana e feriados.

Ali, os meus netos e a cadelita brincam livremente, fazemos descobertas, apanhamos flores silvestres e visitamos o riacho.
E, quando as crianças não estão, posso sentar-me a ler, ou simplesmente a pensar, sem contar o tempo.


"Casa do Adro"
Depart. de Cultura da C. Municipal
 

O barulho do silêncio, o ar fresco e as cores limpas da natureza… tornam esse local fantástico para curtir a minha solidão, nem calculam quanto!





Hortas
 
Há uns dois anos, numa manhã muito serena, estava eu entregue à leitura (exactamente nesse banco) quando fui interrompida por um inesperado: “Bom dia!”

Levantei os olhos, respondi e regressei à leitura.



Era um homem que, posteriormente, me disse ter oitenta e tal anos (não recordo bem quantos). Alto, muito bem vestido, com um porte distinto e bem parecido.

Após um breve silêncio, disse:
- Já viu isto minha senhora? Monumentos ricos, muitas palavras, mas nós continuamos a ser infelizes.

Percebi que se referia à igreja.

- Eu sou do Norte, raramente venho cá a baixo a casa duns familiares, mas desde que a minha mulher morreu gosto de andar por aí sozinho. Trabalhei desde muito novo, consegui ter a minha própria empresa. Não me falta nada, tenho dinheiro, fui sempre um homem honesto, mas sinceramente vivo insatisfeito, não sou feliz.

- Pois é, mas quem disse que a felicidade está nos edifícios ou nas palavras?

- A senhora é feliz?

- Não!

Ele sorriu como se já soubesse o que eu ia responder.
- Está a ver?!

Sem quase lhe dar tempo a respirar, respondi:
- Mas eu tenho paz!

- Como minha senhora, qual paz? Eu só vejo guerra por todo o lado, no mundo, nas famílias, nas religiões…, não se pode confiar em ninguém.

- Não estamos a falar da mesma coisa. Eu refiro-me à paz interior que tenho comigo e com Deus. É uma paz que ultrapassa todos os cenários bélicos da vida. Por isso, há muitas contrariedades que não me deixam ser feliz, mas ainda assim, eu tenho paz. Posso dar-lhe uma perspectiva bíblica sobre a paz que eu sinto?

E sem esperar o consentimento:
- Cristo quando estava prestes a deixar o mundo disse aos discípulos – e citei João 14:27 – «Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.» Ora, isto serve para os nossos dias. Esta é a minha paz, não a do mundo, mas a que Deus oferece.

- E se eu não acreditar em Deus?

- Bom, se o senhor não acredita, a sua visão sobre Paz e Vida são muito redutoras; não tem perspectiva.

- É capaz de ter razão.

- Acredite, eu e todos os que entregam a sua vida aos desígnios de Deus, sentimos esta paz. Então, podem vir tempestades porque estamos seguros.

Depois olhou o relógio:
- Oh minha senhora, fez-me bem falar consigo este bocadinho. Gostei do que disse.
Agora, tenho de ir porque me esperam para almoçar e não quero que se preocupem.

- Sim senhor, passe bem e lá na sua terra procure alguém que conheça Deus e o possa ajudar, porque Ele faz toda a diferença na nossa vida e no nosso pensamento.

- A senhora é católica?

- Não, sou evangélica.

- Quem sabe um dia voltamos a ver-nos. Tenha um bom dia.

Esta é a substância dum diálogo inesperado, numa agradável e tranquila manhã.
Não tive à-vontade para pedir o contacto do senhor, mas espero ter desorganizado o seu esquema de valores e que isso o tenha levado a procurar Deus.
Nunca mais o vi.

Normalmente as pessoas procuram a felicidade porque a relacionam com coisas palpáveis que nunca nos satisfazem, mesmo quando, humanamente, já se tem tudo. Porque, a felicidade é relativa e não tem a mesma dimensão para todos.
Porém, a paz com Deus, apaga toda a angústia e dá tranquilidade ao que crê.

“Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” – Romanos 5:1

Shalom!

domingo, 7 de agosto de 2011

As Orações de Jesus

“Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava”
Lucas 5: 16

Um dos aspectos da vida de Jesus que mais excita a minha imaginação é o facto d’Ele ter orado. Ninguém mais que Jesus pode ter conseguido uma comunhão perfeita com o Pai e, no entanto, Ele demonstrou, sempre, uma total dependência.
Não é verdade que esta dicotomia parece estranha?
Mas creio que Jesus apesar da sua associação ao Pai, vivendo na carne, tinha uma necessidade absoluta de fortalecer a intimidade com a sua essência e criar defesas para a sua condição humana. O Pai conhecia o coração e o pensamento do Filho, mas expressá-los libertava os desejos e os fardos de Jesus que demonstrou sempre uma absoluta submissão ao Pai.

Temos tudo a aprender com o Mestre: conexão, comunhão, dependência e submissão.
Então, vamos ao encontro de Jesus para, numa breve análise, tomarmos parte das condições e desvendar alguns objectivos das orações relatadas na Palavra de Deus:

Junto ao rio Jordão, perante uma multidão, aquando do seu baptismo – Lucas 3:21

Em lugar deserto, durante a madrugada – Marcos 1:35

Num lugar solitário, fugindo à multidão, após ter realizado milagres – Lucas 5:16

No monte, durante toda a noite, preparando-se para escolher os discípulos – Lucas 6:12

Durante o sermão da montanha, quando ensinou os discípulos a orar (oração modelo) – Mateus 6:9-13

Em gratidão ao Pai por revelar as verdades eternas aos simples – Mateus 11:25-26

No monte, junto ao mar, dando graças antes de alimentar a multidão (multiplicação dos pães e dos peixes) – João 6:11

No cimo do monte, a sós, desde que caiu a tarde até de madrugada – Mateus 14:23

Junto aos discípulos, mas em particular – Lucas 9:18

No monte, com Pedro, Tiago e João, quando ocorreu a transfiguração – Lucas 9:28-29

Perante a multidão, pediu ao Pai para abençoar as crianças – Mateus 19:13-14

Em lugar de sepultamento, publicamente, antecedendo a ressurreição de Lázaro – João 11:41-42

Junto da multidão que ia adorar no templo em Jerusalém, glorificou o Pai pelo seu desígnio – João 12:27-28

À tarde, numa casa da cidade, junto com os discípulos, durante a última ceia – Mateus: 26:26-27

Após a ceia, ao avisar Pedro sobre as ciladas de Satanás, rogou pela sua fé – Lucas 22:32

Com os discípulos, depois de os instruir e confortar acerca da sua morte, intercedeu por si, por eles e pelos futuros crentes (oração sacerdotal) – João 17

No Jardim do Getsêmani, deixou os discípulos e, a sós, entregou-se à vontade do Pai – Mateus 26:39,42,44

No lugar do Gólgota, de manhã, pregado na cruz, pediu perdão para os que o martirizavam – Lucas 23:34

Ao fim da tarde, crucificado e em agonia, questionou a ruptura com o Pai – Mateus 27:46

Pudemos ver Jesus nas mais diferentes circunstâncias, horas e locais, a orar por si próprio e pelos outros. Haverão muitas mais vezes que não estão registadas.
Destas passagens, ressalta que Ele sempre clamou pelo Pai, privilegiou a oração a sós e aceitou a vontade do Altíssimo independentemente do resultado.

Eu estou muito grata a Jesus por se ter lembrado de mim naquela sublime oração sacerdotal!

“Perseverai em oração, velando nela com acção de graças.”
Colossenses 4:2

sábado, 30 de julho de 2011

Amigos


Todos nós temos pelo menos um amigo, digo eu…
Mas não devemos confundir com aquele uso dilatado da palavra que, por falta de outro termo que o defina, nos leva a dar a mesma
terminologia a todas as pessoas com quem nos relacionamos.

Não! Amigo, é amigo, é um sentimento especial.

Salomão disse uma coisa linda:
"Em todo o tempo ama o amigo e na angústia se faz o irmão." Provérbios 17: 17

Isso mesmo, esta é uma profunda e sábia definição da amizade.

Na Palavra de Deus encontramos diversos exemplos de amizades especiais, tais como: David e Jônatas; Rute e Noemi; Josué e Calebe; Elias e Eliseu; Daniel, Ananais, Misael e Azarias; Paulo, Priscila e Áquila; Filipe e Natanael; Jesus e João.
E, depois, temos a excelência da amizade entre Deus e Abraão e, também, entre Deus e Moisés.

Amigos!

Lembrar ou reencontrar amigos permite-me sempre ter momentos mágicos.
Há teóricos que dizem que a amizade deve dar tudo e não olhar ao que recebe, mas eu quero dar e receber e que nesta troca haja merecimento e reconhecimento. Quero sentir prazer na partilha.

Claro que as vicissitudes da vida se encarregam de nos afastar no espaço, mas para a amizade não há tempo nem distância; talvez por isso, tenho amigos que duram há mais de 50 anos. São pessoas com quem tenho história, de quem sinto saudades e de quem gosto de gostar!
Quem me dera poder ver a cada um mais vezes e conversar muito, rir, emocionar-me e não ter pressa. Quando acontece é uma alegria imensa; quando não, fico pela vontade.

Em homenagem a todos os amigos que estão selados no meu coração, vou referir-me a uma amizade que, se pensada, consideraria improvável…, mas aconteceu!

Improvável, porque a Viviana era um tantinho mais velha que eu e porque só a via quando ela ia de visita à igreja onde o então noivo (Pr. Jorge Leal) ministrava, mas a verdade é que nasceu entre nós (incluíndo o pastor) uma amizade que já leva 46 anos e confesso, a empatia foi muito rápida e a relação favorecida pelo facto de terem casado pouco tempo depois e ficado a viver perto da igreja e da minha casa.

Depois, quando ela ficou grávida, a partilha foi imensa. Eu vivi meses de uma inexprimível felicidade. Caramba, como aquele bebé foi desejado e amado!
E não é que me convidaram para madrinha?

Até hoje sinto essa vaidade. Eu era uma miúda, ainda estudava, não tinha nada para dar… só amor.
A cada dia o laço da nossa afeição era maior. E, enquanto cuidávamos do menino, ficávamos horas a conversar, por vezes com lágrimas e muitas a rir (nós riamos muito), à mistura com chá e torradas.

Mas, passados alguns anos, veio o tal afastamento que a vida nos impõe e... fomos estando por aí, preservando o bom sabor da amizade, com a sensação de que amanhã ou depois nos vamos ver outra vez, mesmo que passem não sei quantos anos.




A Viviana continua a ser especial para mim, porque há amizades que se tornam verdadeiros casos de irmãos.





E agora, estou com uma lágrima no canto do olho, vou terminar com palavras do Mestre da amizade:

“O meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que
Eu vos mando.” – João 15: 12-14

domingo, 24 de julho de 2011

Fechado para Férias

Apesar das condições sazonais não estarem de feição e de muito se falar na crise, a verdade é que, para a maior parte dos portugueses, chegaram as férias. Afinal de contas, é um tempo merecido (ou não), retemperador e uma bênção de Deus que instituiu o descanso.

E então?

Há coisas de que só abdico se forem muito bem explicadas e convincentes; e, sim, fico profundamente triste com certos argumentos e decisões, indigno-me e não me silencio.

É que, a vida da igreja local, quando não é alimentada nos seus reais objectivos, pode tornar-se um meio de subsistência para alguém, um enaltecer do ego para alguns, ou, ainda, o saciar do cumprimento religioso de outros, mas não dignifica o nosso carácter de filhos do Altíssimo.

A presunção de líderes que fazem do ministério um emprego livre e não um sacerdócio e a displicência com que tomam decisões unilateralmente, o silencioso “consentimento” da membresia, só pode ter como resultado: falta de crescimento da igreja, crentes despojados e descrentes estimulados à dúvida e à crítica.

A igreja tem de ser um corpo vivo e actuante, não pode tirar férias. O crente pode ausentar-se por alguns dias, mas tem que programar esse período de forma a deixar alguém no seu lugar, para que as actividades não parem. Os diferentes departamentos devem planear actividades de acordo com as disponibilidades. O líder não pode descurar a missão a que foi chamado e sair sempre que há fins-de-semana prolongados, nem fazer férias de Natal, Carnaval, Páscoa e Verão, como se não tenha obrigações; não deve entregar o púlpito a qualquer um, não pode reduzir o trabalho da igreja a um culto semanal quando lhe convém.

A igreja é formada por pessoas que necessitam de comunhão e cuidados espirituais.
- Que faria aos seus utentes um hospital que fechasse para férias?
- Não será normal uma igreja estar operante para receber crentes de outras comunidades que queiram cultuar na sua zona de férias?
- Todos os membros têm poder financeiro para fazer férias fora de casa e portanto não ficarem dependentes da sua igreja para congregar?
- Mesmo que a assistência baixe um pouco, o versículo de Mat. 18:20 “Onde estiverem dois ou três, reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles” não é válido dentro da igreja?
- E, se Deus fechasse para férias?

Por este andar, quem sabe se, depois dos serviços mínimos, um dia não se cancelam mesmo todos os cultos e ao chegar à igreja nos deparemos com um dístico:
Eu por mim quero uma igreja aberta e continuo a dizer:
“Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor!” Salmo 122: 1

sábado, 16 de julho de 2011

Grandioso és Tu!


“Os céus declaram a glória de Deus e
o firmamento anuncia a obra das suas mãos.”
Salmo 19: 1

sábado, 9 de julho de 2011

O Burlão que Procurou Deus


Em 1955, no dia 9 de Julho, morreu de enfarte do miocárdio, aquele que foi o maior burlão da história portuguesa, Artur Virgílio Alves dos Reis, homem de invulgar inteligência, nascido numa família de parcos recursos.
O seu nome ficou conhecido e para sempre ligado à história portuguesa devido à falsificação de duzentas mil notas de 500$00 do Banco de Portugal, mas isso foi só uma parcela da série de esquemas fraudulentos que perpetrou e lhe deram uma vida faustosa.


O que me leva a falar de Alves dos Reis, não é a vida devassa, engenhosa e criminosa que teve, mas o que poucos sabem e tem a ver com o amor misericordioso de Deus.

“Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro.”
Isaías 43: 25

Preso a 6 de Dezembro de 1925, enquanto aguardava julgamento, Alves dos Reis começou a estudar a Bíblia, em busca de auxílio para se redimir dos males que tinha feito.
Em Maio de 1930, foi julgado e fez a confissão de todos os crimes de que estava acusado, sendo condenado a 8 anos de prisão e 12 de degredo.
Depois, enquanto cumpria a pena, dedicou-se à escrita do livro “O Segredo da Minha Confissão”, no qual reafirmou o que dissera em tribunal, tanto na revelação da culpa, como na defesa de todos os que envolvera como cúmplices nas fraudes por si arquitectadas.

O 1º volume foi publicado em 1931, com enfoque nos versículos:

“Quem dentre vós me convence de pecado? E se vos digo a verdade, por que não credes? Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.” – João 8: 46-47
“Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?” – Mateus 7: 16

e o 2º volume em 1932, que abria com a citação:

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam, mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” – Mateus 6: 19-21

Na Penitenciária de Lisboa, veio a conhecer José Ilídio Freire (ancião da Igreja Evangélica das Amoreiras) que ali se deslocava para pregar o Evangelho e dar assistência espiritual aos reclusos. E, foi com ele que Alves dos Reis aprofundou a Palavra de Deus e se converteu ao protestantismo.

Saiu em liberdade a 5 de Maio de 1945.

Passou então a frequentar a Ig. das Amoreiras, tendo chegado a apresentar mensagens. Mas teve de enfrentar uma vida de dificuldades e sem reintegração na sociedade, curiosamente, não pelo seu passado, mas pela sua fé evangélica que o regime de Salazar deplorava.
Os três filhos: Guilherme Joaquim, José Luís e Luís Filipe, sofreram de graves problemas de saúde (doença degenerativa e paralisante), sendo que um morreu ainda jovem.
Alves dos Reis morreu pobre, mas deixou um legado de fé aos filhos que se converteram e vieram a frequentar a III Igreja Evangélica Baptista de Lisboa (um, transportado num “tabuleiro” e o outro que, deslocando-se com duas bengalas, permanecia de pé encostado a uma coluna propositadamente almofadada para ele). Esse, o Guilherme, teve três filhos que também educou no Caminho de Deus.

Isto prova que, não interessa qual é o estado moral ou físico da pessoa, para Deus não há impossíveis.

“Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.” – Mateus 9: 13


(03.09.1898 - 09.07.1955)