"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sábado, 14 de abril de 2012

Iguais, mas Diferentes!

No Domingo passado foi celebrada a vitória da vida sobre a morte. Convém-nos agora observar se foi só um período de lembrança e festa ou se, verdadeiramente, foi catalisador de mudança e consagração.
A lição é-nos dada por dois homens que tiveram especial destaque durante a Paixão de Cristo. Foram eles, Judas e Pedro.


Judas era o tesoureiro do grupo de discípulos (João 13:29).
Do registo dos evangelhos, podemos concluir que era: hipócrita (João 12:5); desonesto (João 12:6); e ambicioso pois, para Judas, tudo tinha um preço. Veja-se que, ao receber a honra do pão molhado das mãos de Jesus (João 13:27), tentou impressionar com uma espiritualidade que não fazia parte do seu rol de qualidades, mas já tinha negociado a traição ao Mestre (Lucas 22:3-6).


Pedro era um dos mais activos e respeitados discípulos, ele fazia parte do círculo íntimo de Jesus (Marcos 9:2), mas era um homem: medroso (Mateus 14:29-30); impulsivo (João 18:10); e inconstante. Pedro vivia nos extremos, por isso, na última noite que passaram com o Mestre, ele garantiu que jamais O negaria (Marcos 14:29-31) entretanto, em poucas horas, ele não só negou a Jesus como praguejou (Marcos 14:67-71).



Perante este cenário, resta-nos concluir que Judas e Pedro eram homens iguais, frágeis, controversos, mentirosos e traidores.
Também na sequência das suas atitudes (venda e negação), ambos perceberam que tinham pecado e sentiram a dor da culpa.

Iguais, mas diferentes!

Judas reconhecia a superioridade de Jesus, mas era um homem carnal…
Deixou-se obnubilar, ficou preso em si mesmo e sentiu remorsos. Ele não conseguiu perdoar-se, nem pedir perdão, simplesmente procurou descartar-se do negócio devolvendo o dinheiro, mas continuando a não suportar a culpa, enforcou-se (Mateus 27:3-5).

Pedro amava Jesus, ele era um homem espiritual…
Quando o galo cantou depois da terceira vez que negou o Mestre, ele lembrou-se das palavras de Jesus e, retirando-se, chorou amargamente (Mateus 26:75). Pedro soube retratar-se, arrependeu-se, não fugiu, aprendeu com o erro e acabou por ser o principal impulsionador da igreja primitiva.

E então, eles eram iguais? Sim, mas não!

De alguma forma, todos nós, em algum momento da nossa vida, estamos representados nas características que fazem de Judas e Pedro homens iguais.
Mas o mais importante é a nossa atitude na hora do reconhecimento do pecado. Deus nos ajude a que seja de mudança e consagração, marcando a diferença.

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus como ressurrectos dentre os mortos e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.” – Romanos 6:12-13

domingo, 8 de abril de 2012

Porque Ele Vive



“No primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando os aromas que tinham preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro e, ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus.




Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões, com vestes resplandecentes. E, estando elas possuídas de temor e abaixando os olhos para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais entre os mortos ao que vive?” – Lucas 24:1-5

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Paixão de Cristo



“Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Romanos 5:8
Oh, Cristo amado!
Quanto sofrimento, quanta dor.
Suportastes as afrontas calado,
através do Teu mui infinito amor
Oh, Cristo amado!
Este mundo não era digno
de tão imensurável amor,
mundo que rejeita a paz,
que promove a guerra, o ódio e o rancor.
Chicotadas, cusparadas,
escárnios e zombarias,
assim te trataram, oh, meu Cristo!
Quem tal preço pagaria?
Foste traído, abandonado
por quem comia Contigo,
mas demonstraste o dom do perdão
chamando o traidor de amigo.
Oh, Cristo amado!
Que amor sublime é esse?
Ensina-me a amar assim,
amar sem interesse,
amar quem não gosta de mim.
Coroado foste pela vil coroa de espinhos,
levando nos ombros a rude e pesada cruz
por um longo e doloroso caminho.
Cruz que era minha!
Cujo peso se fazia dos meus pecados,
mas suportastes tudo por mim.
Foste ferido, Teu sangue por mim foi derramado.
Oh, Cristo amado!
Há quem se revolte pelo Teu sofrimento,
fique à procura de um culpado
pelo Teu injusto julgamento;
há quem diga serem os Romanos,
outros afirmam serem os Judeus,
mas que ledo engano,
quem Te crucificou fui eu.

Sim, humanidade,
eu crucifiquei o Cristo!
Através dos meus muitos pecados,
mas graças ao Seu sofrimento,
hoje sou inocente e não mais culpado.
Foi por mim, que Ele suportou a rude cruz,
para derramar nas minhas trevas
a Sua gloriosa e divina luz.

Obrigado, meu Cristo
por tão grande amor.
Sou apaixonado por Ti
pois Tua Paixão, na cruz me conquistou.
Quero servir-Te, oh, Cristo amado!
Por todos os meus dias,
como servo deste eterno e sublime amor,
amor que eu sei que não mereço,
mesmo sendo pela Graça, não foi de graça,
pois na cruz, pagastes um alto preço.
Oh, Cristo amado!
Te agradeço por tão grande redenção;
faço desta poesia, um salmo de louvor
que traz versos permeados de amor,
que reflecte por Ti, a minha gratidão.

(Luiz de Jesus)

sábado, 31 de março de 2012

A Páscoa Cristã

Durante anos questionei a matemática que vai da morte à ressurreição de Cristo. As respostas nunca me satisfizeram até porque sempre passaram por: “ressuscitou ao terceiro dia”, pelo que, começar a contagem na sexta-feira e acabar no domingo, seria normal. Ou seja uma contagem feita pelo chamado método inclusivo (porque estão presentes períodos de três dias).
Acresce que esta é uma tradição ditada pela igreja católica, aceite, e não discutida, por todos os “cristãos”.

Mas eu sou teimosa e gosto de me esclarecer, ora, Mateus 12:40 diz, pela boca de Jesus:
“Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.”
O que nos pode fazer crer que este preciosismo de linguagem não corresponda à verdade?
Depois de investigar e estudar este assunto durante muito tempo, parece-me certo que a morte de Cristo se deu a uma quarta-feira.
Para quem quiser acompanhar o raciocínio, será bom equipar-se de uma Bíblia.

O shabat da lei moral era o sétimo dia da semana (Êxodo 20:8-11), mas também havia o shabat cerimonial, em que Deus ordenava a paragem do trabalho (Números 28:17-18).
É interessante ver:
Lucas 22:7-8 – o dia dos pães asmos chegou (sábado cerimonial); v.14 – Jesus comemorou a última Páscoa (só abolida com a sua morte); v.19-20 – depois instituiu a ceia do Senhor.
João 19:31 – João faz menção de um “grande dia de sábado”, julgo que pode estar a referir-se ao prolongamento do tempo de descanso (dois shabats próximos).

E agora, vamos acompanhar aqueles dias:
Mateus 27:62 – selaram o túmulo no dia seguinte ao sepultamento, que foi o dia depois da preparação. Será que as autoridades violariam o sábado do quarto mandamento?
Marcos 16:1-2 – se passado o sábado em que compraram aromas fosse o sétimo dia da semana (lei moral), como iriam muito cedo no primeiro dia da semana ao túmulo?
Marcos 16: 1 – diz que passado o sábado as mulheres compraram os aromas para embalsamar o corpo; e em Lucas 23:56 – que já os tinham comprado e no sábado descansaram. Como se explica isto, se não estivessem a ser observados e considerados pelos evangelistas dois sábados diferentes? Ou seja, o sétimo dia da semana (em Lucas) e o que terá coincidido na quinta-feira devido a ser o descanso do 1º dia da festa dos pães asmos (em Marcos).

Assim, podemos dizer que Jesus expirou após as 15h de quarta-feira (véspera do descanso da festa dos pães asmos) e ao cair da tarde (portanto depois das 18h) José de Arimatéia foi até Pilatos pedir o corpo. Depois o corpo foi tirado da cruz e levado, fizeram os preparativos do cadáver, depositaram-no no túmulo e colocaram a pedra que foi selada já no dia seguinte à morte, com certeza nas primeiras horas. E, só a partir daí se podem contar os 3 dias e 3 noites no seio da terra (com o túmulo fechado).

Nesta perspectiva, elaborei o quadro seguinte, comparando os quatro Evangelhos. Espero que esteja tão explícito para os meus leitores, quanto foi enriquecedor para mim executá-lo.

Atenção: Os dias começavam ao nascer do sol (6h).
(clique na imagem para ver melhor)
É óbvio que me parece mais lógico, que celebrássemos a sequência de dias correctamente, mas acima de tudo o meu desejo é glorificar ao Senhor…
“O qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitou por causa da nossa justificação.” – Romanos 4:25

Tenham uma Santa Páscoa!


NOTAS:
1- Não quero ser polémica com esta teoria pois o calendário não é mais importante que a lembrança, nem isso é essencial para a minha fé, mas fiz uma análise honesta e que me parece correcta.
2- Fico contente porque verifiquei que outros se têm debruçado sobre o tema, especialmente os irmãos Baptistas Bereanos.
3- Fontes de estudo: Bíblia Sagrada, Calendário oficial judaico, Sistema de horas solar, Comentários de várias teorias existentes.

sábado, 24 de março de 2012

Congénito – Hereditário – Crónico – Epidémico – Mortal

Todos os conceitos em título fazem parte da linguagem médica; também todos estão associados ao pior de todos os males, o pecado.

CONGÉNITO – porque nasce com a pessoa
“Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” – Salmos 51:5

HEREDITÁRIO – porque é transmitido a todos os descendentes
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram.” – Romanos 5:12

CRÓNICO – porque permanece no individuo
“Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz e sim o pecado que habita em mim.” – Romanos 7:20

EPIDÉMICO – porque se propaga
“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio de seu coração.” – Génesis 6:5

MORTAL – porque conduz à morte
“Porque o salário do pecado é a morte…” – Romanos 6:23a

O pecado entrou no mundo através de uma grande motivação (o desejo de saber), mas um pequeno meio (o fruto).
Na nossa vida, o pecado está em estado latente e, independentemente da motivação, começa por se manifestar também por algo pequeno; no entanto, quando menos damos por isso, já não estamos a comer o fruto, mas a árvore e depois o pomar. Ou seja, como com qualquer problema de adição, a dependência e o “consumo” é crescente.
Na realidade, todos temos o gene do pecado - é a nossa natureza original. Mas o pecado consentido, praticado e fomentado é de nossa exclusiva responsabilidade porque, apesar de nenhum de nós lhe ser imune e a propensão se manter, Deus deu-nos capacidade para escolhermos praticá-lo ou combatê-lo.

Para combater a tendência para o pecado, devemos saber que:
1- O diabo faz o homem apegar-se ao que é mau, tornando-o escravo do pecado.
2 - O auto-engano leva o homem a inverter valores. Assim, considera-se livre quando faz o que quer e não o que é da vontade de Deus.
3 - O pecador arraigado pode conseguir enganar alguns, durante algum tempo, mas jamais enganará a Deus, perante quem terá de prestar contas.

Como medida preventiva devemos:
1 - Aceitar Cristo, como Salvador e Senhor. Ele limpa-nos de toda a contaminação do pecado.
2 - Estar em comunhão com Deus, através da Palavra e da oração.
3 - Fugir das situações em que o desejo de pecar é mais forte que a nossa razão.

Então, apesar de todas as evidências de como o pecado nos consome, nós podemos travar esse processo pois:
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.”
I João 1:9

sábado, 17 de março de 2012

Glorificai a Deus no Vosso Corpo

“Acaso não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo que habita em vós, porque o recebestes de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Porque fostes comprados por um alto preço. Agora pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” – I Coríntios 6: 19-20

Paulo está a falar aos crentes do Corinto, mas a mensagem serve para os cristãos de todos os tempos. Estes versículos ajudam-nos a reflectir sobre o nosso corpo que, sendo materialmente igual ao dos outros humanos, deve ter um desempenho diferente porque Deus nos comprou para sermos templo do Espírito Santo e assim nos tornarmos parte orgânica do corpo de Cristo - a Igreja.

Assim, quem recebe a graça da salvação, deve ser encontrado fiel e glorificar a Deus em seu corpo. Portanto, seja individualmente, seja como igreja, o que de mais sábio podemos fazer é dizer a nós próprios:

Mãos trabalhem honesta e humildemente, para que a vossa obra bendiga a Deus;
Olhos sintam prazer em ver o bem e admirem as maravilhas da criação;
Pés andem por caminhos justos e não se cansem de levar o Evangelho aos perdidos;
Ouvidos fiquem atentos à voz de Deus e a tudo o que edifica espiritualmente;
Boca canta louvores, dá graças e fala da soberana grandeza de Deus;
Corpo permanece aos pés da cruz e conserva a santidade e a honra de forma a agradar a Deus.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” – Romanos 12: 1-2

sábado, 10 de março de 2012

Que é Isto?

“E quando se evaporou o orvalho que caíra, na superfície do deserto restava uma coisa fina e semelhante a escamas,
fina como a geada sobre a terra.
Vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? pois não sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: Isto é o pão que o Senhor vos dá para vosso alimento.
Deu-lhe a casa de Israel o nome de “Maná”...
Êxodo 16:14-15,31a



“Que é isto?”

Foi desta pergunta, no hebraico, que surgiu o nome “Maná”, tendo uma grafia e som idênticos.




Durante os meus sessenta e dois anos, nunca tive um período de abastança; normalmente tenho tido pouco e, às vezes, um pouco mais. Mas, nos momentos mais difíceis, verifiquei que, com arte e engenho, consigo ter o suficiente. É aí que a providência de Deus se tem manifestado.
Por isso, até hoje, sempre honrei os meus compromissos, nunca pedi dinheiro emprestado e, contra todas as expectativas de alguém com responsabilidades familiares e baixo rendimento, nunca contraí dívidas.

Uma das fases financeiramente mais difíceis da minha vida, ocorreu nos anos 80. Quando penso nisso ainda me dá graça a forma como ultrapassávamos os problemas.
Os meus filhos sempre tiveram uma alimentação saudável, mas a soja substituía a carne, o pão de aveia era feito por nós, os iogurtes eram confeccionados na panela de pressão ou com flor de fungo e..., podia dar tantos outros exemplos.
A medicação para o meu filho (asmático) era caríssima, mas havia sempre algum adorno da casa que eu podia vender para arranjar dinheiro.
Os trabalhos de sapateiro, cabeleireiro, modista, tricote, electricista, canalizador e vários outros eram feitos por mim.
Muitos dos livros escolares eram fotocópias.
Algumas compras eram repostas nas prateleiras do supermercado por não serem prioritárias.
Enfim, o meu poder criativo estava sempre a ser posto à prova, mas Deus dava-me as ferramentas mentais necessárias.
Ele nunca nos abandonou!

Segredo - Nós não éramos amargos, antes, todos os resultados se tornavam grandes conquistas e divertíamo-nos muito com todas as coisas por mais pequenas que fossem.
Na verdade as crianças não podiam esbanjar, ou ter brinquedos da moda, ou usar roupas de marca, mas tinham direito ao melhor para crescerem com dignidade, saúde e alegria.
Eles estavam na ginástica e na escola de música, tinham as suas festinhas de aniversário e iam aos acampamentos bíblicos de verão, porque eu achava isso necessário.
Da mesma forma, nunca lhes faltou praia, campo, passeios e, ainda, roteiros culturais através das “borlas” ou promoções que conseguia para irmos ao teatro, cinema, museus, concertos, etc.
Era uma aventura constante!

Estou a falar disto, primeiro porque já é passado (eu não gosto de me expor), depois, pelo que vem a seguir.

Um dia, esgotou-se o dinheiro e o meu poder criativo.
Faltava muito para o fim do mês, eu sentia-me cansada e ansiosa. Cinco mil escudos era um valor que resolveria a situação imediata, mas como consegui-los?...
Confiar na providência divina é um bom exercício para os crentes, só assim, as responsabilidades que carregamos e os problemas que enfrentamos, podem transformar-se em vitórias e contentamento. Por isso, pedi-Lhe ajuda.

No dia seguinte, fui à caixa de correio e, lá, encontrei um envelope completamente branco, sem remetente, sem destinatário, sem um bilhete.

“Que é isto?” perguntei-me.

Dentro do envelope uma nota de 5.000$00.



Até hoje, não sei quem foi o benemérito e, como não costumo queixar-me e sempre resolvi os problemas a sós com Deus, não tenho suspeitos.
Também nunca me preocupei em saber quem foi porque, apesar da imensa gratidão que tenho ao anónimo, estou grata, sobre tudo, ao meu Senhor. Naquele dia, Ele enviou-me o “Maná”!

É minha convicção que o suficiente me chega; mais que isso, é uma bênção acrescida. Têm havido alturas da minha vida de desafogo completo, mesmo sem fartura, mas eu não me iludo com o muito e sei viver com o pouco.
Deus sempre me faz lembrar:

“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com acções de graças.” – Filipenses 4: 6

sábado, 3 de março de 2012

Não!

A palavra crise entrou definitivamente no nosso vocabulário. Ou será que nunca saiu?
Actualmente a crise de que mais se fala é a financeira o que, de alguma forma, é providencial para esquecermos que, a pior de todas e impulsionadora das outras, é a crise de valores morais.

Sendo que todos estamos sujeitos às contingências humanas, incluindo os filhos de Deus, é assustador pensar que não estamos preparados para as enfrentar. Porque, quando não estamos preparados e a tentação chega, a crise de valores ataca-nos e, invariavelmente, caímos no pecado.

Ele há coisas do diabo, porque esse é o trabalho dele, mas temos o abre-olhos através dos ensinos bíblicos e da comunhão com Deus. E podemos verificar que a solução para a crise de valores está à distância de um “Não!”; Deus faz o resto.

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”
I Coríntios 10:13

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Verdade ou Mentira?



Conta-se que o nosso poeta (escritor, dramaturgo, político), João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, fundador do romantismo em Portugal, era um homem muito vaidoso, mas com poucos atributos físicos. Por isso, procurava dissimular os defeitos de modo a ter uma aparência sedutora.




Em determinada altura, terá posto ao seu serviço um rapazinho, chegado da província, não habituado à estética e aos disfarces da sociedade mais evoluída.
À noite, quando se preparava para dormir, pediu ao miúdo que o ajudasse a despir-se. Começou, então, por tirar a peruca, o que deixou o criado espantado; de seguida, tirou os dentes postiços e mandou o rapaz, já pálido, pô-los num copo; depois, passou-lhe as almofadinhas que modelavam a barriga das pernas e o peito, com o que o rapaz ficou completamente alucinado.
Então Garrett, que já se apercebera da tremenda agitação do criado, diz-lhe com ar muito sério: “Agora, desatarraxa-me a cabeça e põe-na em cima da mesa-de-cabeceira.”
O miúdo, apavorado, fugiu do quarto a correr e nunca mais apareceu.

Acabou há dias a festa dos disfarces, onde tudo pode acontecer. No carnaval podem ultrapassar-se todos os limites da decência e permitir-se o que normalmente é criticado e proibido.
Com origem em rituais pagãos, não passa de uma manifestação popular das obras da carne pois há um excesso de danças sensuais, nudez, lascívia, mentira e, também, vinho, drogas e imoralidade sexual.

E, falando em disfarces, como é com os crentes? Não me refiro ao carnaval, mas ao convívio espiritual.
Sinceramente, não sei o que nos aconteceria se assistíssemos ao despir da máscara de alguns crentes “muito espirituais”.
Esta análise começo por fazer a mim própria, para não cair na tentação de mostrar aquilo que não sou ou de me envaidecer com o que sou ou faço.

Lembram-se da parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18:9-14)?

A atitude convencida do fariseu quando foi ao templo é a de um homem presunçoso a descrever o quanto é fantástico. Jesus diz que ele “orava de si para si”, preocupado que estava em exaltar as suas virtudes e em fazer comparações com os outros.
Ele nunca demonstrou humildade ou gratidão, simplesmente, de forma orgulhosa, se considerava tão extraordinário que queria ser ouvido.


Mas a verdade é que o fariseu era hipócrita, estava mascarado de espiritual através das suas obras religiosas, jejuns, ofertas, boas intenções e palavras bonitas.

Ora, a personalidade dos filhos de Deus não pode ser fantasiada, tem de ser genuína. Aos crentes é pedido:

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
e andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta
e sacrifício a Deus em aroma suave.
Mas a impudicícia e toda a sorte de impurezas, ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos; nem conversão torpe, nem palavras vãs, ou chocarrices, coisas essas inconvenientes,
antes, pelo contrário, acções de graça.
Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro,
ou avarento, que é idólatra,
tem herança no reino de Cristo e de Deus.
Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto não sejais participantes com eles.” – Efésios 5:1-7

O que achei hilariante no relato sobre Almeida Garrett, entristece-me quando acontece com os crentes.
Analisemo-nos, dispamos toda a roupagem enganosa e limpemos a cabeça pois é lá que o fingimento se desenvolve. Será desolador ver alguém fugir e nunca mais voltar por causa dos nossos disfarces.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Semeador

No Domingo passado, antes de ir para a igreja, andava a passear perto das hortas quando reparei que, lá pelo meio, andava um senhor a (?); bom, eu não “pesco” nada de agricultura, mas como vi muitos rebentos, presumo que não estava a semear, mas sim a desparasitar ou a fertilizar o terreno.

A manhã estava muito fria, mas, mesmo assim, fiquei imenso tempo a admirar aquela cena.

Sacola pendurada no ombro esquerdo, cheia de (?) pequenos e leves grãos que o homem retirava com a mão direita e lançava ao solo com a beleza de um gesto de ballet, enquanto caminhava pelos carreiros ora para cá, ora para lá.
Parte do produto lançado caiu nas pedras que limitam a zona de sementeira; outra era levada pelo vento e ia para o caminho ao lado da horta, a maior parte caía sobre a terra e os rebentos verdes.

Óbvio que identifiquei ali a parábola do semeador. É muito empolgante podermos ver como as coisas se processam e fazer a relação com os ensinos bíblicos.
Com a parábola, Jesus ensinava acerca das diferentes respostas que as pessoas dão à Palavra de Deus. O texto encontra-se em Lucas 8:4-15 (Mateus 13:3-9/19-23 e Marcos 4:1-9/13-20) e é assim:

(clique na imagem para ver melhor)
Na verdade, todos quantos têm ouvido a Palavra de Deus, se identificam com uma destas respostas. Aos que se aplica o versículo 15, “A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e recto coração, retêm a Palavra; estes frutificam com perseverança.”, é pedida fidelidade e trabalho pois, assim como o semeador lança a semente sem se poupar a esforços, também o crente deve espalhar a Palavra de Deus sem se deter pelas dificuldades. Como a passagem realça, apesar da Palavra ser genuína e igual para todos, os resultados são diferentes de pessoa para pessoa. Porém, aos crentes, Deus só pede que façamos a nossa parte - semear.

A vida e o crescimento são prerrogativa da soberania de Deus.
“De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho.
Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus.” – I Coríntios 3:7-9

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cuidado com as Palavras

Recordo-me que, durante o estudo/debate, num acampamento, o orientador propôs-nos fazer uma análise pessoal e escrever num papel aquilo que considerávamos que nos caracterizava, para depois tirarmos algumas conclusões.
Pensei nos aspectos do meu temperamento e respondi o mais distintivo: “Não fazer aos outros o que não gosto que me façam!”

Passado algum tempo, estava em casa a fazer uma leitura bíblica e dei de cara com as seguintes palavras de Jesus:
“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles...” – Mateus 7:12
Sim, com toda a certeza já tinha lido esta passagem, mas não me lembrava dela e, na altura, fiquei muito contente por esse ensino de Jesus ser um dos meus lemas de vida.

Acontece que esta característica faz com que seja muito exigente. Primeiro comigo, mas também com os outros.
Sou cuidadosa e controlada, mas também frontal e interventiva.

Há talvez uns dois anos, vinha a passar numa praceta aqui da terra quando vi uma jovem senhora sentada num banco e junto a ela um belo cão, cor de mel, enorme, de pêlo comprido. Olhei-o por ser bonito e ter um ar meigo, mas, de imediato, ele veio direito à minha cadelita em ataque.
Fiquei meio aflita e como a cadela estava inquieta peguei-lhe ao colo. Então, o cão lançou-se sobre mim quase a fazer-me cair, enquanto a dona, sem se levantar, o chamava por um nome que não consegui perceber.
Eu estava exausta, sem poder sair dali, e a mulher continuava sentada a chamar o cão. Foi então que lhe gritei: “Ouça, veja se agarra o animal e o tira daqui!”
Ela andou os três ou quatro passos que nos distanciavam como se tivesse o pé dormente, agarrou o cão atabalhoadamente e voltou a sentar-se.
Enquanto me afastava, olhei-a de frente e desabafei muito zangada: “Oh pá, deficientes!”
Ela, aparentemente tranquila, fixou-me sem pestanejar.

Já livre da situação, mas ainda nervosa, enquanto caminhava para casa comecei a reconstituir a cena quando passou na minha mente a imagem da mulher: cambaleante, voz arrastada e olhos muito abertos e estáticos. Foi então que se fez luz - características de paralisia cerebral.
Ela era deficiente!

Diz a Palavra de Deus:
“O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda a sua alma das angústias.” – Provérbios 21:23
Eu sei de todas as justificações que posso dar para o impulso da minha atitude, mas não para ter ficado cega, ao ponto de não perceber o estado daquela mulher e ter dito o que não gostava que me dissessem, mesmo sendo “normal”.
Isso deixou-me profundamente triste!




Oração: Pai, dá-me do teu poder para ser mais atenta às circunstâncias, ser mais cuidadosa com os outros, controlar as palavras e saber lidar com as contrariedades.
Obrigada por seres tão generoso que deste Jesus pela minha vida e estás sempre pronto a perdoar-me.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Plano Alimentar de Deus

Quando Deus criou o mundo, pensou em todos os pormenores. Incluindo a alimentação.
“Disse Deus: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra; e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento.” – Génesis 1: 29

Ao que tudo indica, Deus criou-nos vegetarianos e foi devido ao crescendo do pecado e rebelião dos homens que Ele mudou o seu plano original de alimentação. Assim, após o dilúvio, Deus permitiu que se comesse carne.
“Tudo o que se move, e vive, ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora.” – Génesis 9: 3

E, em Levítico 11 e Deuteronómio 14, podemos encontrar as leis alimentares decretadas por Deus (sobre os animais limpos e os imundos) que serviram para pôr à prova a obediência de Israel. Leis essas que ficaram fora de uso com a vinda de Cristo.




Voltando à criação, constatamos que Deus plantou um jardim (Gén. 2:8-9a) onde colocou o homem para o tratar e dele tirar o alimento (Gén. 2:15-16).




Agora, vejamos alguns exemplos das pistas que Deus deixou nos alimentos e o seu efeito confirmado cientificamente:

Uma fatia de cenoura parece um olho humano (pupila, íris e linhas radiais).
A cenoura optimiza o fluxo de sangue que ajuda o normal funcionamento dos olhos.

Os tomates têm quatro cavidades e são vermelhos, tal como o coração.
Estes frutos estão carregados de licopina (substância que causa a pigmentação vermelha) e são um alimento puro para o coração e a circulação sanguínea.

Um cacho de uvas tem a forma de coração e os bagos são idênticos aos glóbulos vermelhos.
As uvas revitalizam o sangue e o coração.

As nozes parecem-se com o cérebro (hemisférios, cerebelos e rugas e folhos iguais ao neocortex).
Elas ajudam a desenvolver mais de três dúzias de neuro-transmissores para o funcionamento do cérebro.

Os feijões têm a configuração muito idêntica à do rim.
Acontece que os feijões são dos principais responsáveis pela manutenção da função renal.


Aipos, ruibarbos e couve chinesa têm uma forma semelhante ao osso.
Estes legumes contribuem para a resistência óssea (têm 23% de sódio, a mesma percentagem que existe na composição dos ossos).

Abacates, pêras e beringelas têm a mesma aparência do útero.
A ingestão destes frutos equilibra as hormonas, elimina o peso pós-parto e previne o cancro do colo do útero.


Os Figos crescem aos pares e estão cheios de sementes idênticas a espermatozóides.
Eles aumentam a mobilidade do esperma e aumentam a contagem de espermatozóides impedindo a infertilidade masculina.

As batatas-doces têm um formato muito parecido com o pâncreas.
Estes tubérculos regulam o índice glicérico dos diabéticos.

As azeitonas têm a configuração dos ovários.
Na verdade, elas ajudam à saúde e boa função nos ovários.

Laranjas, toranjas e os outros citrinos assemelham-se às glândulas mamárias das mulheres.
Estes frutos ajudam a saúde e o fluxo da circulação linfática dentro da mama.

As cebolas são parecidas com as células do corpo.
Elas ajudam a limpar os resíduos de todas as células do corpo, eliminando os radicais livres.


Deus foi o autor desta ementa, ainda nem haviam profissionais da nutrição, mas é interessante ver como, nos nossos dias, os especialistas em alimentação equilibrada, privilegiam a escolha de alimentos da terra (frutas, vegetais, legumes, sementes e grãos).
Afinal, nada de novo; só que os homens esquecem-se de observar as coisas simples que Deus criou.

Nota: A pesquisa sobre e semelhança destes alimentos com alguns dos nossos órgãos e os efeitos que neles exercem não é de minha autoria (desconheço o autor da investigação), mas confirmei todas as informações aqui apresentadas e tentei transmitir as semelhanças através de imagens.

domingo, 29 de janeiro de 2012

A Manif

Há alturas em que os negócios são ameaçados por motivos absolutamente imprevistos e contundentes, a partir daí há que detectar o foco e usar as armas disponíveis para reverter a situação.
Uma das armas de protesto mais utilizadas são as manifestações, já que, quando habilmente utilizadas, não só são demonstrativas do descontentamento de quem as promove e dos que a elas aderem, como geram um convencimento público da razão dos mesmos.

Foi isto que aconteceu com os ourives, quando Demétrio, conceituado pelas suas obras, viu o negócio a descambar, os lucros a diminuir e a manutenção de muitos postos de trabalho a ser colocada em causa.
As principais peças que este ourives fabricava e com as quais dava trabalho a vários artesãos, eram nichos de prata, com a miniatura de Diana, deusa de fertilidade. Muito apreciadas e procuradas por turistas, peregrinos, mercadores e, ainda, pelos próprios habitantes da cidade, comercializavam-se abundantemente.


Mas, afinal, o quê ou quem é que despoletou todo este alvoroço?
Simplesmente um homem. De fraca figura, teimoso e ousado, que dava pelo nome de Paulo.
Durante dois anos ou pouco mais, ele doutrinara um pequeno grupo de seguidores, e ensinava que as imagens não tinham nenhum valor, nem poder, pois eram feitas por mãos humanas e que só existe um único e verdadeiro Deus. Ora essa mensagem foi-se expandido e o sistema tradicional foi abalado. Os convertidos à teologia ensinada por Paulo afastaram-se do culto à deusa e engrandeciam o nome de Jesus, o que, claramente, afectava o lucro das réplicas da imagem de Diana.

Então, o respeitado Demétrio, furioso e indignado com o arraso nos seus lucros, fez reunir os artesãos e outros profissionais do ramo e discursou:
“Camaradas, vós sabeis que da indústria de imagens nos vem a subsistência, mas estamos a ser vítimas desse tal Paulo que, devido às suas ideias reacionárias, tem afastado muita gente do culto à nossa deusa. Atenção amigos, estamos em perigo, não podemos aceitar que a nossa idoneidade seja posta em causa; não podemos aceitar que Diana seja descredibilizada; não podemos consentir que nos estraguem o negócio.
Unidos seremos mais fortes; unidos venceremos; abaixo os defensores do Deus único!”

Perante essas palavras, a mobilização foi geral e começaram desde logo a gritar palavras de ordem, iniciando um desfile até ao anfiteatro, local onde cabia uma grande multidão.
Com eles, levaram, pela força, dois dos companheiros de Paulo, provavelmente como troféus ou para serem ridicularizados.
Atrás, foram-se engrossando as fileiras com curiosos, amigos da confusão e idolatras supersticiosos.

Paulo, ao saber disso, quis ir até à concentração e apresentar os seus argumentos ao povo, mas os seus discípulos não lho permitiram porque, pela certa, seria linchado.

Neste entretanto, já no anfiteatro, alguns dos judeus presentes, cheios de medo, empurravam para a frente o seu representante, para que dissesse à multidão que nada tinham que ver com aquela situação, apesar de acreditarem num só Deus.
Porém, o povo estava ao rubro e ao reconhecê-lo não lhe deram ouvidos, antes, revoltados com a sua presença, gritaram durante umas duas horas: “Grande é a Diana dos efésios!”

Perante tal alvoroço, o oficial do tribunal quis falar e, conseguindo acalmar os ímpetos, declarou:
“É preciso manter a calma, toda a Ásia sabe que temos a honra e distinção de ser protectores do templo e da imagem da deusa Diana. Contra isto não há oposição, por isso, não façam nada de que se arrependam.
Na verdade, esses homens que vocês forçaram a vir aqui como criminosos, não profanaram nem praguejaram contra a nossa deusa. Ainda assim, se algum de vocês tem uma queixa formada contra eles, os tribunais estão abertos, vão até lá e façam as acusações que tiverem de fazer. Se querem litigar por algum assunto, façam-no por meios legais.
Já se aperceberam que correm o risco de se virar o feitiço contra o feiticeiro e ficarem como perseguidores da fé deles? E como é que justificam esta manifestação se nem sequer foi autorizada?”

Com estas palavras, o oficial dissolveu a manifestação. Cada um, tendo compreendido que se tinha precipitado, rumou a sua casa; alguns ainda a argumentar em sua própria defesa, mas já derrotados pela evidência do que acabavam de ouvir.
Quanto a Paulo, depois dos ânimos terem serenado, reuniu com os seus discípulos e dirigiu-lhes palavras de animo.

Ruínas do Templo de Diana

Anfiteatro de Éfeso












Este relato cujo original se encontra em Actos 19:23-40, tem ensinamentos muito simples:
1- Não devemos hesitar em anunciar o Deus único, vivo e verdadeiro, mesmo em meios adversos;
2- Não devemos temer as reacções inimigas porque Deus não nos abandona;
3- Quando as lutas não são razoáveis, ou são excessivas, a verdade, além de permanecer, é evidenciada.

“Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses? Quem é como Tu glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?” – Êxodo 15: 11

sábado, 21 de janeiro de 2012

A Boa e a Má Notícia



Tenho uma boa e uma má notícia…
Qual querem primeiro?




Seja qual for a vossa escolha, vou começar pela má: “Deus sabe todas as coisas!”
Ups... não está fácil!

Muitas vezes, conscientemente ou não, achamo-nos mais sagazes que os outros e pensamos poder ocultar o nosso verdadeiro eu com relativa facilidade. Na realidade, é impressionante como não nos preocupamos com as consequências dos nossos actos, escondemos a verdade, enganamos, cometemos transgressões, mentimos e pensamos que ninguém nos vê e ouve.
É aqui que entra a má notícia pois, por mais que nos achemos muito espertos ou acima de qualquer suspeita, é impossível nos escondermos de Deus; Ele conhece todos os nossos actos e pensamentos. Na verdade, nem sequer precisa de relatórios, estatísticas, escutas ou qualquer outro tipo de informação sobre nós; Deus é Omnisciente e Soberano, conhece-nos como seres individuais e vai chegar o dia em que pedirá contas dos nossos actos. Como diz a Palavra:

“Ai dos que escondem profundamente o seu propósito
do Senhor, e as suas próprias obras fazem às escuras,
e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece?
Que perversidade a vossa! Como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez;
e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe.”
Isaías 29:15-16

Agora, vem aí a boa notícia: “Deus sabe todas as coisas!”
Sorriam... estamos a ser vistos!

Nada nos pode fazer sentir melhor do que saber que estamos em segurança; porém, isso só acontece quando temos um “guarda-costas” credível, que está sempre connosco, que é cuidadoso, que quer o melhor para nós, que nos conhece, que nos aconselha e que nos protege.
Por mais que não pensemos n’Ele as 24 horas do dia, não o sintamos, ou até tenhamos dúvidas…, em todo o tempo, Ele está lá e importa-se connosco; interage com a nossa pessoa; sustenta-nos e orienta-nos. Com Deus, podemos estar descansados, mesmo quando somos injuriados, porque Ele conhece o nosso coração e o dos nossos inimigos.
Ter uma mente limpa, uma vida transparente e actos agradáveis a Deus, faz desta a boa notícia e faz com que possamos repousar à sombra do Omnipotente. Como diz o salmista:

“Senhor, tu me sondas, e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar,
e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
Ainda a palavra me não chegou à língua, e Tu,
Senhor, já a conheces toda.”
Salmo 139:1-4

Não compliquemos a vida pois, se evitarmos sujeitar-nos à má notícia, podemos desfrutar da boa com um prazer imensurável.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Ámen!

Há palavras que me impressionam pelo seu significado, palavras que valem mais do que qualquer elucubração. “Ámen” é uma delas!


De origem hebraica, significa “assim seja” ou “verdadeiramente”, como confirmação ou aceitação a algo que é dito.

Na Bíblia aparece pela primeira vez em Números 5:22 e a última em Apocalipse 22:20.

Algumas vezes a palavra era utilizada em referência ao “Deus da verdade” (ex: Isaías 65:16 ou Apocalipse 3:14); outras, era a forma como o povo respondia às orações e aos louvores (ex: Neemias 8:6 ou Efésios 3:21); ou como dava aprovação a uma profecia (ex: I Reis 1:36 ou Apocalipse 1:7); mas também era usada como aceitação a uma maldição feita em nome do Senhor (ex: Jeremias 11:5).
Para corroborar esta ideia de concordância, temos o ensino de Paulo, em I Coríntios 14:14-17, para que a oração fosse feita de forma compreensível e assim os ouvintes pudessem dizer “Ámen”.

Logo, isto justifica que o “Ámen” seja uma palavra de profundo significado para os crentes e que, quando dita em acto de culto, não deva usar-se levianamente, de forma mecânica, excessiva, descabida e inconsciente.
Na Bíblia o “Ámen” surge, sempre, como exclamação e nos nossos tempos é, vulgarmente, utilizado pelos crentes após uma oração, uma leitura bíblica, um hino ou uma mensagem, em acordo, louvor e adoração a Deus.
Entretanto, há muito passou a ser referido por líderes de algumas comunidades cristãs (onde se usa e abusa do termo), também, como interrogação. Na minha opinião, funciona como telecomando para alimentar o ego do orador, enquanto, lamentavelmente, a essência da palavra se perde… corrompendo-se o seu sentido.
Eu prefiro a forma como se apresenta nas Escrituras, para confirmar uma verdade e nunca para questionar opiniões ou provocar aprovação.

“Bendito seja o Senhor para sempre. Ámen e Ámen!”
Salmo 89:52