"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sábado, 26 de maio de 2012

A Grande Comissão

Jesus, pouco antes de ascender ao Lar, deixou aos seus a herança espiritual da salvação, mas também a incumbência de divulgar o Evangelho para crescimento da Igreja – a Grande Comissão (Mateus 28:19-20):

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.”

Pode dizer-se que ela nos incita a fazer evangelização e missões, contendo em si própria todos os condimentos necessários para um trabalho bem sucedido.

Se olharmos para Actos 1:8 como parte integrante da Grande Comissão, encontramos esta definição:

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”


São as duas faces da mesma moeda, ir para fora e ir cá dentro, o valor é igual.
Ou seja, podemos fazer discípulos nas nossas localidades, nos nossos distritos e países, e em qualquer outro lugar do mundo onde Deus nos mandar.

Transmitir a alegre mensagem da vida eterna, nos meios e com os métodos que temos ao nosso dispor, é o legado que Cristo deixou a todos os crentes.
Não estou a ser original, nada do que digo é novo, nada mesmo, mas a verdade é que normalmente as oportunidades passam-nos ao lado; e, muitas vezes, esquecemos que à distância de um aperto de mão temos colegas, amigos, família, vizinhos… e, não praticamos o “ir” cá dentro.

Depois, Deus capacita alguns com dom e chamada porque a vida missionária pede uma responsabilidade acrescida: completa dependência, preparação, disponibilidade, reconhecimento da obra e abnegação.
Gosto de pensar (conhecer e orar) nos bravos homens e mulheres que, sem olhar a meios, aceitam o desafio de ir para fora porque, quando Deus coloca no coração o desafio da vida missionária, com certeza há um trabalho muito sério para fazer e não uma fantasia paradisíaca.

Nos nossos dias vive-se uma deficiência de vocações, há cada vez menos missionários e muito mais “profissionais” de missões - apetece-me chamar outro nome que também começa por “p”.
Isto quer dizer que, alguns saem dos seus países e, simplesmente, se deslocam para outros onde há conhecimento do Evangelho, igrejas e crentes preparados. Na verdade esses imigrantes, mais não fazem que os outros membros das igrejas locais, tomando parte nas tarefas da comunidade cristã onde se inserem; a diferença é que são assalariados pelas organizações de origem de forma a não terem qualquer carência, têm um bom carro e casa confortável, condições especiais de estabilidade familiar e não precisam de ter outro trabalho.
Entretanto, estima-se que 27% da população mundial ainda não teve qualquer contacto com o Evangelho.

Que o imensurável amor de Deus nos motive a trabalhar com alegria para responder activa e eficazmente à Grande Comissão, uns para ir para fora, outros para ir cá dentro.

domingo, 20 de maio de 2012

Da Ressurreição à Ascensão - Quem viu Jesus?


“Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno que foi
crucificado; Ele ressuscitou, não está mais aqui, vede o lugar onde o tinham posto.”
Marcos 16:6


Após a morte e desaparecimento do corpo de Jesus (ressurreição), os discípulos ficaram tristes, digamos mesmo que incrédulos e assustados.
Entretanto, Jesus voltou a aparecer vivo, mas, quem O viu?

Clicar para aumentar a imagem
Esta lista não pretende ser completa; durante os 40 dias, com certeza, Jesus teve outros encontros; por exemplo, I Coríntios 15:6-7, diz que Ele foi visto por mais de 500 dos seus seguidores e depois por Tiago (provavelmente o irmão de Jesus), mas estes citados nos Evangelhos terão sido os mais marcantes.
Jesus concluíra a obra para que viera ao mundo e, de regresso ao Lar, usou aquele espaço de tempo, para confirmar a fé dos seus discípulos mais próximos, explicar-lhes mais das Escrituras e dar-lhes instruções especiais acerca do que tinham a fazer quando não estivesse com eles. Depois, ascendeu ao céu.





“E aconteceu que, enquanto abençoava os discípulos, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu.” - Lucas 24:51






Na passada quinta-feira completaram-se 40 dias sobre a data de comemoração da Ressurreição de Cristo, quando se deu a Ascensão. Desde esse dia que para nós, os salvos, há a esperança de, pela graça de Deus, podermos vê-Lo voltar.

Ora vem Senhor Jesus!

sábado, 12 de maio de 2012

A Senhora da Lâmpada


De nacionalidade britânica, Florence Nigthingale nasceu em Florença, Itália, a 12 de Maio de 1820, durante uma viagem dos pais pela Europa.


A sua educação (e da irmã 1 ano mais velha) esteve a cargo de professoras particulares e, mais tarde, do pai, com quem aprendeu entre outras matérias os clássicos, política e a Bíblia, mas a matemática foi a disciplina que mais a seduziu.


Desde cedo preocupada com o bem-estar dos outros, especialmente dos pobres e das crianças, os costumes da alta sociedade, à qual pertencia, cansavam-na.


Os pais, embora professassem  a religião Unitária, preferiram que as filhas fossem educadas na igreja da Inglaterra, sendo que esta influência teve um papel importante na vida de Florence.  
A 07 de Fevereiro de 1837, no silêncio do seu quarto, ao pensar num rapazinho pobre e muito doente que visitara, questionou-se: “Como posso ter tanto e eles tão pouco? Que posso eu fazer?” Depois, pediu que Deus a orientasse e certa da vontade divina, escreveu numa folha de papel “Hoje Deus falou-me e chamou-me ao Seu serviço!”

Em 1839, já com a educação escolar concluída, foi apresentada na corte à jovem rainha Vitória.
Por essa altura, muito contra a vontade da mãe, resolveu ir aprofundar os estudos de matemática, cujo interesse tinha muito a ver com métodos estatísticos que lhe vieram a ser muito úteis. Mas nunca deixou de ajudar os necessitados.

Em 1845, mesmo contra a vontade da família, decidiu desenvolver os seus conhecimentos em cuidados de saúde. Nessa época a enfermagem não era bem vista como ocupação para uma menina de educação esmerada; as enfermeiras, além de não terem preparação, tinham reputação de serem vulgares, ignorantes e dadas à promiscuidade e bebedeiras.

Durante uma viagem pela Europa e Egipto, teve oportunidade de verificar os diferentes sistemas hospitalares existentes e, no início de 1850, começou o seu treinamento no Instituto São Vicente de Paula em Alexandria. Em Julho do mesmo ano, visitou o hospital fundado pelo Pr. Flidner, na Alemanha. E, no ano seguinte, fez um estágio de três meses no Instituto das Diaconisas Protestantes em Paris.

De volta a Londres, em 1853, aceitou um convite para o cargo de Superintendente do “Hospital para Senhoras Enfermas”. Sem qualquer vencimento, mas usufruindo da parte da sua herança familiar, Florence desenvolveu ali um grande trabalho de cuidados, ensino, higienização e humanização.
Mais tarde, o Dr. Bowman, director clínico do hospital, convidou-a para assumir a direcção da secção de enfermagem do hospital do King´s College, onde começou a idealizar a criação de uma escola de enfermagem.


Em Março de 1854 iniciou-se a guerra da Criméia, onde milhares homens ficaram feridos. Devido às críticas do jornal “The Times” às instalações hospitalares britânicas, o Secretário do Ministério da Guerra, escreveu a Florence pedindo que se tornasse Administradora da Supervisão para introdução de enfermeiras nos hospitais militares. Florence aceitou e seguiu para Scutari, na Criméia, com 38 voluntárias que tinha ensinado.


Devido à dureza do trabalho e à febre de que foi atacada na Criméia, em1855 esteve gravemente doente, mas mesmo debilitada, recusou-se a regressar a Londres.
Em Inglaterra todos oravam pela sua saúde, tal o impacto que o seu trabalho desencadeara na opinião pública.
No Parlamento, fizeram-se discursos enaltecendo o trabalho de Florence e decidiram criar a Fundação Nigthingale.

Entretanto, os conhecimentos de matemática deram o seu fruto. Ela recolheu dados e executou cálculos e estatísticas que demonstravam a necessidade de uma reforma nos cuidados de saúde e nas condições sanitárias tanto nos hospitais militares como nos civis. Essas conclusões levaram a rainha Vitória a convidá-la, para dar conta do êxito do trabalho na Criméia, o que gerou alguma intimidade e influência junto da monarca.

Em 1860 Florence fundou a Escola de Enfermagem Nightingale e a Casa das Enfermeiras, ambas inseridas no hospital St. Thomas, em Londres, financiadas pela sua Fundação. Com estas iniciativas, conseguiu que a enfermagem abandonasse o passado desprestigiado e deu vida a uma carreira feminina responsável e respeitada.
Posteriormente, a pedido do Gabinete de Guerra Britânico, prestou assessoria sobre cuidados médicos para as forças armadas no Canadá e foi consultora do governo americano sobre saúde militar.

Florence Nightingale acreditou profundamente que o seu trabalho era um chamado de Deus e foi com essa premissa que dedicou a sua vida ao bem dos outros.
Desde cedo foi apelidada de “A Senhora da Lâmpada”, pelo facto de utilizar uma lanterna para auxiliar na iluminação para os cuidados nocturnos aos enfermos.
Publicou cerca de 200 livros e relatórios, incluindo o primeiro livro de ensino da enfermagem “Notes on Nursing”, traduzido em várias línguas.
Foi premiada com a Cruz Vermelha Real (1883) pela Rainha Vitória e foi a primeira mulher a receber a Ordem de Mérito (1907).


Durante uma boa parte da sua velhice esteve acamada devido aos efeitos da febre da Criméia, mas nunca deixou os seus estudos para melhorar os serviços de saúde.


Faleceu na sua casa em Londres, a 13 de Agosto de 1910, com 90 anos de idade.

Dos eventos comemorativos da sua obra, destaca-se o
“Dia Internacional do Enfermeiro”
que hoje se comemora.

Aqui fica, também, a minha homenagem a Florence e a todos os enfermeiros e enfermeiras que, mais que uma profissão, cumprem um sacerdócio.
Este foi um dos meus sonhos perdidos!

sábado, 5 de maio de 2012

Selah


Esta pequena palavra aparece 74 vezes na Bíblia, todas no Velho Testamento (71 em 39 Salmos e 3 em Habacuque 3).



Dela não são conhecidas a etimologia nem a definição exacta, por isso, há opiniões diferentes acerca do significado (pausa, elevação, repetição, suspensão, ámen), mas o que reúne maior consenso, é “pausa” ou “pare e ouça”.
Entretanto, parece ser uma orientação dada aos declamadores, cantores e/ou instrumentistas, já que verificamos a sua utilização nos salmos (poemas e cânticos) e na oração de Habacuque sob a forma de canto.

"Rei David tocando harpa"
pintura de Guerrit van Honthorst
  
Se a definição de Selah for “pausa”, como tradicionalmente é considerada, parece estar implícita a chamada de atenção para um espaço só instrumental (em que as vozes param) como convite à reflexão, ou uma paragem total para cumprimento de algum ritual (recitação, bênção, silêncio reverencial, oração, contemplação…).




Deixo aqui algumas curiosidades:
1- A Septuaginta grega na sua tradução utiliza a expressão   
     di•á•psal•ma, ou seja “interlúdio musical”.
2- O Salmo 9:16 termina por «Higaiom. Selah», associação de
     palavras que alguns entendidos dizem ter a ver com a música de
     harpa.
3- O termo Selah só é aplicado no decorrer ou no final do Salmo,
     nunca no início.
4- Lista dos 39 Salmos onde figura o termo:
     1 vez nos capítulos 7, 20, 21, 44, 47, 48, 50, 54, 60, 61, 75, 81,
     82, 83, 85 e 143;
     2 vezes nos capítulos 4, 9, 24, 39, 49, 52, 55, 57, 59, 62, 67, 76,
     84, 87 e 88;
     3 vezes nos capítulos 3, 32, 46, 66, 68, 77 e 140;
     4 vezes no capítulo 89.
5- Dos 39 Salmos, 31 são oferecidos ao “mestre de canto”, ou ao
     “chefe dos músicos”.

Na verdade, existem diversas interpretações e sugestões de utilização, mas eu sugiro que, quando encontrarmos este termo, façamos uma pausa de reflexão sobre o que nos está a ser dito.
Esse é um exercício que podemos começar desde já, por isso, escolhi alguns dos versículos onde figura a expressão e que, mesmo fora do contexto do salmo, têm uma mensagem poderosa:

“Tu és o lugar em que me escondo; Tu me preservas da angústia; Tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selah.)” – Salmo 32:7

“Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com equidade, e guias na terra as nações. (Selah.)” – Salmo 67:4

“Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo; Deus é a nossa salvação. (Selah.)” – Salmo 68:19

“A Ti levanto as mãos; a minha alma anseia por Ti, como terra sedenta. (Selah.)” – Salmo 143:6

domingo, 29 de abril de 2012

A Bela Cidade

Eu gosto de viajar, gosto muito… muito mesmo. Ver, ouvir, sentir, cheirar, apreciar, conhecer, degustar, fotografar, oh coisa boa!

Quando visitei Itália (por excelência o país da arte), comecei por Milão. Depois de percorrer a Galeria de Vittorio Emanuel, entrando pela praça do La Scala, do outro lado encontrei a Duomo.
Fiquei extasiada, subitamente e por alguns momentos, não posso precisar quanto tempo, tive um adormecimento muscular, fiquei estática, perdi a noção de espaço, as lágrimas inundaram-me silenciosamente, não conseguia falar…

A beleza é indescritível!

Ao voltar a um estado considerado normal, ainda muito emocionada, percebi que acabara de ser acometida pela raríssima síndrome de Stendhal.

Que saudades tenho de ir ao encontro da arte bela!

Por vezes penso na Nova Jerusalém. O episódio da Duomo de Milão (que nem sequer é comparável) faz-me imaginar e desejar ter esse encontro. Como será?
Em Apocalipse 21:9-27 e 22:1-5 é-nos dada a ideia da Cidade Santa:

- O Templo será o próprio Deus e o Seu povo (Igreja) usufruirá da Sua presença (21:22);
- Será murada por uma grande e alta muralha, com 3 portas em cada ponto cardeal, elas são 12 pérolas onde figuram os nomes das doze tribos de Israel e junto a cada porta estará um anjo (21:12-13,21);
- A muralha também terá 12 fundamentos, adornados de diferentes pedras preciosas, que levam os nomes dos apóstolos de Cristo (21:14,18-20);
- Terá o formato quadrangular e será a maior jamais construída (21:16);
- A sua beleza será perpétua, pura e cristalina, pois será feita de ouro puro, semelhante a vidro límpido (21:18);
- Não necessitará do sol, nem da lua, pois será a glória de Deus a iluminá-la e Cristo será a sua luz (21:23, 22:5);
- As portas nunca se fecharão, porque todos se respeitarão e andarão na luz de Cristo, não haverá perigo algum (21:24-27);
- O rio da água da vida descerá do trono de Deus e do Cordeiro e nunca secará. No meio da praça estará a árvore da vida que produzirá, continuamente, doze tipos de frutos, para consumo público e gratuito e as suas folhas darão saúde (21:4), não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque todos os males do mundo actual serão banidos;
- O seu governo será perfeito, a soberania estará no trono de Deus e do Cordeiro e será aceite com regozijo por todos os servos que ostentarão o nome de Deus e verão a Sua face (22:3-4).

Dá para imaginar? Não, jamais um mortal poderá imaginar tanta beleza; porém, um dia vou ver todo o seu esplendor. Já fui convidada para a viagem.

“Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” – Apocalipse 21:27

Eu vou lá estar! E tu?

sábado, 21 de abril de 2012

Dia da Terra

Terra = Mundo = Planeta Azul
 Amanhã celebra-se o DIA da TERRA.
Instituído a 22 de Abril de 1970 pelo activista ambiental e senador americano Gaylord Nelson, teve em vista a luta contra a poluição e a criação de uma agenda ambiental.
A internacionalização da data deu-se em 1990.

Claro que o despertar das consciências para os problemas da Terra serve a todos os povos; claro que é obrigação de todos os seres racionais e usufruidores, proteger o Planeta. Mas, deverá a consciencialização dos crentes ser mais responsável que a dos outros homens?

As Escrituras mostram que:
1º - Foi Deus que criou o Mundo (Génesis1:1)
2º - Não há elementos acidentais, nem dispensáveis, no Planeta (Génesis 1:11,14,20,24,26)
3º - Deus estabeleceu uma relação entre o ser humano e a criação (Génesis 1:28-30)
4º - Deus observou tudo o que fez e viu que era muito bom (Génesis 1:31), ou seja, deu uma dimensão ética e estética à Sua obra.
Então, a preocupação pelo meio ambiente tendo em vista o bem-estar e sobrevivência do Planeta, tem nos crentes um sentido superior, baseado na fé, mas de louvor e glória ao Criador.

Lembrando que o ser humano faz parte da criação, devemos enfocar a nossa atenção para o facto de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus (Génesis 1:26-27) e ser criado à imagem de Deus significa, também, ser responsável pela Terra, assegurando a manutenção e o equilíbrio da obra divina (tanto no meio físico como no moral).

As ameaças ao Planeta são assustadoras: a instabilidade política, a imoralidade, a pobreza, a existência de armas nucleares, a poluição industrial, a desertificação..., são reflexo do mau uso que o homem lhe tem dado.
Entretanto, a Bíblia oferece-nos diversas perspectivas de manutenção ecológica. Lendo as leis do Velho Testamento, encontramos a preocupação de Deus com a terra, os animais, a pobreza, a moral e muitas outras matérias, de modo a preservar o equilíbrio da natureza e da raça humana.

 Deus mandou o homem cultivar e guardar o Jardim do Éden (Génesis 2:15) e isso é assim até hoje, neste jardim que é a Terra.
Como filhos de Deus sabemos que um dia vamos usufruir de novos céus e nova terra, mas temos a responsabilidade de contribuir para uma vida melhor para todos enquanto vivermos aqui. Cuidar da Terra deve ser um compromisso de vida para que sejamos dignos de ouvir de Deus:

“Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.”
Mateus 25:21

sábado, 14 de abril de 2012

Iguais, mas Diferentes!

No Domingo passado foi celebrada a vitória da vida sobre a morte. Convém-nos agora observar se foi só um período de lembrança e festa ou se, verdadeiramente, foi catalisador de mudança e consagração.
A lição é-nos dada por dois homens que tiveram especial destaque durante a Paixão de Cristo. Foram eles, Judas e Pedro.


Judas era o tesoureiro do grupo de discípulos (João 13:29).
Do registo dos evangelhos, podemos concluir que era: hipócrita (João 12:5); desonesto (João 12:6); e ambicioso pois, para Judas, tudo tinha um preço. Veja-se que, ao receber a honra do pão molhado das mãos de Jesus (João 13:27), tentou impressionar com uma espiritualidade que não fazia parte do seu rol de qualidades, mas já tinha negociado a traição ao Mestre (Lucas 22:3-6).


Pedro era um dos mais activos e respeitados discípulos, ele fazia parte do círculo íntimo de Jesus (Marcos 9:2), mas era um homem: medroso (Mateus 14:29-30); impulsivo (João 18:10); e inconstante. Pedro vivia nos extremos, por isso, na última noite que passaram com o Mestre, ele garantiu que jamais O negaria (Marcos 14:29-31) entretanto, em poucas horas, ele não só negou a Jesus como praguejou (Marcos 14:67-71).



Perante este cenário, resta-nos concluir que Judas e Pedro eram homens iguais, frágeis, controversos, mentirosos e traidores.
Também na sequência das suas atitudes (venda e negação), ambos perceberam que tinham pecado e sentiram a dor da culpa.

Iguais, mas diferentes!

Judas reconhecia a superioridade de Jesus, mas era um homem carnal…
Deixou-se obnubilar, ficou preso em si mesmo e sentiu remorsos. Ele não conseguiu perdoar-se, nem pedir perdão, simplesmente procurou descartar-se do negócio devolvendo o dinheiro, mas continuando a não suportar a culpa, enforcou-se (Mateus 27:3-5).

Pedro amava Jesus, ele era um homem espiritual…
Quando o galo cantou depois da terceira vez que negou o Mestre, ele lembrou-se das palavras de Jesus e, retirando-se, chorou amargamente (Mateus 26:75). Pedro soube retratar-se, arrependeu-se, não fugiu, aprendeu com o erro e acabou por ser o principal impulsionador da igreja primitiva.

E então, eles eram iguais? Sim, mas não!

De alguma forma, todos nós, em algum momento da nossa vida, estamos representados nas características que fazem de Judas e Pedro homens iguais.
Mas o mais importante é a nossa atitude na hora do reconhecimento do pecado. Deus nos ajude a que seja de mudança e consagração, marcando a diferença.

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus como ressurrectos dentre os mortos e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.” – Romanos 6:12-13

domingo, 8 de abril de 2012

Porque Ele Vive



“No primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando os aromas que tinham preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro e, ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus.




Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões, com vestes resplandecentes. E, estando elas possuídas de temor e abaixando os olhos para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais entre os mortos ao que vive?” – Lucas 24:1-5

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Paixão de Cristo



“Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Romanos 5:8
Oh, Cristo amado!
Quanto sofrimento, quanta dor.
Suportastes as afrontas calado,
através do Teu mui infinito amor
Oh, Cristo amado!
Este mundo não era digno
de tão imensurável amor,
mundo que rejeita a paz,
que promove a guerra, o ódio e o rancor.
Chicotadas, cusparadas,
escárnios e zombarias,
assim te trataram, oh, meu Cristo!
Quem tal preço pagaria?
Foste traído, abandonado
por quem comia Contigo,
mas demonstraste o dom do perdão
chamando o traidor de amigo.
Oh, Cristo amado!
Que amor sublime é esse?
Ensina-me a amar assim,
amar sem interesse,
amar quem não gosta de mim.
Coroado foste pela vil coroa de espinhos,
levando nos ombros a rude e pesada cruz
por um longo e doloroso caminho.
Cruz que era minha!
Cujo peso se fazia dos meus pecados,
mas suportastes tudo por mim.
Foste ferido, Teu sangue por mim foi derramado.
Oh, Cristo amado!
Há quem se revolte pelo Teu sofrimento,
fique à procura de um culpado
pelo Teu injusto julgamento;
há quem diga serem os Romanos,
outros afirmam serem os Judeus,
mas que ledo engano,
quem Te crucificou fui eu.

Sim, humanidade,
eu crucifiquei o Cristo!
Através dos meus muitos pecados,
mas graças ao Seu sofrimento,
hoje sou inocente e não mais culpado.
Foi por mim, que Ele suportou a rude cruz,
para derramar nas minhas trevas
a Sua gloriosa e divina luz.

Obrigado, meu Cristo
por tão grande amor.
Sou apaixonado por Ti
pois Tua Paixão, na cruz me conquistou.
Quero servir-Te, oh, Cristo amado!
Por todos os meus dias,
como servo deste eterno e sublime amor,
amor que eu sei que não mereço,
mesmo sendo pela Graça, não foi de graça,
pois na cruz, pagastes um alto preço.
Oh, Cristo amado!
Te agradeço por tão grande redenção;
faço desta poesia, um salmo de louvor
que traz versos permeados de amor,
que reflecte por Ti, a minha gratidão.

(Luiz de Jesus)

sábado, 31 de março de 2012

A Páscoa Cristã

Durante anos questionei a matemática que vai da morte à ressurreição de Cristo. As respostas nunca me satisfizeram até porque sempre passaram por: “ressuscitou ao terceiro dia”, pelo que, começar a contagem na sexta-feira e acabar no domingo, seria normal. Ou seja uma contagem feita pelo chamado método inclusivo (porque estão presentes períodos de três dias).
Acresce que esta é uma tradição ditada pela igreja católica, aceite, e não discutida, por todos os “cristãos”.

Mas eu sou teimosa e gosto de me esclarecer, ora, Mateus 12:40 diz, pela boca de Jesus:
“Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.”
O que nos pode fazer crer que este preciosismo de linguagem não corresponda à verdade?
Depois de investigar e estudar este assunto durante muito tempo, parece-me certo que a morte de Cristo se deu a uma quarta-feira.
Para quem quiser acompanhar o raciocínio, será bom equipar-se de uma Bíblia.

O shabat da lei moral era o sétimo dia da semana (Êxodo 20:8-11), mas também havia o shabat cerimonial, em que Deus ordenava a paragem do trabalho (Números 28:17-18).
É interessante ver:
Lucas 22:7-8 – o dia dos pães asmos chegou (sábado cerimonial); v.14 – Jesus comemorou a última Páscoa (só abolida com a sua morte); v.19-20 – depois instituiu a ceia do Senhor.
João 19:31 – João faz menção de um “grande dia de sábado”, julgo que pode estar a referir-se ao prolongamento do tempo de descanso (dois shabats próximos).

E agora, vamos acompanhar aqueles dias:
Mateus 27:62 – selaram o túmulo no dia seguinte ao sepultamento, que foi o dia depois da preparação. Será que as autoridades violariam o sábado do quarto mandamento?
Marcos 16:1-2 – se passado o sábado em que compraram aromas fosse o sétimo dia da semana (lei moral), como iriam muito cedo no primeiro dia da semana ao túmulo?
Marcos 16: 1 – diz que passado o sábado as mulheres compraram os aromas para embalsamar o corpo; e em Lucas 23:56 – que já os tinham comprado e no sábado descansaram. Como se explica isto, se não estivessem a ser observados e considerados pelos evangelistas dois sábados diferentes? Ou seja, o sétimo dia da semana (em Lucas) e o que terá coincidido na quinta-feira devido a ser o descanso do 1º dia da festa dos pães asmos (em Marcos).

Assim, podemos dizer que Jesus expirou após as 15h de quarta-feira (véspera do descanso da festa dos pães asmos) e ao cair da tarde (portanto depois das 18h) José de Arimatéia foi até Pilatos pedir o corpo. Depois o corpo foi tirado da cruz e levado, fizeram os preparativos do cadáver, depositaram-no no túmulo e colocaram a pedra que foi selada já no dia seguinte à morte, com certeza nas primeiras horas. E, só a partir daí se podem contar os 3 dias e 3 noites no seio da terra (com o túmulo fechado).

Nesta perspectiva, elaborei o quadro seguinte, comparando os quatro Evangelhos. Espero que esteja tão explícito para os meus leitores, quanto foi enriquecedor para mim executá-lo.

Atenção: Os dias começavam ao nascer do sol (6h).
(clique na imagem para ver melhor)
É óbvio que me parece mais lógico, que celebrássemos a sequência de dias correctamente, mas acima de tudo o meu desejo é glorificar ao Senhor…
“O qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitou por causa da nossa justificação.” – Romanos 4:25

Tenham uma Santa Páscoa!


NOTAS:
1- Não quero ser polémica com esta teoria pois o calendário não é mais importante que a lembrança, nem isso é essencial para a minha fé, mas fiz uma análise honesta e que me parece correcta.
2- Fico contente porque verifiquei que outros se têm debruçado sobre o tema, especialmente os irmãos Baptistas Bereanos.
3- Fontes de estudo: Bíblia Sagrada, Calendário oficial judaico, Sistema de horas solar, Comentários de várias teorias existentes.

sábado, 24 de março de 2012

Congénito – Hereditário – Crónico – Epidémico – Mortal

Todos os conceitos em título fazem parte da linguagem médica; também todos estão associados ao pior de todos os males, o pecado.

CONGÉNITO – porque nasce com a pessoa
“Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” – Salmos 51:5

HEREDITÁRIO – porque é transmitido a todos os descendentes
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram.” – Romanos 5:12

CRÓNICO – porque permanece no individuo
“Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz e sim o pecado que habita em mim.” – Romanos 7:20

EPIDÉMICO – porque se propaga
“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio de seu coração.” – Génesis 6:5

MORTAL – porque conduz à morte
“Porque o salário do pecado é a morte…” – Romanos 6:23a

O pecado entrou no mundo através de uma grande motivação (o desejo de saber), mas um pequeno meio (o fruto).
Na nossa vida, o pecado está em estado latente e, independentemente da motivação, começa por se manifestar também por algo pequeno; no entanto, quando menos damos por isso, já não estamos a comer o fruto, mas a árvore e depois o pomar. Ou seja, como com qualquer problema de adição, a dependência e o “consumo” é crescente.
Na realidade, todos temos o gene do pecado - é a nossa natureza original. Mas o pecado consentido, praticado e fomentado é de nossa exclusiva responsabilidade porque, apesar de nenhum de nós lhe ser imune e a propensão se manter, Deus deu-nos capacidade para escolhermos praticá-lo ou combatê-lo.

Para combater a tendência para o pecado, devemos saber que:
1- O diabo faz o homem apegar-se ao que é mau, tornando-o escravo do pecado.
2 - O auto-engano leva o homem a inverter valores. Assim, considera-se livre quando faz o que quer e não o que é da vontade de Deus.
3 - O pecador arraigado pode conseguir enganar alguns, durante algum tempo, mas jamais enganará a Deus, perante quem terá de prestar contas.

Como medida preventiva devemos:
1 - Aceitar Cristo, como Salvador e Senhor. Ele limpa-nos de toda a contaminação do pecado.
2 - Estar em comunhão com Deus, através da Palavra e da oração.
3 - Fugir das situações em que o desejo de pecar é mais forte que a nossa razão.

Então, apesar de todas as evidências de como o pecado nos consome, nós podemos travar esse processo pois:
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.”
I João 1:9

sábado, 17 de março de 2012

Glorificai a Deus no Vosso Corpo

“Acaso não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo que habita em vós, porque o recebestes de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Porque fostes comprados por um alto preço. Agora pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” – I Coríntios 6: 19-20

Paulo está a falar aos crentes do Corinto, mas a mensagem serve para os cristãos de todos os tempos. Estes versículos ajudam-nos a reflectir sobre o nosso corpo que, sendo materialmente igual ao dos outros humanos, deve ter um desempenho diferente porque Deus nos comprou para sermos templo do Espírito Santo e assim nos tornarmos parte orgânica do corpo de Cristo - a Igreja.

Assim, quem recebe a graça da salvação, deve ser encontrado fiel e glorificar a Deus em seu corpo. Portanto, seja individualmente, seja como igreja, o que de mais sábio podemos fazer é dizer a nós próprios:

Mãos trabalhem honesta e humildemente, para que a vossa obra bendiga a Deus;
Olhos sintam prazer em ver o bem e admirem as maravilhas da criação;
Pés andem por caminhos justos e não se cansem de levar o Evangelho aos perdidos;
Ouvidos fiquem atentos à voz de Deus e a tudo o que edifica espiritualmente;
Boca canta louvores, dá graças e fala da soberana grandeza de Deus;
Corpo permanece aos pés da cruz e conserva a santidade e a honra de forma a agradar a Deus.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” – Romanos 12: 1-2

sábado, 10 de março de 2012

Que é Isto?

“E quando se evaporou o orvalho que caíra, na superfície do deserto restava uma coisa fina e semelhante a escamas,
fina como a geada sobre a terra.
Vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? pois não sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: Isto é o pão que o Senhor vos dá para vosso alimento.
Deu-lhe a casa de Israel o nome de “Maná”...
Êxodo 16:14-15,31a



“Que é isto?”

Foi desta pergunta, no hebraico, que surgiu o nome “Maná”, tendo uma grafia e som idênticos.




Durante os meus sessenta e dois anos, nunca tive um período de abastança; normalmente tenho tido pouco e, às vezes, um pouco mais. Mas, nos momentos mais difíceis, verifiquei que, com arte e engenho, consigo ter o suficiente. É aí que a providência de Deus se tem manifestado.
Por isso, até hoje, sempre honrei os meus compromissos, nunca pedi dinheiro emprestado e, contra todas as expectativas de alguém com responsabilidades familiares e baixo rendimento, nunca contraí dívidas.

Uma das fases financeiramente mais difíceis da minha vida, ocorreu nos anos 80. Quando penso nisso ainda me dá graça a forma como ultrapassávamos os problemas.
Os meus filhos sempre tiveram uma alimentação saudável, mas a soja substituía a carne, o pão de aveia era feito por nós, os iogurtes eram confeccionados na panela de pressão ou com flor de fungo e..., podia dar tantos outros exemplos.
A medicação para o meu filho (asmático) era caríssima, mas havia sempre algum adorno da casa que eu podia vender para arranjar dinheiro.
Os trabalhos de sapateiro, cabeleireiro, modista, tricote, electricista, canalizador e vários outros eram feitos por mim.
Muitos dos livros escolares eram fotocópias.
Algumas compras eram repostas nas prateleiras do supermercado por não serem prioritárias.
Enfim, o meu poder criativo estava sempre a ser posto à prova, mas Deus dava-me as ferramentas mentais necessárias.
Ele nunca nos abandonou!

Segredo - Nós não éramos amargos, antes, todos os resultados se tornavam grandes conquistas e divertíamo-nos muito com todas as coisas por mais pequenas que fossem.
Na verdade as crianças não podiam esbanjar, ou ter brinquedos da moda, ou usar roupas de marca, mas tinham direito ao melhor para crescerem com dignidade, saúde e alegria.
Eles estavam na ginástica e na escola de música, tinham as suas festinhas de aniversário e iam aos acampamentos bíblicos de verão, porque eu achava isso necessário.
Da mesma forma, nunca lhes faltou praia, campo, passeios e, ainda, roteiros culturais através das “borlas” ou promoções que conseguia para irmos ao teatro, cinema, museus, concertos, etc.
Era uma aventura constante!

Estou a falar disto, primeiro porque já é passado (eu não gosto de me expor), depois, pelo que vem a seguir.

Um dia, esgotou-se o dinheiro e o meu poder criativo.
Faltava muito para o fim do mês, eu sentia-me cansada e ansiosa. Cinco mil escudos era um valor que resolveria a situação imediata, mas como consegui-los?...
Confiar na providência divina é um bom exercício para os crentes, só assim, as responsabilidades que carregamos e os problemas que enfrentamos, podem transformar-se em vitórias e contentamento. Por isso, pedi-Lhe ajuda.

No dia seguinte, fui à caixa de correio e, lá, encontrei um envelope completamente branco, sem remetente, sem destinatário, sem um bilhete.

“Que é isto?” perguntei-me.

Dentro do envelope uma nota de 5.000$00.



Até hoje, não sei quem foi o benemérito e, como não costumo queixar-me e sempre resolvi os problemas a sós com Deus, não tenho suspeitos.
Também nunca me preocupei em saber quem foi porque, apesar da imensa gratidão que tenho ao anónimo, estou grata, sobre tudo, ao meu Senhor. Naquele dia, Ele enviou-me o “Maná”!

É minha convicção que o suficiente me chega; mais que isso, é uma bênção acrescida. Têm havido alturas da minha vida de desafogo completo, mesmo sem fartura, mas eu não me iludo com o muito e sei viver com o pouco.
Deus sempre me faz lembrar:

“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com acções de graças.” – Filipenses 4: 6

sábado, 3 de março de 2012

Não!

A palavra crise entrou definitivamente no nosso vocabulário. Ou será que nunca saiu?
Actualmente a crise de que mais se fala é a financeira o que, de alguma forma, é providencial para esquecermos que, a pior de todas e impulsionadora das outras, é a crise de valores morais.

Sendo que todos estamos sujeitos às contingências humanas, incluindo os filhos de Deus, é assustador pensar que não estamos preparados para as enfrentar. Porque, quando não estamos preparados e a tentação chega, a crise de valores ataca-nos e, invariavelmente, caímos no pecado.

Ele há coisas do diabo, porque esse é o trabalho dele, mas temos o abre-olhos através dos ensinos bíblicos e da comunhão com Deus. E podemos verificar que a solução para a crise de valores está à distância de um “Não!”; Deus faz o resto.

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”
I Coríntios 10:13

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Verdade ou Mentira?



Conta-se que o nosso poeta (escritor, dramaturgo, político), João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, fundador do romantismo em Portugal, era um homem muito vaidoso, mas com poucos atributos físicos. Por isso, procurava dissimular os defeitos de modo a ter uma aparência sedutora.




Em determinada altura, terá posto ao seu serviço um rapazinho, chegado da província, não habituado à estética e aos disfarces da sociedade mais evoluída.
À noite, quando se preparava para dormir, pediu ao miúdo que o ajudasse a despir-se. Começou, então, por tirar a peruca, o que deixou o criado espantado; de seguida, tirou os dentes postiços e mandou o rapaz, já pálido, pô-los num copo; depois, passou-lhe as almofadinhas que modelavam a barriga das pernas e o peito, com o que o rapaz ficou completamente alucinado.
Então Garrett, que já se apercebera da tremenda agitação do criado, diz-lhe com ar muito sério: “Agora, desatarraxa-me a cabeça e põe-na em cima da mesa-de-cabeceira.”
O miúdo, apavorado, fugiu do quarto a correr e nunca mais apareceu.

Acabou há dias a festa dos disfarces, onde tudo pode acontecer. No carnaval podem ultrapassar-se todos os limites da decência e permitir-se o que normalmente é criticado e proibido.
Com origem em rituais pagãos, não passa de uma manifestação popular das obras da carne pois há um excesso de danças sensuais, nudez, lascívia, mentira e, também, vinho, drogas e imoralidade sexual.

E, falando em disfarces, como é com os crentes? Não me refiro ao carnaval, mas ao convívio espiritual.
Sinceramente, não sei o que nos aconteceria se assistíssemos ao despir da máscara de alguns crentes “muito espirituais”.
Esta análise começo por fazer a mim própria, para não cair na tentação de mostrar aquilo que não sou ou de me envaidecer com o que sou ou faço.

Lembram-se da parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18:9-14)?

A atitude convencida do fariseu quando foi ao templo é a de um homem presunçoso a descrever o quanto é fantástico. Jesus diz que ele “orava de si para si”, preocupado que estava em exaltar as suas virtudes e em fazer comparações com os outros.
Ele nunca demonstrou humildade ou gratidão, simplesmente, de forma orgulhosa, se considerava tão extraordinário que queria ser ouvido.


Mas a verdade é que o fariseu era hipócrita, estava mascarado de espiritual através das suas obras religiosas, jejuns, ofertas, boas intenções e palavras bonitas.

Ora, a personalidade dos filhos de Deus não pode ser fantasiada, tem de ser genuína. Aos crentes é pedido:

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
e andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta
e sacrifício a Deus em aroma suave.
Mas a impudicícia e toda a sorte de impurezas, ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos; nem conversão torpe, nem palavras vãs, ou chocarrices, coisas essas inconvenientes,
antes, pelo contrário, acções de graça.
Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro,
ou avarento, que é idólatra,
tem herança no reino de Cristo e de Deus.
Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto não sejais participantes com eles.” – Efésios 5:1-7

O que achei hilariante no relato sobre Almeida Garrett, entristece-me quando acontece com os crentes.
Analisemo-nos, dispamos toda a roupagem enganosa e limpemos a cabeça pois é lá que o fingimento se desenvolve. Será desolador ver alguém fugir e nunca mais voltar por causa dos nossos disfarces.