"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


domingo, 22 de julho de 2012

Louvai ao Senhor

Hodu l’Adonai ki tov, ki l’olam chasdo;
Hodu l’Adonai ki tov, ki l’olam chasdo.
Hodu, hodu, hodu, hodu, hodu l’Adonai ki tov;
Hodu, hodu, hodu, hodu, hodu l’Adonai ki tov.


Culto no Moshav - Cânticos

Aprendi este cântico quando, há quase 13 anos, visitei Israel. É muito lindo, se o ouvissem iam gostar!

As viagens para mim são sempre inesquecíveis presentes de Deus que me enriquecem e se tornam especiais por isto ou aquilo.
O especial desta viagem foi tudo. Percorri os caminhos e locais bíblicos, aprendi muito sobre os costumes e a história judaica, percebi o porquê de alguns acontecimentos e descobri a aplicação de algumas passagens proféticas.




No Moshav de judeus messiânicos onde fiquei hospedada por 3 dias, havia uma alegria contagiante e, no convívio com esses irmãos, pude sentir a comunhão (quase primitiva) dos crentes em Cristo e o prazer do louvor. 

Culto no Moshav - Danças de Louvor
 O hino baseia-se no versículo:

“Rendei graças ao Senhor, porque Ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre.” – Salmo 136:1

Quando falamos sobre darmos graças ao Senhor, devemos pensar que o louvor se deve aplicar em todos os nossos actos e ser verdadeira adoração.
Quanto a Deus, Ele já é bom só pelo facto de nos ter criado (ponto). Mas, ainda assim, a Sua misericórdia é eterna, porque é o cerne da Sua natureza.
Vivemos dias onde o conceito de amor está completamente deturpado, é algo do momento, onde o que importa é alimentar o ego. Mas, o amor de Deus é verdadeiro, não se cansa e dura para sempre.

Quando lemos o salmo completamente, podemos observar que existe como que um refrão, talvez responsivo, que remata cada argumento da exaltação feita ao Senhor. Ora, esse refrão (porque a sua misericórdia dura para sempre) lembra-nos que é o amor de Deus que suporta o nosso viver e por isso o devemos louvar.

Queridos, provai como o Senhor é bom e vede quantos milagres Ele faz na vida de todos nós, todos os dias. Depois, rendei-Lhe louvores!

sábado, 14 de julho de 2012

Netos

Samuel

Quando os meus netos nasceram eu já os amava muito, mas não sabia como eles iam mudar a minha vida. Foi então que, tudo quanto tinha imaginado para a minha velhice, caiu por terra.

Há lá coisa mais querida que os meus netos…
O Samuel e a Sara são gémeos, filhos do meu filho, e fizeram 6 anos na passada 4ª feira (dia 11).



Senti-los é uma experiência misteriosa entre a tranquilidade e a inquietação. Eles são tão meus que não posso sequer admitir abdicar da sua presença.

Sara
Com eles, tenho revivido a infância dos meus filhos e o meu papel de mãe. Para mim não existe essa coisa do “açúcar” ou do “mel” que se costuma dizer das avós; sou exigente ou permissiva naquilo que acho certo e isso já eu fazia com os meus filhos. A diferença está em que tenho mais tempo, pois já não trabalho, e em ter perdido alguma força e agilidade física (estou velhota), mas ainda assim, faço quase tudo com eles.




A Bíblia conta que Timóteo foi abençoado com algo muito precioso, ele tinha uma avó crente e actuante no seu crescimento. Eu posso usufruir desse mesmo prazer na vida dos meus netos e espero ser especial para eles.
Na verdade, revejo-me em Lóide, não só porque tenho uma acção efectiva na prestação de cuidados e educação deles, mas porque quero muito que os meus meninos conheçam Deus e aprendam as Sagradas Escrituras.
O apóstolo Paulo lembrou a Timóteo: “Desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15). Até hoje, o mais importante para formar o carácter continua a ser a vida espiritual e a melhor altura para iniciar a educação e o ensino do adulto é a infância.

Todos os anos escrevo uma pequena história para cada um, desta vez, além dos livros, e por ser a entrada para um novo ciclo de vida, receberam uma pedra.

Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e chamou-lhe Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor.” – I Samuel 7:12

Deus deu-me dois filhos fantásticos; ter no meu filho um bom pai é a melhor compensação para a educação que lhe dei; ter estes netos maravilhosos é uma bênção imensurável.

Parabéns netos, amo-vos muito… muito!

sábado, 7 de julho de 2012

Deus não Falha!

Recebi da minha amiga Marisa um texto que aqui reproduzo. De facto achei-o muito interessante e fez-me pensar na forma maravilhosa como Deus age.

Ele não traz holofotes, não faz barulho, não se promove, mas nem por isso deixa de ser absolutamente eficaz. E, ainda, é capaz de fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos.
Quando o medo tenta apoderar-se de nós, em vez de esgrimirmos com Deus na tentativa de soluções mais eficazes ou mais aparatosas, tenhamos fé, Ele é poderoso e nunca falha.

“Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. Ele do céu enviará seu auxílio e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me. Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade.” – Salmo 57:2-3

«Certa vez um homem estava a ser perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. Então, correu, correu, até que virou num atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato. No desespero, elevou uma oração a Deus:
- Deus todo Poderoso faz com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da vereda para que os bandidos não me matem.
Entretanto, percebeu que os homens se aproximavam do local onde se escondeu e viu que na entrada somente apareceu uma minúscula aranha.

Cada vez mais angustiado, exclamou:
- Senhor, eu pedi anjos, não uma aranha! Por favor, coloca um muro forte na entrada desta vereda, para que os homens não possam entrar e me matar...
Quando abriu os olhos esperando ver um muro, viu apenas a aranha que arduamente tecia a teia.

Os malfeitores já estavam perto; o homem apenas esperava a morte.
Quando passaram em frente do esconderijo o homem ouviu-os falar:
- Vamos, entremos por aqui.
- Não, não, repara na teia de aranha. Ele não podia ter entrado por aqui sem a desfazer. Vamos embora!

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível. Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus deixa que a sua Glória se manifeste através de algo como uma teia e ela dá-nos a mesma protecção de uma muralha.»

sábado, 30 de junho de 2012

Oração

“Cheguemo-nos, pois, confiadamente, ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.” – Hebreus 4:16

(carregue no canto inferior direito para ampliar)

Ámen!

sábado, 23 de junho de 2012

A Pureza da Oração

Minha neta Sara aos 10 meses
Eu gosto de ouvir as crianças orar!

Infelizmente, excepção feita nos acampamentos das idades respectivas e, algumas vezes, na classe etária da Escola Bíblica Dominical, não existe o hábito de pedir aos pequenitos para orarem nos cultos.
Porém, se os ouvíssemos, tínhamos muito a aprender relativamente à pureza da oração, podíamos fomentar neles o prazer de comunicar com Deus e evitávamos um futuro ainda mais decadente neste ministério.

As crianças essencialmente agradecem. Ele é o sol, os amigos, o pai, a mãe (e vão abrindo o rol da família), a comida, a natureza, os brinquedos, o cão (coisa praticamente impensável a um adulto) e os amigos e...
Embora menos, também pedem, para irem ao parque, para terem aquele brinquedo preferido, etc.

“Bem-aventurados são os puros de coração, porque verão a Deus.” – Mateus 5:8

Reparem que, quando ensinamos os meninos a orar, dizemos palavras simples e antecedemos sempre com: “Obrigado…”, mas julgo que não é para aprenderem, é porque os achamos incapazes de perceber ou conseguir mais que isso.
Por isso, quando somos nós a orar, ficamos no alto das nossas faculdades extraordinárias a rebuscar palavras despropositadas, a exibir conhecimentos bíblicos, a mandar recados e a elaborar espiritualidade, contaminando-nos com estilos e perdendo a essência.
Oração deve ser propósito e ter objectivo, verdade e pureza.

Quando os meus filhos eram pequenos, a Débora, algumas vezes disse na oração: “obrigada pelo xi-xi e pelo cocó”. Claro que eu e o meu filho (mais velho 4 anos) achávamos graça, mas logo expliquei ao Marcos que não devíamos valorizar e tínhamos que agir com naturalidade, até porque, na verdade, ela tinha problemas de obstipação.
E então, porque é que ficamos a corrigir, a interromper ou a evitar certas expressões, sem necessidade? Primeiro, Deus entende; depois, naturalmente, com a idade as crianças alteram os termos; espero que não a forma.

Meus netos - Samuel a orar
Há 2 anos, na primeira refeição de um acampamento familiar (onde estão mais adultos que crianças), o responsável pediu um voluntário para orar. O meu neto Samuel, na altura com 4 anos, levantou o dedo... (foi bom porque a partir daí outras crianças tiveram iniciativa igual).
Então, ele ficou de pé em cima do banco, olhou para nós e disse: “Vá, todos fechem os olhos” e, ainda no sussurro provocado pelo aviso inesperado, começou a agradecer a sopa e o comer, o Jesus, as histórias do Jesus e a pedir para as pessoas e os meninos se portarem bem e a bola estar boa para poder jogar e que gostava de tocar bateria… “em nome do Jesus. Amém!”

Eu gosto de ouvir as crianças orar!

“Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há-de permanecer no seu lugar santo? O que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura enganosamente.” – Salmos 24:3-4

domingo, 17 de junho de 2012

Doce Provocação

Podia estar a falar duma sobremesa irrecusável; ou talvez de outra coisa qualquer, desde que não fosse fácil resistir à sua atracção.
Podia, mas não…, estou mesmo a falar da acção do Tentador. A sua astúcia é de tal forma que, sendo maléfica, ao contrário de afastar, atrai; em vez de assustar, seduz; e não, não é amarga, é doce.

A Bíblia diz pouco sobre Satanás, mas fala muito sobre a sua actividade.
Vamos tomar por base o que ele fez logo após a criação (Génesis 3), lembrando que, até hoje, ainda utiliza as mesmas armas:

1º Estádio – o Tentador tem a argumentação de um ser INGÉNUO, não afirma, pergunta, aguça a curiosidade (v. 1);
Resultado – Eva, ao repetir as palavras do Criador, teve tempo para ponderar na limitação que Deus lhes impusera (vs. 2-3).

2º Estádio – o Tentador é SAGAZ, mestre em lançar a confusão, joga a cartada da dúvida e depois pausa, para dar tempo ao interlocutor de digerir a situação (v. 4);
Resultado – podemos imaginar que Eva se sentiu incrédula porque, ou a bondade de Deus era restritiva e oferecia morte, ou escondia algum segredo.

3º Estádio – o Tentador é SUBTIL, vai ao ponto fraco do indivíduo através da sedução à obtenção de algo bom que lhe está a ser negado (v. 5);
Resultado – a insinuação acerca do fruto foi directa ao apetite (agradável aos olhos) e à vaidade (dá entendimento) de Eva e ela desobedeceu (v. 6).

Depois da queda de Adão e Eva, todos herdámos a propensão para o pecado, mas isto não quer dizer que o devemos praticar.
Da mesma forma que há características que são transmitidas congenitamente, mas só se desenvolvem por acção directa, assim é com o pecado.


Quando pensamos nos limites que Deus nos coloca e questionamos a bondade e a justiça d’Aquele que nos criou, quando o nosso apetite e vaidade nos levam a dar passos em falso, o fim é desobediência - pecado!



A doce provocação é falaciosa e traz distúrbios que, não sendo reparados pelo sangue de Cristo, levam à morte. Afinal, o doce, amarga e, a verdade do Tentador, é a destruição.
Por isso:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” – I Pedro 5: 8

domingo, 10 de junho de 2012

O Dia do Meu País



Luís Vaz de Camões, génio da língua portuguesa e símbolo da Nação, presumivelmente, terá morrido a 10 de Junho de 1580. Por esse motivo esta foi a data escolhida pela República Portuguesa para as comemorações que, ao longo do tempo, têm tido diferentes designações:

Dia de Camões (desde 1911) como feriado municipal de Lisboa;
Dia de Portugal (desde 1924) durante a Primeira República, como festa nacional, mas sem descanso;
Dia de Camões e de Portugal (desde 1933) passando a ser festejado a nível nacional e da Raça (desde 1944) no decorrer do Estado Novo;
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, após o 25 de Abril (a partir de 1978).

Para mim todos estes nomes fazem sentido. Eu amo o meu País!

Entre os diferentes motivos que me orgulham pelo facto de ser portuguesa, estão incluídos os nomes de uma quantidade de grandes homens de Deus, verdadeiros heróis que não ficaram na história, mas que ousaram divulgar o Evangelho para que o povo do nosso país, o meu país, tivesse o privilégio de conhecer a graça de Cristo.
Agradeço a Deus por cada um desses servos fiéis e rogo-Lhe que a minha Pátria querida seja conquistada pelo Seu infinito amor.

 

sábado, 2 de junho de 2012

Dia Mundial da Criança


Desde 1950 que o primeiro dia de Junho é comemorado como o
“Dia Mundial da Criança”
Os nossos meninos merecem porque, apesar de todo o trabalho desenvolvido, discursos e boas vontades, ainda há muitas crianças

que sofrem as perversões dos adultos, e muitos que não gozam dos direitos básicos, e muitos a quem é negado o conhecimento do Evangelho.


“Jesus, porém, disse: Deixai os meninos,
e não os estorveis de vir a mim;
porque dos tais é o reino dos céus.” - Mateus 19:14

Há anos atrás, propus-me um trabalho de três meses para reactivar na minha igreja a classe dos 3, 4 e 5 anos. Esta não é a faixa etária com que gosto de trabalhar, mas havia uma lacuna que precisava ser colmatada e que, uma vez implementada, podia ser continuada por outros.

É a pensar nas crianças de hoje e recordando os meus pequenos alunos (Joel Alberto, Filomena, Samuel, Mafalda, João Pedro, Glória, Francilda, Feliciana, Jónatas, Patenciana, João David, Divino, Rabona, Telma, Benedita e Hedera) que agora têm entre os 15 e os 18 anos que me lembrei de trazer aqui o guião de uma das várias lições que elaborei naquela altura.

UM ESPELHO DO AMOR DE DEUS

Material: Espelho grande, canetas e folhas com trabalho para a classe e para casa.

Explicar: Todos os dias as pessoas olham para o espelho, para ver se estão bonitas.
O espelho mostra como nós estamos: tristes, alegres, penteados, sujos… Vamos fazer algumas caretas para o espelho imitar (mostrar o espelho e pedir às crianças que façam caretas para confirmarem a imitação); isto é um espelho a sério, mas nós também podemos ser espelho, sabiam? Vamos ver, vão fazer de conta que são espelhos e imitam tudo o que eu fizer (fazer com que repitam todos os gestos).
Quando os meninos fazem a vontade de Deus, são espelhos que mostram aos outros que Deus é bom e ama as pessoas. Deus ama os meninos e quer que também O amem e sejam bons uns para os outros. Quando pensam e fazem coisas bonitas, estão a fazer a vontade de Deus e são o Seu espelho.
Todos vocês podem ser espelhos do amor de Deus.

Perguntar: Quem quer ser um espelho de Deus? O que é preciso fazer para ser espelho de Deus?

Cantar: “Deus vê o que fazes...”

Trabalho: Ensinar o texto áureo
“Sede imitadores de Deus, como filhos amados” – Efésios 5:1
Fazer com que as crianças, 2 a 2, se imitem como espelho.



Distribuir as folhas com desenhos de várias situações;
sugerir que cada um risque (X) os desenhos que não mostram ser um espelho do amor de Deus e depois pintem os que o são.






Cantar: “Deus vê o que fazes...” e “Deus é amor…”

Lembrar: Deus vê todas as coisas e fica muito contente quando os meninos fazem coisas que mostram que Deus é amor. Vamos pensar em coisas que são da vontade de Deus (tratar bem os amigos, dizer palavras bonitas, comer bem, não tratar mal os manos, obedecer aos pais, ser alegre, aprender histórias da Bíblia e orar).

Orar: Levar as crianças a repetir as palavras da oração.

Para casa: Versículo para aprenderem e trabalho para trazerem na aula seguinte.


(Para ampliar, clique sobre as imagens)

sábado, 26 de maio de 2012

A Grande Comissão

Jesus, pouco antes de ascender ao Lar, deixou aos seus a herança espiritual da salvação, mas também a incumbência de divulgar o Evangelho para crescimento da Igreja – a Grande Comissão (Mateus 28:19-20):

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.”

Pode dizer-se que ela nos incita a fazer evangelização e missões, contendo em si própria todos os condimentos necessários para um trabalho bem sucedido.

Se olharmos para Actos 1:8 como parte integrante da Grande Comissão, encontramos esta definição:

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”


São as duas faces da mesma moeda, ir para fora e ir cá dentro, o valor é igual.
Ou seja, podemos fazer discípulos nas nossas localidades, nos nossos distritos e países, e em qualquer outro lugar do mundo onde Deus nos mandar.

Transmitir a alegre mensagem da vida eterna, nos meios e com os métodos que temos ao nosso dispor, é o legado que Cristo deixou a todos os crentes.
Não estou a ser original, nada do que digo é novo, nada mesmo, mas a verdade é que normalmente as oportunidades passam-nos ao lado; e, muitas vezes, esquecemos que à distância de um aperto de mão temos colegas, amigos, família, vizinhos… e, não praticamos o “ir” cá dentro.

Depois, Deus capacita alguns com dom e chamada porque a vida missionária pede uma responsabilidade acrescida: completa dependência, preparação, disponibilidade, reconhecimento da obra e abnegação.
Gosto de pensar (conhecer e orar) nos bravos homens e mulheres que, sem olhar a meios, aceitam o desafio de ir para fora porque, quando Deus coloca no coração o desafio da vida missionária, com certeza há um trabalho muito sério para fazer e não uma fantasia paradisíaca.

Nos nossos dias vive-se uma deficiência de vocações, há cada vez menos missionários e muito mais “profissionais” de missões - apetece-me chamar outro nome que também começa por “p”.
Isto quer dizer que, alguns saem dos seus países e, simplesmente, se deslocam para outros onde há conhecimento do Evangelho, igrejas e crentes preparados. Na verdade esses imigrantes, mais não fazem que os outros membros das igrejas locais, tomando parte nas tarefas da comunidade cristã onde se inserem; a diferença é que são assalariados pelas organizações de origem de forma a não terem qualquer carência, têm um bom carro e casa confortável, condições especiais de estabilidade familiar e não precisam de ter outro trabalho.
Entretanto, estima-se que 27% da população mundial ainda não teve qualquer contacto com o Evangelho.

Que o imensurável amor de Deus nos motive a trabalhar com alegria para responder activa e eficazmente à Grande Comissão, uns para ir para fora, outros para ir cá dentro.

domingo, 20 de maio de 2012

Da Ressurreição à Ascensão - Quem viu Jesus?


“Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno que foi
crucificado; Ele ressuscitou, não está mais aqui, vede o lugar onde o tinham posto.”
Marcos 16:6


Após a morte e desaparecimento do corpo de Jesus (ressurreição), os discípulos ficaram tristes, digamos mesmo que incrédulos e assustados.
Entretanto, Jesus voltou a aparecer vivo, mas, quem O viu?

Clicar para aumentar a imagem
Esta lista não pretende ser completa; durante os 40 dias, com certeza, Jesus teve outros encontros; por exemplo, I Coríntios 15:6-7, diz que Ele foi visto por mais de 500 dos seus seguidores e depois por Tiago (provavelmente o irmão de Jesus), mas estes citados nos Evangelhos terão sido os mais marcantes.
Jesus concluíra a obra para que viera ao mundo e, de regresso ao Lar, usou aquele espaço de tempo, para confirmar a fé dos seus discípulos mais próximos, explicar-lhes mais das Escrituras e dar-lhes instruções especiais acerca do que tinham a fazer quando não estivesse com eles. Depois, ascendeu ao céu.





“E aconteceu que, enquanto abençoava os discípulos, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu.” - Lucas 24:51






Na passada quinta-feira completaram-se 40 dias sobre a data de comemoração da Ressurreição de Cristo, quando se deu a Ascensão. Desde esse dia que para nós, os salvos, há a esperança de, pela graça de Deus, podermos vê-Lo voltar.

Ora vem Senhor Jesus!

sábado, 12 de maio de 2012

A Senhora da Lâmpada


De nacionalidade britânica, Florence Nigthingale nasceu em Florença, Itália, a 12 de Maio de 1820, durante uma viagem dos pais pela Europa.


A sua educação (e da irmã 1 ano mais velha) esteve a cargo de professoras particulares e, mais tarde, do pai, com quem aprendeu entre outras matérias os clássicos, política e a Bíblia, mas a matemática foi a disciplina que mais a seduziu.


Desde cedo preocupada com o bem-estar dos outros, especialmente dos pobres e das crianças, os costumes da alta sociedade, à qual pertencia, cansavam-na.


Os pais, embora professassem  a religião Unitária, preferiram que as filhas fossem educadas na igreja da Inglaterra, sendo que esta influência teve um papel importante na vida de Florence.  
A 07 de Fevereiro de 1837, no silêncio do seu quarto, ao pensar num rapazinho pobre e muito doente que visitara, questionou-se: “Como posso ter tanto e eles tão pouco? Que posso eu fazer?” Depois, pediu que Deus a orientasse e certa da vontade divina, escreveu numa folha de papel “Hoje Deus falou-me e chamou-me ao Seu serviço!”

Em 1839, já com a educação escolar concluída, foi apresentada na corte à jovem rainha Vitória.
Por essa altura, muito contra a vontade da mãe, resolveu ir aprofundar os estudos de matemática, cujo interesse tinha muito a ver com métodos estatísticos que lhe vieram a ser muito úteis. Mas nunca deixou de ajudar os necessitados.

Em 1845, mesmo contra a vontade da família, decidiu desenvolver os seus conhecimentos em cuidados de saúde. Nessa época a enfermagem não era bem vista como ocupação para uma menina de educação esmerada; as enfermeiras, além de não terem preparação, tinham reputação de serem vulgares, ignorantes e dadas à promiscuidade e bebedeiras.

Durante uma viagem pela Europa e Egipto, teve oportunidade de verificar os diferentes sistemas hospitalares existentes e, no início de 1850, começou o seu treinamento no Instituto São Vicente de Paula em Alexandria. Em Julho do mesmo ano, visitou o hospital fundado pelo Pr. Flidner, na Alemanha. E, no ano seguinte, fez um estágio de três meses no Instituto das Diaconisas Protestantes em Paris.

De volta a Londres, em 1853, aceitou um convite para o cargo de Superintendente do “Hospital para Senhoras Enfermas”. Sem qualquer vencimento, mas usufruindo da parte da sua herança familiar, Florence desenvolveu ali um grande trabalho de cuidados, ensino, higienização e humanização.
Mais tarde, o Dr. Bowman, director clínico do hospital, convidou-a para assumir a direcção da secção de enfermagem do hospital do King´s College, onde começou a idealizar a criação de uma escola de enfermagem.


Em Março de 1854 iniciou-se a guerra da Criméia, onde milhares homens ficaram feridos. Devido às críticas do jornal “The Times” às instalações hospitalares britânicas, o Secretário do Ministério da Guerra, escreveu a Florence pedindo que se tornasse Administradora da Supervisão para introdução de enfermeiras nos hospitais militares. Florence aceitou e seguiu para Scutari, na Criméia, com 38 voluntárias que tinha ensinado.


Devido à dureza do trabalho e à febre de que foi atacada na Criméia, em1855 esteve gravemente doente, mas mesmo debilitada, recusou-se a regressar a Londres.
Em Inglaterra todos oravam pela sua saúde, tal o impacto que o seu trabalho desencadeara na opinião pública.
No Parlamento, fizeram-se discursos enaltecendo o trabalho de Florence e decidiram criar a Fundação Nigthingale.

Entretanto, os conhecimentos de matemática deram o seu fruto. Ela recolheu dados e executou cálculos e estatísticas que demonstravam a necessidade de uma reforma nos cuidados de saúde e nas condições sanitárias tanto nos hospitais militares como nos civis. Essas conclusões levaram a rainha Vitória a convidá-la, para dar conta do êxito do trabalho na Criméia, o que gerou alguma intimidade e influência junto da monarca.

Em 1860 Florence fundou a Escola de Enfermagem Nightingale e a Casa das Enfermeiras, ambas inseridas no hospital St. Thomas, em Londres, financiadas pela sua Fundação. Com estas iniciativas, conseguiu que a enfermagem abandonasse o passado desprestigiado e deu vida a uma carreira feminina responsável e respeitada.
Posteriormente, a pedido do Gabinete de Guerra Britânico, prestou assessoria sobre cuidados médicos para as forças armadas no Canadá e foi consultora do governo americano sobre saúde militar.

Florence Nightingale acreditou profundamente que o seu trabalho era um chamado de Deus e foi com essa premissa que dedicou a sua vida ao bem dos outros.
Desde cedo foi apelidada de “A Senhora da Lâmpada”, pelo facto de utilizar uma lanterna para auxiliar na iluminação para os cuidados nocturnos aos enfermos.
Publicou cerca de 200 livros e relatórios, incluindo o primeiro livro de ensino da enfermagem “Notes on Nursing”, traduzido em várias línguas.
Foi premiada com a Cruz Vermelha Real (1883) pela Rainha Vitória e foi a primeira mulher a receber a Ordem de Mérito (1907).


Durante uma boa parte da sua velhice esteve acamada devido aos efeitos da febre da Criméia, mas nunca deixou os seus estudos para melhorar os serviços de saúde.


Faleceu na sua casa em Londres, a 13 de Agosto de 1910, com 90 anos de idade.

Dos eventos comemorativos da sua obra, destaca-se o
“Dia Internacional do Enfermeiro”
que hoje se comemora.

Aqui fica, também, a minha homenagem a Florence e a todos os enfermeiros e enfermeiras que, mais que uma profissão, cumprem um sacerdócio.
Este foi um dos meus sonhos perdidos!

sábado, 5 de maio de 2012

Selah


Esta pequena palavra aparece 74 vezes na Bíblia, todas no Velho Testamento (71 em 39 Salmos e 3 em Habacuque 3).



Dela não são conhecidas a etimologia nem a definição exacta, por isso, há opiniões diferentes acerca do significado (pausa, elevação, repetição, suspensão, ámen), mas o que reúne maior consenso, é “pausa” ou “pare e ouça”.
Entretanto, parece ser uma orientação dada aos declamadores, cantores e/ou instrumentistas, já que verificamos a sua utilização nos salmos (poemas e cânticos) e na oração de Habacuque sob a forma de canto.

"Rei David tocando harpa"
pintura de Guerrit van Honthorst
  
Se a definição de Selah for “pausa”, como tradicionalmente é considerada, parece estar implícita a chamada de atenção para um espaço só instrumental (em que as vozes param) como convite à reflexão, ou uma paragem total para cumprimento de algum ritual (recitação, bênção, silêncio reverencial, oração, contemplação…).




Deixo aqui algumas curiosidades:
1- A Septuaginta grega na sua tradução utiliza a expressão   
     di•á•psal•ma, ou seja “interlúdio musical”.
2- O Salmo 9:16 termina por «Higaiom. Selah», associação de
     palavras que alguns entendidos dizem ter a ver com a música de
     harpa.
3- O termo Selah só é aplicado no decorrer ou no final do Salmo,
     nunca no início.
4- Lista dos 39 Salmos onde figura o termo:
     1 vez nos capítulos 7, 20, 21, 44, 47, 48, 50, 54, 60, 61, 75, 81,
     82, 83, 85 e 143;
     2 vezes nos capítulos 4, 9, 24, 39, 49, 52, 55, 57, 59, 62, 67, 76,
     84, 87 e 88;
     3 vezes nos capítulos 3, 32, 46, 66, 68, 77 e 140;
     4 vezes no capítulo 89.
5- Dos 39 Salmos, 31 são oferecidos ao “mestre de canto”, ou ao
     “chefe dos músicos”.

Na verdade, existem diversas interpretações e sugestões de utilização, mas eu sugiro que, quando encontrarmos este termo, façamos uma pausa de reflexão sobre o que nos está a ser dito.
Esse é um exercício que podemos começar desde já, por isso, escolhi alguns dos versículos onde figura a expressão e que, mesmo fora do contexto do salmo, têm uma mensagem poderosa:

“Tu és o lugar em que me escondo; Tu me preservas da angústia; Tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selah.)” – Salmo 32:7

“Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com equidade, e guias na terra as nações. (Selah.)” – Salmo 67:4

“Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo; Deus é a nossa salvação. (Selah.)” – Salmo 68:19

“A Ti levanto as mãos; a minha alma anseia por Ti, como terra sedenta. (Selah.)” – Salmo 143:6

domingo, 29 de abril de 2012

A Bela Cidade

Eu gosto de viajar, gosto muito… muito mesmo. Ver, ouvir, sentir, cheirar, apreciar, conhecer, degustar, fotografar, oh coisa boa!

Quando visitei Itália (por excelência o país da arte), comecei por Milão. Depois de percorrer a Galeria de Vittorio Emanuel, entrando pela praça do La Scala, do outro lado encontrei a Duomo.
Fiquei extasiada, subitamente e por alguns momentos, não posso precisar quanto tempo, tive um adormecimento muscular, fiquei estática, perdi a noção de espaço, as lágrimas inundaram-me silenciosamente, não conseguia falar…

A beleza é indescritível!

Ao voltar a um estado considerado normal, ainda muito emocionada, percebi que acabara de ser acometida pela raríssima síndrome de Stendhal.

Que saudades tenho de ir ao encontro da arte bela!

Por vezes penso na Nova Jerusalém. O episódio da Duomo de Milão (que nem sequer é comparável) faz-me imaginar e desejar ter esse encontro. Como será?
Em Apocalipse 21:9-27 e 22:1-5 é-nos dada a ideia da Cidade Santa:

- O Templo será o próprio Deus e o Seu povo (Igreja) usufruirá da Sua presença (21:22);
- Será murada por uma grande e alta muralha, com 3 portas em cada ponto cardeal, elas são 12 pérolas onde figuram os nomes das doze tribos de Israel e junto a cada porta estará um anjo (21:12-13,21);
- A muralha também terá 12 fundamentos, adornados de diferentes pedras preciosas, que levam os nomes dos apóstolos de Cristo (21:14,18-20);
- Terá o formato quadrangular e será a maior jamais construída (21:16);
- A sua beleza será perpétua, pura e cristalina, pois será feita de ouro puro, semelhante a vidro límpido (21:18);
- Não necessitará do sol, nem da lua, pois será a glória de Deus a iluminá-la e Cristo será a sua luz (21:23, 22:5);
- As portas nunca se fecharão, porque todos se respeitarão e andarão na luz de Cristo, não haverá perigo algum (21:24-27);
- O rio da água da vida descerá do trono de Deus e do Cordeiro e nunca secará. No meio da praça estará a árvore da vida que produzirá, continuamente, doze tipos de frutos, para consumo público e gratuito e as suas folhas darão saúde (21:4), não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque todos os males do mundo actual serão banidos;
- O seu governo será perfeito, a soberania estará no trono de Deus e do Cordeiro e será aceite com regozijo por todos os servos que ostentarão o nome de Deus e verão a Sua face (22:3-4).

Dá para imaginar? Não, jamais um mortal poderá imaginar tanta beleza; porém, um dia vou ver todo o seu esplendor. Já fui convidada para a viagem.

“Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” – Apocalipse 21:27

Eu vou lá estar! E tu?

sábado, 21 de abril de 2012

Dia da Terra

Terra = Mundo = Planeta Azul
 Amanhã celebra-se o DIA da TERRA.
Instituído a 22 de Abril de 1970 pelo activista ambiental e senador americano Gaylord Nelson, teve em vista a luta contra a poluição e a criação de uma agenda ambiental.
A internacionalização da data deu-se em 1990.

Claro que o despertar das consciências para os problemas da Terra serve a todos os povos; claro que é obrigação de todos os seres racionais e usufruidores, proteger o Planeta. Mas, deverá a consciencialização dos crentes ser mais responsável que a dos outros homens?

As Escrituras mostram que:
1º - Foi Deus que criou o Mundo (Génesis1:1)
2º - Não há elementos acidentais, nem dispensáveis, no Planeta (Génesis 1:11,14,20,24,26)
3º - Deus estabeleceu uma relação entre o ser humano e a criação (Génesis 1:28-30)
4º - Deus observou tudo o que fez e viu que era muito bom (Génesis 1:31), ou seja, deu uma dimensão ética e estética à Sua obra.
Então, a preocupação pelo meio ambiente tendo em vista o bem-estar e sobrevivência do Planeta, tem nos crentes um sentido superior, baseado na fé, mas de louvor e glória ao Criador.

Lembrando que o ser humano faz parte da criação, devemos enfocar a nossa atenção para o facto de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus (Génesis 1:26-27) e ser criado à imagem de Deus significa, também, ser responsável pela Terra, assegurando a manutenção e o equilíbrio da obra divina (tanto no meio físico como no moral).

As ameaças ao Planeta são assustadoras: a instabilidade política, a imoralidade, a pobreza, a existência de armas nucleares, a poluição industrial, a desertificação..., são reflexo do mau uso que o homem lhe tem dado.
Entretanto, a Bíblia oferece-nos diversas perspectivas de manutenção ecológica. Lendo as leis do Velho Testamento, encontramos a preocupação de Deus com a terra, os animais, a pobreza, a moral e muitas outras matérias, de modo a preservar o equilíbrio da natureza e da raça humana.

 Deus mandou o homem cultivar e guardar o Jardim do Éden (Génesis 2:15) e isso é assim até hoje, neste jardim que é a Terra.
Como filhos de Deus sabemos que um dia vamos usufruir de novos céus e nova terra, mas temos a responsabilidade de contribuir para uma vida melhor para todos enquanto vivermos aqui. Cuidar da Terra deve ser um compromisso de vida para que sejamos dignos de ouvir de Deus:

“Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.”
Mateus 25:21

sábado, 14 de abril de 2012

Iguais, mas Diferentes!

No Domingo passado foi celebrada a vitória da vida sobre a morte. Convém-nos agora observar se foi só um período de lembrança e festa ou se, verdadeiramente, foi catalisador de mudança e consagração.
A lição é-nos dada por dois homens que tiveram especial destaque durante a Paixão de Cristo. Foram eles, Judas e Pedro.


Judas era o tesoureiro do grupo de discípulos (João 13:29).
Do registo dos evangelhos, podemos concluir que era: hipócrita (João 12:5); desonesto (João 12:6); e ambicioso pois, para Judas, tudo tinha um preço. Veja-se que, ao receber a honra do pão molhado das mãos de Jesus (João 13:27), tentou impressionar com uma espiritualidade que não fazia parte do seu rol de qualidades, mas já tinha negociado a traição ao Mestre (Lucas 22:3-6).


Pedro era um dos mais activos e respeitados discípulos, ele fazia parte do círculo íntimo de Jesus (Marcos 9:2), mas era um homem: medroso (Mateus 14:29-30); impulsivo (João 18:10); e inconstante. Pedro vivia nos extremos, por isso, na última noite que passaram com o Mestre, ele garantiu que jamais O negaria (Marcos 14:29-31) entretanto, em poucas horas, ele não só negou a Jesus como praguejou (Marcos 14:67-71).



Perante este cenário, resta-nos concluir que Judas e Pedro eram homens iguais, frágeis, controversos, mentirosos e traidores.
Também na sequência das suas atitudes (venda e negação), ambos perceberam que tinham pecado e sentiram a dor da culpa.

Iguais, mas diferentes!

Judas reconhecia a superioridade de Jesus, mas era um homem carnal…
Deixou-se obnubilar, ficou preso em si mesmo e sentiu remorsos. Ele não conseguiu perdoar-se, nem pedir perdão, simplesmente procurou descartar-se do negócio devolvendo o dinheiro, mas continuando a não suportar a culpa, enforcou-se (Mateus 27:3-5).

Pedro amava Jesus, ele era um homem espiritual…
Quando o galo cantou depois da terceira vez que negou o Mestre, ele lembrou-se das palavras de Jesus e, retirando-se, chorou amargamente (Mateus 26:75). Pedro soube retratar-se, arrependeu-se, não fugiu, aprendeu com o erro e acabou por ser o principal impulsionador da igreja primitiva.

E então, eles eram iguais? Sim, mas não!

De alguma forma, todos nós, em algum momento da nossa vida, estamos representados nas características que fazem de Judas e Pedro homens iguais.
Mas o mais importante é a nossa atitude na hora do reconhecimento do pecado. Deus nos ajude a que seja de mudança e consagração, marcando a diferença.

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus como ressurrectos dentre os mortos e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.” – Romanos 6:12-13