"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sábado, 29 de setembro de 2012

Relacionamento Verdadeiro

“Pois outrora éreis trevas, porém, agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” – Efésios 5: 8

Basta olhar à nossa volta para percebermos que ser religioso nada tem a ver com o verdadeiro relacionamento com Deus. Há pessoas que vão às igrejas com motivações que passam por tradição, medo, distracção, hábito, ilusão e mais uma quantidade considerável de razões.
Acontece que isso turva a presença do Mestre e desvirtua o relacionamento com Deus.

A passagem bíblica de Lucas 24: 13-35, fala de 2 discípulos que iam a caminho de Emaús, Jesus juntou-se a eles e…
Pois é, não o reconheceram.

Isto acontece quando somos meros religiosos:
1- Falamos acerca do Mestre, mas não temos consciência da Sua presença (v.14-16);
2- Deixamo-nos levar pelas agruras da vida (v.17);
3- Perdemos a sensibilidade para acreditar nos que vivem o Evangelho (v.22-24);
4- Descuramos o fervor pela Palavra (v.25-27).

Mas, ainda nada está perdido. Para termos um relacionamento real com Deus, basta:
1- Desenvolvermos intimidade com Ele, desejando a Sua presença (v.29);
2- Deixarmos Jesus guiar a nossa comunhão com o Pai (v.30);
3- Reconhecermos Cristo de forma pessoal (v.31a);
4- Restaurar a consciência, sentir o ardor da Palavra e testemunhar de Jesus (v.32-35).




Oração: Deus, ajuda-me a não desleixar o meu relacionamento contigo. Faz com que o meu coração reconheça a Tua presença. Que a Palavra seja luz na minha vida e eu não me canse de falar de Ti.

sábado, 22 de setembro de 2012

O Pastor Velhinho

Esta é a designação com que os meus netos carinhosamente se referem ao Pastor António dos Santos.
Lembrar-me eu que o conheci nos meados dos idos anos 60. Era ele um jovem pastor…

Converteu-se aos 17 anos e, apaixonado pelo seu Mestre, decidiu servi-lO a tempo integral. E, integral, é isso mesmo, a tradução literal da sua disponibilidade à obra de Deus.
O ano passado completou 55 anos de consagração ao ministério e 50 de serviço pastoral na III Igreja Evangélica Baptista de Lisboa.

03.07.2011 - Eu felicitando o pastor
pelos 50 anos de ministério na nossa igreja
Ele é, provavelmente, o pastor que mais apresentações, baptismos, visitação, casamentos e funerais fez durante o seu ministério e, seguramente, o que mais rebuçados guardou (guarda) dentro dos bolsos para mimar os mais pequeninos.
Muitos são os que têm aprendido com as suas mensagens e exemplo, os que se comovem com o seu amor e dedicação e os que se riem com as suas histórias incríveis.
Ele tem uma enorme capacidade de serviço, é bom ouvinte, tranquilo, presente, cuidadoso e tem coisas que uns gostam mais e outros menos, mas não fica indiferente a ninguém e, mais tarde ou mais cedo, todos reconhecem o seu valor e o respeitam.

Na quinta-feira, completou a provecta idade de 80 anos e, após 50 a pastorar a nossa igreja, continua ao seu serviço (activo) como pastor emérito.
Talvez o possa definir como alguém humilde perante Deus, simples perante os homens!



“Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver.”
Hebreus 13:7

 
Eu amo-o muito pastor e sim, desejo imitar a sua fé.
Para usar uma linguagem internauta, digo-lhe: Gosto!

sábado, 15 de setembro de 2012

Quem Sou Eu?

“Quando contemplo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que Te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?”
Salmo 8:3-4



Quem sou eu?
P’ra que o Deus de toda terra
Se preocupe com meu nome
Se preocupe com minha dor.

Quem sou eu?
P’ra que a estrela da manhã
Ilumine o caminho
Deste duro coração.

Não apenas por quem sou
Mas porque Tu és fiel;
Nem por tudo o que eu faça
Mas por tudo o que Tu és!

Eu sou como um vento passageiro
Que aparece e vai embora;
Como onda no oceano
Assim como o vapor.

E ainda escutas quando eu chamo,
Me sustentas quando eu clamo,
Me dizendo quem eu sou:

Eu sou teu!
Eu sou teu!

Quem sou eu?
P’ra ser visto com amor
Mesmo em meio ao pecado
Tu me fazes levantar.

Quem sou eu?
P’ra que a voz que acalma o mar
E acaba com a tormenta
Que se faz dentro de mim.

A quem temerei?
A quem temerei?
Eu sou teu!
Eu sou teu !

sábado, 8 de setembro de 2012

Alfabetização e Literacia


Faz hoje 45 anos que a ONU e a UNESCO declararam este dia como o “Dia Internacional da Alfabetização”, com o propósito de alertar a consciência da sociedade internacional para um compromisso mundial para o desenvolvimento e a educação.


Portugal, apesar dos progressos verificados após a Revolução, tem ainda uma parte significativa de população analfabeta (9 em cada 100 portugueses continuam sem saber ler e escrever).
Sendo que alfabetização e literacia não são sinónimas, creio que os números apurados pecam por defeito pois juntar letras e ler palavras, não é o mesmo que entender o texto.

Porque é que trago aqui este tema, para além da efeméride?
É simples, tem tudo a ver com as Sagradas Escrituras.
A educação sempre teve um papel importante no desempenho do povo de Deus. No Velho Testamento a aprendizagem da aliança de Deus com o seu povo foi recomendada para cada geração (Ex.: Deuteronómio 6:1-2); no Novo Testamento a educação teve especial destaque na igreja primitiva (Ex.: Actos 5:42; II Timóteo 2:15); nos nossos dias muitos são os pastores, teólogos e líderes que empenhadamente estudam e ensinam a Palavra.

Na verdade, não é à toa que os crentes estudiosos da Palavra de Deus, mesmo com pouca escolaridade, têm uma literacia superior à de outros cidadãos. É que o entendimento exegético e hermenêutico precisa de treino mental (discernimento).

Para isso e porque o tempo é de aperto (o preço dos artigos escolares, as matrículas e as propinas são praticamente insuportáveis), trago boas notícias:
* Matrícula – grátis para quem pedir a ajuda de Deus.
* Material escolar – a Bíblia Sagrada, caderno e caneta (há livros de apoio, mas não são obrigatórios).
* Local de aprendizagem – o nosso próprio lar e a igreja mais próxima (há Escolas Bíblicas e Seminários, mas nem todos têm que frequentar).
* Tempo de estudo – o estipulado pelos horários da comunidade religiosa e mais o que individualmente dispusermos.
* Método – Leitura atenta (pelo próprio ou outro) da Bíblia; reflexão; anotação das propostas do texto; pesquisa; anotação de dúvidas; pedido de auxílio ao pastor ou a um crente mais experimentado; estar focado nos objectivos das lições e pregações na igreja; fazer o trabalho diário (praticar).

Muitos crentes são privilegiados, tal como foi Timóteo (e eu), já que desde a infância têm a oportunidade de aprender as Sagradas Letras. Mas, em qualquer altura da nossa vida se pode dar início ao estudo, não importa a idade para formar uma comunidade de estudantes da Palavra Deus (incluindo a alfabetização, se for necessário).
O crente deve superar-se, não pode desculpar-se com a sua ignorância, nem contentar-se com a sua inferioridade porque isso equivale a dizer que está deliberadamente a perder os tesouros escondidos na Palavra de Deus.

“Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica;
pois receberam a Palavra com toda a avidez,
examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram de facto assim.” – Actos 17:11

sábado, 1 de setembro de 2012

Shalom!

As palavras têm vida e história própria e eu gosto de as explorar.
“Shalom” é, provavelmente, a palavra de que mais gosto e mais prazer me dá; exactamente assim, com a sonoridade original, sem tradução e com o seu real sentido. Daí a utilizar regularmente.


Amplamente usada no Velho Testamento (mais de 250 vezes) esta palavra de origem hebraica, geralmente traduzida como “paz”, significa “estar bem” e é, até hoje, utilizada como cumprimento entre os judeus, principalmente em Israel.
Pretensamente não como o nosso tradicional cumprimento de “olá” ou “adeus”, mas como um desejo ligado à integridade do individuo, ao todo, à harmonia, à qualidade de vida e à bênção.

Então, em “Shalom”, está implícita a ideia de um estado de rectidão e plenitude, só conseguido através da acção da graça divina na nossa vida. Lembremo-nos que Jesus foi identificado como “Príncipe da Paz” (Isaías 9:6) e que n’Ele fomos reconciliados com Deus.
Portanto, saudar com “Shalom” é, além de um desejo para com o nosso interlocutor, uma intercessão a Deus pelo seu bem-estar.

Aceitemos para nós o cumprimento de despedida de Cristo aos seus discípulos:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” – João 14:27

Saúdo-vos com Shalom!

sábado, 25 de agosto de 2012

Não Andeis Ansiosos

Eu gostava de ter estado naquela multidão que seguiu Jesus, até que Ele se sentou num lugar do monte e começou a falar-lhes.

Passei por lá em 1999, é inspirador!… Ao sentir aquela aragem, ao ver toda a paisagem circundante e ao descobrir pormenores singulares do local, imaginei, por um pouco de tempo, que estava na cena do "Sermão da Montanha", uma das minhas preferências bíblicas (Mateus 5-6-7).

Há no capítulo 6, uma clara demonstração de que é Deus que nos sustenta e de que Ele está interessado na nossa vida total.
Concretamente no trecho a partir do versículo 25, Jesus enfoca a mensagem nas solicitudes da vida: a ansiedade pelo comer, beber e vestir, ou a inútil preocupação de acrescentar mais um pouco de tempo à vida.
No entanto, desde a criação, Deus forneceu amplos recursos na terra e no mar para suprir as nossas necessidades. Ao homem, compete saber utilizá-los e trabalhar, pois não estamos isentos de dificuldades; mas deixando de lado a ansiedade.

Buscar o reino e a justiça de Deus, é procurar colocar tudo debaixo do governo e controlo d’Ele; é investir a vida em valores eternos; é fazer tudo para a Sua glória. E o resultado disso, é vermos as demais coisas nos serem acrescentadas, pois Deus supre e cuida, dá paz, alegria, vida abundante e tudo o mais que nos é necessário.

Na verdade a ansiedade é a preocupação sobre o amanhã, mas experimentada hoje. Sempre que ficamos ansiosos, ficamos preocupados no momento presente sobre alguma coisa que vai acontecer no futuro, muitas vezes, por algo que nem chega a acontecer.

“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã,
pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” – Mateus 6:34

domingo, 19 de agosto de 2012

Santificação

Santificação, quer dizer “tornar santo” ou “separar do mundo”, para usufruir de completa comunhão com Deus.
Isto não quer dizer que obtemos uma perfeição espontânea e absoluta, mas que adquirimos obediência e pureza diante de Deus num processo vitalício, sendo progressivamente transformados até à semelhança de Cristo.

Paulo, ao modo de bênção, no fim duma carta diz:

“O mesmo Deus de paz vos santifique completamente;
e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros
e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”
I Tessalonicenses 5:23

Podemos verificar que o homem é composto por: corpo, alma e espírito, e que a santificação atinge as três componentes, por isso Paulo utiliza o advérbio “completamente”, ou seja, o todo. Vejamos cada uma das partes:

ESPÍRITO – capacidade de ter consciência das coisas espirituais (razão, conhecimento, inteligência) e de ter comunhão com Deus. De facto, o único ser da criação capaz de questionar e se relacionar com Deus, é o homem.
Santificação do Espírito: regeneração (I Pedro 2:1), crescimento (I Pedro 2:2) e identificação com Cristo (I Pedro 2:5);

ALMA – capacidade de ter consciência do eu (entendimento, emoções, arbítrio), é a vida, a manifestação não material do ser. Só difere dos outros animais porque foi modelada à imagem de Deus.
Santificação da Alma: mudança de valores (Efésios 4:25-32) e prática da Palavra de Deus (Tiago 1:21);

CORPO – é a matéria, o físico, o reconhecimento das coisas naturais. Aí, o homem tem forma e função como qualquer outro animal, mas, para Deus, uma avaliação diferente da dos outros seres (status, preço, postura).
Santificação do Corpo: guardar da imoralidade (I Coríntios 6:12), utilização convenientemente (I Tessalonicenses 4:4) e por fim, gozar a transformação (I Coríntios 15: 51-53).

Ora, então, a santificação começa pela regeneração do espírito, depois e progressivamente, a alma é restaurada e o corpo é purificado. Quando Paulo destaca as três partes, mostra que cada uma delas é importante e tem de ser trabalhada.
Uma vez santificados, sabemos que a nossa recompensa é a vida eterna com Deus.

“Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” – Romanos 6:22

domingo, 12 de agosto de 2012

Versão ou Confusão?

Há algumas “interpretações” da Palavra de Deus e/ou do pensamento de Deus que me deixam perplexa. É que, alguns, à força de acharem que têm que dar resposta a tudo, acabam por perder a humildade e não reconhecer a limitação da nossa mente. Ora, há coisas que nós não conseguimos perceber, simplesmente, porque Deus não quer.

“As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” Deuteronómio 29: 29

“Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.”
I Coríntios 13: 12

O problema é que, quando se quer espiritualizar tudo, ou se tem vergonha de dizer “Não sei!”, entramos no delírio da explicação.
Com tudo quanto é importante e que a Bíblia nos diz claramente, com tanta orientação para sermos pessoas melhores, com dicas para tudo quanto é prática do dia-a-dia, porque havemos de querer interpretar aquilo que Deus não revelou?
Isso é importante para a nossa fé?


O que Deus quer que entendamos é o que é necessário saber agora, porque, se Ele revelasse o que está oculto, nós não entenderíamos.

Eu sou adepta do estudo da Palavra, considero que sou uma bereana, sei que o Espírito vai agindo no nosso discernimento, mas nem por isso quero pôr palavras na boca de Deus, nem ideias no seu pensamento. Porque há coisas que só com novo corpo e nova mente, nós poderemos entender.

Por vezes ouvimos dizer coisas que alguém, algum dia, em determinado lugar, em contexto desconhecido disse, e tomamos isso como verdade absoluta, ainda que a Bíblia não o revele ou insinue. Soou bem, ficou bonito, e é orgulhosamente repetido como sendo um original; depois, ouvimos elogios pelo “discernimento” de fulano que disse o que está estafado de ser ouvido…

Por exemplo, é normal ouvir dizer que Deus permitiu que o pecado existisse para que não fossemos marionetas, mas pudéssemos ter poder de decisão. Será?
Eu não sei se foi isso e questiono se, por essa ordem de ideia, quando partirmos para a eternidade com Deus, vamos ser marionetas; mais, os anjos são marionetas?
Certeza tenho que, quando estiver com Ele face a face, tudo será revelado. E, para já, não estou preocupada em ter respostas, como se tivesse de desculpar as decisões de Deus.

Ainda voltarei a este tema, com outras questões que “atormentam” o desejo de alguns crentes terem resposta para tudo que Deus ainda não revelou.
Hoje, é tempo de louvar ao Omnisciente!

domingo, 5 de agosto de 2012

A Graça de Deus

Normalmente, quando falamos em salvação, impera a ideia de “aceitar Jesus como Salvador”. A terminologia é aceitável, também não sei outra forma de o dizer, mas, na verdade, foi Ele que nos aceitou a nós.
O que se espera da parte do homem, vai no sentido de crer em Cristo e arrepender-se dos seus pecados.

“Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, Eu vos escolhi a vós outros, e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo conceda.” João 15:16

A salvação não é uma simples decisão do pecador, mas sim a inefável graça de Deus!
Que éramos nós, antes de reconhecermos o amor de Deus, para que o aceitássemos? Nada! De facto, a sua misericórdia antecipou-se a nós, ou, a graça não seria graça.


Então, Ele nos escolheu e nomeou-nos para irmos e produzirmos fruto. De alguma forma, como modernamente se diz, temos de deixar a nossa “zona de conforto” onde tudo corre ao sabor das “ondas” e passarmos a ter um Senhorio que nos pede para sermos ousados e radicais, promovendo mudanças profundas na nossa vida de forma a produzirmos fruto que não pereça.

E assim, transformados e cumprindo a missão, temos plena relação com o Pai, em Cristo Jesus.
Às vezes pensamos que não valemos nada, mas Deus nos escolheu; logo, somos especiais e temos um grande valor, tão grande que, pela sua graça, Ele não só nos salvou, como comunica connosco.

Que temos feito com a salvação?
Sejamos fiéis!

domingo, 29 de julho de 2012

Deus é Fiel

Já aqui confidenciei que não sou de me queixar das coisas, pelo menos enquanto não estão resolvidas. Quando passa o tempo suficiente para receberem o estatuto de experiência, então posso falar. A excepção à regra podem ser os meus filhos.

Ora, isto, tem um preço de solidão e sofrimento, mas também de tranquilidade para poder estar a sós com Deus e para resolver os problemas sem ter inúmeras e díspares opiniões.
Digamos que sou uma espécie de corredora de barreiras.

Um dia destes partilharei o que penso acerca destes atropelos da vida. Hoje, só quero relatar um aviso que Deus me fez numa situação recente.

Para mim, este tem sido um ano “horribilis” e eu sou humana… nunca cheguei a cair, mas vou-me abaixo; tento sorrir sempre, mas as lágrimas chegam à menor coisinha; confio na vitória, mas sinto uma inquietude profunda… e só ando em frente porque sei que, a qualquer momento, o meu Deus proverá!

Na passada segunda-feira, um dos diversos problemas que me acompanha desde o início do ano, pese embora nunca ter deixado de tentar resolver a situação, ao que tudo indicava tinha-se complicado.
Na terça, já farta de trabalhar para a solução, fiz uma pausa e entrei no facebook da minha filha para descomprimir um pouco (eu não sou adepta de redes sociais) e reparei numa frase de Luther King:

“Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e eu perdi tudo; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus
eu ainda possuo.”

Mais abaixo e na mesma página, estava este selo:



Franzi o sobrolho e pensei: “Isto é comigo! Então agora Deus tem facebook?” e  enquanto Ele sussurrava, eu agradeci-Lhe o lembrete.

Na quarta-feira, aquele assunto que parecia não ter fim e eu pensava ter-se complicado, ficou resolvido.



O meu Deus é fiel. Ele podia ter resolvido tudo antes? Sim!
Mas foi agora. Porquê? Sei lá, isso não é importante!

“Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e Ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.” – Salmo 55:22

domingo, 22 de julho de 2012

Louvai ao Senhor

Hodu l’Adonai ki tov, ki l’olam chasdo;
Hodu l’Adonai ki tov, ki l’olam chasdo.
Hodu, hodu, hodu, hodu, hodu l’Adonai ki tov;
Hodu, hodu, hodu, hodu, hodu l’Adonai ki tov.


Culto no Moshav - Cânticos

Aprendi este cântico quando, há quase 13 anos, visitei Israel. É muito lindo, se o ouvissem iam gostar!

As viagens para mim são sempre inesquecíveis presentes de Deus que me enriquecem e se tornam especiais por isto ou aquilo.
O especial desta viagem foi tudo. Percorri os caminhos e locais bíblicos, aprendi muito sobre os costumes e a história judaica, percebi o porquê de alguns acontecimentos e descobri a aplicação de algumas passagens proféticas.




No Moshav de judeus messiânicos onde fiquei hospedada por 3 dias, havia uma alegria contagiante e, no convívio com esses irmãos, pude sentir a comunhão (quase primitiva) dos crentes em Cristo e o prazer do louvor. 

Culto no Moshav - Danças de Louvor
 O hino baseia-se no versículo:

“Rendei graças ao Senhor, porque Ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre.” – Salmo 136:1

Quando falamos sobre darmos graças ao Senhor, devemos pensar que o louvor se deve aplicar em todos os nossos actos e ser verdadeira adoração.
Quanto a Deus, Ele já é bom só pelo facto de nos ter criado (ponto). Mas, ainda assim, a Sua misericórdia é eterna, porque é o cerne da Sua natureza.
Vivemos dias onde o conceito de amor está completamente deturpado, é algo do momento, onde o que importa é alimentar o ego. Mas, o amor de Deus é verdadeiro, não se cansa e dura para sempre.

Quando lemos o salmo completamente, podemos observar que existe como que um refrão, talvez responsivo, que remata cada argumento da exaltação feita ao Senhor. Ora, esse refrão (porque a sua misericórdia dura para sempre) lembra-nos que é o amor de Deus que suporta o nosso viver e por isso o devemos louvar.

Queridos, provai como o Senhor é bom e vede quantos milagres Ele faz na vida de todos nós, todos os dias. Depois, rendei-Lhe louvores!

sábado, 14 de julho de 2012

Netos

Samuel

Quando os meus netos nasceram eu já os amava muito, mas não sabia como eles iam mudar a minha vida. Foi então que, tudo quanto tinha imaginado para a minha velhice, caiu por terra.

Há lá coisa mais querida que os meus netos…
O Samuel e a Sara são gémeos, filhos do meu filho, e fizeram 6 anos na passada 4ª feira (dia 11).



Senti-los é uma experiência misteriosa entre a tranquilidade e a inquietação. Eles são tão meus que não posso sequer admitir abdicar da sua presença.

Sara
Com eles, tenho revivido a infância dos meus filhos e o meu papel de mãe. Para mim não existe essa coisa do “açúcar” ou do “mel” que se costuma dizer das avós; sou exigente ou permissiva naquilo que acho certo e isso já eu fazia com os meus filhos. A diferença está em que tenho mais tempo, pois já não trabalho, e em ter perdido alguma força e agilidade física (estou velhota), mas ainda assim, faço quase tudo com eles.




A Bíblia conta que Timóteo foi abençoado com algo muito precioso, ele tinha uma avó crente e actuante no seu crescimento. Eu posso usufruir desse mesmo prazer na vida dos meus netos e espero ser especial para eles.
Na verdade, revejo-me em Lóide, não só porque tenho uma acção efectiva na prestação de cuidados e educação deles, mas porque quero muito que os meus meninos conheçam Deus e aprendam as Sagradas Escrituras.
O apóstolo Paulo lembrou a Timóteo: “Desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15). Até hoje, o mais importante para formar o carácter continua a ser a vida espiritual e a melhor altura para iniciar a educação e o ensino do adulto é a infância.

Todos os anos escrevo uma pequena história para cada um, desta vez, além dos livros, e por ser a entrada para um novo ciclo de vida, receberam uma pedra.

Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e chamou-lhe Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor.” – I Samuel 7:12

Deus deu-me dois filhos fantásticos; ter no meu filho um bom pai é a melhor compensação para a educação que lhe dei; ter estes netos maravilhosos é uma bênção imensurável.

Parabéns netos, amo-vos muito… muito!

sábado, 7 de julho de 2012

Deus não Falha!

Recebi da minha amiga Marisa um texto que aqui reproduzo. De facto achei-o muito interessante e fez-me pensar na forma maravilhosa como Deus age.

Ele não traz holofotes, não faz barulho, não se promove, mas nem por isso deixa de ser absolutamente eficaz. E, ainda, é capaz de fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos.
Quando o medo tenta apoderar-se de nós, em vez de esgrimirmos com Deus na tentativa de soluções mais eficazes ou mais aparatosas, tenhamos fé, Ele é poderoso e nunca falha.

“Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. Ele do céu enviará seu auxílio e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me. Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade.” – Salmo 57:2-3

«Certa vez um homem estava a ser perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. Então, correu, correu, até que virou num atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato. No desespero, elevou uma oração a Deus:
- Deus todo Poderoso faz com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da vereda para que os bandidos não me matem.
Entretanto, percebeu que os homens se aproximavam do local onde se escondeu e viu que na entrada somente apareceu uma minúscula aranha.

Cada vez mais angustiado, exclamou:
- Senhor, eu pedi anjos, não uma aranha! Por favor, coloca um muro forte na entrada desta vereda, para que os homens não possam entrar e me matar...
Quando abriu os olhos esperando ver um muro, viu apenas a aranha que arduamente tecia a teia.

Os malfeitores já estavam perto; o homem apenas esperava a morte.
Quando passaram em frente do esconderijo o homem ouviu-os falar:
- Vamos, entremos por aqui.
- Não, não, repara na teia de aranha. Ele não podia ter entrado por aqui sem a desfazer. Vamos embora!

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível. Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus deixa que a sua Glória se manifeste através de algo como uma teia e ela dá-nos a mesma protecção de uma muralha.»

sábado, 30 de junho de 2012

Oração

“Cheguemo-nos, pois, confiadamente, ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.” – Hebreus 4:16

(carregue no canto inferior direito para ampliar)

Ámen!

sábado, 23 de junho de 2012

A Pureza da Oração

Minha neta Sara aos 10 meses
Eu gosto de ouvir as crianças orar!

Infelizmente, excepção feita nos acampamentos das idades respectivas e, algumas vezes, na classe etária da Escola Bíblica Dominical, não existe o hábito de pedir aos pequenitos para orarem nos cultos.
Porém, se os ouvíssemos, tínhamos muito a aprender relativamente à pureza da oração, podíamos fomentar neles o prazer de comunicar com Deus e evitávamos um futuro ainda mais decadente neste ministério.

As crianças essencialmente agradecem. Ele é o sol, os amigos, o pai, a mãe (e vão abrindo o rol da família), a comida, a natureza, os brinquedos, o cão (coisa praticamente impensável a um adulto) e os amigos e...
Embora menos, também pedem, para irem ao parque, para terem aquele brinquedo preferido, etc.

“Bem-aventurados são os puros de coração, porque verão a Deus.” – Mateus 5:8

Reparem que, quando ensinamos os meninos a orar, dizemos palavras simples e antecedemos sempre com: “Obrigado…”, mas julgo que não é para aprenderem, é porque os achamos incapazes de perceber ou conseguir mais que isso.
Por isso, quando somos nós a orar, ficamos no alto das nossas faculdades extraordinárias a rebuscar palavras despropositadas, a exibir conhecimentos bíblicos, a mandar recados e a elaborar espiritualidade, contaminando-nos com estilos e perdendo a essência.
Oração deve ser propósito e ter objectivo, verdade e pureza.

Quando os meus filhos eram pequenos, a Débora, algumas vezes disse na oração: “obrigada pelo xi-xi e pelo cocó”. Claro que eu e o meu filho (mais velho 4 anos) achávamos graça, mas logo expliquei ao Marcos que não devíamos valorizar e tínhamos que agir com naturalidade, até porque, na verdade, ela tinha problemas de obstipação.
E então, porque é que ficamos a corrigir, a interromper ou a evitar certas expressões, sem necessidade? Primeiro, Deus entende; depois, naturalmente, com a idade as crianças alteram os termos; espero que não a forma.

Meus netos - Samuel a orar
Há 2 anos, na primeira refeição de um acampamento familiar (onde estão mais adultos que crianças), o responsável pediu um voluntário para orar. O meu neto Samuel, na altura com 4 anos, levantou o dedo... (foi bom porque a partir daí outras crianças tiveram iniciativa igual).
Então, ele ficou de pé em cima do banco, olhou para nós e disse: “Vá, todos fechem os olhos” e, ainda no sussurro provocado pelo aviso inesperado, começou a agradecer a sopa e o comer, o Jesus, as histórias do Jesus e a pedir para as pessoas e os meninos se portarem bem e a bola estar boa para poder jogar e que gostava de tocar bateria… “em nome do Jesus. Amém!”

Eu gosto de ouvir as crianças orar!

“Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há-de permanecer no seu lugar santo? O que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura enganosamente.” – Salmos 24:3-4