"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sábado, 26 de janeiro de 2013

Busca a Deus

Voltei, mas ainda a passo lento!
Há mais de uma semana que o meu computador "foi-se". Agora estou a adaptar-me ao novo, que só tenho desde ontem e traz novidades.

Como já devem ter percebido, sou fã da Sampaguita Buena, intérprete de cânticos espirituais, que me delicia com a sua voz e com a mensagem das letras que escolhe.
O belo hino que aqui deixo, fala de desilusão, abandono, tristeza... Sabem, quando nos sentimos impotentes perante a catadupa de problemas? Mas o mais importante é que nos incita a procurar Deus, o único que é justo, não falha, não desilude, aplaca a dor e consola.

Isto, é especialmente para mim, acreditem!

"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." - Isaías 55:6



"Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração." - Jeremias 29:13

sábado, 12 de janeiro de 2013

Solidariedade


Paulo, Silas, Lucas e Timóteo, continuam “de casa às costas” cumprindo o ministério de pregar o Evangelho e orientar as igrejas existentes.
Não permanecer numa casa fixa, não estar com a família, não saber como se vai ser recebido noutro local… não é fácil, mas o apóstolo sabia que, por onde quer que passassem, tinham a protecção divina.

(Actos 16: 11-15) Chegados a Filipos, conheceram uma mulher especial – Lídia.
Temente a Deus, converteu-se numa reunião de mulheres, através da pregação de Paulo (v.14) e logo foi baptizada (v.15). Comerciante de púrpura (v.14), ao que tudo indica, seria solteira ou viúva, pois tinha casa própria (v.15).
Ora essa mulher, solidária com os viajantes/missionários e a obra de Deus, pôs a sua casa à disposição, hospedando-os.



Praticar solidariedade com os que servem ao Senhor é não só um privilégio como, também, uma forma de O servir.




Impõe-se perguntar a nós próprios, se estamos dispostos a ser solidários e hospitaleiros com os irmãos em geral e, particularmente, com aqueles a quem Deus incumbiu a tarefa missionária.

Há várias formas de ajudarmos, orando, dando palavras de incentivo, contribuindo financeiramente, hospedando, divulgando o trabalho, enfim, usemos a imaginação. Estas são marcas de um cristão!

E, nada será em vão, porque quando deixamos que Deus nos use, estamos a garantir bênçãos.

“Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o Seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos.” – Hebreus 6:10

sábado, 5 de janeiro de 2013

Aleluia

Que maravilhosa expressão para começarmos o novo ano.

“ Aleluia! Louva ó minha alma ao Senhor.
Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu viver.” – Salmos 146:1-2

Muitas das pessoas que utilizam esta palavra, não sabem o seu verdadeiro significado. Usam-na como demonstração de alegria, sobre tudo se ocorre um acontecimento muito esperado.
Até entre os crentes, muitas vezes, a palavra é utilizada de forma indevida porque, estando presente a ideia de louvor, são cometidos erros tais como “Aleluia Senhor” ou “Aleluias”, no primeiro exemplo observamos um pleonasmo e no segundo um plural que não pode existir porque há um só Deus.

Aleluia é uma palavra composta, de origem hebraica, que significa “Louvado seja o Senhor” ou “Louvor a Deus”.

Halleluya = Hallelu (louvor) + Yah (abreviação de Jeová)

Ela aparece 22 vezes no Antigo Testamento (no princípio ou no fim de alguns Salmos) e 4 vezes no Novo Testamento (em Apocalipse).

“Aleluia! Rendei graças ao Senhor porque Ele é bom; porque a Sua misericórdia dura para sempre.” – Salmos 106:1

domingo, 30 de dezembro de 2012

2012 - 2013


Eu sei que o desejável era sabermos que, no próximo ano, tudo se alteraria. Refiro-me às dificuldades, às incertezas, aos desníveis sociais, à disputa pelo poder, à crise, mas…

A verdade é que estamos numa época em que somos estimulados a formular desejos simpáticos. É muito portuguesa a mensagem “um próspero ano novo” e sabemos que a ela está associada a ideia de dinheiro e despreocupação financeira.
Porque, o mundo, gira à volta disso mesmo – dinheiro!

Claro que ele é necessário, claro que estamos a atravessar um período desfavorável, sem dúvida que os que menos têm são os mais afectados, mas o problema maior é deixarmos que o dinheiro faça parte do nosso coração e se torne o centro dos nossos interesses.

Há um contraste entre possuir e viver, entre a angústia do perecível e a certeza da única riqueza duradoura que é ter Cristo na nossa vida.

“Acautelai-vos e guardai-vos da avareza.
A vida de uma pessoa não consiste na abundância dos seus bens.” – Lucas 12.15

Façamos com que amanhã, na passagem, haja louvor a Deus pelo 2012, pela vida, a paciência e a força;
também, que seja momento de rogar para que 2013 traga sabedoria, gratidão, tranquilidade, fé, amor e paz.


“Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei.
Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” – Isaías 41:9-10

sábado, 22 de dezembro de 2012

Nasceu o Salvador


sábado, 15 de dezembro de 2012

Reflexão de Natal



Talvez um pouco menos que nos outros anos,

mas, aqui e ali, já se ouvem músicas de Natal,
algumas ruas enfeitaram-se de luzes,
armaram-se presépios,
as montras ficaram mais apelativas
e nas lojas abundam as guloseimas da época.

E, como esta é uma quadra que favorece as emoções,

recordam-se acontecimentos felizes, sorrisos,
pessoas queridas, momentos impares,
lágrimas, desencontros;
contabilizam-se os sonhos realizados,
e os abraços perdidos e as ideias praticadas.

Tudo tem lugar, quando não se esquece o essencial,

JESUS, o real e alegre motivo do Natal,
para que haja vida, sabedoria, amor,
humildade e muita paz;
para aquietar a escuridão, trazer luz
e fazer Jesus renascer no nosso coração.

Então, muito mais que nos outros anos,
podemos dizer:

domingo, 9 de dezembro de 2012

Enfeites de Natal


O Natal já aí está. As ruas estão decoradas e nas grandes cidades já se fez a contagem decrescente e se deu início à iluminação de Natal (este ano foi o meu neto que acendeu as luzes de Lisboa). Nas casas já se construíram presépios e enfeitaram os pinheiros. As famílias vão combinando os preparativos da consoada. As igrejas preparam cantatas e outros programas especiais.
Está a enfeitar-se a época!




Este ano, além da árvore tradicional, construí uma para decorar a porta da sala, o presépio ainda é o mesmo, mas o centro de mesa da casa-de-jantar é sempre diferente e sempre de fabrico próprio.
Eu gosto do Natal e do espírito festivo que ele imprime. Para mim, é mesmo a celebração do nascimento de Jesus, o Emanuel.



Deus connosco!

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” – Isaías 9:6

MARAVILHOSO – Ele pode todas as coisas e o seu amor é inexcedível por isso é Salvador.
CONSELHEIRO – Ele é a verdade e os seus conselhos são sábios.
DEUS FORTE – Ele venceu o mundo e um dia voltará para levar os que são seus e julgar as nações.
PAI DA ETERNIDADE – Ele é consubstancial com o Pai, é o princípio e o fim e a salvação que nos conferiu nunca terá fim.
PRINCIPE DA PAZ – Ele oferece e governa a paz íntima e o bem-estar espiritual.

Eu gosto do Natal, gosto especialmente de enfeitar o coração com esse Jesus apresentado por Isaías, e de enfeitar a casa, e de dar prendas, e de fazer da época uma festa, e de mimar os outros.


Por isso, à falta de poder fazê-lo de outra forma, aproveito este espaço para desejar que tenham neste Natal: o incomparável brilho de Jesus, o alegre sorriso que o amor produz, a bênção da salvação e o silêncio da paz interior.



Já agora, não deixem de louvar o Salvador e ofereçam presentes… sejam criativos, a oferta de uma palavra ou de um gesto de carinho, pode ser o melhor presente de Natal.

Shalom!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Planos - os Meus e os Dele


Vamos voltar a Actos 16, agora para analisarmos os versículos 6 a 10.

Paulo e os seus companheiros viajavam por várias localidades a divulgar o Evangelho, mas, por duas vezes, o Espírito Santo impediu-os de ir a algumas regiões que ele tinha planeado. Claramente, Deus tinha outras intenções.

“E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu.” – Actos 16:6-7

Provavelmente o apóstolo nunca tinha pensado ir à Macedónia, mas este era o plano divino e, como Paulo apesar dos impedimentos ainda não tinha percebido isso, Deus deu-lhe uma visão em que revelava a Sua vontade.

“E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da Macedónia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedónia, e ajuda-nos.” – Actos 16:9

Tendo compreendido que o Senhor os impelia para pregarem o Evangelho naquele lugar, logo Paulo e os seus companheiros (Silas, Timóteo e Lucas), sem questionarem, viajaram até Filipos, a principal cidade da Macedónia.
Ali foi implantada a primeira igreja da Europa. Deus sabia (sabe) muito bem o que quer e porquê.

Todos nós fazemos planos para a nossa vida, incluindo no que diz respeito às coisas espirituais. As perguntas que se impõem são:
Na obra de Deus, apresentamo-nos como voluntários ou como voluntariosos?
Quando Deus nos revela a Sua vontade para qualquer área da nossa vida temos sido obedientes?

Lembremos que os planos de Paulo eram correctos (divulgação do Evangelho), mas não era o sítio certo.
Se estamos ao serviço do Senhor, precisamos de estar disponíveis para seguir os planos de Deus.

sábado, 24 de novembro de 2012

Eureca!


Estou ansiosa por vos contar!...

Sempre gostei muito da comparação dada por Cristo aos discípulos (e por acréscimo a todos os crentes) acerca do que deviam representar: “Vós sois a luz do mundo!”
E, nunca questionei a alegoria, porque, afinal, é uma ilustração evidente.

Mas o mesmo não se passou com: “Vós sois o sal da terra!”
Aí, tudo quanto ouvi desde pequena (invariavelmente: conservação e sabor), não me satisfez. Várias vezes dei comigo a pensar: meu Deus, eu uso tão pouco sal, na verdade ele até pode tornar-se prejudicial à saúde. Então, porquê?
Pois é, apesar das minhas interrogações, nunca me debrucei sobre o assunto, nem descodifiquei o texto.

Na EBD do passado Domingo, enquanto estudávamos II Pedro 2 acerca dos falsos mestres e profetas, a professora (excelente) advertiu para o nosso papel no mundo e “en passant” disse: “por isso que somos o sal da terra, que preserva, que dá sabor, que faz sede.” e passou adiante.

Até hoje, estou em êxtase!

Confesso que, de imediato, as ideias começaram a fluir na minha mente e já não consegui descolar-me da revelação.

E, apesar de correr o risco de ser a única (?) pessoa que não tinha chegado a esta conclusão, quis, com uma enorme alegria, partilhar isso convosco.

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” – Mateus 5:13

Vamos ver as conclusões que tirei:
1- A preocupação do cristão deve ser não perder a qualidade (não ser insípido), ou seja, não deixar de salgar. A passagem de Mateus aplica, claramente, os vocábulos “salgar” e “insípido”. Está lá tudo!
2- Todos sabemos que a comida salgada produz SEDE. Simples, não?
3- O problema, é que nos habituámos a reduzir, imediatamente, o valor do termo (salgar) para um único objectivo (sabor) que, normalmente, associamos a algo agradável.
4- O alvo proposto é que possamos incomodar, preservando a essência de Cristo em nós. Isso é a pureza do sal, salgar e preservar.

Por isso digo: “Eureca!”, achei resposta às minhas dúvidas e, sim, considero que este é o verdadeiro significado da advertência de Jesus.

Será que temos sido sal da terra? Temos nós provocado sede de Cristo entre aqueles que nos rodeiam?
Afinal de contas, Ele é a Água Viva e quem beber dessa água nunca mais terá sede!

E agora, perguntem-me porque será que não pensei nisto antes.
Sei lá! O importante é que Deus respondeu à minha dúvida.


Oração: Oh Pai querido, obrigada por permitires que eu seja sal e por me teres mostrado o verdadeiro significado do teu ensino.
Que sempre me encontres fiel e que o meu exemplo possa provocar sede de Cristo naqueles que me rodeiam!

sábado, 17 de novembro de 2012

Reputação e Reconhecimento


Gosto do Livro de Actos; julgo que é, junto com as epístolas e salvo a distância do tempo, o que mais se aproxima da nossa realidade e mais ensinamentos nos oferece.
Hoje trago aqui os versículos 1 a 5 do capítulo 16 e, noutras ocasiões, continuarei a falar deste excelente capítulo.

Paulo tinha começado a sua segunda viagem missionária, partindo da Antioquia. Quando chegou a Listra, encontrou o jovem Timóteo e
“Dele davam bom testemunho os irmãos em 
Listra e Icônio” – v. 2

Aí estava um rapaz de boa reputação; falado por bons motivos. Paulo, agradou-se tanto com aquilo que ouviu, que o escolheu para companheiro de viagem. E o trabalho conjunto deu frutos, dizendo-se que
“Assim as igrejas eram fortalecidas na fé e aumentavam 
em número dia a dia.” – v. 5

O reconhecimento de Paulo pelo jovem Timóteo, fez com que se tornassem fiéis companheiros e pudessem desenvolver um trabalho, de confiança e respeito, frutífero na obra do Senhor.

Há algumas perguntas directas que cada um de nós deve fazer:
Tenho eu consciência do testemunho que estou a dar?
O que é que os outros dizem de mim?
Ao relacionar-me com outros crentes, tenho disponibilidade para reconhecer o seu valor?
Consigo desenvolver um trabalho conjunto baseado na confiança e no respeito?

É útil para a obra de Deus que analisemos estes aspectos da nossa vida: reputação e reconhecimento. Porque para o crente:
A reputação é o reflexo do nosso carácter e das nossas atitudes.
O reconhecimento é um princípio espiritual que dá e recebe bênção.

sábado, 10 de novembro de 2012

A Fragrância do Conhecimento


Faz hoje 83 anos que em Aiquile, na Bolívia, nasceu o terceiro de 4 filhos de Leslie Martin e Della Johnston, onde eram missionários entre os índios.
Graduado em teologia pela Wheaton College, veio a diplomar-se como Doutor em Filosofia do Novo Testamento pela Universidade de Edimburgo, na Escócia.
Nos EUA serviu, durante cerca de um ano, como pastor interino. E, em 1957, casou-se com Patrícia, com quem tem 5 filhos.
Aceite como missionário pela Missão Baptista Conservadora, veio trabalhar em Portugal por um curto período e, em 1962, foi para São Paulo, no Brasil, onde fundou as Edições Vida Nova e leccionou na Faculdade Teológica Baptista de São Paulo.
Hoje, além de escrever (tem um vasto numero de livros de sua autoria), viaja pelo mundo, ministrando a Palavra de Deus em conferências, igrejas, seminários e faculdades de Teologia.

O meu homenageado é Russell Philip Shedd conceituado teólogo e missionário evangélico.


Palestra em Esmirna
Este homem é um mestre, cuja grande tarefa tem sido a defesa da suprema autoridade da Bíblia como Palavra de Deus.
Dono de uma lucidez e sabedoria impressionantes, a sua presença é tímida e tranquila. Quase sempre as suas respostas acerca do pensamento/atitude humana começam por “depende” porque a sua análise é profunda e sabe que nem todos estamos no Caminho, embora todos digam que têm certezas.
Apesar do reconhecimento que o mundo evangélico, intelectual e cultural tem pela sua obra e serviço, ele diz arrepender-se de: “não ter sido mais consagrado ao Senhor, de ter desperdiçado tempo... tempo a gente não recupera, perdeu, está perdido!”

Sinto-me privilegiada e orgulhosa por conhecer Shedd. Tive boas experiências com ele e, sobre tudo, aprendi muito. Na verdade, só posso estar grata ao Senhor por me permitir ter conhecido este e outros grandes homens de Deus.
Conheço, pelo menos, três pastores que abordam os trechos bíblicos (literalmente) com uma facilidade impressionante, mas Russell Shedd não tem margem de erro. Ele recita qualquer texto de cor, incluindo a referência bíblica e as passagens paralelas.


Pr. Shedd, Patrícia e eu, em Sardes
Quando viajámos pelas terras das “Sete Igrejas do Apocalipse”, onde ele ministrou os estudos bíblicos e históricos, pegou numa velha Bíblia em grego (uma das primeiras impressas) e fluiu a mensagem com tradução simultânea para que não se perdesse a essência do texto. Durante toda a viagem, nunca se escusou a responder a qualquer pergunta e ofereceu-nos um panorama mais íntimo sobre o trabalho e o exílio de João.
Aqui em Portugal, participei num seminário sobre “Exegese de I Coríntios” por ele ministrado que me trouxe perspectivas diferentes e fundamentadas acerca das cartas de Paulo e a igreja de Corinto.
Em Agosto passado, de visita ao nosso país, esteve na minha igreja (III Baptista de Lisboa) onde pregou sobre II Coríntios 2:12-17, com o título “Triunfo em Cristo”. Que refrigério e que honra ouvir um homem de Deus, com mais de 80 anos, explicar a Palavra de forma tão simples e penetrante.
Despediu-se dizendo que por certo já não voltamos a encontrar-nos devido à sua idade. Não faz mal, já valeu… e, com certeza, vamos encontrar-nos além do Jordão.

Muitas são as vezes que dou graças a Deus pelos líderes espirituais, pensadores e estudiosos das coisas celestiais, Shedd é um deles, um servo dedicado à glória de Deus, num mundo onde escasseia a dedicação à Obra.
Os seus receios não são infundados, quando diz: “Muitas igrejas desperdiçam uma boa parte das oportunidades que têm. Elas têm uma multidão de pessoas na sua frente e não estão realmente impactando estas vidas com o que a Bíblia ensina. As pessoas saem sem saber nada, ou quase nada. É importante que o ministério forme vidas para a glória de Deus.”

Agradeço-lhe a dedicação que tem à obra do nosso Deus e o mestre que é. Dou-lhe os parabéns por mais um ano entre nós!

“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento.” – II Coríntios 2:14

sábado, 3 de novembro de 2012

Quase à Hora

Eu não gosto de chegar atrasada. Aliás, uso e abuso da agenda do telemóvel e, muitas vezes, de notinhas junto ao meu lugar na sala.

Estão a ver aquela situação do atrasado?
Imaginem quando alguém corre pelas escadas do metropolitano, atropela os outros transeuntes, acelera desenfreadamente pela gare e… quando chega perto do comboio, as portas fecham e desaparece no túnel.
O indivíduo quase apanhou o transporte, mas na verdade isso não serviu de nada. Matematicamente diríamos que quase equivale a nada.


O que nos é pedido é que cheguemos a tempo. O quase quer sempre dizer que houve perda de alguma coisa: uma aula, um dia de trabalho, uma participação, um encontro, ou, pior, a oportunidade da nossa vida.
Pode ser que mais tarde cheguemos ao destino, mas, necessariamente, a realidade vai ser outra e a fruição também.


Isto acontece no nosso dia-a-dia, tal como as desculpas para que o acontecido não pareça desleixo: relógio atrasado, trânsito, dor de cabeça, etc., etc..

Infelizmente, também é assim na vida cristã.
Perdemos oportunidades de testemunho, atrasamos a comunhão com os outros crentes, não temos tempo para meditar e, muitas veszes, desmerecemos a intimidade com Deus.
Depois, há os que dizem que acreditam em Deus, mas simplesmente não vão nem à hora, nem atrasados.

Hoje gostava de lembrar que, não existe meio cristão, nem meia salvação; Deus quer-nos por inteiro!
Não nos iludamos, ter quase feito a vontade de Deus é o mesmo que estar completamente à deriva.
Ser pontual, é um bom pretexto para obedecer ao Senhor que é nosso Deus, ainda para mais porque não sabemos quando será o fim da nossa vida terrena. Não sejamos distraídos, nem incapazes, desleixados ou atrasados.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizámos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demónios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” – Mateus 7:21-23

“Vigiai porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor bramando como leão buscando a quem possa tragar”
I Pedro 5:8

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.” – João 10:9

sábado, 27 de outubro de 2012

Prefiro o meu Cristo!

Por entre tempestades, dificuldades, crises e conflitos, eu prefiro acreditar no meu Cristo e usufruir da Sua companhia.
Às vezes as coisas não são como as sonhei, mas eu prefiro confiar na sabedoria do meu Cristo, porque sei que Ele faz o que for melhor para mim.
Acontece até eu não entender de imediato certas situações ou os seus resultados, mas continuo a preferir o meu Cristo para fazer comigo a caminhada.
Sofro provações e testes que julgo imerecidos, mas ainda prefiro o meu Cristo porque isso não acontece para Ele saber mais de mim, mas para eu saber mais d’Ele.

O mundo tem respostas? Sim!
Os líderes projectam soluções? Sim!
Os políticos prometem melhorias? Sim!
As religiões oferecem-se para resolver todos os problemas? Sim!
Sim, sim, sim, mas eu prefiro o meu Cristo porque Ele não falha, não mente, não se desculpa, não me abandona; ao contrário, fortalece-me e dá-me bênçãos de paz.

Quando olho para trás, tenho a certeza que nem sempre entendi (procedi) assim, mas sei que a salvação não é estática; ela é um processo de aperfeiçoamento, até àquele dia…
Eu acredito que o plano de Deus é infalível; que, a cada dia, esse plano me torna mais íntima do meu Senhor e que o culminar será a eternidade na glória do Pai. Por isso, eu prefiro o meu Cristo!
E tudo porque o Seu amor é indescritível e, mesmo antes de eu o preferir, Ele já me preferia a mim.



Prefiro o meu Cristo ao brilho vão;
prefiro a Sua graça e riquezas sem fim,
a casas e terras prefiro-O a Ele;
será de minha alma forte paladino.

Não quero o aplauso do mundo falaz;
prefiro nas filas de Cristo servir.
A fama do mundo é leviana e fugaz;
prefiro para sempre a Jesus seguir.

Antes que ser rei de qualquer nação
e em pecado governar,
prefiro o meu Cristo, sublime dom
que o mundo não pode dar.

(A tradução é minha, espero que esteja explícita)

sábado, 20 de outubro de 2012

Aba


Gosto muito de recordar pessoas, locais e situações que deram cor à minha vida e, por algum motivo, me incentivaram.
É aí que entra um crente que conheci na pré-adolescência, teria ele a idade que eu tenho hoje. Eric Barker, missionário inglês que fundou e pastoreou a Igreja Evangélica da Foz, no Porto. Um homem segundo o coração de Deus que, apesar das provações que fizeram a sua história (um dia falarei disso), sempre foi fiel.
Quando ele orava, eu ficava sossegadinha, a olhá-lo e a ouvi-lo. O rosto dele iluminava-se e, com um sorriso e uma doçura quase infantis, falava com o Pai.
As suas orações começavam sempre por: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.

Aba é uma palavra de raiz aramaica usada pelos judeus como forma carinhosa de tratamento ao progenitor e uma das primeiras palavras que as crianças aprendiam.
Podemos dizer que equivale às expressões portuguesas: “paizinho”, “papá” ou “pai querido”.
Relativamente a Deus, trata-se de uma forma muito intensa e íntima de dizer “Pai”.
Há textos de alguns historiadores que relatam que os primeiros cristãos utilizavam o termo “Ab•bá” nas suas orações.

Esta forma de tratamento não aparece no Velho Testamento, nem sequer na expressão simples de “Pai” porque nenhum judeu ousaria chamar Jeová com termos tão familiares. Na verdade, eles sabiam que havia uma enorme distância entre Deus e o homem.
Aba aparece escrita no Novo Testamento por três vezes; e a expressão “Pai” é, de todos os nomes de Deus, o que Jesus usou com mais frequência (mais de 200 vezes), denotando uma íntima afeição. Alguns exemplos disso, são:

Aos 12 anos, na primeira narração bíblica das palavras de Jesus:
“Porque me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” – Lucas 2:49;
Quando Jesus ensinou os discípulos a orar:
Pai nosso…” – Lucas 11:2;
No Getsêmani, talvez o momento mais difícil e mais profundo:
Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero e sim o que tu queres.” – Marcos 14:36;
Quando estava na cruz, Ele proclamou:
Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” – Lucas 23:46.


Este é um dos maiores privilégios dos crentes, a intimidade e cumplicidade que o sangue de Cristo nos transmitiu, permitindo que falemos directamente com Deus e possamos dizer: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.



“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adopção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai!” – Romanos 8:15

sábado, 13 de outubro de 2012

Culpado… Procura-se!


Outro dia ia a caminhar quando reparei que, em sentido contrário, vinha uma jovem mulher de óculos escuros, fones e uma criança dos seus 4 anos pela mão. Já mais perto, atravessou uma rua sem cuidado, enquanto um homem muito idoso conduzia de marcha-atrás. Nenhum dos adultos tomou precauções (acho que nem se viram) e como me apercebi que a traseira do carro ia bater na criança, comecei a fazer sinal à jovem e a dizer “cuidado”, mas ela não ligou (não terá visto, nem ouvido).

Isso foi tudo mais rápido do que me parecia ser possível; quando elas subiram o passeio o carro devia estar a uns 10cm da criança.
Dois passos mais e estávamos a cruzar-nos. Eu disse-lhe do sucedido e da minha aflição para comunicar e a jovem respondeu: “Ah, não vi nada, eu venho a cantar e não reparei, mas também se acontecesse alguma coisa ele é que tinha culpa.” E seguiu.

Pois é, mais importante que as consequências está a busca por um culpado, com tanto que não sejamos nós próprios. Isto é assim desde o princípio. Lembram-se quando Adão colocou na Eva a culpa de ter comido o fruto?

Mas o pior é quando a procura do culpado assenta em Deus ou no Diabo. E há crentes que usam e abusam dessa perícia, “espiritualizando” todas as situações.

Permitam-me que comente duas histórias que, em diferentes oportunidades, ouvi da boca da mulher de um pastor.

1 – Aquando de uma lição da E.B.D. acerca do dízimo, deu o seguinte exemplo –
"Uma crente minha conhecida partiu um pé e, quando começou a ter despesas devido ao acidente, percebeu que Deus estava a castigá-la porque não tinha dado o dízimo. Eu nem precisei de dizer nada.”

Há seis anos atrás, parti um calcanhar. O que posso dizer é que dou graças a Deus por não ter procurado n’Ele o culpado. Eu estava no último degrau do escadote, a fazer equilíbrio num único pé, inclinada para a esquerda, no intuito de tirar um cortinado, sem ter de subir e descer constantemente.

2 – Numa reunião de oração, quando estava envolvida num projecto, compartilhou –
“Sempre que tenho um projecto na igreja, o Diabo fica a fazer-me frente o tempo todo. Ontem fui ao Shopping e quando ia a tirar o carro do estacionamento, bati numa coluna."

Já que não foi aselhice, nem distracção, a pergunta que me sugere é se o Diabo terá deslocado a coluna para deixar o carro mais apertado. Isto para não dizer que não precisamos de dar ideias ao diabo, ele é muito perspicaz.

Quando estamos na procura de um culpado, porque não primeiro pensarmos em nós próprios?
Temos de parar de transferir a responsabilidade do que de mau nos acontece para Deus ou para o Diabo; temos de assumir os nossos erros e arcar com as consequências.

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” Provérbios 28:13