"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sábado, 27 de abril de 2013

Eu Sou Cristão!

“Contudo, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso, antes glorifique a Deus com esse nome.” – I Pedro 4:16
 
 
EU SOU CRISTÃO!
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a gritar: “Eu vivo sem pecado.”
Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e amou
Eu estou a sussurrar “Eu estava perdido.
Agora eu fui achado e perdoado."

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e am
Estou a sussurrar: “Eu estava perdido,
mas encontrei o Caminho e fui perdoado.”
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não o digo por orgulho vão,

eu estou a revelar que tropeço
e necessito de Cristo para me guiar.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a tentar ser forte;Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e amou tanto!

Estou a confessar que sou fraco
e que preciso de força para prosseguir.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não me estou a gabar de ter sucesso;
Estou a admitir que tenho falhado
e careço de Deus para limpar o meu erro.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a dizer que sou perfeito
(os meus defeitos são muito visíveis),
mas que Deus sabe do meu arrependimento.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Continuo a sentir as dores da dor
e a carregar as minhas mágoas,
mas ainda clamo a Deus com devoção!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não sou mais inocente do que tu,
apenas sou um simples pecador
que recebeu a grande graça de Deus.

Maya Angelou -1988-
(Tradução livre e possível para as minhas limitações)

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” – Efésios 2:8


Marguerite Ann Johnson nasceu em St. Louis - Missouri, a 4 de Abril de 1928.
Poeta, escritora, activista dos direitos civis, actriz, professora, historiadora e realizadora, Maya Angelou (pseudónimo que adoptou nos anos 50), escreveu entre outros livros, cinco colectâneas de poesia e uma série autobiográfica.



Actualmente é professora convidada (história americana) na Wake Forest University, dá palestras e continua a escrever.
Prémios: Medalha Presidencial da Liberdade - Medalha Spingarn - Emmy da Televisão (pela actuação na série Raízes).

sábado, 20 de abril de 2013

Maranata

É curioso como, aparecendo uma única vez na Bíblia, este termo não se perdeu no tempo.

“Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema.
Maranata!” – I Coríntios 16:22

Trata-se de um vocábulo aramaico, composto por duas palavras: Marãn + athá (Senhor + vem ou virá).

Significa “Vem, Senhor!” ou “O Senhor virá!” e, relativamente à sua utilização, podemos dizer que:

1 – Segundo alguns escritos históricos, na época do Velho Testamento, quando os reis se deslocavam às praças para fazer justiça, à sua frente ia um mensageiro, que chamava a atenção tocando a trombeta e apregoava ao povo: “O rei está vindo!” (hebraico);

2 – Na igreja primitiva, terá servido como saudação e encorajamento entre os cristãos; mas também como senha, oração na ceia e forte expectativa dos crentes na segunda vinda de Jesus. (aramaico);

3 – No fim da compilação bíblica (Apocalipse 22:20) e resumindo a esperança da Igreja de que Cristo vai voltar, aparece como súplica: “Vem, Senhor Jesus!” (grego);

4 – No contexto em que Paulo usou a palavra, tem a ver com o exercício da  justiça sobre os (malditos) que rejeitam a autoridade de Jesus;

5 – Actualmente a expressão é utilizada pelos cristãos evangélicos, especificamente, para referenciar a segunda vinda do Senhor Jesus e o arrebatamento da igreja.





Todos que temos experimentado o poder da salvação, possuímos o íntimo desejo da vinda de Jesus, por isso, clamemos:

“Maranata - vem, Senhor Jesus!”
 

domingo, 14 de abril de 2013

Confia no Senhor

 
 
Por vezes a tempestade chega à tua vida, sentes-te só,
parece que tudo foge ao teu controlo?
Confia no Senhor!
 
 
A tua vida é preciosa para Deus, Ele ama-te
e a Sua Palavra é luz para o teu caminho...
Confia no Senhor!
 
 
Não temas, somente crê no poder de Deus 
e faz a tua parte na caminhada...
Confia no Senhor!
 
 
"Espera no Senhor, tem bom animo e fortifique-se o teu coração;
confia, pois, no Senhor!"
Salmo 27:14

sábado, 6 de abril de 2013

Olhar o Problema - Ver a Solução


Há problemas reais, preocupações sem importância e situações que não se encaixam nem numa nem noutra definição. E, sem dúvida, a valorização difere de uma para outra pessoa, mas, adversidades sempre existem; daí que, quando alguma coisa não corre bem, usemos a velha ideia do “local e hora errados”.
Lembrando, nós vivemos no mundo. Jesus, quando orou por nós, foi muito claro:
 
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” – João 17:15
 
Pois é, graças a Deus, estou protegida!
Pode até parecer que sou insensível, mas garanto que não, simplesmente, tento estabelecer um equilíbrio entre o problema e a solução; por isso, fico triste e introspectiva, mas não deprimo.
Gosto de me “isolar” e ficar em silêncio, mas activa, de modo a transformar o problema em vitória. Nesse processo, conto com Deus.
 
“E esta é a confiança que temos n’Ele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fazemos.” – I João 5:14-15
 
É difícil de explicar como, desde há 14 meses houve um crescendo de situações confusas e inesperadas, ligadas por um mesmo motivo. Confesso que acusei algum cansaço, mas a cada dia fui deixando aos pés de Deus todas as minhas ansiedades até que, paulatinamente, as coisas foram-se resolvendo. Com a resolução prestes a ser tomada, Deus foi-me mandando avisos… sim, nos dias mais marcantes, eu fui encontrando respostas. Nos hinos, nas leituras bíblicas e, até, em citações:

 

15.Janeiro – depois de uma notícia devastadora

 
 



28.Março – anúncio de confronto

 

 
 
 
 
 
04.Abril – véspera da decisão

 




Agora, é tempo de gratidão e louvor pela fidelidade de Deus!

domingo, 31 de março de 2013

O Sepulcro


Saúdo-vos com imensa alegria. Cristo ressuscitou!
 
É admirável a confiança que podemos ter na Palavra de Deus. E, estudar os episódios nela relatados, para melhor perceber os acontecimentos, é muito especial.
A minha proposta para hoje é uma visita ao túmulo que abrigou o corpo de Cristo.
 
O Jardim onde, para os cristãos evangélicos, se encontra o túmulo utilizado por Cristo (nada tem a ver com o que é explorado pela igreja católica), dá-nos uma perspectiva clara da narrativa bíblica.
Na verdade, todas as investigações apontam para aquele local como sendo o Jardim de José de Arimateia, pois tudo corresponde fielmente à descrição bíblica:
 
 
1. Ali perto fica o Gólgota, onde decorreu a crucificação, e do jardim pode ver-se, perfeitamente, o monte que se assemelha a uma caveira (João 19:41);
2. No jardim encontram-se vestígios da existência de um lagar de vinho e de uma grande cisterna, prova de que o proprietário seria rico (Mateus 27:57);
3. O túmulo está escavado na rocha, não é uma caverna natural (Mateus 27:60) e, à frente da entrada, tem um canal próprio para rolar a pedra;
4. Dentro, o primeiro espaço existente era o reservado como câmara de choro (Lucas 24:1);
5. No lado de fora pode ver-se uma única sepultura. A sepultura de Jesus era vista do lado de fora, caso contrário ao olharem, sem entrar, não se apercebiam de que o corpo não estava lá (João 20:5, 11). A entrada ficava à altura do estômago (antes de se fazerem obras), sendo necessário as pessoas se baixarem para entrar ou olhar para o interior.
 
Nota: O local foi afectado por um desabamento e, redescoberto no século XIX, foram feitas algumas obras destinadas às visitas turísticas e religiosas (abertura de uma janela para iluminar o interior, alargamento da passagem entre a câmara de choro e o espaço de sepultamento, alteamento da entrada e, ainda, a inclusão de um gradeamento interior entre a câmara de choro e o espaço de sepultamento, para não permitir o contacto com a sepultura).
 
“No primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao sepulcro, levando os aromas que tinham preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro, mas ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus.
Aconteceu que perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. E, estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos?” – Lucas 24:1-5
 
 
Aleluia!

domingo, 24 de março de 2013

A Última Ceia

Desde sempre tem havido alguma confusão na representação da última ceia. O registo que as obras de arte apresentam nada tem a ver com a realidade (mesa rectangular de pés altos, onde Jesus é apresentado ao meio dos discípulos e todos num único lado da mesa).
Também ao longo do tempo, algumas pessoas, maldosamente, têm especulado quanto à postura de João junto a Jesus.
Depois de ter pesquisado os costumes da época e ter visitado os Jardins Bíblicos em Israel (onde tive oportunidade de almoçar num recinto réplica dos tempos de Jesus e comida própria dessa altura), clarifiquei muito o meu conhecimento.
Então, aproveitando o período que atravessamos, vou tentar dar uma boa imagem de como terá sido a última ceia (é desejável conferirem as citações bíblicas).

“Chegou o dia dos asmos, em que importava comemorar a Páscoa. Jesus, pois, enviou Pedro e João, dizendo: Ide, preparar-nos a Páscoa, para que a comamos.” – Lucas 22:7-8

Preparação da ceia – Lucas 22:7-13

Pedro e João procuraram aposentos apropriados para a ceia e, naturalmente, prepararam a refeição que, por ser a Páscoa, incluía: cordeiro assado, sopa de frutos, pães asmos, ervas amargas e vinho.

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Naquela altura as casas maiores tinham o chamado quarto de visitas, mobilado com um triclínio (três leitos largos, dispostos em volta de uma mesa baixa em U, onde se podia comer e dormir. O espaço interior da mesa ficava livre para que se pudessem ver uns aos outros e para os criados servirem os convidados).

“E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos.” – Lucas 22:14

Durante a ceia – João 13: versículos indicados abaixo

– Segundo escritos antigos, a postura à mesa era de semideitados, com o braço esquerdo apoiado na cama e o direito livre para levarem o comer à boca.
– O anfitrião ou hospedeiro ocupava o lugar de frente para a porta, de forma a ver quem entrava, e ao seu lado ficavam os convidados de honra. Neste caso, por motivos distintos, podemos deduzir que foram João e Judas que ocuparam esses lugares.
– (v. 23) João (nº 2 - imagem abaixo) estaria à ponta da mesa, por ser o discípulo amado (primo de Jesus, seu amigo predilecto e o mais novo dos discípulos).
Assim sendo (nessa posição à mesa), é natural que quando questionou Jesus (nº 1), se tivesse reclinado sobre o seu peito (v. 25).
– Do outro lado, estaria Judas (nº 3), em lugar de destaque por ir desempenhar um papel importante (a entrega de Cristo).
Esta ideia é reforçada pelo facto de Jesus, quando anunciou o traidor, ter dito que lhe daria um pedaço de pão molhado (v. 26). Este era um hábito da altura, o anfitrião dava ao convidado mais importante o primeiro pedaço de pão depois de o molhar; logo, Judas tinha de estar perto de Jesus para receber o pão.
– No último lugar (na outra ponta da mesa) estaria Pedro (nº 4) pois, se fez sinal a João é porque não estava muito perto, mas sim no seu ângulo de visão (v. 24).
Além disso, quando Jesus fez o lava-pés, Pedro questionou-O (v. 6) quanto à atitude. Talvez por Ele ser o Mestre, mas também porque, estando no último lugar  (junto à porta) e não havendo criados, os costumes da época dizem que devia ser ele a fazê-lo.
– Os outros discípulos estavam distribuídos pelos lugares restantes.
 
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Que Deus vos conceda uma santa Páscoa!

domingo, 17 de março de 2013

O Olhar de Jesus


“Os olhos são a janela da alma e o espelho do mundo”
Leonardo da Vinci
 
Ou seja, olhar, é muito mais que ver… É envolvimento, é conhecimento, é partilha, é capacidade de interpretação. Digo eu que, como “janela da alma”, os olhos expõem-nos (é o que dizem aos outros); como “espelho do mundo”, eles recebem (é o que deciframos dos outros).
 
A Bíblia relata-nos alguns episódios que se referem ao olhar de Jesus. Um deles foi assim:
 
“Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: hoje três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então Pedro, saindo dali, chorou amargamente.” – Lucas 22:61-62 
 
Isto é doloroso, só de imaginar!
 
Pedro foi um dos escolhidos por Jesus para O seguir. Eles passaram três anos juntos…, mais, Pedro fazia parte do núcleo duro dos amigos do Mestre.
Perante a advertência de Jesus para as ciladas de Satanás, jurou-Lhe fidelidade incondicional e, quando Jesus foi capturado, Pedro avançou em Sua defesa com a espada, mas ao vê-Lo ser acusado e humilhado, a sua autoconfiança desmoronou e a sua fé ficou abalada. Por três vezes negou conhecer o seu Amigo especial.
 
Depois de um relacionamento tão íntimo, tantas expectativas, tanta partilha, Pedro, na pior altura da vida do seu Mestre, deitou tudo a perder…
Mas, Jesus olhou para ele!
 
Aquele olhar era uma janela que transmitia tristeza e reafirmava amor, não eram precisas palavras.
Esse mesmo olhar via, por entre as lágrimas de Pedro, o desconforto do amigo pelo amargo reconhecimento da fraqueza.
A comunhão estava restaurada!
 
 
Estes dias que antecedem a comemoração da ressurreição, são um bom tempo para reflectir acerca do olhar de Jesus.
Primeiro, saber que Ele vê no mais íntimo do nosso ser; vê tudo!
Depois, saber que por meio desse olhar temos protecção e perdão.
Mas saber, também, que só temos vida se nós próprios O olharmos.
E, ainda, ponderar sobre o que temos nós para Lhe mostrar.

sábado, 9 de março de 2013

Sabedoria na Adversidade

Vou hoje terminar as minhas notas sobre Actos 16. Intitulei esta reflexão com essa palavra poderosa -Sabedoria-, verão porquê.

Se bem se lembram, Paulo e Silas foram presos e, enquanto cantavam hinos e oravam, houve um terramoto e a cadeia ficou aberta.
O carcereiro temeu que os presos tivessem aproveitado para se evadirem, mas eles estavam lá. E o homem, vendo o exemplo dos servos de Deus, converteu-se e, como já não havia cela, levou-os para sua casa, certamente nas instalações contíguas.

Vs. 35-40
Pela manhã, as autoridades mandaram ao carcereiro a ordem de liberdade para Paulo e Silas.
Liberdade - isto era não só o que eles desejavam, era o que mereciam, mas a resposta de Paulo foi: Não!

Ora vejamos o que ele alega: não tiveram um processo formal, foram espancados publicamente, prenderam-nos sendo eles cidadãos romanos e agora queriam mandá-los embora em segredo. Todo o procedimento era ilegal.
Paulo reivindicou os seus direitos, exigindo que fossem as próprias autoridades romanas a ir soltá-los. Dessa forma a situação não seria silenciada, não ficariam acusados de fuga e fazia-se justiça.
Quando as autoridades souberam que Paulo e Silas eram romanos, ficaram com medo... E foram até eles, e desculparam-se e rogaram que saíssem da cidade.
Os acontecimentos permitiram que estes homens, aproveitados por Deus no desconforto da situação, dessem testemunho e almas se salvassem, mas não obstou que, no momento certo, reclamassem os seus direitos.

Sábia a atitude de Paulo.
Ser crente não é sinónimo de ser parvo; ser bom cristão não é calar as injustiças; ser filho de Deus é, também, agir no momento certo e com verdade.
Se somos ridicularizados, maltratados ou difamados, no que estiver ao nosso alcance devemos reclamar justiça, não descurando o bom testemunho. Só assim, seremos livres.
Que Deus nos conceda sabedoria para saber como e quando fazê-lo,

 
“Porque o Senhor ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada.” – Salmo 37:28

domingo, 3 de março de 2013

Deus é Lindo!

Confesso que fico pateticamente maravilhada quando as evidências do amor e diligência de Deus me tornam ainda mais formiguinha.
Depois, procuro palavras entendíveis para transmitir o meu sentimento, mas é difícil. Diz-se que uma imagem vale mais que mil palavras e hoje, vou deixar bastantes imagens e tentar dizer só o imprescindível.

Em 2011, a 3 de Fevereiro e a 14 de Outubro, com os títulos “Mais que Vencedores” e “Vida Sem Limites”, escrevi aqui sobre Nick Vujicic e apresentei alguns dos seus vídeos.
O seu exemplo tem sido um incentivo para mim. Como posso, perante as suas dificuldades, queixar-me das minhas; e, se ele serve ao Senhor, como poderia eu não o fazer?

Nicholas James Vujicic, nasceu em Melbourne - Austrália, a 4 de Dezembro de 1982, sendo portador da Síndrome de Tetra-Amelia.

Aos 8 anos pensou matar-se, mas Deus trocou-lhe as voltas e aos 15 dedicou a sua vida a Cristo e entendeu que a sua missão seria falar do seu Salvador e ajudar outras pessoas a encontrá-Lo.




Com 21 anos e depois de 2 licenciaturas, começou a viajar, dando palestras motivacionais e evangelizadoras. Até hoje já falou a milhares de pessoas, em mais de 25 países. 
 
 
 
 
 
 
 





Além das palestras, escreve e faz filmes; e, a nível mais pessoal, pratica diversos desportos, sendo, em grande parte, independente.
 


 


Depois de, durante uns 8 anos, ter orado a Deus pela bênção de poder casar e ter filhos, a bênção veio e, a 1 de Agosto de 2011, ficou noivo de Kanae Miyahara.










A 12 de Fevereiro de 2012, teve um dos dias mais alegres da sua vida ao casar com Kanae, seu grande amor.

 





A sua mulher, não é só uma jovem bonita, ela é serena, amorosa e apaixonada.
A lua-de-mel foi o início de uma vida partilhada e feliz.






  “Alegrai-vos com os que se alegram...” – Romanos 12:15a
 
Agora, vejam se não tenho razão.
Um ano depois de casar, mais precisamente um ano e um dia (13.02.2013), concretizou-se um grande sonho. Nick foi pai!
O bebé, Kiyoshi James Vujicic,nas ceu com 3,630kg e 55cm.
 
 
Embora seja tão diferente da maioria das pessoas, Nick possui uma mente e um espírito saudável, acima de tudo, uma grande fé. A sua vida e palestras têm tocado inúmeros corações e muitos dos seus ouvintes têm chegado até Deus.
Apesar das suas limitações, não se cansa de revelar “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Em tudo ele agradece a maravilhosa graça de Deus e declara o seu amor por todos que acompanham o seu ministério e oram por ele.
Nick diz, com frequência, que a noção de satisfação vem do conhecimento da verdade. “Eu encontrei o sentido de minha existência e também o propósito de minha situação. Tenho visto muitas pessoas completas por fora mas que não conhecem a verdade. É a verdade que nos liberta e quem Jesus liberta é de facto livre”.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” – João 8:32

O exemplo de Nick faz-me lembrar que, quando tudo parece dar errado na nossa vida, acontecem coisas que nunca valorizaríamos se tudo tivesse sido certinho.
Deus é lindo!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Terra Feliz

Juntos, o letrista Sanford Fill­more Ben­net (1836 - 1898) e o músico Joseph Philbrick Webster (1819-1875), produziram diversos cânticos espirituais.
Um desses cânticos foi publicado em 1867, sendo posteriormente traduzido para diversas línguas e, simultaneamente, passado a fazer parte dos hinários evangélicos. No Cantor  Cristão, leva o nº 508.

Webster sofria de períodos de depressão e melancolia, durante os quais só via o lado negro da vida.
Numa dessas ocasiões, Bennet, para o animar, escreveu um inspirado poema que  lhe entregou para musicar. Webster pegou no violino e, enquanto lia, os seus olhos iluminaram-se, tendo de imediato tocado uma melodia e escrito as notas.
Passados cerca de 30 minutos,  já os dois entoavam o cântico.
Assim nasceu o hino “Terra Feliz”.

Eu avisto uma terra feliz,
Onde irei para sempre morar;
Há mansões nesse lindo país,
Que Jesus foi p’ra nós preparar.
Vou morar, vou morar
Nessa terra, celeste porvir! (bis)
 
Cantarei nesse lindo país
Belos hinos ao meu Salvador,
Pois ali viverei bem feliz,
Sem angústias, tristezas, nem dor.
Vou cantar, vou cantar
Nessa terra, celeste porvir! (bis)
 
Deixarei este mundo afinal
Para ir a Jesus adorar;
Nessa linda cidade real,
Mil venturas sem fim vou gozar.
Vou gozar, vou gozar
Nessa terra, celeste porvir! (bis)

No espaço de um ano a minha igreja viu-se privada da presença de alguns amados irmãos em Cristo que se foram encontrar com o seu Senhor – Luís Silva, Rui António Quitério, José Correia Levy Abrantes e António José Rosa Santos.
Cada um deles trabalhou activamente na nossa comunidade e foram homens de fé e oração. O testemunho não pode ser apagado!

O belo hino a que faço referência foi cantado em todas as cerimónias fúnebres.
E esta é a minha homenagem a esses irmãos que um dia vou encontrar na glória do Senhor!

“… Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.” – Apocalipse 14:13

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Oportunidades

Actualmente, nas minhas leituras diárias, ando às voltas com o livro de Actos. É fantástico!
Vou meditando e estudando o texto e, quase todos os dias, penso: “Oh isto é muito bom, tenho que compartilhar!”
Logo se vê…

Há uns anos fiz um acampamento com os jovens de quem era professora na EBD e, para o “A sós com Deus”, dividi o magnifico capítulo 16 e escrevi 6 breves reflexões.
Agora, com nova roupagem, aproveitei para deixar aqui alguns apontamentos. Estamos quase a chegar ao fim, hoje vamos reflectir sobre “oportunidades”.

Actos 16:25-34

Paulo e Silas foram presos e açoitados injustamente. Estavam amarrados, feridos, doridos e tristes, mas as Escrituras não relatam qualquer reclamação; pela meia-noite, naquela prisão, com certeza escura, húmida e fétida, quando o corpo lhes pedia um sono reparador, eles cantavam hinos e oravam.
Não sabemos quantos mais homens ali estavam presos e porque motivos, mas sabemos que ouviram Paulo e Silas. Afinal de contas, não podiam escapar.
Que extraordinário sentido de oportunidade!

Foi então que Deus, no Seu maravilhoso amor, permitiu que um terremoto sacudisse os alicerces daquela prisão, abrindo as portas da prisão e soltando as correntes… momento propício para fuga. Mas, Paulo e Silas permaneceram ali.
Um verdadeiro sentido de oportunidade!

O carcereiro acordou e ficou desesperado. Ele não podia deixar escapar os prisioneiros. Agora aquele homem sentia-se ameaçado e, não tendo como justificar-se perante as autoridades, entrou na loucura do medo e achou que o melhor era suicidar-se.
Perante as adversidades, ele não tinha a mesma alegria e paz de Paulo e Silas.
Mas, os servos de Deus não deixaram que aquele homem se perdesse.
A excelência das oportunidades!

Quando o carcereiro pensava que tudo estava perdido e que a única saída era o suicídio, Paulo trava-o com palavras tranquilizadoras e o homem ao constatar que os presos ali estavam, rendeu-se e quis gozar da mesma paz e salvação de Paulo e Silas.
O carcereiro fez a pergunta mais importante que um homem pode fazer: “Senhores, o que farei para ser salvo?”
A grande oportunidade!

Esta pergunta revela-nos que ele estava consciente de ser uma alma perdida.
Como é que este homem percebeu o seu estado? Não sei!
Talvez pela atitude humilde dos discípulos; talvez pelo que ouvira naquela noite de louvor; talvez pelo medo do que podiam ter sido as consequências do terramoto…, o certo é que ele foi salvo e logo deu provas da sua transformação.
Oportunidade ganha!

Que temos nós feito com as oportunidades que Deus nos tem proporcionado para testemunharmos d’Ele?

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O Amor...

Todos os dias são bons para amar e namorar, mas pronto, há um chamado “Dia dos Namorados” que, em Portugal, se comemora a 14 de Fevereiro.
 

Na poesia lírica de Camões, encontramos belíssimos sonetos de amor, vou destacar um que retracta um episódio verídico. Esse soneto narra, nada mais, nada menos, que o amor de Jacó e Raquel.
Dá-me até vontade de dizer - já não se fazem amores assim!

Sete anos de pastor Jacó servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.


Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.


Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,


Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: - Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!


Génesis 29:1-30 – Jacó viajou para tomar como mulher uma das filhas do seu tio materno e, mal esperando, viu-se envolvido num caso de amor à primeira vista quando se encontrou com Raquel.
Entretanto, não podendo cumprir com os dotes exigidos na época, propôs-se servir a Labão durante sete anos para casar com Raquel.
Findo o prazo, Labão engana o sobrinho e entrega-lhe Lia, a filha mais velha. Jacó, submisso e apaixonado, dispõe-se a trabalhar outros sete anos por Raquel, já que o trabalho anterior revertera a favor do imposto casamento com Lia.

Porque será que esse homem foi tão persistente?
Por amor!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Culto Racional

Lucas 16:16-24 - Paulo e a sua equipa iam para um culto ao ar livre -lugar de oração- quando uma jovem escrava, possuída de espírito adivinhador, começou a persegui-los dizendo que eles eram servos do Deus Altíssimo e que anunciavam o caminho da salvação (v. 17). O que dizia era verdade, mas ainda assim, tratava-se de um caso de possessão demoníaca.
E, ao fim de alguns dias, Paulo, incomodado com a persistência da jovem, libertou-a das garras de Satanás.

Acontece que os seus donos (lembremos que ela era escrava) lucravam com as suas adivinhações (certamente faziam-se pagar) e ao verem-se em prejuízo, imediatamente accionaram as autoridades da cidade e acusaram os missionários: “Estes homens, sendo judeus, estão a perturbar a nossa cidade, e pregam costumes que não nos é lícito receber nem praticar, sendo nós romanos” (v. 19 a 21).
Esta foi a primeira vez que Paulo e os companheiros foram perseguidos por gentios e não por judeus. A perseguição não se deu por questões teológicas (como com os judeus), mas por motivos pessoais e económicos, hipocritamente transformados em motivos políticos.
Assim, a acusação foi fundamentada no facto de estarem a pregar costumes ilícitos para os romanos.

Depois do tumulto popular, a sentença foi imediatamente dada e Paulo e Silas (ao que parece Timóteo e Lucas não estavam envolvidos neste episódio) foram impiedosamente açoitados, após o que, levados para a prisão, foram acorrentados como qualquer mal feitor. Porém, não negaram a fé.

Hoje o diabo também usa pessoas e religiões que, “falando em nome de Deus”, utilizam métodos espectaculares e persuasivos que ultrajam a pureza da fé e o culto racional.
Cuidado, amigos, Satanás tem muitas artimanhas!
Como é que nós estamos a cultuar e a propagar o Evangelho?
 
"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis ao padrão deste mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." - Romanos 12:1-2

sábado, 26 de janeiro de 2013

Busca a Deus

Voltei, mas ainda a passo lento!
Há mais de uma semana que o meu computador "foi-se". Agora estou a adaptar-me ao novo, que só tenho desde ontem e traz novidades.

Como já devem ter percebido, sou fã da Sampaguita Buena, intérprete de cânticos espirituais, que me delicia com a sua voz e com a mensagem das letras que escolhe.
O belo hino que aqui deixo, fala de desilusão, abandono, tristeza... Sabem, quando nos sentimos impotentes perante a catadupa de problemas? Mas o mais importante é que nos incita a procurar Deus, o único que é justo, não falha, não desilude, aplaca a dor e consola.

Isto, é especialmente para mim, acreditem!

"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." - Isaías 55:6



"Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração." - Jeremias 29:13

sábado, 12 de janeiro de 2013

Solidariedade


Paulo, Silas, Lucas e Timóteo, continuam “de casa às costas” cumprindo o ministério de pregar o Evangelho e orientar as igrejas existentes.
Não permanecer numa casa fixa, não estar com a família, não saber como se vai ser recebido noutro local… não é fácil, mas o apóstolo sabia que, por onde quer que passassem, tinham a protecção divina.

(Actos 16: 11-15) Chegados a Filipos, conheceram uma mulher especial – Lídia.
Temente a Deus, converteu-se numa reunião de mulheres, através da pregação de Paulo (v.14) e logo foi baptizada (v.15). Comerciante de púrpura (v.14), ao que tudo indica, seria solteira ou viúva, pois tinha casa própria (v.15).
Ora essa mulher, solidária com os viajantes/missionários e a obra de Deus, pôs a sua casa à disposição, hospedando-os.



Praticar solidariedade com os que servem ao Senhor é não só um privilégio como, também, uma forma de O servir.




Impõe-se perguntar a nós próprios, se estamos dispostos a ser solidários e hospitaleiros com os irmãos em geral e, particularmente, com aqueles a quem Deus incumbiu a tarefa missionária.

Há várias formas de ajudarmos, orando, dando palavras de incentivo, contribuindo financeiramente, hospedando, divulgando o trabalho, enfim, usemos a imaginação. Estas são marcas de um cristão!

E, nada será em vão, porque quando deixamos que Deus nos use, estamos a garantir bênçãos.

“Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o Seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos.” – Hebreus 6:10