"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


domingo, 2 de junho de 2013

E as Crianças, Senhor...


Eu sou avó!
Todos os dias peço a Deus que os meus netos cresçam sob a sua orientação. Que aceitem Cristo e sejam servos fiéis, que sejam bons filhos e bons cidadãos, que tenham um bom casamento e que sejam inteligentes, saudáveis, trabalhadores e respeitadores.
Também peço a Deus que me ajude a transmitir-lhes valores sociais e espirituais (bíblicos) e que, a par das palavras, lhes dê bons exemplos.
 
Faz hoje 3 anos que dei início a este blogue. No primeiro texto que publiquei fiz menção ao dia em que recebi Cristo como meu Salvador. Eu tinha 6 anos.
Lembro-me do sítio onde estava sentada, lá na Casa de Oração do Carrascal; lembro-me das palavras do Pr. Abel Rodrigues; lembro-me de ter chorado quando entendi o sacrifício vicário de Cristo; lembro-me de, enquanto o chefe Armando Santiago tocava acordeão, cantarmos:
 
Glória a Deus, glória a Deus, glória a Deus,
os remidos todos cantam “Glória a Deus”;
pecadores transformados,
pelo sangue já lavados.
Glória a Deus, glória a Deus, glória a Deus,
os remidos todos cantam “Glória a Deus”.
 
Os meus netos têm agora 6 anos…
 
O entendimento sobre a salvação das crianças não é uniforme. Eu tenho a minha opinião e julgo poder fundamentá-la. Os pareceres, práticas, certezas e dúvidas a que tenho assistido, não têm alterado aquilo que penso. Ou seja, não estou com os católicos que baptizam bebés para lhes garantir a ida para o céu, nem com os evangélicos que dizem não saber o que acontece espiritualmente com uma criança que morre, ou que fazem apelos à salvação a meninos de tenra idade.
Aliás, quando ouço alguém dizer que aceitou Cristo aos três ou quatro anos, não acredito nisso. Não esqueçamos que essa é não só a idade da inocência, mas, também, da inconsciência. As crianças são levadas a essa afirmação porque, obviamente, querem ser lindas e aceites pelos crescidos, mas não têm alcance para entender. Todos sabemos que são insuficientes as lembranças destas idades.
 
Tenho para mim que Deus, na sua imensa sabedoria e soberania, não imputa culpa a quem não tem discernimento e/ou faculdades cognitivas para perceber o pecado.
Além disso, todos os ensinos de Jesus foram no sentido da compreensão, aceitação e prática da mensagem; e, para servir de ensino aos adultos, dizia:
 
“Jesus, porém, chamando-as para junto de si, disse: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque das tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como uma criança, de modo algum entrará nele.” – Lucas 18:16-17
 
“Naquele momento, os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: Quem é o maior no Reino dos céus?
E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.” – Mateus 18:1-3
 
Não tenho no bolso a revelação de uma idade fixa para a compreensão, nem nós temos todos o mesmo nível de desenvolvimento. Porém, sei que não somos inocentes toda a vida e que há uma altura em que existe a noção real do bem e do mal.
 
 
Ontem comemorou-se o Dia da Criança.
Compete aos adultos, amar, proteger e ensinar o Caminho da Verdade, para as crianças poderem tomar a decisão certa.
 
 
Eu, sem pressa, desejo receber a alegria dos meus netos aceitarem entregar as suas vidas a Cristo.
 
 
Depois, virão (ou não) alguns contratempos porque o diabo não brinca em serviço e porque o crescimento tem as suas crises existenciais, mas sei que, uma vez salvos, o Pai estará de braços abertos para receber o pródigo arrependido.
 
Que Deus abençoe os meus netos, os que tenho e os que ainda possam chegar.

sábado, 25 de maio de 2013

Ensina-nos a Orar


Certo dia Jesus ensinou os discípulos a orar, não uma oração  (Mateus 6:9-13) para ser repetida por rotina, mas um modelo.
Nos versículos antecedentes (5-8) o Mestre explicou que se deve:

1.     Orar no silêncio do nosso coração, com honestidade e humildade,
não procurando agradar aos homens, mas a Deus.
2.      Ser comedido nas palavras, não repetindo as ideias de forma exaustiva e vã, pois Deus conhece o  nosso íntimo e as nossas necessidades.

Entretanto, convém que conheçamos as entrelinhas desta oração.


Pai nosso que estás nos céus; → A oração é dirigida a Deus, na pessoa do Pai, denotando a intimidade que devemos ter com Ele (Jesus estaria a falar em aramaico, usando o termo Aba = Paizinho);  “nosso”, convida-nos a sair de nós próprios e a reconhecer aos outros filhos (nossos irmãos em Cristo) a mesma dignidade e o mesmo relacionamento que temos com Deus.
Por outro lado, fica demonstrado que a morada do Senhor são os céus (invisíveis), porque o Pai enviou o Deus-Filho para nos salvar, após o que voltou ao céu, tendo garantido que nos ia preparar lugar na casa do Pai.
 
Santificado seja o Teu nome; → Reconhecer Deus pelo nome, equivale a saber do Seu carácter (quando dizemos que alguém tem muito bom nome, estamos a testificar acerca do seu perfil moral e social, como se disséssemos, “recomenda-se”), de tal modo que devemos confirmar e honrar a Sua santidade através da mensagem que revelamos ao mundo.
 
Venha o Teu reino; → A segunda vinda de Cristo, deve ser o mais belo desejo do crente, para isso, está aqui implícita a nossa preparação para o encontro (crescimento espiritual e propagação do Evangelho). Quando o Reino se manifestar, haverá justiça e paz eternamente.
 
Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu; → Quando oramos com corações humildes, não podemos querer outra coisa que não seja ter compreensão para aceitar e fazer a vontade do Pai na nossa vida, já que, por nós próprios, somos incapazes de cumprir os desígnios de Deus. Isto é discipulado e obediência.
 
O pão nosso de cada dia nos dá hoje; → Esta é a nossa mais completa dependência do Pai (não só no que se refere ao alimento material, mas também ao espiritual) e, ao dizermos “cada dia”, demonstramos que a dependência é contínua e que confiamos na providência de Deus.
 
E perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; → Agora somos nós a referência. Grande responsabilidade Jesus nos conferiu ao dizer “assim como nós”. O perdão é a chave que abre a porta da misericórdia e da graça, é preciso superar os eventuais desentendimentos e cultivar o amor entre os irmãos, preservando a comunhão, pois só assim ficamos permeáveis ao amor misericordioso do Pai.
 
E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. → Esta é a nossa integral entrega ao Senhor. Pedimos direcção e buscamos livramento. O mais difícil no decurso da nossa existência é negarmos aos desejos do mundo, mas sabemos que com Deus somos vitoriosos, para vencer o(s) inimigo(s) da nossa alma.
 
Porque Teu é o poder, o reino e a glória para sempre. → Terminar com um hino de louvor, confiança e acção de graças é, também, uma declaração da soberania de Deus e do desejo que temos em que seja reconhecido e triunfante.
 
Amém. A beleza desta oração é eterna; é uma lição moral que nos confere sublimidade e humildade. Devemos querer que ela faça eco na nossa vida.

sábado, 18 de maio de 2013

Família - Projecto de Deus


Ontem, 17 de Maio de 2013, a Assembleia da República Portuguesa deu mais um tiro no pé. Ontem foi aprovada a adopção de crianças por “casais” homossexuais, chamando-lhe co-adopção. Pomposa maneira de dizer o indizível.
Passo a passo, Portugal está a evoluir, dizem alguns; a modernizar-se, dizem outros; a reconhecer o direito à diferença, dizem os que se escondem atrás da tolerância.
A verdade é que, ao legalizar o pecado, esta Nação, a minha, está a afundar-se.
 
Ninguém entende mais de família do que Deus; aliás, foi Ele quem a projectou! Logo, alterar as regras, é uma violação ao projecto de Deus.
Sem entrar em muitos detalhes, pois já o fiz aqui (06.06.2010), posso afirmar que, biblicamente, a homossexualidade é uma desobediência contra Deus.
Infelizmente o mundo está mergulhado em pecado, cada vez mais longe de Deus. Este afastamento tem feito com que, até pessoas que jamais quereriam um destes casos na sua família, defendam publicamente como “natural” a união de dois homens ou de duas mulheres e transformem os prevaricadores em heróis.
Os homens já não se importam com a moral, simplesmente desprezam Deus; mesmo quando dizem acreditar n'Ele.
 
“Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” – Mateus 7:21


 
Não há diversas versões de família e é uma enorme falta de respeito pelas crianças a imposição de um modelo não natural.
As crianças precisam da figura paterna e da figura materna, foi assim que Deus projectou quando fez o homem e a mulher diferentes. Este é o padrão!

 
 
Os casos de crianças privadas de um ou dos dois progenitores, seja qual for o motivo, devem ser tratados de forma a proporcionar-lhes um ambiente moral de amor e não recorrer a meios anti-naturais e a inclinações produzidas pelo maligno.
 
A Palavra de Deus fala de todas estas coisas terríveis e abomináveis. Os crentes têm de estar atentos para não aceitar, nem desculpar, o que é errado. Devemos lutar com todas as nossas forças para não deixar que coisas como estas continuem a ser aceites e vistas como recurso.
A aprovação desta lei, vem escamotear as responsabilidades do governo e da sociedade porque, sem dúvida, há outras alternativas que não põem em perigo a integridade das crianças, nem violam o projecto divino.
Por mim, não importa que me chamem preconceituosa, homofóbica, conservadora ou fundamentalista; o que quiserem, não faz mal, eu prefiro seguir os ensinamentos bíblicos e a vontade de Deus.
 
“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.
Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda.” Mateus 7:24-27

domingo, 12 de maio de 2013

Armados para Vencer

Não é à toa que os escolhidos para a frente de batalha devem ser jovens e saudáveis; é que, espera-se de um guerreiro que seja forte, não deixando vantagem ao inimigo.
Igualmente, é necessário que os soldados estejam atentos e firmes; pois, numa batalha, a vitória não se compadece com distracções e inseguranças.
A perspicácia é outro dos atributos requeridos. O guerreiro tem de saber quem é o inimigo e conhecer os seus pontos fracos e estratégias, de modo a lutar com armas equivalentes ou melhores que as do adversário.
 
Posto isto, se o nosso inimigo são as forças demoníacas, sabemos que a luta se trava no campo espiritual e com armas espirituais.
Assim, devemos nos preparar, vestindo o equipamento - a armadura de Deus -, cientes de ter todas as condições para a luta pois estamos do lado mais forte!
 
Armadura
(Paulo faz uma comparação com a do soldado romano da época):
 



Cinto da Verdade – O cinto era o lugar onde o guerreiro suportava as armas. A verdade de Deus é necessária para o cristão segurar as armas de defesa contra o inimigo cujos ataques se prendem com a mentira.
 




Couraça da Justiça – A couraça, composta por duas peças que cobriam o tórax e as costas, serviam para proteger o coração. O crente se não estiver protegido, assumindo o carácter de Cristo, tem todas as condições para ser corrompido pelo inimigo no seu centro vital.
 
 
 
Calçado do Evangelho da Paz – O guerreiro devia calçar sandálias fortes e confortáveis para não correr o risco de ferir os pés e ficar impossibilitado de andar. Quando o crente está firmado sobre a Palavra de Deus não corre o risco de tropeçar e cair em toda e qualquer situação.
 
 
 
 
Escudo da Fé – O escudo servia para proteger todo o corpo do soldado. Deus quer que o cristão ao lutar com o inimigo coloque a sua fé (na salvação) à frente dos problemas, anulando a acção do adversário.
 
 
 
 
 
 
 
Capacete da Salvação – O capacete era usado para proteger a cabeça (comando de todo o corpo) dos golpes de espada. O crente precisa estar com a mente protegida contra heresias e tentações do inimigo, envolvendo-a com a certeza da salvação.
 
 

 
 
Espada do Espírito – A espada servia para ferir, era um equipamento de ataque (os outros eram de defesa). O inimigo das nossas almas teme a espada que os cristãos usam – a Palavra de Deus -, porque ela carrega a autoridade do Espírito Santo, contra O qual Satanás perde toda a força. Assim, devemos manuseá-la diariamente, para garantir a sua eficácia.
  
É importante termos em conta que o cristão foi chamado por Deus para fazer parte do Seu exército, portanto, deve proteger-se com a armadura e aprender a usar a arma…
Todas as partes da armadura fazem parte do carácter de Cristo e são adquiridas pelo crente através do Espírito Santo.
 
Que Deus nos encontre bem ataviados e fiéis!
            
Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;
Porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas, sim, contra principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.
Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos da couraça da justiça;
Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;
Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. - Efésios 6: 10-17

sábado, 4 de maio de 2013

Poder para Testemunhar

No Domingo passado, a propósito da pregação (versando Missões Mundiais), comecei a pensar nas palavras de Jesus aos discípulos,

logo após a ressurreição: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” – Marcos 16:15

e imediatamente antes de subir ao céu: “Recebereis o poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.” – Actos 1:8

Como se vê, não há acepção de pessoas, nem de proximidade; é mesmo para todos e em qualquer lugar.
O apelo que o Pastor lançou foi de cada salvo conseguir uma alma para Cristo.
Óbvio que o sentido de “uma” não é de dever cumprido, mas de continuidade; e, para os novos convertidos vai também essa incumbência, na certeza de que recebemos do Espírito Santo a sabedoria e o poder para testemunhar.



A propósito de missões e homenageando todos os que, sem olharem ao lugar e às condições, cumprem a ordem de Jesus, vou partilhar uma experiência de quando era pequena, também como memória para os meus filhos e netos.

Devia ter os meus 7 ou 8 anos quando os meus pais, junto com uma meia dúzia de outros crentes que, em Almada, se reuniam em casa uns dos outros, abriram a chamada Missão do Valdeão. Esse foi o ponto de partida para fundarem a OMECA – Obra Missionária para Evangelização do Concelho de Almada.
Desengane-se quem pensa que vivíamos num país com liberdade religiosa. A perseguição já não era descarada, mas o trabalho só se fazia fruto de muita fé e teimosia.

Falemos do Valdeão, no Bairro do Matadouro - concelho de Almada. Havia ali uma larga zona  só com algumas árvores. Foi lá que tudo começou, com cultos ao ar livre. Mais além, um aglomerado de barracas. Local de enorme pobreza.
As ruas eram de terra; a luz e a água não tinham chegado lá; as barracas, quase todas de madeira, não tinham as menores condições; os animais estavam a portas com as pessoas quer fossem domésticos, de criação ou de rendimento.


Eu no centro, minha mãe à esquerda de casaco





Foi numa barraca alugada, divisão única e pequena, anteriormente curral, que passou a ser a Casa de Oração.
Meu Deus, tinha tantas pulgas que, tenho comichão, só de pensar.






Apesar das limitações financeiras e de espaço, foram feitos arranjos nas paredes, tecto  e  chão; pôs-se uma cortina na pequeníssima janela de fundo, um naperon branco de croché (feito pela minha mãe) e uma jarra sobre a mesa, umas quantas cadeiras e, junto à porta, uma pequena estante com os hinários e folhetos; a iluminação era feita com um petromax.
As pulgas continuavam por lá, mas nós sobrevivíamos.
Para chegarmos à Missão, calcorreávamos alguns quilómetros, grande parte por azinhagas. Para mim, o pior era ir aos cultos da noite... a escuridão era imensa e, apesar de me divertir a tentar apanhar os pirilampos, ficava cheia de medo quando me pregavam sustos ou ouvia qualquer ruído inesperado.

Escola Dominical - eu sou a primeira à direita; à esquerda a minha mãe, vestida de preto
A tarefa evangelizadora e beneficente foi-se desenvolvendo e alguns moradores converteram-se ao Evangelho. Um grande impulso foi a Escola Dominical, frequentada por toda a criançada do bairro. O trabalho da Missão ia dando os seus frutos!
Uns anos mais tarde, criou-se uma urbanização naquele lugar e um dos membros do grupo fundador foi para lá morar, tendo disponibilizado uma sala para os cultos.
Depois, deixou de existir o bairro de barracas, alguns moradores foram para outros locais, mas vieram outras pessoas para as casas novas.
Ao que soube, pois já não acompanhei, passados mais alguns anos, os irmãos que se mantiveram na OMECA compraram instalações próprias e, creio, ainda hoje uma igreja local ali se reúne.

É obrigação dos crentes terem visão missionária, no “Valdeão” ou no mundo, num bairro pobre ou num lugar mais confortável; sempre valorizando o Evangelho e não as aparências porque, por mais adverso que seja o ambiente, o Espírito Santo dá poder para testemunhar!

sábado, 27 de abril de 2013

Eu Sou Cristão!

“Contudo, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso, antes glorifique a Deus com esse nome.” – I Pedro 4:16
 
 
EU SOU CRISTÃO!
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a gritar: “Eu vivo sem pecado.”
Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e amou
Eu estou a sussurrar “Eu estava perdido.
Agora eu fui achado e perdoado."

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e am
Estou a sussurrar: “Eu estava perdido,
mas encontrei o Caminho e fui perdoado.”
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não o digo por orgulho vão,

eu estou a revelar que tropeço
e necessito de Cristo para me guiar.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a tentar ser forte;Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e amou tanto!

Estou a confessar que sou fraco
e que preciso de força para prosseguir.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não me estou a gabar de ter sucesso;
Estou a admitir que tenho falhado
e careço de Deus para limpar o meu erro.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a dizer que sou perfeito
(os meus defeitos são muito visíveis),
mas que Deus sabe do meu arrependimento.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Continuo a sentir as dores da dor
e a carregar as minhas mágoas,
mas ainda clamo a Deus com devoção!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não sou mais inocente do que tu,
apenas sou um simples pecador
que recebeu a grande graça de Deus.

Maya Angelou -1988-
(Tradução livre e possível para as minhas limitações)

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” – Efésios 2:8


Marguerite Ann Johnson nasceu em St. Louis - Missouri, a 4 de Abril de 1928.
Poeta, escritora, activista dos direitos civis, actriz, professora, historiadora e realizadora, Maya Angelou (pseudónimo que adoptou nos anos 50), escreveu entre outros livros, cinco colectâneas de poesia e uma série autobiográfica.



Actualmente é professora convidada (história americana) na Wake Forest University, dá palestras e continua a escrever.
Prémios: Medalha Presidencial da Liberdade - Medalha Spingarn - Emmy da Televisão (pela actuação na série Raízes).

sábado, 20 de abril de 2013

Maranata

É curioso como, aparecendo uma única vez na Bíblia, este termo não se perdeu no tempo.

“Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema.
Maranata!” – I Coríntios 16:22

Trata-se de um vocábulo aramaico, composto por duas palavras: Marãn + athá (Senhor + vem ou virá).

Significa “Vem, Senhor!” ou “O Senhor virá!” e, relativamente à sua utilização, podemos dizer que:

1 – Segundo alguns escritos históricos, na época do Velho Testamento, quando os reis se deslocavam às praças para fazer justiça, à sua frente ia um mensageiro, que chamava a atenção tocando a trombeta e apregoava ao povo: “O rei está vindo!” (hebraico);

2 – Na igreja primitiva, terá servido como saudação e encorajamento entre os cristãos; mas também como senha, oração na ceia e forte expectativa dos crentes na segunda vinda de Jesus. (aramaico);

3 – No fim da compilação bíblica (Apocalipse 22:20) e resumindo a esperança da Igreja de que Cristo vai voltar, aparece como súplica: “Vem, Senhor Jesus!” (grego);

4 – No contexto em que Paulo usou a palavra, tem a ver com o exercício da  justiça sobre os (malditos) que rejeitam a autoridade de Jesus;

5 – Actualmente a expressão é utilizada pelos cristãos evangélicos, especificamente, para referenciar a segunda vinda do Senhor Jesus e o arrebatamento da igreja.





Todos que temos experimentado o poder da salvação, possuímos o íntimo desejo da vinda de Jesus, por isso, clamemos:

“Maranata - vem, Senhor Jesus!”
 

domingo, 14 de abril de 2013

Confia no Senhor

 
 
Por vezes a tempestade chega à tua vida, sentes-te só,
parece que tudo foge ao teu controlo?
Confia no Senhor!
 
 
A tua vida é preciosa para Deus, Ele ama-te
e a Sua Palavra é luz para o teu caminho...
Confia no Senhor!
 
 
Não temas, somente crê no poder de Deus 
e faz a tua parte na caminhada...
Confia no Senhor!
 
 
"Espera no Senhor, tem bom animo e fortifique-se o teu coração;
confia, pois, no Senhor!"
Salmo 27:14

sábado, 6 de abril de 2013

Olhar o Problema - Ver a Solução


Há problemas reais, preocupações sem importância e situações que não se encaixam nem numa nem noutra definição. E, sem dúvida, a valorização difere de uma para outra pessoa, mas, adversidades sempre existem; daí que, quando alguma coisa não corre bem, usemos a velha ideia do “local e hora errados”.
Lembrando, nós vivemos no mundo. Jesus, quando orou por nós, foi muito claro:
 
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” – João 17:15
 
Pois é, graças a Deus, estou protegida!
Pode até parecer que sou insensível, mas garanto que não, simplesmente, tento estabelecer um equilíbrio entre o problema e a solução; por isso, fico triste e introspectiva, mas não deprimo.
Gosto de me “isolar” e ficar em silêncio, mas activa, de modo a transformar o problema em vitória. Nesse processo, conto com Deus.
 
“E esta é a confiança que temos n’Ele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fazemos.” – I João 5:14-15
 
É difícil de explicar como, desde há 14 meses houve um crescendo de situações confusas e inesperadas, ligadas por um mesmo motivo. Confesso que acusei algum cansaço, mas a cada dia fui deixando aos pés de Deus todas as minhas ansiedades até que, paulatinamente, as coisas foram-se resolvendo. Com a resolução prestes a ser tomada, Deus foi-me mandando avisos… sim, nos dias mais marcantes, eu fui encontrando respostas. Nos hinos, nas leituras bíblicas e, até, em citações:

 

15.Janeiro – depois de uma notícia devastadora

 
 



28.Março – anúncio de confronto

 

 
 
 
 
 
04.Abril – véspera da decisão

 




Agora, é tempo de gratidão e louvor pela fidelidade de Deus!

domingo, 31 de março de 2013

O Sepulcro


Saúdo-vos com imensa alegria. Cristo ressuscitou!
 
É admirável a confiança que podemos ter na Palavra de Deus. E, estudar os episódios nela relatados, para melhor perceber os acontecimentos, é muito especial.
A minha proposta para hoje é uma visita ao túmulo que abrigou o corpo de Cristo.
 
O Jardim onde, para os cristãos evangélicos, se encontra o túmulo utilizado por Cristo (nada tem a ver com o que é explorado pela igreja católica), dá-nos uma perspectiva clara da narrativa bíblica.
Na verdade, todas as investigações apontam para aquele local como sendo o Jardim de José de Arimateia, pois tudo corresponde fielmente à descrição bíblica:
 
 
1. Ali perto fica o Gólgota, onde decorreu a crucificação, e do jardim pode ver-se, perfeitamente, o monte que se assemelha a uma caveira (João 19:41);
2. No jardim encontram-se vestígios da existência de um lagar de vinho e de uma grande cisterna, prova de que o proprietário seria rico (Mateus 27:57);
3. O túmulo está escavado na rocha, não é uma caverna natural (Mateus 27:60) e, à frente da entrada, tem um canal próprio para rolar a pedra;
4. Dentro, o primeiro espaço existente era o reservado como câmara de choro (Lucas 24:1);
5. No lado de fora pode ver-se uma única sepultura. A sepultura de Jesus era vista do lado de fora, caso contrário ao olharem, sem entrar, não se apercebiam de que o corpo não estava lá (João 20:5, 11). A entrada ficava à altura do estômago (antes de se fazerem obras), sendo necessário as pessoas se baixarem para entrar ou olhar para o interior.
 
Nota: O local foi afectado por um desabamento e, redescoberto no século XIX, foram feitas algumas obras destinadas às visitas turísticas e religiosas (abertura de uma janela para iluminar o interior, alargamento da passagem entre a câmara de choro e o espaço de sepultamento, alteamento da entrada e, ainda, a inclusão de um gradeamento interior entre a câmara de choro e o espaço de sepultamento, para não permitir o contacto com a sepultura).
 
“No primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao sepulcro, levando os aromas que tinham preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro, mas ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus.
Aconteceu que perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. E, estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos?” – Lucas 24:1-5
 
 
Aleluia!

domingo, 24 de março de 2013

A Última Ceia

Desde sempre tem havido alguma confusão na representação da última ceia. O registo que as obras de arte apresentam nada tem a ver com a realidade (mesa rectangular de pés altos, onde Jesus é apresentado ao meio dos discípulos e todos num único lado da mesa).
Também ao longo do tempo, algumas pessoas, maldosamente, têm especulado quanto à postura de João junto a Jesus.
Depois de ter pesquisado os costumes da época e ter visitado os Jardins Bíblicos em Israel (onde tive oportunidade de almoçar num recinto réplica dos tempos de Jesus e comida própria dessa altura), clarifiquei muito o meu conhecimento.
Então, aproveitando o período que atravessamos, vou tentar dar uma boa imagem de como terá sido a última ceia (é desejável conferirem as citações bíblicas).

“Chegou o dia dos asmos, em que importava comemorar a Páscoa. Jesus, pois, enviou Pedro e João, dizendo: Ide, preparar-nos a Páscoa, para que a comamos.” – Lucas 22:7-8

Preparação da ceia – Lucas 22:7-13

Pedro e João procuraram aposentos apropriados para a ceia e, naturalmente, prepararam a refeição que, por ser a Páscoa, incluía: cordeiro assado, sopa de frutos, pães asmos, ervas amargas e vinho.

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Naquela altura as casas maiores tinham o chamado quarto de visitas, mobilado com um triclínio (três leitos largos, dispostos em volta de uma mesa baixa em U, onde se podia comer e dormir. O espaço interior da mesa ficava livre para que se pudessem ver uns aos outros e para os criados servirem os convidados).

“E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos.” – Lucas 22:14

Durante a ceia – João 13: versículos indicados abaixo

– Segundo escritos antigos, a postura à mesa era de semideitados, com o braço esquerdo apoiado na cama e o direito livre para levarem o comer à boca.
– O anfitrião ou hospedeiro ocupava o lugar de frente para a porta, de forma a ver quem entrava, e ao seu lado ficavam os convidados de honra. Neste caso, por motivos distintos, podemos deduzir que foram João e Judas que ocuparam esses lugares.
– (v. 23) João (nº 2 - imagem abaixo) estaria à ponta da mesa, por ser o discípulo amado (primo de Jesus, seu amigo predilecto e o mais novo dos discípulos).
Assim sendo (nessa posição à mesa), é natural que quando questionou Jesus (nº 1), se tivesse reclinado sobre o seu peito (v. 25).
– Do outro lado, estaria Judas (nº 3), em lugar de destaque por ir desempenhar um papel importante (a entrega de Cristo).
Esta ideia é reforçada pelo facto de Jesus, quando anunciou o traidor, ter dito que lhe daria um pedaço de pão molhado (v. 26). Este era um hábito da altura, o anfitrião dava ao convidado mais importante o primeiro pedaço de pão depois de o molhar; logo, Judas tinha de estar perto de Jesus para receber o pão.
– No último lugar (na outra ponta da mesa) estaria Pedro (nº 4) pois, se fez sinal a João é porque não estava muito perto, mas sim no seu ângulo de visão (v. 24).
Além disso, quando Jesus fez o lava-pés, Pedro questionou-O (v. 6) quanto à atitude. Talvez por Ele ser o Mestre, mas também porque, estando no último lugar  (junto à porta) e não havendo criados, os costumes da época dizem que devia ser ele a fazê-lo.
– Os outros discípulos estavam distribuídos pelos lugares restantes.
 
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Que Deus vos conceda uma santa Páscoa!

domingo, 17 de março de 2013

O Olhar de Jesus


“Os olhos são a janela da alma e o espelho do mundo”
Leonardo da Vinci
 
Ou seja, olhar, é muito mais que ver… É envolvimento, é conhecimento, é partilha, é capacidade de interpretação. Digo eu que, como “janela da alma”, os olhos expõem-nos (é o que dizem aos outros); como “espelho do mundo”, eles recebem (é o que deciframos dos outros).
 
A Bíblia relata-nos alguns episódios que se referem ao olhar de Jesus. Um deles foi assim:
 
“Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: hoje três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então Pedro, saindo dali, chorou amargamente.” – Lucas 22:61-62 
 
Isto é doloroso, só de imaginar!
 
Pedro foi um dos escolhidos por Jesus para O seguir. Eles passaram três anos juntos…, mais, Pedro fazia parte do núcleo duro dos amigos do Mestre.
Perante a advertência de Jesus para as ciladas de Satanás, jurou-Lhe fidelidade incondicional e, quando Jesus foi capturado, Pedro avançou em Sua defesa com a espada, mas ao vê-Lo ser acusado e humilhado, a sua autoconfiança desmoronou e a sua fé ficou abalada. Por três vezes negou conhecer o seu Amigo especial.
 
Depois de um relacionamento tão íntimo, tantas expectativas, tanta partilha, Pedro, na pior altura da vida do seu Mestre, deitou tudo a perder…
Mas, Jesus olhou para ele!
 
Aquele olhar era uma janela que transmitia tristeza e reafirmava amor, não eram precisas palavras.
Esse mesmo olhar via, por entre as lágrimas de Pedro, o desconforto do amigo pelo amargo reconhecimento da fraqueza.
A comunhão estava restaurada!
 
 
Estes dias que antecedem a comemoração da ressurreição, são um bom tempo para reflectir acerca do olhar de Jesus.
Primeiro, saber que Ele vê no mais íntimo do nosso ser; vê tudo!
Depois, saber que por meio desse olhar temos protecção e perdão.
Mas saber, também, que só temos vida se nós próprios O olharmos.
E, ainda, ponderar sobre o que temos nós para Lhe mostrar.

sábado, 9 de março de 2013

Sabedoria na Adversidade

Vou hoje terminar as minhas notas sobre Actos 16. Intitulei esta reflexão com essa palavra poderosa -Sabedoria-, verão porquê.

Se bem se lembram, Paulo e Silas foram presos e, enquanto cantavam hinos e oravam, houve um terramoto e a cadeia ficou aberta.
O carcereiro temeu que os presos tivessem aproveitado para se evadirem, mas eles estavam lá. E o homem, vendo o exemplo dos servos de Deus, converteu-se e, como já não havia cela, levou-os para sua casa, certamente nas instalações contíguas.

Vs. 35-40
Pela manhã, as autoridades mandaram ao carcereiro a ordem de liberdade para Paulo e Silas.
Liberdade - isto era não só o que eles desejavam, era o que mereciam, mas a resposta de Paulo foi: Não!

Ora vejamos o que ele alega: não tiveram um processo formal, foram espancados publicamente, prenderam-nos sendo eles cidadãos romanos e agora queriam mandá-los embora em segredo. Todo o procedimento era ilegal.
Paulo reivindicou os seus direitos, exigindo que fossem as próprias autoridades romanas a ir soltá-los. Dessa forma a situação não seria silenciada, não ficariam acusados de fuga e fazia-se justiça.
Quando as autoridades souberam que Paulo e Silas eram romanos, ficaram com medo... E foram até eles, e desculparam-se e rogaram que saíssem da cidade.
Os acontecimentos permitiram que estes homens, aproveitados por Deus no desconforto da situação, dessem testemunho e almas se salvassem, mas não obstou que, no momento certo, reclamassem os seus direitos.

Sábia a atitude de Paulo.
Ser crente não é sinónimo de ser parvo; ser bom cristão não é calar as injustiças; ser filho de Deus é, também, agir no momento certo e com verdade.
Se somos ridicularizados, maltratados ou difamados, no que estiver ao nosso alcance devemos reclamar justiça, não descurando o bom testemunho. Só assim, seremos livres.
Que Deus nos conceda sabedoria para saber como e quando fazê-lo,

 
“Porque o Senhor ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada.” – Salmo 37:28

domingo, 3 de março de 2013

Deus é Lindo!

Confesso que fico pateticamente maravilhada quando as evidências do amor e diligência de Deus me tornam ainda mais formiguinha.
Depois, procuro palavras entendíveis para transmitir o meu sentimento, mas é difícil. Diz-se que uma imagem vale mais que mil palavras e hoje, vou deixar bastantes imagens e tentar dizer só o imprescindível.

Em 2011, a 3 de Fevereiro e a 14 de Outubro, com os títulos “Mais que Vencedores” e “Vida Sem Limites”, escrevi aqui sobre Nick Vujicic e apresentei alguns dos seus vídeos.
O seu exemplo tem sido um incentivo para mim. Como posso, perante as suas dificuldades, queixar-me das minhas; e, se ele serve ao Senhor, como poderia eu não o fazer?

Nicholas James Vujicic, nasceu em Melbourne - Austrália, a 4 de Dezembro de 1982, sendo portador da Síndrome de Tetra-Amelia.

Aos 8 anos pensou matar-se, mas Deus trocou-lhe as voltas e aos 15 dedicou a sua vida a Cristo e entendeu que a sua missão seria falar do seu Salvador e ajudar outras pessoas a encontrá-Lo.




Com 21 anos e depois de 2 licenciaturas, começou a viajar, dando palestras motivacionais e evangelizadoras. Até hoje já falou a milhares de pessoas, em mais de 25 países. 
 
 
 
 
 
 
 





Além das palestras, escreve e faz filmes; e, a nível mais pessoal, pratica diversos desportos, sendo, em grande parte, independente.
 


 


Depois de, durante uns 8 anos, ter orado a Deus pela bênção de poder casar e ter filhos, a bênção veio e, a 1 de Agosto de 2011, ficou noivo de Kanae Miyahara.










A 12 de Fevereiro de 2012, teve um dos dias mais alegres da sua vida ao casar com Kanae, seu grande amor.

 





A sua mulher, não é só uma jovem bonita, ela é serena, amorosa e apaixonada.
A lua-de-mel foi o início de uma vida partilhada e feliz.






  “Alegrai-vos com os que se alegram...” – Romanos 12:15a
 
Agora, vejam se não tenho razão.
Um ano depois de casar, mais precisamente um ano e um dia (13.02.2013), concretizou-se um grande sonho. Nick foi pai!
O bebé, Kiyoshi James Vujicic,nas ceu com 3,630kg e 55cm.
 
 
Embora seja tão diferente da maioria das pessoas, Nick possui uma mente e um espírito saudável, acima de tudo, uma grande fé. A sua vida e palestras têm tocado inúmeros corações e muitos dos seus ouvintes têm chegado até Deus.
Apesar das suas limitações, não se cansa de revelar “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Em tudo ele agradece a maravilhosa graça de Deus e declara o seu amor por todos que acompanham o seu ministério e oram por ele.
Nick diz, com frequência, que a noção de satisfação vem do conhecimento da verdade. “Eu encontrei o sentido de minha existência e também o propósito de minha situação. Tenho visto muitas pessoas completas por fora mas que não conhecem a verdade. É a verdade que nos liberta e quem Jesus liberta é de facto livre”.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” – João 8:32

O exemplo de Nick faz-me lembrar que, quando tudo parece dar errado na nossa vida, acontecem coisas que nunca valorizaríamos se tudo tivesse sido certinho.
Deus é lindo!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Terra Feliz

Juntos, o letrista Sanford Fill­more Ben­net (1836 - 1898) e o músico Joseph Philbrick Webster (1819-1875), produziram diversos cânticos espirituais.
Um desses cânticos foi publicado em 1867, sendo posteriormente traduzido para diversas línguas e, simultaneamente, passado a fazer parte dos hinários evangélicos. No Cantor  Cristão, leva o nº 508.

Webster sofria de períodos de depressão e melancolia, durante os quais só via o lado negro da vida.
Numa dessas ocasiões, Bennet, para o animar, escreveu um inspirado poema que  lhe entregou para musicar. Webster pegou no violino e, enquanto lia, os seus olhos iluminaram-se, tendo de imediato tocado uma melodia e escrito as notas.
Passados cerca de 30 minutos,  já os dois entoavam o cântico.
Assim nasceu o hino “Terra Feliz”.

Eu avisto uma terra feliz,
Onde irei para sempre morar;
Há mansões nesse lindo país,
Que Jesus foi p’ra nós preparar.
Vou morar, vou morar
Nessa terra, celeste porvir! (bis)
 
Cantarei nesse lindo país
Belos hinos ao meu Salvador,
Pois ali viverei bem feliz,
Sem angústias, tristezas, nem dor.
Vou cantar, vou cantar
Nessa terra, celeste porvir! (bis)
 
Deixarei este mundo afinal
Para ir a Jesus adorar;
Nessa linda cidade real,
Mil venturas sem fim vou gozar.
Vou gozar, vou gozar
Nessa terra, celeste porvir! (bis)

No espaço de um ano a minha igreja viu-se privada da presença de alguns amados irmãos em Cristo que se foram encontrar com o seu Senhor – Luís Silva, Rui António Quitério, José Correia Levy Abrantes e António José Rosa Santos.
Cada um deles trabalhou activamente na nossa comunidade e foram homens de fé e oração. O testemunho não pode ser apagado!

O belo hino a que faço referência foi cantado em todas as cerimónias fúnebres.
E esta é a minha homenagem a esses irmãos que um dia vou encontrar na glória do Senhor!

“… Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.” – Apocalipse 14:13