"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sábado, 27 de julho de 2013

Meu Tudo, Meu Amor

“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” – Romanos 8:38-39
 
 
Senhor, não quero calar
a voz do Teu desejo em mim.
Quero calar, sim,
o desejo de criaturas que somos,
Inseguras...
Insanas...
Profanas...,
quando nos afastamos de Ti...


Vis são as paixões instintivas
dominadoras da razão;
produtoras de conflitos,
atritos inconcebíveis,
irracionais...
manchados de preconceitos,
defeitos e ilusões carnais.


Preciso trabalhar-me em oração,
seguir fielmente Tua moção...
Modo obediente de ser,
de quem encontra em Teu querer
o que é preciso para a paz.


Ó Senhor fala ao meu coração!
Ouve a minha confissão,
perdoa-me por Teu favor...
Preenche-me em todos os sentidos;
não deixes espaço para o inimigo
porque quero ser somente Teu.
Meu Senhor e meu Deus;
Meu Tudo, meu Amor!



Frei Fernando
(Brasil)

sábado, 20 de julho de 2013

Ebenézer

 
 
Esta palavra de origem hebraica quer dizer “Pedra de Ajuda”.
 
 
Sendo um dos termos bíblicos mais significativos para a vida do crente, só aparece três vezes na Bíblia, nas duas primeiras como designação geográfica e na terceira, a mais importante, como memorial:
 
I Samuel 4:1 – Quando os israelitas saíram para lutar contra os filisteus, acamparam-se numa aldeia de Efraim chamada Ebenézer;
I Samuel 5:1 – Quando os filisteus se apoderaram da arca da aliança do Senhor e a levaram de Ebenézer para uma província filisteia;
I Samuel 7:12 – Finalmente quando Deus ajudou os israelitas a derrotar os filisteus e Samuel levantou um memorial da vitória, dando-lhe o nome de Ebenézer.
 
“Tomou então Samuel uma pedra e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor.” – Samuel 7:12
 
Os filisteus derrotaram os israelitas próximo à aldeia de Ebenézer. Aí o Senhor não foi “pedra de ajuda” para o seu povo por a estarem a agir sem fé, mas 20 anos depois, no mesmo campo de batalha, perante o arrependimento, fé e obediência de Israel, Deus fá-los sair vitoriosos.
Portanto, Ebenézer, é um marco de vitória, mas também de fé e gratidão.
 
Samuel está a lembrar ao povo de Deus dos nossos dias que as derrotas, dificuldades, dor, ou perdas que possamos sofrer na nossa vida, não se comparam à restauração espiritual e à superação, quando andamos por fé e obediência ao Senhor.
 
“Até aqui nos ajudou o Senhor!”

domingo, 14 de julho de 2013

Desconhecer o Evidente ou Aceitar o Desconhecido?

Por favor leiam este texto completamente.




No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés. Um deles desencadeou um diálogo, perguntando ao outro:





- Acreditas na vida após o nascimento?
- Certamente; algo tem de haver após o nascimento! Talvez estejamos aqui principalmente porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Tolice, não há vida após o nascimento! Se isso fosse verdade, como seria essa vida?
- Eu não sei bem, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível e... comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída, o cordão umbilical é muito curto.
- Certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.
- Mamã? Acreditas na mamã? E onde é que ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela nada existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamã; por isso, é claro que não existe nenhuma mamã.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio tu podes ouvi-la cantar, e também sentes como ela afaga o nosso mundo, verdade? Eu acho que só quando nascermos teremos a vida real e agora apenas estamos a preparar-nos para ela...

(autor desconhecido)


Este texto é baseado numa hipótese, uma vez que não temos acesso às memórias da vida antes do nascimento. Porém, não é difícil imaginar este diálogo, atendendo a que a única compreensão do Universo que o bebé pode ter, nessa situação, é a barriga da mãe.
Qualquer indivíduo achará ridículo colocar a dúvida sobre a vida extra uterina, mas muitos julgam-se sábios por não acreditar na vida após a morte.
Se transferirmos o diálogo aqui ficcionado para a voz real de pessoas que não acreditam na vida quando deixarmos o corpo físico, facilmente compreenderemos que se trata de pura teimosia em desconhecer o evidente ou não querer aceitar o desconhecido.
 
“Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: o justo viverá da fé.
Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
Porquanto o que de Deus se pode conhecer nos homens se manifesta, porque Deus lho manifestou.
Porque as suas coisas invisíveis desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças,
antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” – Romanos 1: 17-22
 

sábado, 6 de julho de 2013

Eu Estou Livre

 
 
I'm Free” – Um belo hino cantado pelos Gaither Vocal Band, que considero um dos mais inspirados e inspiradores grupos musicais evangélicos.
 

domingo, 30 de junho de 2013

O Caminho da Felicidade

Eu amo a nossa troca de olhares, ainda mais quando é acompanhada do seu lindo sorriso, mas, outro dia, recebi muito mais do que isso.
Não consigo calar a alegria que senti naquele olhar, no sorriso cristalino e no que me revelou.

Os acampamentos têm sido, ao longo de muitos anos, talvez pelo afastamento da rotina social e a aproximação à vivência do espírito, lugar privilegiado para tomada de decisões.

Ora bem, na passada semana os netos estiveram num acampamento e na sexta-feira à noite fui assistir ao culto de despedida, com a participação das crianças.
Eis que o meu neto Samuel veio ter comigo, fixou-me nos olhos, sorriu e com uma incontida alegria disse: “Oh avó, sabes uma coisa? Eu ontem aceitei o Senhor Jesus! Estou tão contente; agora eu também vou para o céu, estou muito feliz.”
Emocionada, envolvi-o num abraço, beijei-o e disse-lhe palavras de amor.



No dia seguinte fui buscá-los e ele, antes de saber que íamos ao emprego do meu filho para almoçarem com o pai, pediu-me: “Avó, podes ligar ao pai para eu falar com ele? Quero-lhe dizer que aceitei Jesus.”
Já junto ao pai, repetiu o que me tinha dito… o meu filho alegrou-se com ele e disse: “Então, quando fores para o céu procura-me porque eu também vou lá estar.”



É isso, aqui já trilhamos o caminho da felicidade que a salvação nos oferece; depois, vamos festejar na glória celestial.
Lutas virão, provações e tentações, mas com Cristo no barco há confiança, vitória e paz.

Para memória futura, registo aqui alguns pormenores:
- O acampamento decorreu de 24 a 29 de Junho, no Centro Baptista de Montemor.
- Segundo me disse, o versículo de 3ª-feira foi muito importante porque fala de obediência e contou o que queria dizer. Quando me disse a citação e procurei na Bíblia, achei curioso ser um versículo que tenho sublinhado.

“Samuel, porém, respondeu: Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros.”
I Samuel 15:22

- 5ª-feira, 27.06.13, de manhã, durante o estudo bíblico, o chefe Mauro (jovem da Igreja Baptista da Ramada) perguntou quem queria aceitar Jesus e ele, ainda com a pureza dos seus quase 7 anos, sentiu esse desejo. O versículo desse dia, fala de protecção e, curioso, faz parte do meu Salmo favorito.

“O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.” – Salmo 121:5

E pronto, cá estarei, enquanto Deus o permitir, para continuar a ajudar, ensinar e orar de modo a que o meu menino se sinta apoiado na caminhada.

Louvado seja o Senhor!

sábado, 22 de junho de 2013

Boa Forma

Nunca como nos nossos dias tanto se falou acerca da figura física dos homens e das mulheres. Aliás, já todos nós em algum momento da vida tivemos esta preocupação, mas hoje, a chamada boa forma, tornou-se uma obsessão e daí a existência de espaços publicitários cheios de incentivos à compra de chás, comprimidos e cremes milagrosos, o incontável número de livros com dietas que se contradizem entre si, o excesso de intervenções de estética e a proliferação de ginásios, supostamente preparados na personalização dos exercícios.

Há diversas razões para isto acontecer, mas, à parte da pressão do marketing, penso que a principal razão é a insatisfação doentia e a procura de um estereótipo de beleza que na maioria das vezes não acontece.

Claro que, desde que nada disto se transforme em vício, na criação de monstros ou em prejuízo para a saúde, acho bom e útil o cuidado com a aparência física.

Mas, faz-me pensar no bom que seria se este zelo fosse posto a favor do espírito.
Certamente a maioria das pessoas não percebe esta linguagem, porém, qualquer crente genuíno sabe do que estou a falar e reconhece a necessidade de princípios básicos para manter a boa forma espiritual.

Então, o que fazer e como?

Avaliação
Depois de nascer de novo, todos somos crianças na fé e no conhecimento, mas com o passar do tempo vamos crescendo por isso, temos que saber qual o alvo que queremos atingir.
“Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.” – Efésios 4:13

Orientação
Para adoptar uma postura de desenvolvimento, é sempre bom ter por perto um guia que nos indique o procedimento correcto.
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” – II Timóteo 3:16-17

Informação
Por mais difícil que seja perceber, o processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento dói, mas, não é uma dor que destrói ou enfraquece, é uma dor que nos traz firmeza.
“Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.” – Tiago 1:12

Dieta
Há alimentos que envenenam o organismo e, como tal, devem ser banidos.
“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam.” – I Coríntios 10:23
Porém, todos os dias nos devemos servir do alimento puro que sacia.
“E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.” – João 6:35

Medicação/Suplemento
O carácter do crente serve, primeiramente, a si próprio, sendo um contributo privilegiado para o nosso amadurecimento.
“O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” – Gálatas 5:22

Exercício
Definitivamente a inacção enfraquece. Para adquirir força e agilidade, é preciso treinar (de pé ou sentado, de joelhos ou andando), mas sempre com alegria.
“Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar.” – I Tessalonicenses 5:16-17

Intervenção Cirúrgica
Mesmo exercitados, ainda podem surgir momentos de dúvida ou fragilidade, mas é aí que a intervenção mostra mais eficácia.
“E o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.” – Romanos 15:13

Este desafio é para todos os que um dia fomos chamados e nos propusemos seguir a Cristo!







A propósito, aproveito para divulgar o segundo livro de Nick Vujicic, um crente em boa forma.

domingo, 16 de junho de 2013

Tudo?


Tudo?
É disso que se faz um super-herói. Ter poder  para tudo.

Mas… Este “tudo”, é mesmo TUDO?

Nos nossos dias este texto bíblico tem sido desvirtuado, sendo citado e usado completamente fora de seu contexto, na chamada teologia da prosperidade.
Na verdade, Paulo estava a falar só de necessidades relacionadas com subsistência física e, acima de tudo, a testemunhar que Cristo sempre lhe dava força para enfrentar as necessidades humanas básicas.
Ao dizer “Tudo posso”, Paulo não quis dizer “tudo” no sentido ilimitado, ele falou de pobreza, fome e escassez, enfatizando, a sua dependência de Cristo para suprir essas necessidades.

O objectivo, não são as conquistas do homem, mas a sua capacitação de que com Cristo podemos enfrentar as dificuldades que a vida traz e ser vencedores.
Isto não tem a ver, como alguns fazem crer, com sucesso em empreendimentos pessoais de qualquer área, em riqueza ou sobre cura.

Lembram-se do “espinho na carne” que atormentava Paulo?
Ele escreveu que, por três vezes, pediu ao Senhor para o libertar, mas apesar de toda a sua fé e da misericórdia de Deus, Paulo não recebeu o que queria. (II Coríntios 12:8-9).
“Tudo”, mas se for da vontade de Deus.

Este texto (versículo) promete aos crentes a força de Cristo em tudo o que eles têm a fazer e Deus quer que façam. E é com essa promessa que se destaca a alegria do crente quer na abundância, quer na escassez.
Sabemos que temos que enfrentar muitas dificuldades (desemprego, violência, fome); porém, podemos lidar com qualquer situação porque Cristo nos fortalece, devendo nós fazer aquilo para que Ele nos capacitou.

Posso concluir, dizendo que, sem dúvida, que “Tudo posso naquele que me fortalece”, é uma grande expressão de fé que devemos aplicar na nossa vida diária, sabendo que, embora sofrendo as dificuldades da vida, podemos suportá-las através da nossa união com Cristo.

domingo, 9 de junho de 2013

Dois Homens de Deus



Pr. António dos Santos – Pastor Emérito
Estudou no Seminário Teológico Baptista, em Leiria, tendo sido consagrado ao ministério e começado a pastorear em 1956.
Em 1961 veio para Lisboa onde, durante 50 anos, pastoreou a III Igreja Evangélica Baptista, com inteira dedicação ao ministério. Cessou funções de pastor titular a 10.07.2011.
 
 
 
 
 Pr. Joed Venturini – Pastor Titular 
Estudou teologia e medicina, tendo como alvo a vida missionária. É, há muitos anos, Mestre em Missiologia, Especialista em Medicina Tropical e escritor.
Como missionário serviu nos Açores (1991-1993); em Portugal (1994-1995); e na Guiné-Bissau (1995-2006), junto do povo fula (etnia muçulmana).
Actualmente exerce o cargo de Orientador Estratégico-Pastoral para o Leste Europeu na Junta de Missões Mundiais; é professor no Seminário Teológico Baptista; e pastor da III Igreja Evangélica Baptista, onde tomou posse a 10.07.2011.
 
Estes são os pastores da minha igreja, dou graças a Deus pelas suas vidas e pelo trabalho que têm desenvolvido. Amo-os muito e diariamente coloco-os nas mãos de Deus em oração.
 
 
São homens de gerações e abordagens diferentes, mas iguais no amor ao Evangelho.
O que mais me impressiona é o imenso respeito que têm um pelo outro. O Pr. Santos tem dado uma grande lição de humildade ao remeter-se a um lugar de menor exigência e visibilidade; o Pr. Joed tem dado uma grande lição de sabedoria não relegando o colega ao anonimato e à inacção.

Porque será que estou hoje a falar destes dois homens de Deus?
Porque hoje é o Dia do Pastor Baptista.
Felicito-os pelo irrepreensível trabalho que têm exercido, sempre honrando o Mestre.
 
Como podem ver, sou uma sortuda, tenho dois pastores e amo os dois!
 
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” – Mateus 5:16

domingo, 2 de junho de 2013

E as Crianças, Senhor...


Eu sou avó!
Todos os dias peço a Deus que os meus netos cresçam sob a sua orientação. Que aceitem Cristo e sejam servos fiéis, que sejam bons filhos e bons cidadãos, que tenham um bom casamento e que sejam inteligentes, saudáveis, trabalhadores e respeitadores.
Também peço a Deus que me ajude a transmitir-lhes valores sociais e espirituais (bíblicos) e que, a par das palavras, lhes dê bons exemplos.
 
Faz hoje 3 anos que dei início a este blogue. No primeiro texto que publiquei fiz menção ao dia em que recebi Cristo como meu Salvador. Eu tinha 6 anos.
Lembro-me do sítio onde estava sentada, lá na Casa de Oração do Carrascal; lembro-me das palavras do Pr. Abel Rodrigues; lembro-me de ter chorado quando entendi o sacrifício vicário de Cristo; lembro-me de, enquanto o chefe Armando Santiago tocava acordeão, cantarmos:
 
Glória a Deus, glória a Deus, glória a Deus,
os remidos todos cantam “Glória a Deus”;
pecadores transformados,
pelo sangue já lavados.
Glória a Deus, glória a Deus, glória a Deus,
os remidos todos cantam “Glória a Deus”.
 
Os meus netos têm agora 6 anos…
 
O entendimento sobre a salvação das crianças não é uniforme. Eu tenho a minha opinião e julgo poder fundamentá-la. Os pareceres, práticas, certezas e dúvidas a que tenho assistido, não têm alterado aquilo que penso. Ou seja, não estou com os católicos que baptizam bebés para lhes garantir a ida para o céu, nem com os evangélicos que dizem não saber o que acontece espiritualmente com uma criança que morre, ou que fazem apelos à salvação a meninos de tenra idade.
Aliás, quando ouço alguém dizer que aceitou Cristo aos três ou quatro anos, não acredito nisso. Não esqueçamos que essa é não só a idade da inocência, mas, também, da inconsciência. As crianças são levadas a essa afirmação porque, obviamente, querem ser lindas e aceites pelos crescidos, mas não têm alcance para entender. Todos sabemos que são insuficientes as lembranças destas idades.
 
Tenho para mim que Deus, na sua imensa sabedoria e soberania, não imputa culpa a quem não tem discernimento e/ou faculdades cognitivas para perceber o pecado.
Além disso, todos os ensinos de Jesus foram no sentido da compreensão, aceitação e prática da mensagem; e, para servir de ensino aos adultos, dizia:
 
“Jesus, porém, chamando-as para junto de si, disse: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque das tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como uma criança, de modo algum entrará nele.” – Lucas 18:16-17
 
“Naquele momento, os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: Quem é o maior no Reino dos céus?
E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.” – Mateus 18:1-3
 
Não tenho no bolso a revelação de uma idade fixa para a compreensão, nem nós temos todos o mesmo nível de desenvolvimento. Porém, sei que não somos inocentes toda a vida e que há uma altura em que existe a noção real do bem e do mal.
 
 
Ontem comemorou-se o Dia da Criança.
Compete aos adultos, amar, proteger e ensinar o Caminho da Verdade, para as crianças poderem tomar a decisão certa.
 
 
Eu, sem pressa, desejo receber a alegria dos meus netos aceitarem entregar as suas vidas a Cristo.
 
 
Depois, virão (ou não) alguns contratempos porque o diabo não brinca em serviço e porque o crescimento tem as suas crises existenciais, mas sei que, uma vez salvos, o Pai estará de braços abertos para receber o pródigo arrependido.
 
Que Deus abençoe os meus netos, os que tenho e os que ainda possam chegar.

sábado, 25 de maio de 2013

Ensina-nos a Orar


Certo dia Jesus ensinou os discípulos a orar, não uma oração  (Mateus 6:9-13) para ser repetida por rotina, mas um modelo.
Nos versículos antecedentes (5-8) o Mestre explicou que se deve:

1.     Orar no silêncio do nosso coração, com honestidade e humildade,
não procurando agradar aos homens, mas a Deus.
2.      Ser comedido nas palavras, não repetindo as ideias de forma exaustiva e vã, pois Deus conhece o  nosso íntimo e as nossas necessidades.

Entretanto, convém que conheçamos as entrelinhas desta oração.


Pai nosso que estás nos céus; → A oração é dirigida a Deus, na pessoa do Pai, denotando a intimidade que devemos ter com Ele (Jesus estaria a falar em aramaico, usando o termo Aba = Paizinho);  “nosso”, convida-nos a sair de nós próprios e a reconhecer aos outros filhos (nossos irmãos em Cristo) a mesma dignidade e o mesmo relacionamento que temos com Deus.
Por outro lado, fica demonstrado que a morada do Senhor são os céus (invisíveis), porque o Pai enviou o Deus-Filho para nos salvar, após o que voltou ao céu, tendo garantido que nos ia preparar lugar na casa do Pai.
 
Santificado seja o Teu nome; → Reconhecer Deus pelo nome, equivale a saber do Seu carácter (quando dizemos que alguém tem muito bom nome, estamos a testificar acerca do seu perfil moral e social, como se disséssemos, “recomenda-se”), de tal modo que devemos confirmar e honrar a Sua santidade através da mensagem que revelamos ao mundo.
 
Venha o Teu reino; → A segunda vinda de Cristo, deve ser o mais belo desejo do crente, para isso, está aqui implícita a nossa preparação para o encontro (crescimento espiritual e propagação do Evangelho). Quando o Reino se manifestar, haverá justiça e paz eternamente.
 
Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu; → Quando oramos com corações humildes, não podemos querer outra coisa que não seja ter compreensão para aceitar e fazer a vontade do Pai na nossa vida, já que, por nós próprios, somos incapazes de cumprir os desígnios de Deus. Isto é discipulado e obediência.
 
O pão nosso de cada dia nos dá hoje; → Esta é a nossa mais completa dependência do Pai (não só no que se refere ao alimento material, mas também ao espiritual) e, ao dizermos “cada dia”, demonstramos que a dependência é contínua e que confiamos na providência de Deus.
 
E perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; → Agora somos nós a referência. Grande responsabilidade Jesus nos conferiu ao dizer “assim como nós”. O perdão é a chave que abre a porta da misericórdia e da graça, é preciso superar os eventuais desentendimentos e cultivar o amor entre os irmãos, preservando a comunhão, pois só assim ficamos permeáveis ao amor misericordioso do Pai.
 
E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. → Esta é a nossa integral entrega ao Senhor. Pedimos direcção e buscamos livramento. O mais difícil no decurso da nossa existência é negarmos aos desejos do mundo, mas sabemos que com Deus somos vitoriosos, para vencer o(s) inimigo(s) da nossa alma.
 
Porque Teu é o poder, o reino e a glória para sempre. → Terminar com um hino de louvor, confiança e acção de graças é, também, uma declaração da soberania de Deus e do desejo que temos em que seja reconhecido e triunfante.
 
Amém. A beleza desta oração é eterna; é uma lição moral que nos confere sublimidade e humildade. Devemos querer que ela faça eco na nossa vida.

sábado, 18 de maio de 2013

Família - Projecto de Deus


Ontem, 17 de Maio de 2013, a Assembleia da República Portuguesa deu mais um tiro no pé. Ontem foi aprovada a adopção de crianças por “casais” homossexuais, chamando-lhe co-adopção. Pomposa maneira de dizer o indizível.
Passo a passo, Portugal está a evoluir, dizem alguns; a modernizar-se, dizem outros; a reconhecer o direito à diferença, dizem os que se escondem atrás da tolerância.
A verdade é que, ao legalizar o pecado, esta Nação, a minha, está a afundar-se.
 
Ninguém entende mais de família do que Deus; aliás, foi Ele quem a projectou! Logo, alterar as regras, é uma violação ao projecto de Deus.
Sem entrar em muitos detalhes, pois já o fiz aqui (06.06.2010), posso afirmar que, biblicamente, a homossexualidade é uma desobediência contra Deus.
Infelizmente o mundo está mergulhado em pecado, cada vez mais longe de Deus. Este afastamento tem feito com que, até pessoas que jamais quereriam um destes casos na sua família, defendam publicamente como “natural” a união de dois homens ou de duas mulheres e transformem os prevaricadores em heróis.
Os homens já não se importam com a moral, simplesmente desprezam Deus; mesmo quando dizem acreditar n'Ele.
 
“Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” – Mateus 7:21


 
Não há diversas versões de família e é uma enorme falta de respeito pelas crianças a imposição de um modelo não natural.
As crianças precisam da figura paterna e da figura materna, foi assim que Deus projectou quando fez o homem e a mulher diferentes. Este é o padrão!

 
 
Os casos de crianças privadas de um ou dos dois progenitores, seja qual for o motivo, devem ser tratados de forma a proporcionar-lhes um ambiente moral de amor e não recorrer a meios anti-naturais e a inclinações produzidas pelo maligno.
 
A Palavra de Deus fala de todas estas coisas terríveis e abomináveis. Os crentes têm de estar atentos para não aceitar, nem desculpar, o que é errado. Devemos lutar com todas as nossas forças para não deixar que coisas como estas continuem a ser aceites e vistas como recurso.
A aprovação desta lei, vem escamotear as responsabilidades do governo e da sociedade porque, sem dúvida, há outras alternativas que não põem em perigo a integridade das crianças, nem violam o projecto divino.
Por mim, não importa que me chamem preconceituosa, homofóbica, conservadora ou fundamentalista; o que quiserem, não faz mal, eu prefiro seguir os ensinamentos bíblicos e a vontade de Deus.
 
“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.
Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda.” Mateus 7:24-27

domingo, 12 de maio de 2013

Armados para Vencer

Não é à toa que os escolhidos para a frente de batalha devem ser jovens e saudáveis; é que, espera-se de um guerreiro que seja forte, não deixando vantagem ao inimigo.
Igualmente, é necessário que os soldados estejam atentos e firmes; pois, numa batalha, a vitória não se compadece com distracções e inseguranças.
A perspicácia é outro dos atributos requeridos. O guerreiro tem de saber quem é o inimigo e conhecer os seus pontos fracos e estratégias, de modo a lutar com armas equivalentes ou melhores que as do adversário.
 
Posto isto, se o nosso inimigo são as forças demoníacas, sabemos que a luta se trava no campo espiritual e com armas espirituais.
Assim, devemos nos preparar, vestindo o equipamento - a armadura de Deus -, cientes de ter todas as condições para a luta pois estamos do lado mais forte!
 
Armadura
(Paulo faz uma comparação com a do soldado romano da época):
 



Cinto da Verdade – O cinto era o lugar onde o guerreiro suportava as armas. A verdade de Deus é necessária para o cristão segurar as armas de defesa contra o inimigo cujos ataques se prendem com a mentira.
 




Couraça da Justiça – A couraça, composta por duas peças que cobriam o tórax e as costas, serviam para proteger o coração. O crente se não estiver protegido, assumindo o carácter de Cristo, tem todas as condições para ser corrompido pelo inimigo no seu centro vital.
 
 
 
Calçado do Evangelho da Paz – O guerreiro devia calçar sandálias fortes e confortáveis para não correr o risco de ferir os pés e ficar impossibilitado de andar. Quando o crente está firmado sobre a Palavra de Deus não corre o risco de tropeçar e cair em toda e qualquer situação.
 
 
 
 
Escudo da Fé – O escudo servia para proteger todo o corpo do soldado. Deus quer que o cristão ao lutar com o inimigo coloque a sua fé (na salvação) à frente dos problemas, anulando a acção do adversário.
 
 
 
 
 
 
 
Capacete da Salvação – O capacete era usado para proteger a cabeça (comando de todo o corpo) dos golpes de espada. O crente precisa estar com a mente protegida contra heresias e tentações do inimigo, envolvendo-a com a certeza da salvação.
 
 

 
 
Espada do Espírito – A espada servia para ferir, era um equipamento de ataque (os outros eram de defesa). O inimigo das nossas almas teme a espada que os cristãos usam – a Palavra de Deus -, porque ela carrega a autoridade do Espírito Santo, contra O qual Satanás perde toda a força. Assim, devemos manuseá-la diariamente, para garantir a sua eficácia.
  
É importante termos em conta que o cristão foi chamado por Deus para fazer parte do Seu exército, portanto, deve proteger-se com a armadura e aprender a usar a arma…
Todas as partes da armadura fazem parte do carácter de Cristo e são adquiridas pelo crente através do Espírito Santo.
 
Que Deus nos encontre bem ataviados e fiéis!
            
Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;
Porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas, sim, contra principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.
Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos da couraça da justiça;
Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;
Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. - Efésios 6: 10-17

sábado, 4 de maio de 2013

Poder para Testemunhar

No Domingo passado, a propósito da pregação (versando Missões Mundiais), comecei a pensar nas palavras de Jesus aos discípulos,

logo após a ressurreição: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” – Marcos 16:15

e imediatamente antes de subir ao céu: “Recebereis o poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.” – Actos 1:8

Como se vê, não há acepção de pessoas, nem de proximidade; é mesmo para todos e em qualquer lugar.
O apelo que o Pastor lançou foi de cada salvo conseguir uma alma para Cristo.
Óbvio que o sentido de “uma” não é de dever cumprido, mas de continuidade; e, para os novos convertidos vai também essa incumbência, na certeza de que recebemos do Espírito Santo a sabedoria e o poder para testemunhar.



A propósito de missões e homenageando todos os que, sem olharem ao lugar e às condições, cumprem a ordem de Jesus, vou partilhar uma experiência de quando era pequena, também como memória para os meus filhos e netos.

Devia ter os meus 7 ou 8 anos quando os meus pais, junto com uma meia dúzia de outros crentes que, em Almada, se reuniam em casa uns dos outros, abriram a chamada Missão do Valdeão. Esse foi o ponto de partida para fundarem a OMECA – Obra Missionária para Evangelização do Concelho de Almada.
Desengane-se quem pensa que vivíamos num país com liberdade religiosa. A perseguição já não era descarada, mas o trabalho só se fazia fruto de muita fé e teimosia.

Falemos do Valdeão, no Bairro do Matadouro - concelho de Almada. Havia ali uma larga zona  só com algumas árvores. Foi lá que tudo começou, com cultos ao ar livre. Mais além, um aglomerado de barracas. Local de enorme pobreza.
As ruas eram de terra; a luz e a água não tinham chegado lá; as barracas, quase todas de madeira, não tinham as menores condições; os animais estavam a portas com as pessoas quer fossem domésticos, de criação ou de rendimento.


Eu no centro, minha mãe à esquerda de casaco





Foi numa barraca alugada, divisão única e pequena, anteriormente curral, que passou a ser a Casa de Oração.
Meu Deus, tinha tantas pulgas que, tenho comichão, só de pensar.






Apesar das limitações financeiras e de espaço, foram feitos arranjos nas paredes, tecto  e  chão; pôs-se uma cortina na pequeníssima janela de fundo, um naperon branco de croché (feito pela minha mãe) e uma jarra sobre a mesa, umas quantas cadeiras e, junto à porta, uma pequena estante com os hinários e folhetos; a iluminação era feita com um petromax.
As pulgas continuavam por lá, mas nós sobrevivíamos.
Para chegarmos à Missão, calcorreávamos alguns quilómetros, grande parte por azinhagas. Para mim, o pior era ir aos cultos da noite... a escuridão era imensa e, apesar de me divertir a tentar apanhar os pirilampos, ficava cheia de medo quando me pregavam sustos ou ouvia qualquer ruído inesperado.

Escola Dominical - eu sou a primeira à direita; à esquerda a minha mãe, vestida de preto
A tarefa evangelizadora e beneficente foi-se desenvolvendo e alguns moradores converteram-se ao Evangelho. Um grande impulso foi a Escola Dominical, frequentada por toda a criançada do bairro. O trabalho da Missão ia dando os seus frutos!
Uns anos mais tarde, criou-se uma urbanização naquele lugar e um dos membros do grupo fundador foi para lá morar, tendo disponibilizado uma sala para os cultos.
Depois, deixou de existir o bairro de barracas, alguns moradores foram para outros locais, mas vieram outras pessoas para as casas novas.
Ao que soube, pois já não acompanhei, passados mais alguns anos, os irmãos que se mantiveram na OMECA compraram instalações próprias e, creio, ainda hoje uma igreja local ali se reúne.

É obrigação dos crentes terem visão missionária, no “Valdeão” ou no mundo, num bairro pobre ou num lugar mais confortável; sempre valorizando o Evangelho e não as aparências porque, por mais adverso que seja o ambiente, o Espírito Santo dá poder para testemunhar!

sábado, 27 de abril de 2013

Eu Sou Cristão!

“Contudo, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso, antes glorifique a Deus com esse nome.” – I Pedro 4:16
 
 
EU SOU CRISTÃO!
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a gritar: “Eu vivo sem pecado.”
Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e amou
Eu estou a sussurrar “Eu estava perdido.
Agora eu fui achado e perdoado."

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e am
Estou a sussurrar: “Eu estava perdido,
mas encontrei o Caminho e fui perdoado.”
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não o digo por orgulho vão,

eu estou a revelar que tropeço
e necessito de Cristo para me guiar.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a tentar ser forte;Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e amou tanto!

Estou a confessar que sou fraco
e que preciso de força para prosseguir.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não me estou a gabar de ter sucesso;
Estou a admitir que tenho falhado
e careço de Deus para limpar o meu erro.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a dizer que sou perfeito
(os meus defeitos são muito visíveis),
mas que Deus sabe do meu arrependimento.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Continuo a sentir as dores da dor
e a carregar as minhas mágoas,
mas ainda clamo a Deus com devoção!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não sou mais inocente do que tu,
apenas sou um simples pecador
que recebeu a grande graça de Deus.

Maya Angelou -1988-
(Tradução livre e possível para as minhas limitações)

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” – Efésios 2:8


Marguerite Ann Johnson nasceu em St. Louis - Missouri, a 4 de Abril de 1928.
Poeta, escritora, activista dos direitos civis, actriz, professora, historiadora e realizadora, Maya Angelou (pseudónimo que adoptou nos anos 50), escreveu entre outros livros, cinco colectâneas de poesia e uma série autobiográfica.



Actualmente é professora convidada (história americana) na Wake Forest University, dá palestras e continua a escrever.
Prémios: Medalha Presidencial da Liberdade - Medalha Spingarn - Emmy da Televisão (pela actuação na série Raízes).

sábado, 20 de abril de 2013

Maranata

É curioso como, aparecendo uma única vez na Bíblia, este termo não se perdeu no tempo.

“Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema.
Maranata!” – I Coríntios 16:22

Trata-se de um vocábulo aramaico, composto por duas palavras: Marãn + athá (Senhor + vem ou virá).

Significa “Vem, Senhor!” ou “O Senhor virá!” e, relativamente à sua utilização, podemos dizer que:

1 – Segundo alguns escritos históricos, na época do Velho Testamento, quando os reis se deslocavam às praças para fazer justiça, à sua frente ia um mensageiro, que chamava a atenção tocando a trombeta e apregoava ao povo: “O rei está vindo!” (hebraico);

2 – Na igreja primitiva, terá servido como saudação e encorajamento entre os cristãos; mas também como senha, oração na ceia e forte expectativa dos crentes na segunda vinda de Jesus. (aramaico);

3 – No fim da compilação bíblica (Apocalipse 22:20) e resumindo a esperança da Igreja de que Cristo vai voltar, aparece como súplica: “Vem, Senhor Jesus!” (grego);

4 – No contexto em que Paulo usou a palavra, tem a ver com o exercício da  justiça sobre os (malditos) que rejeitam a autoridade de Jesus;

5 – Actualmente a expressão é utilizada pelos cristãos evangélicos, especificamente, para referenciar a segunda vinda do Senhor Jesus e o arrebatamento da igreja.





Todos que temos experimentado o poder da salvação, possuímos o íntimo desejo da vinda de Jesus, por isso, clamemos:

“Maranata - vem, Senhor Jesus!”