"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sábado, 31 de agosto de 2013

A Destruição da Natureza

Muito se tem dito acerca da calamidade que tem assolado Portugal - os incêndios.

Segundo os dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), na primeira quinzena de Agosto foram registados 2.419 incêndios florestais no nosso país.
Dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN) dizem que, os incêndios florestais deste ano, já consumiram 18.415 hectares de terreno.
A comunicação social dá-nos conta de que já morreram 5 bombeiros, há um incontável número de feridos (queimados e intoxicados), vários veículos de combate destruídos pelas chamas e inúmeros animais mortos.
No mapa abaixo  estão contemplados os pontos de incêndio da semana que hoje termina. Vejam o nosso país.

Fonte NASA
Há causas naturais para as quais não temos resposta, mas é sabido que a esmagadora maioria desta catástrofe se deve à incúria humana e a crime.
E, perante este cenário dantesco, lembremos o que diz a Palavra de Deus:

Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e guardar.”Gênesis 2:15

Oh responsabilidade! Quando Deus disse a Adão e a Eva para cultivarem e guardarem o jardim estava a alertar aos homens de todos os tempos como era importante cuidar e preservar tudo o que Ele criou porque a terra não é mais que um enorme jardim, onde vivem as mais diversas espécies de animais e vegetais.
Assim, o povo cristão tem responsabilidade  maior na preservação do meio ambiente. Não basta admirarmos e enaltecermos a Criação, temos de agir.

Além da conscencialização nas nossas comunidades, devemos ser militantes na defesa à Natureza através do exemplo tanto à nossa porta, como em campanhas de limpeza de matas e praias.
Não é difícil sensibilizar os jovens e adultos ainda capazes para uma divertida tarde a cuidar do meio ambiente onde, juntando o útil ao agradável, podem louvar a Deus com cânticos espirituais e momentos de oração.
 

Não queremos continuar a ver imagens tristes de destruição e morte. O mundo vive uma enorme degradação do meio ambiente: incêndios, lixo, poluição, e nós precisamos de alimentos e ar bons. Não podemos fazer tudo sozinhos, mas podemos fazer o que está ao nosso alcance. 
Deus criou o mundo para o homem e o cristão deve ser ordenador e zelador dos bens do Criador.
 
Se cuidarmos daquilo que o Senhor nos dá, podemos ouvi-Lo dizer:
 
”Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.”
Mateus 25:21
 
Obrigada bravos bombeiros!

domingo, 25 de agosto de 2013

As Lições de Zaqueu

Todas as crianças que frequentam a Escola Bíblica Dominical sabem a história de Zaqueu, o homem baixinho que queria ver Jesus, mas que, no meio dos outros, não conseguia ver nada.
E as crianças deliram com a fantástica solução que Zaqueu arranjou para o seu problema; subir a uma figueira brava que havia naquele caminho. Isto parece ridículo porque ele não só era adulto, como rico e com profissão de destaque na sociedade (chefe dos cobradores de impostos e, por isso mesmo, mal visto pelo povo).
 
Figueira existente em Jericó
onde, segundo a tradição,
Zaqueu subiu
 
As figueiras bravas, conhecidas por darem frutos de má qualidade, têm troncos muito fortes e, de repente, lá estava ele pendurado num tronco, a afastar os galhos para que nada o impedisse de ver o Mestre.
Porém, aconteceu algo muito maior. Jesus ao passar, olhou para cima, chamou-o pelo seu nome e pediu que o hospedasse.
 
 
 
Lembremos que Zaqueu era considerado ladrão e traidor portanto, o povo, assistindo a tal coisa, começou a murmurar, desacreditando a integridade de Jesus pois entrara na casa de um homem pecador.
Mas Jesus não quis saber dos mexericos, tão pouco queria saber do dinheiro de Zaqueu. O importante era conferir o coração do homem e oferecer-lhe a salvação.
 
E, em boa verdade, Zaqueu não era corrupto e cumpria a lei, contudo, faltava-lhe receber a Jesus e ser salvo.
 
“Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” – Lucas 19:10
 
Que lições nos são transmitidas através do episódio de Zaqueu?
 
1 – Deus quer homens decididos.
O segredo dos vencedores é não desistir dos seus objectivos. Mesmo perante situações aparentemente difíceis devemos superar as dificuldades quer sejam físicas, sociais ou psicológicas e ir ao encontro das soluções.
 
2 – Deus conhece o nosso coração.
Mesmo que os outros obstaculizem ou distorçam as nossas intenções, o mais importante é renegar as frustrações e usar o poder da fé. O pecador sincero entrega-se tal como está, mas com vontade de ser transformado.
 
3 – A salvação é para todos.
Podemos fazer tudo muito certinho; ser generosos, dar grande parte dos nossos bens, ir à igreja, cumprir com a lei estabelecida, respeitar os parceiros, tudo, tudo… mas ainda assim, precisamos de Cristo e ser salvos.

sábado, 17 de agosto de 2013

Mais Perto Quero Estar...

"O Senhor é refúgio para os oprimidos, uma torre segura na hora da adversidade." - Salmo 9: 9



Hoje, sem mais palavras, deixo-vos este maravilhoso hino. Seja qual for a circunstância, façamos dele a nossa oração.

Shalom!

sábado, 10 de agosto de 2013

Deus é Maior que o Problema!

Todos nós passamos por momentos de angústia, problemas, dor, separação e outras situações desagradáveis que perturbam o nosso bem estar.
Mais de uma vez tenho falado disso na primeira pessoa e das respostas que Deus me vai dando, como vou vendo soluções e como a tranquilidade e a vitória chegam.
 
O meu socorro vem do Senhor!
 
Sim, é humano sentir tristeza e ansiedade… nós não sabemos qual e quando a conclusão dos momentos difíceis e sofremos com isso.
Mas, ainda assim, o nosso Deus diz:
 
“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.” – Isaías 41:10
 
O Senhor não nos deixa, nem nos desampara. Aquele que é o dono das nossas vidas, que nos deu ao mundo e dele nos há-de levar, realmente, está no controlo.
 
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.” – Salmo 46:1
 
Até a morte não tem qualquer poder sobre aqueles que estão em Cristo. Ele veio ao mundo para nos salvar e resgatar da morte.
 
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”João 11:25
 
Por vezes ocorrem à nossa mente questões como: “Onde estava Deus quando…?” ou “Porquê comigo?”
É claro que há dores indescritíveis; é legítima a contradição entre a fé e a nossa revolta; é previsível e consolador o choro e o lamento; e é natural pedirmos a Deus o que queremos e não o que Ele quer.
Nós somos limitados…
O mal, está em deixarmos prevalecer essas questões, não tentarmos soluções e, acima de tudo, não discernirmos que o Espírito Santo nos pode libertar e tornar habilitados para o resultado.
O próprio Jesus Cristo deixou explícito: 
 
“No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo!” – João 16:33b
 
  Deus, é maior que o problema…
 
Shalom!

sábado, 3 de agosto de 2013

Hoje


 
 
 
Esta é uma data especial, direi mesmo que... muito especial!
Afinal de contas, este foi o dia que Deus escolheu para eu nascer.
 
 
 

Agradeço ao Senhor por cada ano que me concedeu; pela bênção de conhecer gente bonita e, também, por conhecer pessoas más que me obrigam a exercitar a paciência; por me deixar ter sonhos; por me dar força para suportar as derrotas; por ter memória; por continuar a amar alguns que já partiram; por às vezes desanimar e depois recomeçar; por saber o que é ser mãe; por ter dois príncipes a chamarem-me “avó”; por contemplar e louvar a criação; e, muito mais, por Deus me ter permitido conhecer Cristo e Ele me dar a salvação.
Na verdade, o anjo do Senhor tem-se acampado ao meu redor!
 
Agora, vejam só o presentão que Deus me deu no dia em que fiz 24 anos…, um filho, o meu primeiro. Isto não é bênção dobrada?
Hoje ele está a fazer 40 anos e continuamos a ter 24 de diferença, mas um pouco mais velhos...
 
Não sei até quando vou estar por cá, mas quero fazer esta caminhada com fé e na dependência do meu Senhor, dizendo:
 

sábado, 27 de julho de 2013

Meu Tudo, Meu Amor

“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” – Romanos 8:38-39
 
 
Senhor, não quero calar
a voz do Teu desejo em mim.
Quero calar, sim,
o desejo de criaturas que somos,
Inseguras...
Insanas...
Profanas...,
quando nos afastamos de Ti...


Vis são as paixões instintivas
dominadoras da razão;
produtoras de conflitos,
atritos inconcebíveis,
irracionais...
manchados de preconceitos,
defeitos e ilusões carnais.


Preciso trabalhar-me em oração,
seguir fielmente Tua moção...
Modo obediente de ser,
de quem encontra em Teu querer
o que é preciso para a paz.


Ó Senhor fala ao meu coração!
Ouve a minha confissão,
perdoa-me por Teu favor...
Preenche-me em todos os sentidos;
não deixes espaço para o inimigo
porque quero ser somente Teu.
Meu Senhor e meu Deus;
Meu Tudo, meu Amor!



Frei Fernando
(Brasil)

sábado, 20 de julho de 2013

Ebenézer

 
 
Esta palavra de origem hebraica quer dizer “Pedra de Ajuda”.
 
 
Sendo um dos termos bíblicos mais significativos para a vida do crente, só aparece três vezes na Bíblia, nas duas primeiras como designação geográfica e na terceira, a mais importante, como memorial:
 
I Samuel 4:1 – Quando os israelitas saíram para lutar contra os filisteus, acamparam-se numa aldeia de Efraim chamada Ebenézer;
I Samuel 5:1 – Quando os filisteus se apoderaram da arca da aliança do Senhor e a levaram de Ebenézer para uma província filisteia;
I Samuel 7:12 – Finalmente quando Deus ajudou os israelitas a derrotar os filisteus e Samuel levantou um memorial da vitória, dando-lhe o nome de Ebenézer.
 
“Tomou então Samuel uma pedra e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor.” – Samuel 7:12
 
Os filisteus derrotaram os israelitas próximo à aldeia de Ebenézer. Aí o Senhor não foi “pedra de ajuda” para o seu povo por a estarem a agir sem fé, mas 20 anos depois, no mesmo campo de batalha, perante o arrependimento, fé e obediência de Israel, Deus fá-los sair vitoriosos.
Portanto, Ebenézer, é um marco de vitória, mas também de fé e gratidão.
 
Samuel está a lembrar ao povo de Deus dos nossos dias que as derrotas, dificuldades, dor, ou perdas que possamos sofrer na nossa vida, não se comparam à restauração espiritual e à superação, quando andamos por fé e obediência ao Senhor.
 
“Até aqui nos ajudou o Senhor!”

domingo, 14 de julho de 2013

Desconhecer o Evidente ou Aceitar o Desconhecido?

Por favor leiam este texto completamente.




No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés. Um deles desencadeou um diálogo, perguntando ao outro:





- Acreditas na vida após o nascimento?
- Certamente; algo tem de haver após o nascimento! Talvez estejamos aqui principalmente porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Tolice, não há vida após o nascimento! Se isso fosse verdade, como seria essa vida?
- Eu não sei bem, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível e... comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída, o cordão umbilical é muito curto.
- Certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.
- Mamã? Acreditas na mamã? E onde é que ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela nada existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamã; por isso, é claro que não existe nenhuma mamã.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio tu podes ouvi-la cantar, e também sentes como ela afaga o nosso mundo, verdade? Eu acho que só quando nascermos teremos a vida real e agora apenas estamos a preparar-nos para ela...

(autor desconhecido)


Este texto é baseado numa hipótese, uma vez que não temos acesso às memórias da vida antes do nascimento. Porém, não é difícil imaginar este diálogo, atendendo a que a única compreensão do Universo que o bebé pode ter, nessa situação, é a barriga da mãe.
Qualquer indivíduo achará ridículo colocar a dúvida sobre a vida extra uterina, mas muitos julgam-se sábios por não acreditar na vida após a morte.
Se transferirmos o diálogo aqui ficcionado para a voz real de pessoas que não acreditam na vida quando deixarmos o corpo físico, facilmente compreenderemos que se trata de pura teimosia em desconhecer o evidente ou não querer aceitar o desconhecido.
 
“Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: o justo viverá da fé.
Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
Porquanto o que de Deus se pode conhecer nos homens se manifesta, porque Deus lho manifestou.
Porque as suas coisas invisíveis desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças,
antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” – Romanos 1: 17-22
 

sábado, 6 de julho de 2013

Eu Estou Livre

 
 
I'm Free” – Um belo hino cantado pelos Gaither Vocal Band, que considero um dos mais inspirados e inspiradores grupos musicais evangélicos.
 

domingo, 30 de junho de 2013

O Caminho da Felicidade

Eu amo a nossa troca de olhares, ainda mais quando é acompanhada do seu lindo sorriso, mas, outro dia, recebi muito mais do que isso.
Não consigo calar a alegria que senti naquele olhar, no sorriso cristalino e no que me revelou.

Os acampamentos têm sido, ao longo de muitos anos, talvez pelo afastamento da rotina social e a aproximação à vivência do espírito, lugar privilegiado para tomada de decisões.

Ora bem, na passada semana os netos estiveram num acampamento e na sexta-feira à noite fui assistir ao culto de despedida, com a participação das crianças.
Eis que o meu neto Samuel veio ter comigo, fixou-me nos olhos, sorriu e com uma incontida alegria disse: “Oh avó, sabes uma coisa? Eu ontem aceitei o Senhor Jesus! Estou tão contente; agora eu também vou para o céu, estou muito feliz.”
Emocionada, envolvi-o num abraço, beijei-o e disse-lhe palavras de amor.



No dia seguinte fui buscá-los e ele, antes de saber que íamos ao emprego do meu filho para almoçarem com o pai, pediu-me: “Avó, podes ligar ao pai para eu falar com ele? Quero-lhe dizer que aceitei Jesus.”
Já junto ao pai, repetiu o que me tinha dito… o meu filho alegrou-se com ele e disse: “Então, quando fores para o céu procura-me porque eu também vou lá estar.”



É isso, aqui já trilhamos o caminho da felicidade que a salvação nos oferece; depois, vamos festejar na glória celestial.
Lutas virão, provações e tentações, mas com Cristo no barco há confiança, vitória e paz.

Para memória futura, registo aqui alguns pormenores:
- O acampamento decorreu de 24 a 29 de Junho, no Centro Baptista de Montemor.
- Segundo me disse, o versículo de 3ª-feira foi muito importante porque fala de obediência e contou o que queria dizer. Quando me disse a citação e procurei na Bíblia, achei curioso ser um versículo que tenho sublinhado.

“Samuel, porém, respondeu: Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros.”
I Samuel 15:22

- 5ª-feira, 27.06.13, de manhã, durante o estudo bíblico, o chefe Mauro (jovem da Igreja Baptista da Ramada) perguntou quem queria aceitar Jesus e ele, ainda com a pureza dos seus quase 7 anos, sentiu esse desejo. O versículo desse dia, fala de protecção e, curioso, faz parte do meu Salmo favorito.

“O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.” – Salmo 121:5

E pronto, cá estarei, enquanto Deus o permitir, para continuar a ajudar, ensinar e orar de modo a que o meu menino se sinta apoiado na caminhada.

Louvado seja o Senhor!

sábado, 22 de junho de 2013

Boa Forma

Nunca como nos nossos dias tanto se falou acerca da figura física dos homens e das mulheres. Aliás, já todos nós em algum momento da vida tivemos esta preocupação, mas hoje, a chamada boa forma, tornou-se uma obsessão e daí a existência de espaços publicitários cheios de incentivos à compra de chás, comprimidos e cremes milagrosos, o incontável número de livros com dietas que se contradizem entre si, o excesso de intervenções de estética e a proliferação de ginásios, supostamente preparados na personalização dos exercícios.

Há diversas razões para isto acontecer, mas, à parte da pressão do marketing, penso que a principal razão é a insatisfação doentia e a procura de um estereótipo de beleza que na maioria das vezes não acontece.

Claro que, desde que nada disto se transforme em vício, na criação de monstros ou em prejuízo para a saúde, acho bom e útil o cuidado com a aparência física.

Mas, faz-me pensar no bom que seria se este zelo fosse posto a favor do espírito.
Certamente a maioria das pessoas não percebe esta linguagem, porém, qualquer crente genuíno sabe do que estou a falar e reconhece a necessidade de princípios básicos para manter a boa forma espiritual.

Então, o que fazer e como?

Avaliação
Depois de nascer de novo, todos somos crianças na fé e no conhecimento, mas com o passar do tempo vamos crescendo por isso, temos que saber qual o alvo que queremos atingir.
“Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.” – Efésios 4:13

Orientação
Para adoptar uma postura de desenvolvimento, é sempre bom ter por perto um guia que nos indique o procedimento correcto.
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” – II Timóteo 3:16-17

Informação
Por mais difícil que seja perceber, o processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento dói, mas, não é uma dor que destrói ou enfraquece, é uma dor que nos traz firmeza.
“Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.” – Tiago 1:12

Dieta
Há alimentos que envenenam o organismo e, como tal, devem ser banidos.
“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam.” – I Coríntios 10:23
Porém, todos os dias nos devemos servir do alimento puro que sacia.
“E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.” – João 6:35

Medicação/Suplemento
O carácter do crente serve, primeiramente, a si próprio, sendo um contributo privilegiado para o nosso amadurecimento.
“O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” – Gálatas 5:22

Exercício
Definitivamente a inacção enfraquece. Para adquirir força e agilidade, é preciso treinar (de pé ou sentado, de joelhos ou andando), mas sempre com alegria.
“Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar.” – I Tessalonicenses 5:16-17

Intervenção Cirúrgica
Mesmo exercitados, ainda podem surgir momentos de dúvida ou fragilidade, mas é aí que a intervenção mostra mais eficácia.
“E o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.” – Romanos 15:13

Este desafio é para todos os que um dia fomos chamados e nos propusemos seguir a Cristo!







A propósito, aproveito para divulgar o segundo livro de Nick Vujicic, um crente em boa forma.

domingo, 16 de junho de 2013

Tudo?


Tudo?
É disso que se faz um super-herói. Ter poder  para tudo.

Mas… Este “tudo”, é mesmo TUDO?

Nos nossos dias este texto bíblico tem sido desvirtuado, sendo citado e usado completamente fora de seu contexto, na chamada teologia da prosperidade.
Na verdade, Paulo estava a falar só de necessidades relacionadas com subsistência física e, acima de tudo, a testemunhar que Cristo sempre lhe dava força para enfrentar as necessidades humanas básicas.
Ao dizer “Tudo posso”, Paulo não quis dizer “tudo” no sentido ilimitado, ele falou de pobreza, fome e escassez, enfatizando, a sua dependência de Cristo para suprir essas necessidades.

O objectivo, não são as conquistas do homem, mas a sua capacitação de que com Cristo podemos enfrentar as dificuldades que a vida traz e ser vencedores.
Isto não tem a ver, como alguns fazem crer, com sucesso em empreendimentos pessoais de qualquer área, em riqueza ou sobre cura.

Lembram-se do “espinho na carne” que atormentava Paulo?
Ele escreveu que, por três vezes, pediu ao Senhor para o libertar, mas apesar de toda a sua fé e da misericórdia de Deus, Paulo não recebeu o que queria. (II Coríntios 12:8-9).
“Tudo”, mas se for da vontade de Deus.

Este texto (versículo) promete aos crentes a força de Cristo em tudo o que eles têm a fazer e Deus quer que façam. E é com essa promessa que se destaca a alegria do crente quer na abundância, quer na escassez.
Sabemos que temos que enfrentar muitas dificuldades (desemprego, violência, fome); porém, podemos lidar com qualquer situação porque Cristo nos fortalece, devendo nós fazer aquilo para que Ele nos capacitou.

Posso concluir, dizendo que, sem dúvida, que “Tudo posso naquele que me fortalece”, é uma grande expressão de fé que devemos aplicar na nossa vida diária, sabendo que, embora sofrendo as dificuldades da vida, podemos suportá-las através da nossa união com Cristo.

domingo, 9 de junho de 2013

Dois Homens de Deus



Pr. António dos Santos – Pastor Emérito
Estudou no Seminário Teológico Baptista, em Leiria, tendo sido consagrado ao ministério e começado a pastorear em 1956.
Em 1961 veio para Lisboa onde, durante 50 anos, pastoreou a III Igreja Evangélica Baptista, com inteira dedicação ao ministério. Cessou funções de pastor titular a 10.07.2011.
 
 
 
 
 Pr. Joed Venturini – Pastor Titular 
Estudou teologia e medicina, tendo como alvo a vida missionária. É, há muitos anos, Mestre em Missiologia, Especialista em Medicina Tropical e escritor.
Como missionário serviu nos Açores (1991-1993); em Portugal (1994-1995); e na Guiné-Bissau (1995-2006), junto do povo fula (etnia muçulmana).
Actualmente exerce o cargo de Orientador Estratégico-Pastoral para o Leste Europeu na Junta de Missões Mundiais; é professor no Seminário Teológico Baptista; e pastor da III Igreja Evangélica Baptista, onde tomou posse a 10.07.2011.
 
Estes são os pastores da minha igreja, dou graças a Deus pelas suas vidas e pelo trabalho que têm desenvolvido. Amo-os muito e diariamente coloco-os nas mãos de Deus em oração.
 
 
São homens de gerações e abordagens diferentes, mas iguais no amor ao Evangelho.
O que mais me impressiona é o imenso respeito que têm um pelo outro. O Pr. Santos tem dado uma grande lição de humildade ao remeter-se a um lugar de menor exigência e visibilidade; o Pr. Joed tem dado uma grande lição de sabedoria não relegando o colega ao anonimato e à inacção.

Porque será que estou hoje a falar destes dois homens de Deus?
Porque hoje é o Dia do Pastor Baptista.
Felicito-os pelo irrepreensível trabalho que têm exercido, sempre honrando o Mestre.
 
Como podem ver, sou uma sortuda, tenho dois pastores e amo os dois!
 
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” – Mateus 5:16

domingo, 2 de junho de 2013

E as Crianças, Senhor...


Eu sou avó!
Todos os dias peço a Deus que os meus netos cresçam sob a sua orientação. Que aceitem Cristo e sejam servos fiéis, que sejam bons filhos e bons cidadãos, que tenham um bom casamento e que sejam inteligentes, saudáveis, trabalhadores e respeitadores.
Também peço a Deus que me ajude a transmitir-lhes valores sociais e espirituais (bíblicos) e que, a par das palavras, lhes dê bons exemplos.
 
Faz hoje 3 anos que dei início a este blogue. No primeiro texto que publiquei fiz menção ao dia em que recebi Cristo como meu Salvador. Eu tinha 6 anos.
Lembro-me do sítio onde estava sentada, lá na Casa de Oração do Carrascal; lembro-me das palavras do Pr. Abel Rodrigues; lembro-me de ter chorado quando entendi o sacrifício vicário de Cristo; lembro-me de, enquanto o chefe Armando Santiago tocava acordeão, cantarmos:
 
Glória a Deus, glória a Deus, glória a Deus,
os remidos todos cantam “Glória a Deus”;
pecadores transformados,
pelo sangue já lavados.
Glória a Deus, glória a Deus, glória a Deus,
os remidos todos cantam “Glória a Deus”.
 
Os meus netos têm agora 6 anos…
 
O entendimento sobre a salvação das crianças não é uniforme. Eu tenho a minha opinião e julgo poder fundamentá-la. Os pareceres, práticas, certezas e dúvidas a que tenho assistido, não têm alterado aquilo que penso. Ou seja, não estou com os católicos que baptizam bebés para lhes garantir a ida para o céu, nem com os evangélicos que dizem não saber o que acontece espiritualmente com uma criança que morre, ou que fazem apelos à salvação a meninos de tenra idade.
Aliás, quando ouço alguém dizer que aceitou Cristo aos três ou quatro anos, não acredito nisso. Não esqueçamos que essa é não só a idade da inocência, mas, também, da inconsciência. As crianças são levadas a essa afirmação porque, obviamente, querem ser lindas e aceites pelos crescidos, mas não têm alcance para entender. Todos sabemos que são insuficientes as lembranças destas idades.
 
Tenho para mim que Deus, na sua imensa sabedoria e soberania, não imputa culpa a quem não tem discernimento e/ou faculdades cognitivas para perceber o pecado.
Além disso, todos os ensinos de Jesus foram no sentido da compreensão, aceitação e prática da mensagem; e, para servir de ensino aos adultos, dizia:
 
“Jesus, porém, chamando-as para junto de si, disse: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque das tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como uma criança, de modo algum entrará nele.” – Lucas 18:16-17
 
“Naquele momento, os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: Quem é o maior no Reino dos céus?
E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.” – Mateus 18:1-3
 
Não tenho no bolso a revelação de uma idade fixa para a compreensão, nem nós temos todos o mesmo nível de desenvolvimento. Porém, sei que não somos inocentes toda a vida e que há uma altura em que existe a noção real do bem e do mal.
 
 
Ontem comemorou-se o Dia da Criança.
Compete aos adultos, amar, proteger e ensinar o Caminho da Verdade, para as crianças poderem tomar a decisão certa.
 
 
Eu, sem pressa, desejo receber a alegria dos meus netos aceitarem entregar as suas vidas a Cristo.
 
 
Depois, virão (ou não) alguns contratempos porque o diabo não brinca em serviço e porque o crescimento tem as suas crises existenciais, mas sei que, uma vez salvos, o Pai estará de braços abertos para receber o pródigo arrependido.
 
Que Deus abençoe os meus netos, os que tenho e os que ainda possam chegar.

sábado, 25 de maio de 2013

Ensina-nos a Orar


Certo dia Jesus ensinou os discípulos a orar, não uma oração  (Mateus 6:9-13) para ser repetida por rotina, mas um modelo.
Nos versículos antecedentes (5-8) o Mestre explicou que se deve:

1.     Orar no silêncio do nosso coração, com honestidade e humildade,
não procurando agradar aos homens, mas a Deus.
2.      Ser comedido nas palavras, não repetindo as ideias de forma exaustiva e vã, pois Deus conhece o  nosso íntimo e as nossas necessidades.

Entretanto, convém que conheçamos as entrelinhas desta oração.


Pai nosso que estás nos céus; → A oração é dirigida a Deus, na pessoa do Pai, denotando a intimidade que devemos ter com Ele (Jesus estaria a falar em aramaico, usando o termo Aba = Paizinho);  “nosso”, convida-nos a sair de nós próprios e a reconhecer aos outros filhos (nossos irmãos em Cristo) a mesma dignidade e o mesmo relacionamento que temos com Deus.
Por outro lado, fica demonstrado que a morada do Senhor são os céus (invisíveis), porque o Pai enviou o Deus-Filho para nos salvar, após o que voltou ao céu, tendo garantido que nos ia preparar lugar na casa do Pai.
 
Santificado seja o Teu nome; → Reconhecer Deus pelo nome, equivale a saber do Seu carácter (quando dizemos que alguém tem muito bom nome, estamos a testificar acerca do seu perfil moral e social, como se disséssemos, “recomenda-se”), de tal modo que devemos confirmar e honrar a Sua santidade através da mensagem que revelamos ao mundo.
 
Venha o Teu reino; → A segunda vinda de Cristo, deve ser o mais belo desejo do crente, para isso, está aqui implícita a nossa preparação para o encontro (crescimento espiritual e propagação do Evangelho). Quando o Reino se manifestar, haverá justiça e paz eternamente.
 
Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu; → Quando oramos com corações humildes, não podemos querer outra coisa que não seja ter compreensão para aceitar e fazer a vontade do Pai na nossa vida, já que, por nós próprios, somos incapazes de cumprir os desígnios de Deus. Isto é discipulado e obediência.
 
O pão nosso de cada dia nos dá hoje; → Esta é a nossa mais completa dependência do Pai (não só no que se refere ao alimento material, mas também ao espiritual) e, ao dizermos “cada dia”, demonstramos que a dependência é contínua e que confiamos na providência de Deus.
 
E perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; → Agora somos nós a referência. Grande responsabilidade Jesus nos conferiu ao dizer “assim como nós”. O perdão é a chave que abre a porta da misericórdia e da graça, é preciso superar os eventuais desentendimentos e cultivar o amor entre os irmãos, preservando a comunhão, pois só assim ficamos permeáveis ao amor misericordioso do Pai.
 
E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. → Esta é a nossa integral entrega ao Senhor. Pedimos direcção e buscamos livramento. O mais difícil no decurso da nossa existência é negarmos aos desejos do mundo, mas sabemos que com Deus somos vitoriosos, para vencer o(s) inimigo(s) da nossa alma.
 
Porque Teu é o poder, o reino e a glória para sempre. → Terminar com um hino de louvor, confiança e acção de graças é, também, uma declaração da soberania de Deus e do desejo que temos em que seja reconhecido e triunfante.
 
Amém. A beleza desta oração é eterna; é uma lição moral que nos confere sublimidade e humildade. Devemos querer que ela faça eco na nossa vida.