"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sábado, 9 de novembro de 2013

Quem era João?

Há alguns anos atrás, questionei-me porque seria João o discípulo amado, quem era aquele homem?... Logo, resolvi estudar a questão e acabei por chegar a uma conclusão que me parece óbvia, embora, toda a minha vida, nunca a ter ouvido.
Como não considerei que isto suscitasse dúvidas, acabei por nunca partilhar o meu estudo.

No passado Domingo, numa classe de adultos da EBD, uma aluna sugeriu que João pudesse ser irmão de Jesus…
Resolvi então mostrar aqui a lógica que encontrei para, julgo que com uma margem mínima de erro, apresentar João como primo de Jesus.

No quadro que elaborei e reproduzo abaixo, pode ver-se em passagens de três Evangelhos (Lucas 23:49 limita-se a dizer “as mulheres que o tinham seguido”) o relato das mulheres mais conhecidas que presenciaram a morte de Cristo. Nas colunas figuram a identificação de cada mulher pela ordem apresentada nos diferentes Evangelhos. As cores têm a ver com a concordância entre as descrições.


 
Então, sabemos que João:
- era filho de Zebedeu (Mateus 4:21);
- Salomé era sua mãe (Mateus 27:56);
- Tiago seu irmão (Mateus 4:21);
- e Maria sua tia (João 19:25).
 
Quanto à falta de relatos bíblicos sobre o parentesco, lembremos:
- Esse não é o objectivo das Escrituras e nada altera a mensagem;
- Jesus viveu na Nazaré até aos 30 anos (Mateus 2:19-23/Marcos 1:9/Lucas 3:23), enquanto João vivia a uns 29 Km de distância, nas imediações do Mar da Galiléia (Marcos 1:16,19), crê-se que em Betsaida ou Cafarnaum. Provavelmente só se conheceram quando Jesus iniciou o ministério.
(Quantos de nós, com toda a facilidade de transportes e comunicações, não conhecemos ou não temos relacionamento com familiares?);
- Jesus trabalhava em carpintaria (Marcos 6:3), João na industria de pesca (Marcos 1:19) portanto os interesses profissionais não tinham relação;
- Para João não era importante a sua pessoa. No Evangelho nunca fala de si na primeira pessoa daí ser natural que também se refira à mãe simplesmente como irmã de Maria.
 
Ainda voltarei a falar de João.
Que Deus nos abençoe no estudo da Palavra.
 
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” – I Coríntios 15:58

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dia de...


No princípio do séc. VII, o Papa Bonifácio IV escolheu o dia 1 de Novembro para “Dia de Todos os Santos”, como forma de celebrar “todos”, já que há mais “santos” do que dias no ano.
 

O “Dia de Finados” ou “Dia dos Fiéis Defuntos” surgiu no séc. X, determinando que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos ou não, religiosos ou leigos, de qualquer lugar e de todos os tempos; no séc. XIII foi oficializado o dia 2 de Novembro para esta realização.

 A tradição destas duas comemorações, em abono da verdade, não tem nenhum fundamento bíblico, nem espiritual.
O dia 1 valia pelo facto de ser feriado o que permitia mais um dia de descanso ou de folia, sempre bem-vindo, mas acabou; o dia 2, com um significado mais popular, só vale pelo embelezamento dos cemitérios (muitas vezes esquecidos durante todo o ano).
 
A Bíblia é clara:
1 - Não fala de beatificação, nem de canonização. Porém, diz que os salvos pelo sangue de Cristo, são santos (termo descritivo que quer dizer “separados”).
“Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.” – I Coríntios 6:11
2 - Não há relato de que os apóstolos ou a igreja primitiva tenham orado aos “santos”. Na realidade, além dos relatos contra imagens, as Escrituras mostram que fora de Cristo não há acesso a Deus.
“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” – I Timóteo 2:5
3 - Não há purgatório ou qualquer outra situação intermédia. Após a morte, não existe possibilidade de purificação.
“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”
– Mateus 25: 34, 41
4 - As rezas, orações e promessas pelos mortos não têm efeito. A salvação é pessoal e em consciência pelo que tem de ser tomada em vida.
“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” – João 5:24
 
Quando Jesus disse que cabe aos mortos cuidar e enterrar os seus mortos (Mateus 8:22), estava a deixar claro que temos de cuidar dos vivos, anunciando o Evangelho da salvação.

domingo, 27 de outubro de 2013

A Reforma Protestante




No dia 31 de Outubro, celebra-se mais um ano sobre o dia da Reforma Protestante. A história, embora conhecida, deve ser recordada, tal como a pessoa do seu impulsionador.

 
 
 
1483 – (10 de Novembro) Nasceu Martinho Lutero;
1502 – Formou-se Bacharel em Filosofia;
1505 – Recebeu o título de Mestre em Artes;
1507 – Foi ordenado Padre, mas, apesar de ser um católico fervoroso e obediente ao papa, tinha profundas dúvidas de carácter espiritual;
1512 – Formou-se Doutor em Teologia e passou a leccionar na Universidade de Wittenberg, tendo um acesso privilegiado à leitura da Bíblia. Influenciado pela teologia Paulina, começou a questionar os erros que a Igreja Romana ensinava;
1515 – Foi nomeado como responsável por onze mosteiros. Nessa altura, despertado pela afirmação de Paulo em Romanos 1:17, envolveu-se em controvérsias relativamente à venda de indulgências.
 
 
O pensamento religioso da época atribuía a remissão dos pecados à compra de indulgências. Graça, fé, Jesus Cristo ou a Palavra de Deus, de nada valiam no processo de salvação. Através da leitura bíblica Lutero chegou a uma nova fé que enfatizava a graça de Deus, a salvação em Cristo e a justificação pela fé.

1516 – Publicou o devocionário “Theologia Deutsch” e tornou-se pároco da igreja de Wittenberg onde começou a proclamar a sua nova fé e a fazer oposição à venda de indulgências;
1517 – (31 de Outubro) Afixou à porta da igreja em Wittenberg 95 Teses que contestavam as práticas da Igreja Romana, dando lugar à maior revolução da história da Igreja Cristã, que veio a chamar-se de “Reforma Protestante”;
1518 – (7 de Agosto) Foi chamado a Roma onde foi julgado como herege;
1519 – Rejeitou a autoridade e infalibilidade do papa e abandonou a Igreja Romana;
1520 – (15 de Julho) A Igreja Romana proferiu a bula “Exsurge Domine”, ameaçando Lutero de ser excomungado;
1521 – (25 de Maio) A excomunhão de Lutero foi pronunciada durante a Dieta de Worms;
1525 – Casou com Katharina von Bora, de quem teve seis filhos;
1529 – Escreveu letra e música do hino “Castelo Forte” que se tornou um emblema do protestantismo;
1546 – (18 de Fevereiro) Morreu de ataque cardíaco.

Após a excomunhão, Lutero compôs diversos hinos (em 1524 publicou o primeiro hinário em alemão), escreveu sermões e compilou estudos (em 1528 publicou o pequeno e o grande catecismos, que se tornaram manuais doutrinários dos protestantes), traduziu a Bíblia das línguas originais para a língua alemã (em 1532 publicou o Novo Testamento e em 1534 a Bíblia completa).

Depois de Lutero, da Reforma e da divulgação da Palavra de Deus, a Igreja Romana deixou de ter domínio exclusivo sobre o entendimento da fé e da salvação.

domingo, 20 de outubro de 2013

Em Jesus Amigo Temos

“Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.
Não me escolhestes vós a mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, Ele vo-lo conceda.” – João 15:15-16

Joseph Scriven, foi um homem com a vida marcada pela adversidade.

Nasceu a 10 de Setembro de 1819, na Irlanda.
Em 1845, na véspera do seu casamento, sofreu um golpe duríssimo, quando a noiva morreu vítima de afogamento. A partir daí Scriven tornou-se um homem melancólico.
No ano seguinte foi viver para o Canadá, onde leccionou e se dedicou a obras de caridade.
Em 1855, recebeu a notícia de que a sua mãe estava gravemente doente e, envolvido numa profunda tristeza e recolhimento com Deus, escreveu o poema “Orai sem cessar”.
Já em 1860, Joseph Scriven, voltou a apaixonar-se e a ficar noivo, mas antes de se casar a sua jovem amada morreu de tuberculose.
A partir desse dia, o seu interesse foi exclusivamente servir ao Senhor ajudando os membros idosos da sua comunidade no Canadá.
A 10 de Agosto de 1886, doente, cansado e abatido pelas tragédias, caminhou até um ribeiro perto de casa, onde foi encontrado morto, debruçado como estando em oração.

Hoje nas igrejas baptistas cantamos o seu poema, especialmente conhecido pelo primeiro verso “Em Jesus Amigo Temos”.
A melodia deste hino é da autoria de um advogado americano, Charles Converse, e embora não se saiba em que circunstância houve o encontro da música com a letra, sabemos que foi publicado pela primeira vez, num hinário de Escola Bíblica Dominical, em 1870, dezasseis antes da morte de Joseph Scriven.

Este é um dos meus hinos favoritos. É lindo!

No dia 29 de Setembro recebemos na minha igreja parte do grande coro da I Igreja Baptista da Penha (lamento não se ver o solista) e quero partilhar convosco a beleza com que fui surpreendida.
Só não consigo transmitir como ficou o meu coração porque foi glorioso demais.

 
 
Em Jesus amigo temos,
mais chegado que um irmão,
Ele manda que levemos
tudo a Deus em oração!
Oh! que paz perdemos sempre,
oh! que dor no coração,
só porque nós não levamos
tudo a Deus em oração!

Temos lidas e pesares
e na vida tentação;
não ficamos sem conforto,
indo a Cristo em oração.
Haverá um outro amigo
de tão grande compaixão?
Os contritos Jesus Cristo
sempre atende em oração.

E se nós desfalecemos,
Cristo estende-nos a mão,
pois é sempre a nossa força
e refúgio em oração.
Se este mundo nos despreza,
Cristo é nosso em oração;
em seus braços nos acolhe
e nos dá consolação.
 
(Letra completa - CC-155)

domingo, 13 de outubro de 2013

Peniel

Esta é uma palavra hebraica que quer dizer “A face de Deus”
 
Geograficamente, Peniel é um vale que fica perto de Sucote, a leste do rio Jordão.
Espiritualmente, Peniel é um lugar de contenda, onde vemos Deus face a face.
 
Em Génesis 32: 22-32, podemos encontrar o relato de como Jacó, no local geográfico, se encontrou e lutou com Deus, tendo saído espiritualmente abençoado.
Jacó era esperto e estava habituado a ganhar, mas quando, sozinho (ele fez passar adiante todos e tudo o que lhe pertencia), se encontrou cara a cara com Deus, com Ele lutou e Lhe resistiu, foi tocado fisicamente e dali saiu a coxear, com uma dor insuportável, mas inteiro, transformado e salvo.
Foi lá que Jacó - o usurpador - passou a ser chamado de Israel - o que reina com Deus -.
 
Peniel é lugar de solidão, onde temos de ficar a sós connosco e com Deus. Onde não há influências, representantes, bens, nada.
Peniel é campo de batalha pois é lá que Deus fere o nosso orgulho e muda o nosso comportamento para que sendo vencidos, saiamos vencedores; feridos, mas abençoados. 
Peniel é espaço de encontro, onde vemos Deus face a face e somos restaurados e cheios pela Sua graça.
 
“Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” – Gênesis 32.30
 
É quando estamos cheios do nosso ego, quando transbordamos de orgulho e ostentamos a nossa superioridade que precisamos de ser tocados “na coxa” e envergonhados para que, reduzidos à impotência pessoal, nos fortaleçamos na graça de Deus.
 
 
 
 
 
 
Eu amo Peniel!

sábado, 5 de outubro de 2013

Deus Escolheu os Loucos e Fracos

Giovanni di Pietro di Bernardone, nasceu em Assis (Itália), no ano de 1182 e morreu a 3 de Outubro de 1226, aos 44 anos. Ainda pequeno o pai mudou-lhe o nome para Francisco e é com esse nome que ficou conhecido.
Estou a falar de São Francisco de Assis, cujo dia se comemora a 4 de Outubro.

Trago aqui esta comemoração porque, sem dúvida, Francisco faz parte do grupo de pessoas que mais admiro e que me tem servido de exemplo.

Assis - Casa onde nasceu
e morreu São Francisco

Filho de uma família abastada dedicou os primeiros anos da juventude a uma vida mundana, até que, aos 20 anos, entrou na guerra civil entre Perúsia e Assis, tendo sido feito prisioneiro pela Perúsia.
Quando ao fim de um ano o pai conseguiu tirá-lo da prisão, Francisco estava fraco e com várias doenças que se prolongaram por cerca de dois anos.

Em 1205, já recomposto, alistou-se para a guerra da Apúlia, mas, em sonhos, recebeu um chamado de Deus para que O servisse e percebeu que, até então, somente tinha procurado a glória passageira de agradar aos homens. Assim, Francisco regressou a Assis onde, apesar do desagrado e vergonha do pai por ter desertado, iniciou um período de reflexão e entrega aos desígnios de Deus.

A partir daí, apercebeu-se do estado de degradação, pecado, poder e falta de amor em que a igreja tinha caído e, em obediência a Deus, deixou a riqueza familiar e a vida desregrada, dedicando-se à divulgação itinerante do Evangelho e protecção dos desvalidos. Foi a partir desta sua decisão que fundou uma Ordem de frades mendicantes.

Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.” - I Coríntios 1:27
 
Para mim, Francisco de Assis, faz parte da lista de pré-reformadores (entenda-se anteriores ao Movimento da Reforma de Lutero). Creio que foi chamado para denunciar os desvios da igreja e a reformar.
 
Roma - Junto à estátua de São Francisco
Em 1226, depois de vários anos a servir a Deus seguindo o exemplo dos apóstolos, Francisco, debilitado e muito doente, pediu que o levassem para Assis, onde morreu assistido pelos seus companheiros de jornada.
Conta-se que, na manhã do dia da sua morte, pediu para lhe lerem o relato da Paixão de Cristo, tendo ficado calmo e adormecido. Às cinco da tarde, com voz quase imperceptível recitou o Salmo 142 e, quando terminou, deu o último suspiro.

São Francisco de Assis deixou obra, testemunho e inúmeras mensagens, recordo uma das que considero mais importante:
 
“Prega o Evangelho em todo tempo;
se necessário, usa palavras.”

sábado, 28 de setembro de 2013

Provérbios

Os provérbios são expressões provenientes do conhecimento e da experiência humana, fazendo parte da cultura dos povos. Essas expressões têm conteúdo prático e a vantagem de, com poucas palavras, conseguirem passar mensagens importantes facilmente lembradas.
 
A Bíblia contém imensos provérbios, tendo um dos seus livros especificamente dedicado a essa forma de comunicação.
Para não nos dispersarmos, vamos pegar num só capítulo de Provérbios, o 29, e escolher alguns deles. Cada leitor pode tirar as suas próprias conclusões.
 
V.2 - Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas, quando os maus dominam, o povo reclama.
V.4 - Quando o governo é justo, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba na desgraça.
V.7 - A pessoa correta se interessa pelos direitos dos pobres, porém os maus não se importam com essas coisas.
V.8 - Os que zombam de tudo põem uma cidade inteira em confusão, mas os sábios mantêm tudo em paz.
V.12 - Quando um governador dá atenção a mentiras, todos os seus auxiliares acabam se tornando maus.
V.16 - Quando os maus estão no poder, o crime aumenta; mas as pessoas honestas viverão o suficiente para ver a queda dos maus.
V.18 - Um país sem a orientação de Deus é um país sem ordem. Quem guarda a lei de Deus é feliz.
V.21 - Os homens direitos não toleram os maus, e os perversos não toleram os que vivem honestamente.

Amanhã há Eleições Autárquicas, ainda estamos a tempo de decidir em quem votar, mas acima de tudo de pedir sabedoria a Deus para a nossa escolha e bom senso para os futuros governantes.

sábado, 21 de setembro de 2013

Vou Conhecer-te!

Samuel: Avó quando eu tiver 50 anos tu és muito velhinha?
Eu: Oh filho, nessa altura a avó já morreu.
Samuel: E quando eu morrer vou ver-te no céu?
Eu: Com certeza!
Samuel: E tu vais conhecer-me ou tens alzheimer?
Eu: Claro que vou conhecer-te, no céu não há doenças.

Este diálogo deu-se há um ano atrás. Uma ou duas semanas antes, a propósito de uma anciã da nossa igreja, tinha falado aos meus netos sobre os efeitos da doença de Alzheimer.
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, por isso me lembrei de rebuscar as minhas notas e trazer aqui esta conversa de avó e neto.

A doença de Alzheimer é um mal degenerativo do cérebro que produz atrofia progressiva, com perda de memória, raciocínio e pensamento e desorientação espacial e temporal.
Em Portugal esta doença atinge cerca de 90.000 pessoas, muitas delas carentes de compreensão; mas também muitas rodeadas de cuidados e amor.

Contudo, seja qual for o tipo de contrariedade que nos ataque, a eternidade não conhece doença, nem sofrimento.
Eu não gostava de perder as minhas faculdades cognitivas, nem a mobilidade, nem a independência, mas isto é a vontade humana a falar porque sei que estou sujeita a todas as vicissitudes relativas a este mundo.
E, no pensamento espiritual, tenho a certeza que, os resgatados por Cristo, irão viver na glória do Pai onde as circunstâncias são completamente transformadas; o padecimento termina e a felicidade é eterna.

“Mudaste o meu pranto em dança,
a minha veste de lamento em veste de alegria.”
– Salmo 30:11
 
“Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima e a morte já não existirá, não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” – Apocalipse 21:4

Sim, vou ver e reconhecer o meu netinho e todos aqueles que amo!

sábado, 14 de setembro de 2013

A Carta

Eu gosto de cartas... escrevi muitas ao longo da vida, tenho saudades da expectativa de receber resposta e continuo a ir à caixa de correio à espera de ser surpreendida por uma carta… mesmo!

Ultimamente, na minha meditação diária, tenho andado numa de correspondência e, um dia desta semana, “recebi” a carta de Paulo a Filemon. Pois, não é que me trouxe uma nova reflexão?!
 
O texto apresenta-nos um escravo (Onésimo) que fugiu ao seu senhor (Filemon). Depois ouviu o evangelho, aceitou a salvação em Cristo e tornou-se um homem novo e recomendável.
Nem mais, nem menos!
 
Então o que foi que despertou a minha atenção?
Porque voltei atrás, reli, ainda uma vez mais e, no fim, voltei lá novamente?
 
 
“Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre” – Filemon 15
 
Isto é muito lindo! 
Por vezes somos rebeldes e justificamos os porquês dos nossos actos fugindo às responsabilidades, mas logo que entendemos a vontade de Deus tudo se torna novo e quando as coisas parecem fora do nosso domínio, descobrimos que elas continuam sob o controlo soberano de Deus.
Eu já fugi da face do meu Senhor, mas Ele não deixou de me receber e reter para sempre.
 
“Não já como servo, antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor?” – Filemon 16
 
Aqui, fico a pensar na forma como recebemos uns aos outros quando constatamos falhas.
O normal é ficarmos de pé atrás. Mais do que não esquecer, fazemos questão de lembrar o erro e, muitas vezes, humilhamos o outro.
Normal (?), só que os crentes devem ser extraordinários. Logo, exercer o amor cristão e receber o “fugitivo” como irmão amado porque, se temos o mesmo Senhor, também devemos praticar o Seu amor.
 
Quanto ao mais, sabemos que Ele reverte situações adversas e transforma o inóspito em oásis. É só preciso experimentar!

sábado, 7 de setembro de 2013

Quem Está a Dobrar o Teu Pára-quedas?

O Capitão Charles Plumb foi piloto de um bombardeiro da marinha norte-americana durante a guerra do Vietname. Depois de muitas missões de combate e a cinco dias de voltar para casa, viu o seu avião ser atingido por um míssil.

Plumb ainda teve tempo de saltar de pára-quedas, mas foi cair nas mãos do inimigo. Capturado, torturado e preso, passou os 2.103 dias seguintes numa prisão norte-vietnamita.
Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando o que aprendera na prisão onde, por 2 anos, chegou a servir como capelão entre os outros prisioneiros.

Conta-se que:

«Certo dia, sentado num restaurante com a sua esposa, foi abordado por um homem de uma mesa próxima:
— Olá, você é o Plumb, piloto de caça no porta-aviões Kitty Hawk na Guerra do Vietname? O seu avião foi abatido!
— Como sabe disso? — perguntou Plumb.
— Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não?
Plumb, surpreso e ao mesmo tempo muito emocionado respondeu:
— Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.
 
O ex-piloto passou toda noite em claro, a pensar naquele homem e a interrogar-se: “Eu não consigo imaginar qual era a sua aparência naquela altura. Quantas vezes será que o vi e não o cumprimentei? Afinal, eu era um piloto de caça e ele, apenas um marinheiro”.
Plumb pensou nas muitas horas que o marinheiro terá passado encafuado no navio, diante de uma longa mesa, a arrumar cuidadosamente as linhas de suspensão e a dobrar o velame, tarefa da qual dependia a segurança de alguém que viesse a usar os pára-quedas.

Agora, quando conta esta história nas suas palestras, Charles Plumb pergunta para a plateia: “Quem está a dobrar o teu pára-quedas?”
Menciona também que quando o seu avião foi atingido e caiu em território inimigo, precisou de vários tipos de pára-quedas (o físico, o mental, o emocional e o espiritual) que usou até ser salvo.
E assim, lembra aos ouvintes que, nas tarefas diárias, todos dependemos da contribuição dos outros.»

A vida é assim mesmo, todos precisamos de vários pára-quedas durante todo o tempo. O trabalho dos outros é completamente importante para que possamos andar em frente, mas, muitas vezes esquecemos isso e não sorrimos, não agradecemos, não dizemos nada de atencioso àqueles de quem dependemos, porque na verdade, nem sequer nos lembramos que somos dependentes uns dos outros.
Este paradigma é também aplicado no que concerne a Deus e aos irmãos na fé; não nos lembramos do trabalho dos outros e esquecemos de ser gratos.

“De Deus depende a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio.” – Salmo 62:7
 
“Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.” – Hebreus 10:24


Oração: Obrigada meu Deus, porque todos os dias me proporcionas vida e pões sempre alguém próximo de mim para dobrar os meus pára-quedas!

sábado, 31 de agosto de 2013

A Destruição da Natureza

Muito se tem dito acerca da calamidade que tem assolado Portugal - os incêndios.

Segundo os dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), na primeira quinzena de Agosto foram registados 2.419 incêndios florestais no nosso país.
Dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN) dizem que, os incêndios florestais deste ano, já consumiram 18.415 hectares de terreno.
A comunicação social dá-nos conta de que já morreram 5 bombeiros, há um incontável número de feridos (queimados e intoxicados), vários veículos de combate destruídos pelas chamas e inúmeros animais mortos.
No mapa abaixo  estão contemplados os pontos de incêndio da semana que hoje termina. Vejam o nosso país.

Fonte NASA
Há causas naturais para as quais não temos resposta, mas é sabido que a esmagadora maioria desta catástrofe se deve à incúria humana e a crime.
E, perante este cenário dantesco, lembremos o que diz a Palavra de Deus:

Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e guardar.”Gênesis 2:15

Oh responsabilidade! Quando Deus disse a Adão e a Eva para cultivarem e guardarem o jardim estava a alertar aos homens de todos os tempos como era importante cuidar e preservar tudo o que Ele criou porque a terra não é mais que um enorme jardim, onde vivem as mais diversas espécies de animais e vegetais.
Assim, o povo cristão tem responsabilidade  maior na preservação do meio ambiente. Não basta admirarmos e enaltecermos a Criação, temos de agir.

Além da conscencialização nas nossas comunidades, devemos ser militantes na defesa à Natureza através do exemplo tanto à nossa porta, como em campanhas de limpeza de matas e praias.
Não é difícil sensibilizar os jovens e adultos ainda capazes para uma divertida tarde a cuidar do meio ambiente onde, juntando o útil ao agradável, podem louvar a Deus com cânticos espirituais e momentos de oração.
 

Não queremos continuar a ver imagens tristes de destruição e morte. O mundo vive uma enorme degradação do meio ambiente: incêndios, lixo, poluição, e nós precisamos de alimentos e ar bons. Não podemos fazer tudo sozinhos, mas podemos fazer o que está ao nosso alcance. 
Deus criou o mundo para o homem e o cristão deve ser ordenador e zelador dos bens do Criador.
 
Se cuidarmos daquilo que o Senhor nos dá, podemos ouvi-Lo dizer:
 
”Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.”
Mateus 25:21
 
Obrigada bravos bombeiros!

domingo, 25 de agosto de 2013

As Lições de Zaqueu

Todas as crianças que frequentam a Escola Bíblica Dominical sabem a história de Zaqueu, o homem baixinho que queria ver Jesus, mas que, no meio dos outros, não conseguia ver nada.
E as crianças deliram com a fantástica solução que Zaqueu arranjou para o seu problema; subir a uma figueira brava que havia naquele caminho. Isto parece ridículo porque ele não só era adulto, como rico e com profissão de destaque na sociedade (chefe dos cobradores de impostos e, por isso mesmo, mal visto pelo povo).
 
Figueira existente em Jericó
onde, segundo a tradição,
Zaqueu subiu
 
As figueiras bravas, conhecidas por darem frutos de má qualidade, têm troncos muito fortes e, de repente, lá estava ele pendurado num tronco, a afastar os galhos para que nada o impedisse de ver o Mestre.
Porém, aconteceu algo muito maior. Jesus ao passar, olhou para cima, chamou-o pelo seu nome e pediu que o hospedasse.
 
 
 
Lembremos que Zaqueu era considerado ladrão e traidor portanto, o povo, assistindo a tal coisa, começou a murmurar, desacreditando a integridade de Jesus pois entrara na casa de um homem pecador.
Mas Jesus não quis saber dos mexericos, tão pouco queria saber do dinheiro de Zaqueu. O importante era conferir o coração do homem e oferecer-lhe a salvação.
 
E, em boa verdade, Zaqueu não era corrupto e cumpria a lei, contudo, faltava-lhe receber a Jesus e ser salvo.
 
“Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” – Lucas 19:10
 
Que lições nos são transmitidas através do episódio de Zaqueu?
 
1 – Deus quer homens decididos.
O segredo dos vencedores é não desistir dos seus objectivos. Mesmo perante situações aparentemente difíceis devemos superar as dificuldades quer sejam físicas, sociais ou psicológicas e ir ao encontro das soluções.
 
2 – Deus conhece o nosso coração.
Mesmo que os outros obstaculizem ou distorçam as nossas intenções, o mais importante é renegar as frustrações e usar o poder da fé. O pecador sincero entrega-se tal como está, mas com vontade de ser transformado.
 
3 – A salvação é para todos.
Podemos fazer tudo muito certinho; ser generosos, dar grande parte dos nossos bens, ir à igreja, cumprir com a lei estabelecida, respeitar os parceiros, tudo, tudo… mas ainda assim, precisamos de Cristo e ser salvos.

sábado, 17 de agosto de 2013

Mais Perto Quero Estar...

"O Senhor é refúgio para os oprimidos, uma torre segura na hora da adversidade." - Salmo 9: 9



Hoje, sem mais palavras, deixo-vos este maravilhoso hino. Seja qual for a circunstância, façamos dele a nossa oração.

Shalom!