"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Vamos Falar de Amor e Escolha...


Eu opto pela escolha livre e o amor verdadeiro. Afinal, não está provado que os relacionamentos impostos sejam mais estáveis, nem mais felizes, nem mais duradouros.
Gosto de acreditar que temos bons conselheiros, mas não que isso implique falta de liberdade e responsabilidade de escolha por parte dos interessados.



Bom mesmo é não esquecer de observar a vontade de Deus e ter um lugar cativo no relacionamento para ser ocupado por Ele!
Eis alguns bons exemplos de escolha e amor:

- Começo por Adão e Eva, o primeiro casal da história. O que podemos dizer é que eles eram os únicos em todos os sentidos e tinham tudo para se amar.
Este foi o casal precursor do relacionamento romântico. Realmente Deus fez Eva para o Adão e, já com uma visão do futuro da humanidade, declarou:
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” – Génesis 2:24

- Protagonistas de uma bela história de amor foram Isaque e Rebeca. Foi Deus que escolheu Rebeca para Isaque, mas, não há dúvidas de que ele não só a amou como foi um marido fiel por toda a vida.
O mais curioso é que, quando o servo de Abraão foi buscar uma mulher para Isaque, apesar da família dela estar a retardar a sua entrega, Rebeca foi muito clara e livre na sua decisão:
“E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este varão?
Ela respondeu: Irei!” – Génesis 24:58

- Depois temos Jacó e Raquel, um amor impar, digno de romance.
Quando Jacó visitou Labão para, por sugestão de seu pai, arranjar uma companheira, estava longe de ir encontrar o grande amor da sua vida, mas ao ver a linda Raquel ficou irremediavelmente apaixonado. De tal modo que trabalhou para a merecer e, enganado pelo sogro, ainda dobrou o serviço por ela. Isso era amor!

“Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel, e foram aos
seus olhos como poucos dias, pelo muito
que a amava.” – Génesis 29:20

- A história de Boaz e Rute é uma das mais bonitas da Bíblia.
Rute quando ficou viúva, decidiu não abandonar a sogra e foi com ela para Judá. Tudo indica que ela se tinha convertido ao Deus verdadeiro e estava na Sua dependência.
Em Judá, começou a trabalhar na apanha de espigas e Boaz, o rico proprietário das terras, reparou nela e, indagando, admirou as qualidades da jovem, apaixonou-se, protegeu-a, favoreceu-a e, para o final ser feliz, casaram.
“Assim tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher;
e ele a possuiu, e o Senhor lhe fez conceber,
e deu à luz um filho.” – Rute 4:13

- E que dizer de José e Maria? Sem dúvida, os representantes de um amor sublime…
Que grande prova de escolha e amor aquele homem deu e que enorme capacidade de entrega e aceitação a dela. José foi protector e fiel, Maria humilde e obediente, ambos sem desconfianças e ambos tementes a Deus.
“Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo…
E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara,
e recebeu a sua mulher.” – Mateus 1:18,24

Que Deus abençoe as vossas escolhas e sustente o vosso amor!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Quando AMOR se Escreve com U e B



“Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para o meu caminho.”
Salmo 119:105



Há alguns temas que são tão intensos, tão íntimos que, por muito que se diga, fica-se com a sensação de não ter conseguido transmitir nada. É isto que eu sinto quando falo da União Bíblica.
 
Hoje comemorámos os 65 anos da U.B. em Portugal. Foi uma festa a que infelizmente faltaram muitos, mas foi de enorme alegria para tantos.
Cânticos, testemunhos, mensagem, orações, fotografias, encontro de amigos, tudo à medida dos amantes daquela grande obra de Deus.
 
Porque é que a União Bíblica se confunde com a minha vida?
- Nascemos no mesmo ano (1949), a U.B. em Fevereiro, eu em Agosto.
- Conforme testemunhei na primeira mensagem do meu blog (02.06.2010), foi num acampamento da U.B. que aceitei Cristo como meu Salvador.
- Por lá (acampamento do Carrascal) aprendi muito da Palavra de Deus e ganhei amigos para a vida.
- Além de campista, cheguei a colaborar como chefe e como conselheira.
- Fui co-fundadora da SCUBj (sub-comissão da U.B. jovens).
- Para lá mandei os meus filhos (ambos ali aceitaram Jesus) e também eles vieram a colaborar como chefes.
- Os meus netos já são campistas e, como o meu Samuel diz: “O nosso acampamento avó, o nosso sabes?” Porque não há igual!
 
Continuo a estar sempre com a União Bíblica, em oração ou de qualquer outra forma.
E, apesar da U.B. não se resumir aos acampamentos, é neles que sempre me reencontro com a paz e o amor de Deus.
Ninguém que por ali passe fica indiferente ao ar que se respira, nem ao chão que se pisa, ninguém esquece aquela experiência.
 
Eu amo a União Bíblica!
 
Indissociável da organização é a pessoa que trouxe a U.B. para Portugal e que fez dela o seu serviço ao Mestre – Pr. Abel Rodrigues, de quem já aqui falei e homenageei (19.11.2011).
Com tempo espero voltar ao tema, trazendo uma amostragem fotográfica e, talvez noutra altura, com um pouco da história da U.B.
 
Desculpem, se falei muito e não consegui dizer nada, mas eu avisei... Termino, fazendo minhas as palavras com que o Paulo Pina Leite, director norte da U.B., encerrou o seu testemunho de hoje:
 
“Se podia ter vivido sem a União Bíblica? Poder, podia, mas não era a mesma coisa!”

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Diferente, para Melhor

Deus sabe sempre o que é melhor para nós, por isso, muitas vezes dá uma resposta diferente àquilo que pedimos. Talvez que, no imediato, o nosso coração fique abatido, mas a seu tempo veremos que o propósito de Deus é melhor e vai ao âmago da nossa súplica.

“Atendeu à oração do desamparado e não desprezou a sua súplica.” – Salmo 102:17

Aurélio Agostinho (Tagaste 354 – Hipona 430), conhecido como Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho, foi um jovem rebelde e leviano, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos cristãos de sua mãe.

Um dia planeou fazer uma viagem a Itália, mas Mónica, sua mãe, temendo o que o filho podia fazer longe do seu controlo, tentou demovê-lo dessa intenção.

Na véspera da partida, Mónica orou durante toda a noite para que Deus impedisse o filho de viajar. Porém, na manhã seguinte, ele pegou na trouxa e partiu de barco para Itália, deixando para trás uma mãe angustiada. O Senhor não atendera à sua oração! (?)

Aquela viagem era longa e Agostinho estava sozinho, mas um outro jovem viajante, Ambrósio, travou conhecimento com ele e acabou por lhe falar de Cristo, do pecado e da salvação.
Quando a viagem terminou, Agostinho tinha sido tocado pela mensagem que Ambrósio transmitira e tinha aceite Cristo, Aquele a quem sua mãe amava e de quem lhe falava, sem que ele desse qualquer valor.

Certamente que isto era o que Mónica mais queria, mas não foi o que ela pediu. Deus respondeu de forma diferente e excedeu o pedido. Ele permitiu que o jovem viajasse, porque sabe o que é melhor e quando, como e onde deve actuar.


Agostinho tornou-se um importante bispo, escritor, teólogo, filósofo e doutor da Igreja Católica.
Os seus principais estudos e ensino tinham como alvo preferencial: o conceito de igreja, o pecado, a salvação e a graça divina.



Ora, Àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a Esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Ámen!” – Efésios 3:20-21

domingo, 26 de janeiro de 2014

Bem Está!

Para mim é uma honra ter conhecido e privado com grandes servos de Deus que, vivendo em condições sociais, políticas e religiosas bem diferentes das actuais, nunca deixaram de lutar pela divulgação do evangelho.
Hoje venho cumprir uma promessa que aqui fiz (20.10.12) e falar de Eric Barker.

Nascido num lar cristão, em Inglaterra, a 23 de Janeiro de 1899, entregou a sua vida a Cristo quando tinha 7 anos de idade.
A partir daí, apesar de ainda criança, fez da oração a sua arma. Este foi o homem que, com uma doçura incomparável, se dirigia a Deus com o seu belo sotaque inglês: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.

Desde a adolescência colaborou activamente na igreja, a nível da Escola Dominical e na realização de cultos ao ar livre, mas foi aos 21 anos, depois de ter servido na marinha durante a I Guerra Mundial, que decidiu dedicar a sua vida à obra do Senhor.
Entretanto, sentindo-se atraído pelo campo missionário, veio para Portugal, por influência do testemunho de seu pai que tinha estado no nosso país e conhecia as carências espirituais aqui existentes.

Uma vez em Portugal, teve contacto com outros dedicados obreiros ingleses a residir no nosso país, aprendeu português com José Ilídio Freire (Igreja das Amoreiras - Lisboa) e ao fim de três meses já pregava na nossa língua. Foi nessa altura que rumou ao norte, para a zona de Ílhavo, onde já havia alguns crentes e começou a fazer cultos nas casas e ao ar livre.
Aos 24 anos, depois de ter alargado a sua acção a outras localidades do distrito de Aveiro, fixou ali residência e deslocou-se a Inglaterra para casar.

Numa altura em que Portugal vivia no obscurantismo espiritual e havia perseguição religiosa, Eric Barker foi um dos bravos que nada temeram, mesmo perseguido, insultado e apedrejado, continuou fiel ao seu Deus. Com uma carroça puxada por uma mula (oferta de alguns crentes da zona sul), percorreu vários lugares do país para distribuir folhetos, vender Bíblias, pregar o Evangelho e cantar hinos tocando ao som do seu bandolim.
Com todos os obstáculos, o trabalho ia dando frutos, almas rendiam-se aos pés de Cristo e formavam-se  comunidades de culto.

Entretanto, teve de arranjar um trabalho secular (contabilista) para sustentar a família que estava a aumentar (chegou a ter oito filhos), mas nunca deixou o serviço para que Deus o chamara. Em 1935 fixou residência na Foz do Douro e adaptou o piso inferior da casa a salão de cultos.
Em 1941, no apogeu da II Guerra Mundial, aceitou a sugestão do consulado britânico e embarcou toda a sua família (mulher, filhos e outros parentes) com destino a Inglaterra. Porém, o barco foi torpedeado por um submarino alemão e afundou-se. Toda a família sucumbiu.
Eric Barker recebeu a notícia a um Domingo… quando chegou a hora do culto foi para a igreja, pregou e, serenamente, participou: “Todos os meus queridos já chegaram ao lar Celestial!”

Sem se deixar afundar na tristeza das perdas, sem medo da repressão político-religiosa, sem temer as dificuldades sociais provenientes da guerra, manteve-se firme, dedicando todo o seu tempo à defesa do Evangelho e à salvação de almas. Toda a zona de Coimbra, Aveiro e Porto, foi alvo preferencial da sua acção e muitas das igrejas existentes tiveram a sua influência.

Em 1946 Eric Barker casou em segundas núpcias com a jovem Beryl (18 anos mais nova) e Deus deu-lhe mais cinco filhos. Juntos prosseguiram na realização da obra, dando formação, pregando e dirigindo vários trabalhos de consolidação do ministério.

Foi, juntamente com outros crentes de todo o país, um dos grandes impulsionadores da Convenção Beira-Vouga, onde algumas vezes o ouvi pregar.
Também, até à minha juventude, o ouvi e mantive contacto, sempre que se deslocava ao sul.

Era uma inspiração!

O meio evangélico português muito deve a este servo de Deus, gratidão que se estende a vários outros missionários ingleses que trouxeram a Palavra de Deus até nós no princípio do século passado.

Erick Barker morreu a 09 de Julho de 1989.
 
“E o seu Senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.” – Mateus 25:21

domingo, 19 de janeiro de 2014

A Resposta Vai Chegar

De volta às respostas de Deus à oração, gostava de relembrar que o tempo de Deus não é contabilizado como o nosso.
Na verdade, se Deus não responde rapidamente às orações, Ele vai fazê-lo no tempo devido. Por vezes somos tentados a pensar que Deus não nos ouve, mas não, talvez tenhamos de aperfeiçoar o pedido; talvez tenhamos de exercitar a humildade; talvez tenhamos de aprender a ser pacientes; ou, simplesmente essa não é a melhor altura para ser atendidos. Porém, o importante é continuar a pedir, não há nada de errado em pedir a mesma coisa repetidamente…, a resposta vai chegar!

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai,
e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha;
e ao que bate, abrir-se-lhe-á.”
Mateus 7:7-8
Conta-se que um homem, único sobrevivente de um naufrágio, foi dar a uma ilha desabitada. Ali, ele aprendeu a viver na completa dependência de Deus a quem constantemente pedia que enviasse socorro, olhando o horizonte na expectativa de ver qualquer navio que porventura ali passasse.
 
Entretanto, com o pouco que recuperou do navio naufragado e os recursos naturais da ilha, construiu um abrigo e alimentou-se.
 
Nesse ambiente que nós chamaríamos de paradisíaco, o náufrago carecia de bens essenciais e de certezas quanto ao seu resgate, mas continuava a pedir o auxílio de Deus.
 
Certo dia, quando regressava de uma procura de alimento, ficou em pânico ao encontrar a sua cabana em chamas. Tudo quanto possuía tinha-se transformado numa coluna de fumo. Para aquele homem, já nada pior podia acontecer e decepcionado considerou que, depois de um tempo incontável a orar, Deus não o ouvira.
 
No dia seguinte, olhando para o infinito em desiludida meditação sobre a incerteza do seu futuro, avistou um navio.
Ao chegar à ilha, o comandante alegou que se aproximaram porque tinham visto o sinal de fumo a pedir socorro.
 
Quando Deus nos obriga a esperar por uma resposta, devemos continuar conectados com Ele, sabendo que por vezes, nas maiores adversidades, pode estar a melhor resposta de Deus.
 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Respostas de Deus à Oração

Nós gostamos de arranjar argumentos para justificar todas as coisas; até as acções de Deus.
É por isso que costumamos ouvir dizer que Deus responde às orações de três formas: SIM, NÃO e ESPERA. Há também quem diga que Ele pode responder TALVEZ.

Espera – é uma questão de tempo, equivale a dizer “respondo mais tarde”, mas não é resposta; Talvez – é dúvida, logo, não entra no vocabulário d’Aquele que é omnisciente.
Fico pelo Sim e o Não.

“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” – Tiago 4:3
“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.” – I João 5:14

O bom é que Deus não nos deixa sem resposta.
Umas vezes responde de imediato, outras demora mais tempo; às vezes corresponde à nossa linha de pensamento, outras a acção é diferente e a conclusão é melhor.

Ainda voltarei a este assunto, mas agora vou contar uma experiência pessoal.

Lembro-me claramente que, quando eu era criança, viajei com os meus pais, irmãs e outros crentes com destino a Águas de Moura, na zona de Pamela, para trabalho missionário.
Estávamos nos anos cinquenta, não tínhamos carro e os meios de transporte naquelas terras eram escassos. Tudo era muito distante.


Saídos da camioneta, fartámo-nos de andar até que encontrámos umas trabalhadoras rurais que, após o receio inicial, lá indicaram o caminho para Águas de Moura.


Não voltámos a ver ninguém... o caminho era inclinado, debaixo de sol e longo… muito longo.
Passado muito tempo chegámos a uma clareira onde convergiam quatro caminhos. Como tínhamos vindo de um, restavam três e não sabíamos qual era o certo.
Foi então que o meu pai sugeriu que pedíssemos a direcção a Deus e formando um círculo, começaram a orar. Eu era a pequenina daquele grupo, tinha 5 ou 6 anos e, já cansada da espera, pus-me a andar.
Quando acabaram de orar, perceberam que eu não estava ali e avistaram-me a caminhar, feliz e despreocupada. O meu pai primeiro ralhou comigo,  mas depois lembrou-se que tinham pedido a Deus uma orientação e… lá chegámos a Águas de Moura.

Aqui está uma resposta imediata, podemos até dizer que mais rápida que o imaginável. Isto, porque Deus conhece todas as nossas necessidades e sabe quando e como agir.

“E será que antes que clamem Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei.”
Isaías 65:24

sábado, 4 de janeiro de 2014

Paz!

Este é o 4º dia de 2014. O ano ainda cheira a novo…

A certeza que podemos ter é que, passam os meses, as semanas, os dias e nunca, mas nunca, vamos estar completamente satisfeitos.

Umas vezes existem motivos reais e impensáveis, outras nem por isso. Tem coisas que são assim, só porque são; tem outras que são assim porque não as fizemos de outra maneira.

Porém, quando nos depositamos nas mãos do Senhor, podemos descansar porque Ele nos levanta. Lembremos as palavras de Jesus:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” – João 14:27

É isso mesmo… Este é o sentimento/certeza que quero para 2014. Shalom!


sábado, 28 de dezembro de 2013

O Balanço

Ainda há situações que me fazem perguntar: “Porquê?”
E, na hora do balanço, bate aquela tristeza pelas vezes que houve engano, desrespeito, perdas ou falta de gratidão. Na verdade, há sempre coisas que gostávamos que tivessem sido diferentes…

Mas sabem o que encontrei ao fazer o meu balanço? Que, no bom e no mau, Deus estava lá e eu sempre pude confiar no Seu amor; por isso, está bem assim!

Olho em tudo e sempre vejo a Ti;
Estás no céu, na terra, onde eu for…
Em tudo o que me acontece eu sinto o Teu amor,
Não posso mais deixar de crer em Ti, Senhor!
 
É impossível eu não crer em Ti,
É impossível não Te encontrar,
É impossível não fazer de Ti meu ideal!


Que os próximos 365 dias sejam repletos de comunhão com Deus.

“Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que n’Ele confia.” Salmo 34:8

Shalom!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

 

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 3:16

domingo, 15 de dezembro de 2013

Conto de Natal

Estamos cada vez mais perto do Natal. Tempo para reflectirmos sobre o papel de Jesus no mundo e, particularmente, na nossa vida.
A todos que por aqui passam, desejo que recebam Jesus, independentemente do julgamento dos outros.


«O Natal estava próximo, quando os nazis entraram em casa duma família de alemães cristãos que escondiam judeus.
Todos ficaram apavorados e mantiveram-se estáticos e silenciosos.

Os judeus estavam exactamente na cave por baixo deles e conseguiam ouvir a polícia a interrogar, um por um, todos os elementos da família de acolhimento.
 
Não estando a obter sucesso, os nazis dirigiram-se ao menino mais novo: “Vocês têm judeus cá em casa?”.
O pequenito hesitou, respirou fundo, e respondeu: “Sim!”

Os pais ficaram aterrorizados; entretanto os nazis, muito educadamente, pediram ao menino que os conduzisse até aos judeus.
O menino, resoluto, levou-os até à sala onde estava uma bonita árvore de natal; depois, baixou-se junto à árvore. Ali estava um presépio com alguns judeus reunidos em torno de um bebé e, tirando o pequeno boneco da manjedoura – Jesus – mostrou-o aos policias.»

(Autor desconhecido)

“Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não O reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não O receberam.” – João 1:10-11

domingo, 8 de dezembro de 2013

Na Rota do Natal

 
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Veio para o que era seu e os seus não O receberam.” – João 1:1,11

 
 
 

sábado, 30 de novembro de 2013

Natal

A palavra NATAL tem origem no latim “Nativitas” (nascimento), no entanto, singularizou-se para indicar, somente, o nascimento de Cristo. Daí, designarmos esta época por “Natal”.


Relativamente à data do nascimento, tudo o que podemos dizer é que: não confere com o 25 de Dezembro.
Como sabemos Jesus nasceu de noite, ou ao cair da noite, quando os pastores guardavam os rebanhos (Lucas 2:8); sucede que o Inverno na Palestina é muito rigoroso (com temperaturas negativas e chuva abundante), em Dezembro os pastos estavam queimados pela geada e os pastores teriam ficado congelados se passassem a noite ao relento. Nesse tempo, os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam no início de Novembro.
Então, olhando ao relato bíblico, ao clima e aos hábitos locais, podemos concluir que Jesus terá nascido na Primavera (entre Abril e Junho).

Ora, não se sabendo a data exacta (naquela época não havia registo de nascimento, nem o hábito de comemorar aniversários), o Papa Júlio I decretou o 25 de Dezembro para celebrar o Natal, data que veio a ser oficializada no ano 354 pelo Papa Libério.
A data adoptada ocupou assim a da festa pagã “Natalis Solis Invicti” (nascimento do sol invencível), que acontecia durante o Solstício de Inverno.

Entretanto, olhando o calendário comum, verificamos que Cristo terá nascido antes de nascer. Como?
Ao que consta, houve um erro nos cálculos feitos pelo monge e matemático Dionísio, aquando dos estudos para substituir o calendário Juliano pelo Gregoriano em que o ponto de partida seria o nascimento de Cristo, passando a leitura a ser a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo).
Dionísio, por lapso, não contempou o facto de Jesus ter nascido durante o reinado de Herodes (Mateus 2:1) e portanto, estando a morte de Herodes, o “Grande”, datada de 4 a.C., Jesus teve de nascer 5 a 7 anos a.C.
Além disso, o relato bíblico diz que, após o nascimento de Jesus, os magos viajaram para O adorar, mas, vindos do oriente, terão demorado a chegar. E, quando Herodes ordenou a matança dos meninos até 2 anos (Mateus 2:16), já tinha ocorrido a fuga de José e Maria para o Egipto, de onde só voltaram após a morte de Herodes (Mateus 2:13-14).

Ainda a propósito do Natal de Cristo, há quem sugira que a Bíblia está errada e que existe uma contradição entre os relatos feitos por Mateus e Lucas, vejamos os relatos bíblicos e históricos:
 

 
Então, César Augusto governava o Império, Herodes era rei na Judeia e Quirino governador na Síria. Até aqui, podemos ver que são cargos políticos que não colidem. Portanto a confusão só pode estar nas datas do exercício de Quirino.
Vamos verificar e tirar algumas conclusões:

- Há evidências de que, quando Quirino assumiu o governo da Síria em 6 d.C, era a segunda vez que servia Império. A primeira terá sido entre 12 e 6 a.C., quando comandou uma expedição contra uma tribo da Ásia Menor.
Segundo Josefo, os bons resultados militares davam confiança ao governo imperial que, normalmente, retribuía com cargos e/ou missões importantes. Uma vez que o rol de governadores tem um lapso precisamente na altura do nascimento, tudo leva a crer que Quirino pode ter assumido o cargo interinamente durante a falha de um governador e como atenção do imperador.
 
- Além disso, Actos 5:37 (autoria de Lucas) refere um recenseamento (também documentado pelo historiador Josefo) que terá ocorrido entre 6 e 7 d.C., o que confere com os registos de exercício de Quirino. Portanto, se atendermos ao facto de Lucas referir que, quando Jesus nasceu, era o primeiro alistamento sob a presidência de Quirino, é fácil deduzir que, quando Lucas escreveu o Evangelho (entre 64 e 70 d.C.), estava consciente de que o recenseamento de Actos era o segundo com a presidência de Quirino.
 
- Por fim, sabemos por escritos antigos que os romanos realizavam a contagem de 14 em 14 anos, ficando explicado este período – o primeiro recenseamento a 6 ou 7 a.C. e o segundo a 6 ou 7 d.C. Certamente, devido à eficiência com que Quirino executou o primeiro censo, César Augusto deu-lhe o cargo de embaixador e responsável pelo segundo recenseamento.
 
“O povo que andava em trevas viu grande luz e, aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a Luz.” – Isaías 40:3

domingo, 24 de novembro de 2013

Chegou o Natal

E, de repente, ficou frio, e chuva, e vento…, mas o melhor de tudo é que também chegou a proximidade do Natal.

Nenhum outro aniversário, em tempo algum, foi tão festejado como o de Cristo; até mesmo por quem não conhece O aniversariante ou por quem não vai à festa.
Falta um mês para a data tradicional, mas já há iluminações e enfeites, o comércio já está focado na época e, o mais gratificante, os crentes já começaram a preparar a celebração.

Não podia haver salvação através da morte e ressurreição de Cristo se Ele não tivesse nascido homem. Daí a importância e significado desta comemoração.
E, para cumprirmos a missão evangélica, devemos:
Anunciar que o Salvador chegou;
Comunicar que Ele quer nascer no coração dos homens;
Louvá-Lo com as nossas vidas e com música e canto.
 
“Exultai, ó justos, ao Senhor! Aos rectos fica bem louvá-Lo.
Celebrai ao Senhor com harpa;
louvai-O com cânticos de saltério de dez cordas.
Entoai-Lhe uma nova canção; tocai com arte e com júbilo.”
Salmo 33:1-3
 
 
 
“A minha alma engrandece ao Senhor;
e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador!”
Lucas 1:46-47

domingo, 17 de novembro de 2013

O Discípulo Amado

Pescador, filho de Zebedeu e Salomé, irmão de Tiago; primo de Jesus, sobrinho de Maria; e, pela lógica, primo de Isabel e João Baptista – João – um dos discípulos mais presentes e importantes durante e após o ministério de Jesus.
Acredita-se que viveu até idade avançada, talvez 94 anos.

Escreveu:
- O Evangelho que leva o seu nome, com uma vertente teológica, destinado aos crentes;
- 3 Cartas profundamente doutrinárias que abordam aspectos práticos do exercício da fé, do amor e da obediência;
- O livro do Apocalipse, com revelações e as últimas profecias.

A identificação de “o discípulo (ou aquele) que Jesus amava” usada no Evangelho de João, sem dúvida, refere-se a ele próprio, já que, de outra forma a sua pessoa ficava ignorada  e nós sabemos dele através dos outros evangelhos e do livro de Actos.
Provavelmente João nunca falou de si na primeira pessoa por ter como objectivo anular-se e dar toda a visibilidade e importância ao Mestre.
No entanto, sem identificação formal, encontramos João em diversas passagens do seu Evangelho: 1:35-40 - 13:23-26 - 18:15-16 - 19:26-27 - 20:2-8 - 21:2, 7, 20 e 24.

Entretanto, sabemos que:
- Jesus o chamou para fazer parte dos 12 (Mateus 4:21), que pertenceu ao grupo mais íntimo de Jesus (Pedro, Tiago e João - Marcos 5:37; Mateus 17:1 e 26:37) e, também, ao grupo dos 7 (João 21);
- Tem relatos exclusivos acerca da intimidade no ministério de Jesus (ex: Bodas de Caná, Ressurreição de Lázaro, a Samaritana, etc.);
- Era um activo defensor de Jesus (Lucas 9:51-56);
- Tiago e João, junto com a mãe, sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória, numa alusão aos convidados de honra e demonstração da proximidade e descontração dos laços familiares (Marcos 10:35-41 e Mateus 20:20-28);
- Durante a última ceia ele estava ao lado de Jesus (João 13:21-26);
- Foi o único discípulo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, presenciando todo o sofrimento, e foi aos cuidados dele que Jesus entregou a mãe (João 19:26-27);
- Quando soube que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro (João 20:1-8);
- Esteve sempre presente aquando das aparições de Cristo após a ressurreição (João 20 e 21);
- Quando Jesus apareceu na margem do lago, só João o reconheceu (João 21:7);
- Junto com os outros discípulos presenciou a ascenção (Lucas 24:50-53).

Aqui está o homem que, nos momentos felizes e nos mais difíceis, esteve ao lado de Jesus, como só é premitido a quem tem uma amizade inquestionável e é muito amado.

“Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.”  João 21:24

sábado, 9 de novembro de 2013

Quem era João?

Há alguns anos atrás, questionei-me porque seria João o discípulo amado, quem era aquele homem?... Logo, resolvi estudar a questão e acabei por chegar a uma conclusão que me parece óbvia, embora, toda a minha vida, nunca a ter ouvido.
Como não considerei que isto suscitasse dúvidas, acabei por nunca partilhar o meu estudo.

No passado Domingo, numa classe de adultos da EBD, uma aluna sugeriu que João pudesse ser irmão de Jesus…
Resolvi então mostrar aqui a lógica que encontrei para, julgo que com uma margem mínima de erro, apresentar João como primo de Jesus.

No quadro que elaborei e reproduzo abaixo, pode ver-se em passagens de três Evangelhos (Lucas 23:49 limita-se a dizer “as mulheres que o tinham seguido”) o relato das mulheres mais conhecidas que presenciaram a morte de Cristo. Nas colunas figuram a identificação de cada mulher pela ordem apresentada nos diferentes Evangelhos. As cores têm a ver com a concordância entre as descrições.


 
Então, sabemos que João:
- era filho de Zebedeu (Mateus 4:21);
- Salomé era sua mãe (Mateus 27:56);
- Tiago seu irmão (Mateus 4:21);
- e Maria sua tia (João 19:25).
 
Quanto à falta de relatos bíblicos sobre o parentesco, lembremos:
- Esse não é o objectivo das Escrituras e nada altera a mensagem;
- Jesus viveu na Nazaré até aos 30 anos (Mateus 2:19-23/Marcos 1:9/Lucas 3:23), enquanto João vivia a uns 29 Km de distância, nas imediações do Mar da Galiléia (Marcos 1:16,19), crê-se que em Betsaida ou Cafarnaum. Provavelmente só se conheceram quando Jesus iniciou o ministério.
(Quantos de nós, com toda a facilidade de transportes e comunicações, não conhecemos ou não temos relacionamento com familiares?);
- Jesus trabalhava em carpintaria (Marcos 6:3), João na industria de pesca (Marcos 1:19) portanto os interesses profissionais não tinham relação;
- Para João não era importante a sua pessoa. No Evangelho nunca fala de si na primeira pessoa daí ser natural que também se refira à mãe simplesmente como irmã de Maria.
 
Ainda voltarei a falar de João.
Que Deus nos abençoe no estudo da Palavra.
 
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” – I Coríntios 15:58