"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


domingo, 27 de julho de 2014

Alegria no Senhor

Por se arrastarem alguns problemas de saúde que, a seu tempo, serão ultrapassados, por vezes tenho dificuldade em me dedicar ao blog..., mas não vou desistir!
Peço desculpa, peço que orem pela minha recuperação e peço que sintam, sempre, alegria no Senhor.

“O Senhor é a minha força e o meu escudo; n’Ele o meu coração confia, e d’Ele recebo ajuda.
Meu coração exulta de alegria e com o meu cântico lhe darei graças.” – Salmo 28:7
 


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Amor e Paz

Rolihlahla Madiba Mandela
 
Este foi o mais importante líder da África Negra, apelidado de “Pai da Pátria” da moderna nação sul-africana e símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid.
O nome próprio pelo qual Mandela é universalmente conhecido (Nelson) foi-lhe atribuído por um professor no primeiro dia de escola, pois, no período colonial, era hábito darem nomes ingleses às crianças negras, por considerarem os seus nomes inferiores e difíceis de pronunciar.
 
Nascimento - 18 de Julho de 1918, Mvezo, África do Sul
Desde sempre frequentou a Igreja Metodista, junto com os seus pais, onde veio a ser baptizado
Estudou na Escola Missionária da Igreja Metodista
Desde criança ouviu e sentiu a repressão relativamente à diferença racial
Ficou orfão de pai aos 9 anos
Estudou na University College de Fort Hare - 1939,  vindo a formar-se em direito na Universidade de Witwatersrand
Envolveu-se no movimento antiapartheid e inscreveu-se no Congresso Nacional Africano - 1942
Durante 20 anos liderou uma campanha não violenta contra as políticas racistas do Governo
A morte de 69 pessoas, violentadas pela polícia, durante uma manifestação, fez com que optasse pela guerrilha para defender sua causa - 1960
Levado ao tribunal, foi condenado à prisão perpétua por ofensas políticas - 1963
Durante os 27 anos que esteve preso, liderou grupos negros pela paz, a partir da prisão
Deu início a conversações com o Partido Nacional, tendo em vista a sua libertação - 1985
Libertação - 11 de Fevereiro de 1990
De imediato surgiu como líder do ANC, promovendo acordos de reconciliação com os opressores, para uma transição pacífica dos 46 anos de segregação à democracia
Prémio Nobel da Paz - 1993, pela sua luta contra o sistema opressor do Apartheid
Presidente da África do Sul - 1994 a 1999
Falecimento - 5 de Dezembro de 2013, Pretória, África do Sul
 

Como homenagem a este homem que deixou um exemplo de luta pelo amor, a igualdade e a paz, deixo aqui algumas das suas citações que tomei a liberdade de identificar com palavras bíblicas:



“Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. Isso não ocorre somente em alguns de nós, mas em todos.” – NM
“Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus.” – Mateus 18:4
 
“Nós nos perguntamos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?’ Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus!” – NM
“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” – Mateus 5:14,16
 
“Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” – NM
“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” – Romanos 12:10
 
“A educação é a arma mais poderosa que tu podes usar para mudar o mundo.”– NM
“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” – Mateus 11:29
 
“Devemos usar o tempo sabiamente e darmo-nos conta de que sempre é o momento oportuno para fazer as coisas bem.” – NM
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios; remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.” – Efésios 5:15-17

Shalom!

sábado, 12 de julho de 2014

Por Isto ou por Aquilo – Por Tudo e por Nada

Preciso de desabafar!

Sabem quando vamos ouvindo queixas por isto ou por aquilo, por tudo e por nada? Quando o que fazemos nunca é suficientemente bom? Quando abrimos a nossa “casa” e na maioria das vezes nos sentimos intrusos? Mas, calamos, desvalorizamos, desculpamos…

Pois é, chega a uma altura em que apetece dar um berro e mandar embora quem inverte as posições e se vitimiza indevidamente.

 
O nosso país e, consequentemente, as nossas igrejas têm sido desde há muitos anos palco de entrada de outros povos e, consequentemente, de crentes imigrantes.
Já por características que nos são naturais, mas também porque somos crentes, recebemos com muita simpatia e tentamos proporcionar bem estar aos nossos hóspedes.
Nós gostamos de receber e de agradar!

Isso é o mínimo que posso dizer porque muitas vezes chegamos a ser subservientes; até podemos ser postos de lado para dar lugar aos outros, ou ouvir elogios ao seu saber e desempenho, quando não é superior ao que nós sabemos e fazemos, porque aceitamos.

Vá, não me vou alongar, nem falar da violência e maus costumes de que somos vítimas porque, que eu saiba, isso ainda não chegou à comunhão cristã.
Mas, entretanto, constacto que, por isto ou por aquilo, por tudo e por nada, somos acusados de xenófobos. Sim, agora estou a falar dos crentes; aqueles que recebemos de braços abertos, os que se sentam ao nosso lado na igreja; aos que tratamos sem qualquer tipo de diferença.

Num curto espaço de tempo, ouvi em testemunho na igreja e li nas redes sociais, crentes estrangeiros se queixarem de xenofobia. Por isto ou por aquilo, por tudo e por nada!
A verdade é que continuam por cá, na grande maioria com vidas estabelecidas desde há muitos anos e com direitos sociais iguais, mas perante qualquer contrariedade (igual às que todos nós sofremos) acusam-nos de xenofobia.


E que tal todos sermos agradecidos pela diversidade e nos completarmos em amor, em vez de ouvirmos disparates que, além de injustos, provocam mal estar entre os filhos de Deus?
Todos vamos ganhar com isso!

“Porque por Ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus.” – Efésios 2:18-19

sábado, 5 de julho de 2014

Os Cinco Sentidos

Desde crianças, somos estimulados a diferenciar formas, texturas, cheiros, sons e gostos, porque essa é a forma que temos de conhecer e comunicar com o que nos rodeia.
Na verdade, Deus dotou-nos de cinco sentidos principais, práticos e muito importantes, também, na vida espiritual pois, com eles, podemos entrar em tentação e com eles podemos glorificar ao Senhor.

VISÃO – é, provavelmente, o mais estimado dos sentidos; daí vem o conceito de feio e bonito, mas sobre tudo o reconhecimento das coisas e das pessoas.
Foi pelo olhar que David caiu em adultério (II Samuel 11:2-4); tal como pelo olhar Simeão sentiu que podia morrer em paz pois vira Jesus (Lucas 2:25-30).

Desde a criação e pelo próprio Deus, este foi o sentido de excelência.

“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom…” – Génesis 1:31a

TACTO – é o sentido mais impressionante, ele permite-nos  a percepção do agradável e do repugnante, mas também o ter atitudes de carinho ou de repulsa.
Foi através do tacto que Isaque se deixou enganar por Jacó (Génesis 27:21-23); e foi abraçando as crianças que Jesus as abençoou (Marcos 10:13-16).

Num acto sublime, Jesus no contacto pele com pele ensinou a amar servindo.

“Ora, se eu, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros.” – João 13:14

OLFACTO – é a capacidade de sentir os odores, uns bons outros nem por isso, mas com ele podemos ter belas sensações ou detectar o repugnante.
As irmãs de Lázaro confirmaram a sua morte através do mau cheiro do corpo (João11:39); mas aos pés de Cristo, o cheiro de perfume foi sinal de rendição (João 12:3).

O Senhor relaciona os nossos actos com o cheiro que exalam.

“Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes, certamente, cheiro de morte para morte; mas, para aqueles, cheiro de vida para vida.”
II Coríntios 2:15-16

AUDIÇÃO – é a captação de ondas sonoras que enviadas ao cérebro são identificadas como ruído, música ou voz, com maior ou menor intensidade.
Foi pelo ouvir que Eva se deixou seduzir por satanás (Génesis 3: 1-5); é pelo ouvir a Deus que ficamos livres do mal (Provérbios 1:33).

De uma forma clara, a Bíblia fala sobre a importância da audição.


“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” – Romanos 10:17

PALADAR – esta capacidade permite-nos sentir o sabor, através  das papilas gustativas existentes na língua. Uns sabores são agradáveis, outros são amargos.
Depois da saída do Egipto, o povo queixou-se do sabor amargo da água (Êxodo 15:23); porém, Moisés clamou ao Senhor e foi-lhes proporcionada água boa (Êxodo 15:25).


Jesus deixou-nos indicações sobre o sabor que os crentes são.

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.” – Mateus 5:13

Assim Deus nos permite comunicar com o que nos rodeia, mas também nos ensina que O devemos honrar com essas capacidades.

domingo, 29 de junho de 2014

Uma Carta Especial

Deixem-me dizer o quanto eu gosto de cartas, sim, daquelas que, infelizmente, já não se escrevem.

Eu sei que nem toda a gente tem esta paixão, até sei que muitos nunca escreveram uma carta a sério porque os modernos meios de comunicação escrita são rápidos e despersonalizados, não levam a nossa caligrafia e são inundados com frases e ideias feitas.



Durante a maior parte da minha vida escrevi imensas cartas… que prazer! Confesso que eram “obras de arte”, sempre muito longas, muitas coisas ditas, outras tantas nas entrelinhas, sublinhados, alguma poesia, dobragens especiais, flores secas, pequenos desenhos. Ai que saudade!


No meu arquivo guardo imensas cartas que recebi, mas destrui as principais que ainda hoje queria ter… coisas de mim!

Tudo isto porque hoje vou falar de uma carta especial.

A primeira identificação, sabemos que vem no envelope; ali está o Remetente e o Destinatário. Esta carta é de Deus e vai dirigida aos homens perdidos.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3:16

Posto isto, vamos abrir o envelope:
Local de Envio – Habitação de Deus
“O Senhor olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens. Do lugar da sua habitação contempla todos os moradores da terra.” – Salmo 33:13-14
Data – Hoje é o dia
“Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!” – II Coríntios 6:2b
Mensagem – Testemunho dos crentes
“Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos.” – II Coríntios 3:2-3

Grande responsabilidade..., mais do que falar do Evangelho, temos de viver o Evangelho.
Nós somos o conteúdo, a mensagem, a carta viva de Deus para os homens. Aí está a importância do testemunho cristão. Pois que, cada um de nós, os que já recebemos a graça da salvação, sejamos dignos de nos apresentar aos outros como a mensagem da carta de Deus, não tendo de que nos envergonhar.

sábado, 21 de junho de 2014

Verão

Agora que o Verão chegou novamente, lembrei-me como a nossa vida também se divide em estações. A bem dizer, se a fasquia for de 20 anos por etapa, eu estou no começo do Inverno.

 
Mas,  hoje, celebramos o Verão!
Ele traz: dias mais longos, árvores carregadas de folhas verdes e frutos, temperaturas elevadas e muita cor.
E, apesar da nossa preferência se alterar com a idade (eu já não anseio o Verão como antigamente), é difícil imaginar que ele não existisse.
Foi Deus, criador e soberano, que fez o tempo e as estações.

“Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno Tu os formaste.” – Salmo 74:17
“Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.” – Génesis 8:22

Isto significa que Deus controla a temperatura do mundo, o clima e o meio-ambiente.
Por vezes, somos levados a pensar que o homem controla o destino do planeta e, na verdade, os seres humanos cometem atrocidades, mas Deus avisou que nos protegerá.
Antes que o ímpio estenda a suas mãos para a maldade, o Senhor manifestará a Sua providência, livrando os seus filhos... Se confiarmos em Deus não seremos abalados de forma nenhuma.

Nunca terão fome, nem sede, nem o calor, nem o sol os afligirá; porque O que se compadece deles os guiará e os levará mansamente aos mananciais das águas.” – Isaías 49:10


Então, confiemos no Senhor, o Sol não nos molestará, podemos receber a alegria, as férias, os frutos, tudo... É Verão, louvemos ao Senhor!




Coisas do Verão
 
Um dia de sol
Ir à praia no verão
Sair pra dançar
Deitar no sofá
Assistir um bom filme
Ver crianças a brincar
Passear no jardim
Sentir o perfume das flores
Pisar a areia
Ver a natureza
Admirar a lua e o céu estrelado
Sorrir do nada
Contar uma piada
Rever um grande amor
Amar sempre alguém
Olhar uma paisagem e dizer
“Como Deus é Grande!”
 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A Medicina e a Bíblia

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.
Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades.”  – Salmo 103:2-3
 
A Palavra de Deus mostra-nos que, desde os primórdios, houve práticas de medicina e medicamentosas.


Jacó foi embalsamado por médicos (Génesis 50:1-3); Lucas é o único médico bíblico conhecido pelo nome, também designado como médico amado (Colossenses 4:14); Marcos fala de uma mulher que durante doze anos padeceu de uma hemorragia e que foi consultada por vários médicos (Marcos 5:25-29); e diversas outras passagens falam de médicos.
 
 
 
Certamente, foi a experimentação que levou os médicos a usarem produtos da Natureza e outros meios relatados nas Escrituras para tratarem enfermidades.
Por exemplo, o óleo (bálsamo) obtido de algumas plantas aplicado em feridas, tinha efeitos antissépticos e analgésicos (Isaías 1:6; Jeremias 8:22; 46:11; 51:8); também havia o uso de folhas para fins curativos (Ezequiel 47:12); faziam-se cataplasmas, na circunstância, com figos (II Reis 20:7; Isaías 38:21); o vinho era desinfectante e analgésico para feridas abertas (Lucas 10:34; Mateus 27:34); assim como o seu consumo moderado era recomendado como estimulante e, também, no tratamento de distúrbios gástricos (Provérbios 31:6; I Timóteo 5:23); talas e ligaduras eram usadas para traumatismos ósseos (Ezequiel 30:21).
 
Mas, além da existência do exercício médico e da utilização de meios curativos, também encontramos na Palavra de Deus princípios de higiene que resultavam em benefícios para a saúde.
Assim, foi exigido que os dejectos humanos fossem depositados em buracos feitos na terra e depois tapados (Deuteronómio 23:9-14), prevenindo as diarreias e as febres infecciosas; foram dadas leis sobre os animais comestíveis (eram proibidos os mais sujeitos a infecções parasitárias) e a contaminação dos alimentos e da água (Levítico 11); a prática sexual foi, também, objecto de regras devido à sua influência no sentido espiritual, físico (doenças sexualmente transmissíveis) e mental (Levítico 18); períodos de isolamento, ou recato, foram ditados para quem tivesse, ou se suspeitasse ter, uma doença contagiosa ou estivesse impuro (Levítico 13:1-59; 14:38, 46; Números 19).
 
E, curiosamente, podemos ver que Deus revela a conexão que existe entre as condições patológicas do corpo e o estado emocional do individuo (Provérbios 17:22), revelando que as emoções más são prejudiciais, enquanto as emoções boas promovem o bem-estar (Gálatas 5:19-23).
 
O Senhor nosso Deus é o Médico dos médicos!
 
“E servireis ao Senhor vosso Deus, e Ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.” Êxodo 23:25

domingo, 8 de junho de 2014

Raboni

“Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre.”
João 20:16

(Este versículo faz parte do diálogo de Jesus com Maria Madalena na madrugada da ressurreição)
Raboni é uma palavra aramaica que quer dizer a mesma coisa Rabi em hebraico – “mestre”. É um título respeitoso dado aos doutores da lei, derivado da raiz Rav que, no hebraico bíblico, significa “grande em conhecimento”.

“Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.” – João 3:2

(Este versículo narra o dizer de um príncipe dos judeus, Nicodemos)
No grego, o vocábulo vem do termo didaskalos que quer dizer “professor”, “mestre” ou “o que transmite conhecimento”.


Na formação judaica de um Rabi, havia um processo, que ainda hoje (talvez com pequenas alterações) a comunidade israelita privilegia:
Dos 6 aos 12 anos os rapazes eram ensinados a decorar o Pentateuco (cinco livros da lei), após o que eram avaliados pelos doutores da lei;
depois se ficassem aprovados, teriam de estudar e decorar os restantes textos históricos e os dos profetas, sendo novamente avaliados por um Rabi aos 18 anos;
os aprovados, por questões práticas e de amadurecimento, ficavam com o Rabi até os 30 anos;
depois, eram autónomos e começavam a ensinar.
Na altura, os Rabis eram reverenciados, seguidos e recebidos. Para os ricos e principais da sociedade era uma honra ouvir e alimentar os Rabis e os seus discípulos.

Mas Jesus, além da aprendizagem que fez das Escrituras, era o Filho de Deus e tinha um ensino novo. Ele comia com os pobres e os pecadores. Ele juntava-se à multidão. Ele não rejeitava pobres, mulheres ou crianças. Ele anunciava a esperança e o amor.
Jesus foi um Rabi diferente, Ele é ainda e sempre o nosso Mestre.

domingo, 1 de junho de 2014

sábado, 24 de maio de 2014

Coração sem Fronteiras

 

 
Pr. Joaquim e Isménia Machado
Quando eu era criança, penso que tinha uns 8 anos, fui com os meus pais ao Porto, onde visitámos o Lar Evangélico Português, na Rua da Boavista.
Creio que era uma cave onde os seis filhos do casal, Pr. Joaquim e Isménia Machado, se confundiam com as não sei quantas crianças abrigadas pelo papá e a mamã, como carinhosamente lhes chamavam.
 
Fiquei deslumbrada com o relacionamento tranquilo e carinhoso; havia uma desordem ordenada; crianças para cá e para lá; cheirava a chichi… Não interessa, fiquei com vontade de viver ali!
A obra iniciada em 1948, com parcos recursos e na casa do Pastor, mantém-se de pé; noutras instalações e muito melhores condições, tem, ao longo dos anos, formado homens e mulheres.
 
Depois, foram fundados muitos outros lares que abrigam, educam e veem crescer crianças a quem foi negado o direito ao lar/família de origem.
Tenho uma enorme admiração pelos homens e mulheres que dedicam uma boa parte das suas vidas a amar os filhos de ninguém e a tentar que lhes sejam reconhecidos os seus direitos.
 
Ana Rute Calaim Lamúria
Um dia desta semana, estava na internet, quando me deparei com um texto fantástico, escrito por uma jovem senhora (como esta gente cresce) que bem conheço. Fiquei emocionada e cresci um pouco mais…!
A jovem (Ana Rute Calaim Lamúria), membro da Igreja Evangélica de Sintra, é responsável por um Lar de Crianças do Exército de Salvação.
 
Deixo aqui o texto, devidamente autorizada, e mais não digo.

 
Coração sem Fronteiras
 
Convidaram-me para falar sobre o que é ser mãe numa instituição.
 
Sorrio e penso que muitas vezes o meu papel é mais o de pai do que de mãe. O papel de mãe fazem as minhas colegas, que os deitam, que tratam deles, que lhes dão banho, que estão no acordar, que os educam, e que quando algo aperta chamam por mim.
 
A casa que dirijo, é uma casa onde moram 14 crianças, meninos e meninas, dos 0 aos 12 anos. Actualmente o mais pequenino tem 3 meses e o mais velho 12 anos.
 
Todas elas foram crianças consideradas “em risco”.
 
Enquanto vivem lá, a equipa técnica deverá ajudar na definição do futuro da criança. Voltará ela para a sua família biológica? Irá ter uma nova família? Continuará numa instituição.
 
Enquanto procuramos respostas a estas perguntas surge o papel de ser mãe.
 
A adaptação à nova casa é muitas vezes difícil. Deixamos de estar com aqueles que amamos para aprender a amar novas pessoas. Novos paradigmas têm que ser aprendidos. Afinal quem cuida de mim não me magoa? Está preocupado comigo? Este caminho por vezes também é doloroso. Permitirmos que nos amem!
 
Ser mãe numa instituição é lidar com muitas crianças.
É dar proteção, amor e educação.
É ser-se responsável.
É ensinar a receber amor: é dizer “tu és muito especial para mim!”
É estar lá para ver o primeiro sorriso, o primeiro andar.
É estar presente nas vitórias e nas derrotas.
É dar um abraço quando choram pela presença da mãe.
É ir ao médico com ela.
É ir à festa da escola e perceber o sorriso triste porque a mãe não está presente, mas ver o sorriso porque afinal nós estamos presente.
É lidar com algumas birras. É lidar com ansiedades, frustrações, mau estar e sofrimento.
É rir muito. É sorrir muito.
É ter a capacidade de os ver entrar e sair e lidar com o misto de sentimentos de alegria e dor. Alegria pelo futuro que lhes reserva. Dor pela saudade que já deixaram.
É confortar quem fica (as outras crianças) pelos amigos que já foram embora.
 
Por vezes, pedem-nos para sermos sua mãe. Aí, é ensinar a confiar que irão ter uma mãe.
 
Ser-se mãe numa instituição tem muitas lutas. Momentos de muito desgaste. Mas também momentos que nos enchem o coração.
 
Enquanto profissional numa casa de acolhimento, posso dizer que mais que uma mãe biológica, as crianças querem saber e viver que pertencem a alguém.
 
Podemos ajudar a que haja menos crianças em risco?
 
Sim, podemos!
 
Podemos olhar para o nosso amigo, vizinho, familiar e perguntar e/ou perceber se precisa de ajuda para cuidar dos seus filhos.
 
A bíblia diz:
“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?”
 
Muitas das famílias que nos chegam, são famílias desamparadas, sem suporte familiar ou social.
 
Enquanto igreja, enquanto família, os nossos braços têm que ter a capacidade de abraçar além fronteiras.
 
Não nos esqueçamos que somos filhos herdeiros de Deus, com a particulariedade de termos sido adoptados!
 
“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”
 
Da mesma forma que Deus nos adoptou, é importante adotarmos as pessoas à nossa volta. Não ficar à espera que venham ter até nós a pedir ajuda, mas fazermos como Deus e irmos ter com as pessoas.
 
Ser mãe numa instituição é poder dar aquilo que Deus nos dá. É obedecer Àquele que nos adoptou.
 
16.05.2014
Ana Rute Calaim Lamúria