"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


domingo, 30 de março de 2014

A Mensagem da Cruz

Há um texto de autor desconhecido, sob o título “A Piscina e a Cruz”, que relata a forma como um homem foi tocado pela imagem da cruz. A história é mais ou menos assim:

Certa noite, um homem terá subido a uma prancha e, quando abriu os braços para preparar o salto para a água, viu que a sua sombra reflectia a imagem de uma cruz.
Ele ficou uns momentos a contemplar aquela sombra, pensou no sacrifício salvífico de Cristo e lembrou-se de como andava longe de Deus; nessa altura, experimentou uma enorme sensação de paz e reconhecimento. Desistiu de saltar, desceu os degraus e sentou-se com os pés dentro da piscina, foi então que percebeu que alguém a tinha esvaziado.
Afinal, a imagem da cruz que o fez parar e meditar acerca da salvação espiritual, também o salvara da morte física... Deus tinha acabado de lhe dar uma oportunidade de reconciliação.

Deus tem um plano para cada um de nós e utiliza meios incríveis para chegar ao coração dos homens. Pois, quando reflectimos no amor de Deus e aceitamos a sua graça, recebemos cura para os nossos pecados.

A sombra da cruz é o nosso abrigo e símbolo de salvação, ficar aos pés da cruz lembra-nos que somos pecadores e que Cristo suporta a nossa caminhada.

“Pois a mensagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.” – I Coríntios 1:18

Está a chegar o tempo em que celebramos a morte e ressurreição de Cristo, boa altura para reflectirmos sobre a nossa salvação.
Eu amo a mensagem da cruz!

domingo, 23 de março de 2014

“Os Grandes Portugueses”

Lembram-se?
A 25 de Março de 2007 foram declarados os resultados de uma votação (RTP) acerca dos portugueses considerados “Grandes” pelos seus feitos.
Depois de um primeiro rastreio, ficaram seleccionadas 100 personalidades. Dessas saíram os 10 melhor classificados, sendo que, cada um teve uma personalidade da cultura portuguesa, para incentivar ao voto. Por fim, os telespectadores votaram.
O primeiro lugar coube a António de Oliveira Salazar, com 41% da preferência dos portugueses.

Pois é, como acontece com tudo, nem todos estamos de acordo, mas, mais do que uma questão de escolha ou opinião, acho que temos uma memória e conhecimento histórico muito reduzidos.
Sem dúvida, para mim, jamais o 1º lugar (ou qualquer outra classificação) teria sido atribuído a alguém que fomentou o obscurantismo e o analfabetismo, que perseguiu o direito à diferença religiosa e política, que desencadeou várias frentes de guerra, que privou os cidadãos de votar, que levou a repressão ao máximo (prisão, tortura e morte) …

Bom, a vocação do meu blogue não é discutir política, estou a fazer esta chama porque, em 19º lugar desse mesmo concurso ficou alguém que, não fosse o desconhecimento e desinteresse dos portugueses pela Palavra de Deus teria figurado, pelo menos, nos 10 primeiros.
Ainda assim, reconheço que tendo a certeza que a maioria do povo não sabe de quem se trata, é um honroso lugar.

“Feliz é o homem que acha sabedoria e o homem que adquire conhecimento.” – Provérbios 3:13

Refiro-me a João Ferreira Annes D’Almeida (1628-1691), ele foi, nada mais, nada menos, que o homem que trouxe até nós a Palavra de Deus em língua portuguesa.


 
Filho de pais católicos nasceu em Torre de Tavares, no concelho de Mangualde. Tendo ficado órfão ainda criança, foi criado por um tio sacerdote de uma ordem religiosa em Lisboa.
Aos 13 anos, viajou para a Holanda e, pouco tempo depois, para a Ásia. Na viagem, entre Batávia e Malaca, teve acesso a um folheto protestante, escrito em castelhano, com o título “Diferenças da Cristandade” (que denunciava algumas doutrinas e conceitos católicos anti-bíblicos), mal sabendo que aquela leitura ia decidir o rumo da sua vida.
O impacto foi tal que, ao chegar a Malaca, procurou uma Igreja Reformada Holandesa, onde se converteu e, imediatamente, resolveu dedicar-se à tradução da Bíblia Sagrada, do castelhano para português (língua mais falada em muitas zonas da Índia e do sudeste da Ásia).
Para aumentar os seus conhecimentos bíblicos e teológicos, estudou durante três anos no Seminário da Igreja Reformada Holandesa, acumulando com os estudos, a tradução de livros, o ensino de português a pastores e o auxílio nos ministérios da igreja. Ao terminar o seminário, teve um estágio de dois anos e foi ordenado pastor. Tinha então 28 anos.
Entretanto, já casado com Lucrécia Valcoa de Lemos (de quem teve um casal de filhos), foi indicado para o Presbitério em Ceilão, onde assumiu o pastorado. Ali, foi perseguido pela igreja romana por pregar em português e contra certas tradições dos católicos.
Em 1663 regressou à Batávia, onde foi colocado como pastor e estudou grego e hebraico, retomando, então, o trabalho de tradução da Bíblia.
Em 1676, terminou o Novo Testamento e em 1681 saiu a primeira edição impressa. Traduziu ainda a maior parte do Antigo Testamento (faltando o final do livro de Ezequiel, o livro de Daniel e os livros dos Profetas Menores), até que o Senhor o chamou, tendo morrido em 1691 na Batávia.

Homenagem a J.F.Almeida, na sua terra
natal, pelos 300 anos da 1ª publicação
do Novo Testamento


Pela sua dedicação à Palavra de Deus;
por nos ter deixado a mais lida tradução da Bíblia em língua portuguesa;
porque através do seu trabalho muitos portugueses puderam chegar ao conhecimento do Evangelho;
porque ainda hoje podemos disfrutar desse seu trabalho…,
a minha imensa gratidão a João Ferreira de Almeida, um “Grande Português”!




“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade.”
II Timóteo 2:15

domingo, 16 de março de 2014

Primavera

Gosto de chegadas! 

Por isso, estou expectante e contente, ela está mesmo a chegar…
Sei que, na bagagem, traz flores, aves, sol ameno, borboletas e frutos; na mala de mão vem música, cor, aroma e beleza.
Tudo em bom, é a Primavera!

Arrisco dizer que é a mais bela das quatro estações. Nela, a própria natureza se renova e exalta o Criador; Deus oferece-nos formosura e a poesia acontece…


“Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou a dar os seus figos e as vides em flor exalam o seu aroma...” - Cantares 2: 11-13

Podemos dizer que esta é a época da reactivação da vida e da liberdade.

A páscoa judaica ocorria na primavera e comemorava a libertação do povo de Israel da escravidão egípcia rumo à terra prometida; e, foi por altura dos festejos que se deu a primavera messiânica pois, com a morte e ressurreição de Cristo, recebemos o direito a ser renovados e livres.

Logo, primavera é altura de celebração e renovação. Precisamos de viver intensamente cada detalhe das maravilhas desta estação; precisamos de glorificar o Senhor da nossa libertação; precisamos de nos preparar para viver a Primavera Eterna.

Bem-vinda!

 
Ode à Primavera

A vida anda possessa de Poesia!
Anda prenha de mosto!
Ou é da luz do dia,
Ou é da cor do rosto,
Ou então quer abrir-se, neste gosto
De pão com todo o sal que lhe cabia!

Tem narcisos de amor no coração,
Folhas de acanto nos sentidos!
E carícias na mão
A espreitar dos tendões adormecidos!

Toca-se numa pedra, e ela treme!
Murmura-se uma prece, e a boca grita!
A rabiça do arado é como um leme
Sobre a terra que ondula e ressuscita!
Quem avoluma a sombra, ou quem a teme?
Cada presença é um hino que palpita!
E se na estrada alguém discorda e geme,
Ninguém que vai no sonho o acredita!

Serás tu, Primavera?
Tu, com frutos na rama do futuro,
Com sementes nos pés
E flores inúteis sobre cada muro,
Contentes só da graça que tu és!

Miguel Torga - in "Odes", 1946

sábado, 8 de março de 2014

Dia da Mulher

Isto do Dia da Mulher, sim ou não?

Costuma dizer-se que “a excepção confirma a regra”. E, é verdade!
Com todo o respeito por esses seres maravilhosos que são os homens, a verdade é que as sociedades e as mentalidades ainda não mudaram o suficiente e as elogiosas excepções confirmam que, por regra, as mulheres são o alvo preferencial de ostracismo, violência física e psicológica, discriminação, escravatura, prostituição, tráfico… sei lá…

Há sociedades e núcleos familiares onde as mulheres são tão inferiorizadas que mesmo sendo mais sensíveis, mais perspicazes, mais frágeis e mais fortes, mais carinhosas, mais arrebatadas, melhores gestoras e outros “mais” e “melhores”, não têm valor de gente.


Na época de Jesus, quando o sistema político e religioso era, por definição, repressivo para as mulheres, o conceito que Ele tinha sobre as mulheres era diferente. Jesus foi completamente revolucionário.
Vejamos alguns exemplos da sua atitude:


- As mulheres estavam proibidas de falar com homens desconhecidos em público; Jesus meteu conversa com a samaritana, questionou-a e deu-lhe uma missão (João4:7-29);
- As filhas não eram valorizadas, ao ponto do sexo feminino não entrar nas estatísticas; Jesus ressuscitou a filha de Jairo (Marcos 5:41,42);
- As mulheres eram mantidas na ignorância; Jesus ensinava-as, algumas aprenderam sentadas aos seus pés (Lucas 10:39);
- As mulheres não podiam estar junto aos homens no templo; Jesus tinha seguidoras no grupo dos seus discípulos (Lucas 8:1-3);
- A palavra das mulheres não era tida como fiável; Jesus escolheu-as para primeiras testemunhas e divulgadoras da ressurreição (Mateus 28:9,10);
- A lei acerca do adultério sendo penalizadora para homens e mulheres, era especialmente aplicada às mulheres; Jesus mostrou que o pecado não escolhe género e o perdão é acessível a todos (João 8:3-7);
- As mulheres nunca serviam de exemplo positivo; Jesus ilustrou o cuidado e constante procura de Deus pela humanidade perdida, com uma parábola que distinguia a diligência, perseverança e alegria de uma mulher (Lucas 15:8-10).

Jesus abriu portas à igualdade de condições e respeitabilidade humanas, mas passados mais de 2000 anos, a situação da mulher na sociedade continua a ser discriminativa.

 
Pelas piores razões o Dia da Mulher, sim!

Que a nossa oração de hoje seja direccionada a favor das mulheres que sofrem; que este dia sirva para lembrar que as mulheres são seres humanos todos os dias e em qualquer parte do mundo.

sábado, 1 de março de 2014

Com Amor e Humor

Ainda sobre a oração e as formas como Deus responde, lembrei-me de uma história que li quando era adolescente e que ilustrei e usei várias vezes em aulas para crianças.
Não me recordo onde a li, nem se é um relato verídico ou de ficção e não sei onde ficaram os meus desenhos. Porém, lembro-me bem do conteúdo e da conclusão da história.

Num casebre isolado, nos Alpes Suíços, viviam avó e neto. A mulher, apesar de ser idosa e pobre, tinha ficado com o garoto de oito anos desde a morte dos pais.
Todos os dias, à hora da ceia, o neto lia uma passagem da velha Bíblia e oravam juntos.

Durante um nevão e sem poderem deslocar-se, os alimentos acabaram, mas a velha senhora animou o neto com a esperança de que Deus não ia abandoná-los. Sem ceia e com muito frio eles deitaram-se mais cedo, mas antes o garoto leu a Bíblia à fraca luz da vela e a avó orou:

“Senhor, tu sabes que não temos comer e não podemos ir à vila. Por favor cuida de nós, envia-nos pão…”

Nessa mesma altura, aproveitando a intempérie, dois jovens meliantes, com intenção de roubar e sabendo da dificuldade de serem apanhados, espreitavam por um vidro partido.
Depois do que viram e ouviram, olharam um para o outro, afastaram-se e riram do disparate daquela velha que, já não bastava achar que Deus existia, como ainda lhe pedia pão. Foi então que tiveram uma ideia genial e hilariante.

No dia seguinte, ainda cedo, puseram o seu plano em acção, foram até à casa e, silenciosamente, subiram ao telhado e deitaram pão pela chaminé.

Eles riram muito, mas quando foram espiar pelo tal vidro partido, encontraram avó e neto de joelhos a agradecer a Deus por ter respondido à sua oração.

“Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem d’Ele se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam.” Hebreus 11:6

O barulho junto à casa surpreendeu a mulher que, depois de ver os moços lá fora, ficou preocupada devido às condições do tempo e, pensando que estavam perdidos, convidou-os a entrar e dividiu o pão fresco que Deus tinha acabado de lhes mandar.

E, porque Deus é misericordioso e muito bem-disposto, não só mandou o alimento de uma forma inusitada, mas também levou os jovens ladrões ao conhecimento do Evangelho.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Quando a Resposta é “Não!”

Quantas vezes já dissemos “Não!” a um pedido e/ou teimosia de alguém?

A psicologia ensina que na educação das crianças o “não” é imprescindível. Certamente que, quando essa palavrinha mágica é dita na altura e na forma certas, ao chegar a juventude e a vida adulta, temos cidadãos mais respeitadores e responsáveis.
Mas nós não gostamos de ouvir o “não”!

Assim é na nossa reacção com Deus porque esquecemos que Ele só responde “Não!” quando pedimos mal. E, quando crescemos (amadurecemos), percebemos que o “não” foi a melhor resposta e que a oração não foi inútil.

“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” – Tiago 4:3

Quase todos já alguma vez ouvimos contar a história Amy Carmichael (Irlanda do Norte 1867-1951 Índia), uma criança muito bonita, nascida num lar de cristãos evangélicos, que foi educada a confiar a sua vida a Deus.

Apesar de ter uma infância feliz, Amy tinha um senão; os seus olhos eram castanhos e ela queria muito tê-los azuis como os dos pais e dos irmãos.
Um dia perguntou à mãe se Deus respondia sempre às orações e ficou feliz ao ter uma resposta positiva. Então, quando foi para a cama, orou com muita convicção, para que Deus mudasse a cor dos seus olhos e de manhã, logo que acordou, foi a correr para o espelho, mas os olhos continuavam castanhos.
Amy ficou muito triste, chorou e questionou o porquê de Deus não lhe ter respondido… e durante muito tempo continuou a orar nesse sentido.

Passados muitos anos, Amy sentiu o desejo de ser missionária e, embora inicialmente tivesse ido para o Japão, o seu coração chamou-a para a Índia.

Ali, teve oportunidade de comprar e salvar mais de mil meninas que eram vendidas pelas famílias pobres no templo, para serem entregues à prostituição. Porém, a única forma de poder entrar nos locais de venda das crianças nos templos, sem ser reconhecida como estrangeira, era disfarçar-se de indiana por isso, punha pó de café na pele e vestia sári.

Certo dia uma missionária sua amiga olhou para ela e disse: “Já viste que se tivesses olhos claros como a tua família, mesmo disfarçada, não passavas despercebida?
Foi aí que Amy entendeu porque Deus lhe dera olhos castanhos e, também, que afinal lhe tinha respondido às orações de infância. Deus tinha dito: “Não!”


Graças aos seus olhos escuros, Amy pôde falar de Cristo e salvar muitas meninas indianas da escravatura e da prostituição, ainda que não servisse o seu conceito de beleza.
Deus ouve todas as orações, mas a resposta pode não ser de acordo com as nossas expectativas porque Ele sabe o que é melhor para nós.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Vamos Falar de Amor e Escolha...


Eu opto pela escolha livre e o amor verdadeiro. Afinal, não está provado que os relacionamentos impostos sejam mais estáveis, nem mais felizes, nem mais duradouros.
Gosto de acreditar que temos bons conselheiros, mas não que isso implique falta de liberdade e responsabilidade de escolha por parte dos interessados.



Bom mesmo é não esquecer de observar a vontade de Deus e ter um lugar cativo no relacionamento para ser ocupado por Ele!
Eis alguns bons exemplos de escolha e amor:

- Começo por Adão e Eva, o primeiro casal da história. O que podemos dizer é que eles eram os únicos em todos os sentidos e tinham tudo para se amar.
Este foi o casal precursor do relacionamento romântico. Realmente Deus fez Eva para o Adão e, já com uma visão do futuro da humanidade, declarou:
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” – Génesis 2:24

- Protagonistas de uma bela história de amor foram Isaque e Rebeca. Foi Deus que escolheu Rebeca para Isaque, mas, não há dúvidas de que ele não só a amou como foi um marido fiel por toda a vida.
O mais curioso é que, quando o servo de Abraão foi buscar uma mulher para Isaque, apesar da família dela estar a retardar a sua entrega, Rebeca foi muito clara e livre na sua decisão:
“E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este varão?
Ela respondeu: Irei!” – Génesis 24:58

- Depois temos Jacó e Raquel, um amor impar, digno de romance.
Quando Jacó visitou Labão para, por sugestão de seu pai, arranjar uma companheira, estava longe de ir encontrar o grande amor da sua vida, mas ao ver a linda Raquel ficou irremediavelmente apaixonado. De tal modo que trabalhou para a merecer e, enganado pelo sogro, ainda dobrou o serviço por ela. Isso era amor!

“Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel, e foram aos
seus olhos como poucos dias, pelo muito
que a amava.” – Génesis 29:20

- A história de Boaz e Rute é uma das mais bonitas da Bíblia.
Rute quando ficou viúva, decidiu não abandonar a sogra e foi com ela para Judá. Tudo indica que ela se tinha convertido ao Deus verdadeiro e estava na Sua dependência.
Em Judá, começou a trabalhar na apanha de espigas e Boaz, o rico proprietário das terras, reparou nela e, indagando, admirou as qualidades da jovem, apaixonou-se, protegeu-a, favoreceu-a e, para o final ser feliz, casaram.
“Assim tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher;
e ele a possuiu, e o Senhor lhe fez conceber,
e deu à luz um filho.” – Rute 4:13

- E que dizer de José e Maria? Sem dúvida, os representantes de um amor sublime…
Que grande prova de escolha e amor aquele homem deu e que enorme capacidade de entrega e aceitação a dela. José foi protector e fiel, Maria humilde e obediente, ambos sem desconfianças e ambos tementes a Deus.
“Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo…
E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara,
e recebeu a sua mulher.” – Mateus 1:18,24

Que Deus abençoe as vossas escolhas e sustente o vosso amor!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Quando AMOR se Escreve com U e B



“Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para o meu caminho.”
Salmo 119:105



Há alguns temas que são tão intensos, tão íntimos que, por muito que se diga, fica-se com a sensação de não ter conseguido transmitir nada. É isto que eu sinto quando falo da União Bíblica.
 
Hoje comemorámos os 65 anos da U.B. em Portugal. Foi uma festa a que infelizmente faltaram muitos, mas foi de enorme alegria para tantos.
Cânticos, testemunhos, mensagem, orações, fotografias, encontro de amigos, tudo à medida dos amantes daquela grande obra de Deus.
 
Porque é que a União Bíblica se confunde com a minha vida?
- Nascemos no mesmo ano (1949), a U.B. em Fevereiro, eu em Agosto.
- Conforme testemunhei na primeira mensagem do meu blog (02.06.2010), foi num acampamento da U.B. que aceitei Cristo como meu Salvador.
- Por lá (acampamento do Carrascal) aprendi muito da Palavra de Deus e ganhei amigos para a vida.
- Além de campista, cheguei a colaborar como chefe e como conselheira.
- Fui co-fundadora da SCUBj (sub-comissão da U.B. jovens).
- Para lá mandei os meus filhos (ambos ali aceitaram Jesus) e também eles vieram a colaborar como chefes.
- Os meus netos já são campistas e, como o meu Samuel diz: “O nosso acampamento avó, o nosso sabes?” Porque não há igual!
 
Continuo a estar sempre com a União Bíblica, em oração ou de qualquer outra forma.
E, apesar da U.B. não se resumir aos acampamentos, é neles que sempre me reencontro com a paz e o amor de Deus.
Ninguém que por ali passe fica indiferente ao ar que se respira, nem ao chão que se pisa, ninguém esquece aquela experiência.
 
Eu amo a União Bíblica!
 
Indissociável da organização é a pessoa que trouxe a U.B. para Portugal e que fez dela o seu serviço ao Mestre – Pr. Abel Rodrigues, de quem já aqui falei e homenageei (19.11.2011).
Com tempo espero voltar ao tema, trazendo uma amostragem fotográfica e, talvez noutra altura, com um pouco da história da U.B.
 
Desculpem, se falei muito e não consegui dizer nada, mas eu avisei... Termino, fazendo minhas as palavras com que o Paulo Pina Leite, director norte da U.B., encerrou o seu testemunho de hoje:
 
“Se podia ter vivido sem a União Bíblica? Poder, podia, mas não era a mesma coisa!”

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Diferente, para Melhor

Deus sabe sempre o que é melhor para nós, por isso, muitas vezes dá uma resposta diferente àquilo que pedimos. Talvez que, no imediato, o nosso coração fique abatido, mas a seu tempo veremos que o propósito de Deus é melhor e vai ao âmago da nossa súplica.

“Atendeu à oração do desamparado e não desprezou a sua súplica.” – Salmo 102:17

Aurélio Agostinho (Tagaste 354 – Hipona 430), conhecido como Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho, foi um jovem rebelde e leviano, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos cristãos de sua mãe.

Um dia planeou fazer uma viagem a Itália, mas Mónica, sua mãe, temendo o que o filho podia fazer longe do seu controlo, tentou demovê-lo dessa intenção.

Na véspera da partida, Mónica orou durante toda a noite para que Deus impedisse o filho de viajar. Porém, na manhã seguinte, ele pegou na trouxa e partiu de barco para Itália, deixando para trás uma mãe angustiada. O Senhor não atendera à sua oração! (?)

Aquela viagem era longa e Agostinho estava sozinho, mas um outro jovem viajante, Ambrósio, travou conhecimento com ele e acabou por lhe falar de Cristo, do pecado e da salvação.
Quando a viagem terminou, Agostinho tinha sido tocado pela mensagem que Ambrósio transmitira e tinha aceite Cristo, Aquele a quem sua mãe amava e de quem lhe falava, sem que ele desse qualquer valor.

Certamente que isto era o que Mónica mais queria, mas não foi o que ela pediu. Deus respondeu de forma diferente e excedeu o pedido. Ele permitiu que o jovem viajasse, porque sabe o que é melhor e quando, como e onde deve actuar.


Agostinho tornou-se um importante bispo, escritor, teólogo, filósofo e doutor da Igreja Católica.
Os seus principais estudos e ensino tinham como alvo preferencial: o conceito de igreja, o pecado, a salvação e a graça divina.



Ora, Àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a Esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Ámen!” – Efésios 3:20-21

domingo, 26 de janeiro de 2014

Bem Está!

Para mim é uma honra ter conhecido e privado com grandes servos de Deus que, vivendo em condições sociais, políticas e religiosas bem diferentes das actuais, nunca deixaram de lutar pela divulgação do evangelho.
Hoje venho cumprir uma promessa que aqui fiz (20.10.12) e falar de Eric Barker.

Nascido num lar cristão, em Inglaterra, a 23 de Janeiro de 1899, entregou a sua vida a Cristo quando tinha 7 anos de idade.
A partir daí, apesar de ainda criança, fez da oração a sua arma. Este foi o homem que, com uma doçura incomparável, se dirigia a Deus com o seu belo sotaque inglês: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.

Desde a adolescência colaborou activamente na igreja, a nível da Escola Dominical e na realização de cultos ao ar livre, mas foi aos 21 anos, depois de ter servido na marinha durante a I Guerra Mundial, que decidiu dedicar a sua vida à obra do Senhor.
Entretanto, sentindo-se atraído pelo campo missionário, veio para Portugal, por influência do testemunho de seu pai que tinha estado no nosso país e conhecia as carências espirituais aqui existentes.

Uma vez em Portugal, teve contacto com outros dedicados obreiros ingleses a residir no nosso país, aprendeu português com José Ilídio Freire (Igreja das Amoreiras - Lisboa) e ao fim de três meses já pregava na nossa língua. Foi nessa altura que rumou ao norte, para a zona de Ílhavo, onde já havia alguns crentes e começou a fazer cultos nas casas e ao ar livre.
Aos 24 anos, depois de ter alargado a sua acção a outras localidades do distrito de Aveiro, fixou ali residência e deslocou-se a Inglaterra para casar.

Numa altura em que Portugal vivia no obscurantismo espiritual e havia perseguição religiosa, Eric Barker foi um dos bravos que nada temeram, mesmo perseguido, insultado e apedrejado, continuou fiel ao seu Deus. Com uma carroça puxada por uma mula (oferta de alguns crentes da zona sul), percorreu vários lugares do país para distribuir folhetos, vender Bíblias, pregar o Evangelho e cantar hinos tocando ao som do seu bandolim.
Com todos os obstáculos, o trabalho ia dando frutos, almas rendiam-se aos pés de Cristo e formavam-se  comunidades de culto.

Entretanto, teve de arranjar um trabalho secular (contabilista) para sustentar a família que estava a aumentar (chegou a ter oito filhos), mas nunca deixou o serviço para que Deus o chamara. Em 1935 fixou residência na Foz do Douro e adaptou o piso inferior da casa a salão de cultos.
Em 1941, no apogeu da II Guerra Mundial, aceitou a sugestão do consulado britânico e embarcou toda a sua família (mulher, filhos e outros parentes) com destino a Inglaterra. Porém, o barco foi torpedeado por um submarino alemão e afundou-se. Toda a família sucumbiu.
Eric Barker recebeu a notícia a um Domingo… quando chegou a hora do culto foi para a igreja, pregou e, serenamente, participou: “Todos os meus queridos já chegaram ao lar Celestial!”

Sem se deixar afundar na tristeza das perdas, sem medo da repressão político-religiosa, sem temer as dificuldades sociais provenientes da guerra, manteve-se firme, dedicando todo o seu tempo à defesa do Evangelho e à salvação de almas. Toda a zona de Coimbra, Aveiro e Porto, foi alvo preferencial da sua acção e muitas das igrejas existentes tiveram a sua influência.

Em 1946 Eric Barker casou em segundas núpcias com a jovem Beryl (18 anos mais nova) e Deus deu-lhe mais cinco filhos. Juntos prosseguiram na realização da obra, dando formação, pregando e dirigindo vários trabalhos de consolidação do ministério.

Foi, juntamente com outros crentes de todo o país, um dos grandes impulsionadores da Convenção Beira-Vouga, onde algumas vezes o ouvi pregar.
Também, até à minha juventude, o ouvi e mantive contacto, sempre que se deslocava ao sul.

Era uma inspiração!

O meio evangélico português muito deve a este servo de Deus, gratidão que se estende a vários outros missionários ingleses que trouxeram a Palavra de Deus até nós no princípio do século passado.

Erick Barker morreu a 09 de Julho de 1989.
 
“E o seu Senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.” – Mateus 25:21

domingo, 19 de janeiro de 2014

A Resposta Vai Chegar

De volta às respostas de Deus à oração, gostava de relembrar que o tempo de Deus não é contabilizado como o nosso.
Na verdade, se Deus não responde rapidamente às orações, Ele vai fazê-lo no tempo devido. Por vezes somos tentados a pensar que Deus não nos ouve, mas não, talvez tenhamos de aperfeiçoar o pedido; talvez tenhamos de exercitar a humildade; talvez tenhamos de aprender a ser pacientes; ou, simplesmente essa não é a melhor altura para ser atendidos. Porém, o importante é continuar a pedir, não há nada de errado em pedir a mesma coisa repetidamente…, a resposta vai chegar!

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai,
e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha;
e ao que bate, abrir-se-lhe-á.”
Mateus 7:7-8
Conta-se que um homem, único sobrevivente de um naufrágio, foi dar a uma ilha desabitada. Ali, ele aprendeu a viver na completa dependência de Deus a quem constantemente pedia que enviasse socorro, olhando o horizonte na expectativa de ver qualquer navio que porventura ali passasse.
 
Entretanto, com o pouco que recuperou do navio naufragado e os recursos naturais da ilha, construiu um abrigo e alimentou-se.
 
Nesse ambiente que nós chamaríamos de paradisíaco, o náufrago carecia de bens essenciais e de certezas quanto ao seu resgate, mas continuava a pedir o auxílio de Deus.
 
Certo dia, quando regressava de uma procura de alimento, ficou em pânico ao encontrar a sua cabana em chamas. Tudo quanto possuía tinha-se transformado numa coluna de fumo. Para aquele homem, já nada pior podia acontecer e decepcionado considerou que, depois de um tempo incontável a orar, Deus não o ouvira.
 
No dia seguinte, olhando para o infinito em desiludida meditação sobre a incerteza do seu futuro, avistou um navio.
Ao chegar à ilha, o comandante alegou que se aproximaram porque tinham visto o sinal de fumo a pedir socorro.
 
Quando Deus nos obriga a esperar por uma resposta, devemos continuar conectados com Ele, sabendo que por vezes, nas maiores adversidades, pode estar a melhor resposta de Deus.
 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Respostas de Deus à Oração

Nós gostamos de arranjar argumentos para justificar todas as coisas; até as acções de Deus.
É por isso que costumamos ouvir dizer que Deus responde às orações de três formas: SIM, NÃO e ESPERA. Há também quem diga que Ele pode responder TALVEZ.

Espera – é uma questão de tempo, equivale a dizer “respondo mais tarde”, mas não é resposta; Talvez – é dúvida, logo, não entra no vocabulário d’Aquele que é omnisciente.
Fico pelo Sim e o Não.

“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” – Tiago 4:3
“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.” – I João 5:14

O bom é que Deus não nos deixa sem resposta.
Umas vezes responde de imediato, outras demora mais tempo; às vezes corresponde à nossa linha de pensamento, outras a acção é diferente e a conclusão é melhor.

Ainda voltarei a este assunto, mas agora vou contar uma experiência pessoal.

Lembro-me claramente que, quando eu era criança, viajei com os meus pais, irmãs e outros crentes com destino a Águas de Moura, na zona de Pamela, para trabalho missionário.
Estávamos nos anos cinquenta, não tínhamos carro e os meios de transporte naquelas terras eram escassos. Tudo era muito distante.


Saídos da camioneta, fartámo-nos de andar até que encontrámos umas trabalhadoras rurais que, após o receio inicial, lá indicaram o caminho para Águas de Moura.


Não voltámos a ver ninguém... o caminho era inclinado, debaixo de sol e longo… muito longo.
Passado muito tempo chegámos a uma clareira onde convergiam quatro caminhos. Como tínhamos vindo de um, restavam três e não sabíamos qual era o certo.
Foi então que o meu pai sugeriu que pedíssemos a direcção a Deus e formando um círculo, começaram a orar. Eu era a pequenina daquele grupo, tinha 5 ou 6 anos e, já cansada da espera, pus-me a andar.
Quando acabaram de orar, perceberam que eu não estava ali e avistaram-me a caminhar, feliz e despreocupada. O meu pai primeiro ralhou comigo,  mas depois lembrou-se que tinham pedido a Deus uma orientação e… lá chegámos a Águas de Moura.

Aqui está uma resposta imediata, podemos até dizer que mais rápida que o imaginável. Isto, porque Deus conhece todas as nossas necessidades e sabe quando e como agir.

“E será que antes que clamem Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei.”
Isaías 65:24

sábado, 4 de janeiro de 2014

Paz!

Este é o 4º dia de 2014. O ano ainda cheira a novo…

A certeza que podemos ter é que, passam os meses, as semanas, os dias e nunca, mas nunca, vamos estar completamente satisfeitos.

Umas vezes existem motivos reais e impensáveis, outras nem por isso. Tem coisas que são assim, só porque são; tem outras que são assim porque não as fizemos de outra maneira.

Porém, quando nos depositamos nas mãos do Senhor, podemos descansar porque Ele nos levanta. Lembremos as palavras de Jesus:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” – João 14:27

É isso mesmo… Este é o sentimento/certeza que quero para 2014. Shalom!