"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


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segunda-feira, 16 de junho de 2014

A Medicina e a Bíblia

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.
Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades.”  – Salmo 103:2-3
 
A Palavra de Deus mostra-nos que, desde os primórdios, houve práticas de medicina e medicamentosas.


Jacó foi embalsamado por médicos (Génesis 50:1-3); Lucas é o único médico bíblico conhecido pelo nome, também designado como médico amado (Colossenses 4:14); Marcos fala de uma mulher que durante doze anos padeceu de uma hemorragia e que foi consultada por vários médicos (Marcos 5:25-29); e diversas outras passagens falam de médicos.
 
 
 
Certamente, foi a experimentação que levou os médicos a usarem produtos da Natureza e outros meios relatados nas Escrituras para tratarem enfermidades.
Por exemplo, o óleo (bálsamo) obtido de algumas plantas aplicado em feridas, tinha efeitos antissépticos e analgésicos (Isaías 1:6; Jeremias 8:22; 46:11; 51:8); também havia o uso de folhas para fins curativos (Ezequiel 47:12); faziam-se cataplasmas, na circunstância, com figos (II Reis 20:7; Isaías 38:21); o vinho era desinfectante e analgésico para feridas abertas (Lucas 10:34; Mateus 27:34); assim como o seu consumo moderado era recomendado como estimulante e, também, no tratamento de distúrbios gástricos (Provérbios 31:6; I Timóteo 5:23); talas e ligaduras eram usadas para traumatismos ósseos (Ezequiel 30:21).
 
Mas, além da existência do exercício médico e da utilização de meios curativos, também encontramos na Palavra de Deus princípios de higiene que resultavam em benefícios para a saúde.
Assim, foi exigido que os dejectos humanos fossem depositados em buracos feitos na terra e depois tapados (Deuteronómio 23:9-14), prevenindo as diarreias e as febres infecciosas; foram dadas leis sobre os animais comestíveis (eram proibidos os mais sujeitos a infecções parasitárias) e a contaminação dos alimentos e da água (Levítico 11); a prática sexual foi, também, objecto de regras devido à sua influência no sentido espiritual, físico (doenças sexualmente transmissíveis) e mental (Levítico 18); períodos de isolamento, ou recato, foram ditados para quem tivesse, ou se suspeitasse ter, uma doença contagiosa ou estivesse impuro (Levítico 13:1-59; 14:38, 46; Números 19).
 
E, curiosamente, podemos ver que Deus revela a conexão que existe entre as condições patológicas do corpo e o estado emocional do individuo (Provérbios 17:22), revelando que as emoções más são prejudiciais, enquanto as emoções boas promovem o bem-estar (Gálatas 5:19-23).
 
O Senhor nosso Deus é o Médico dos médicos!
 
“E servireis ao Senhor vosso Deus, e Ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.” Êxodo 23:25

domingo, 1 de junho de 2014

domingo, 23 de março de 2014

“Os Grandes Portugueses”

Lembram-se?
A 25 de Março de 2007 foram declarados os resultados de uma votação (RTP) acerca dos portugueses considerados “Grandes” pelos seus feitos.
Depois de um primeiro rastreio, ficaram seleccionadas 100 personalidades. Dessas saíram os 10 melhor classificados, sendo que, cada um teve uma personalidade da cultura portuguesa, para incentivar ao voto. Por fim, os telespectadores votaram.
O primeiro lugar coube a António de Oliveira Salazar, com 41% da preferência dos portugueses.

Pois é, como acontece com tudo, nem todos estamos de acordo, mas, mais do que uma questão de escolha ou opinião, acho que temos uma memória e conhecimento histórico muito reduzidos.
Sem dúvida, para mim, jamais o 1º lugar (ou qualquer outra classificação) teria sido atribuído a alguém que fomentou o obscurantismo e o analfabetismo, que perseguiu o direito à diferença religiosa e política, que desencadeou várias frentes de guerra, que privou os cidadãos de votar, que levou a repressão ao máximo (prisão, tortura e morte) …

Bom, a vocação do meu blogue não é discutir política, estou a fazer esta chama porque, em 19º lugar desse mesmo concurso ficou alguém que, não fosse o desconhecimento e desinteresse dos portugueses pela Palavra de Deus teria figurado, pelo menos, nos 10 primeiros.
Ainda assim, reconheço que tendo a certeza que a maioria do povo não sabe de quem se trata, é um honroso lugar.

“Feliz é o homem que acha sabedoria e o homem que adquire conhecimento.” – Provérbios 3:13

Refiro-me a João Ferreira Annes D’Almeida (1628-1691), ele foi, nada mais, nada menos, que o homem que trouxe até nós a Palavra de Deus em língua portuguesa.


 
Filho de pais católicos nasceu em Torre de Tavares, no concelho de Mangualde. Tendo ficado órfão ainda criança, foi criado por um tio sacerdote de uma ordem religiosa em Lisboa.
Aos 13 anos, viajou para a Holanda e, pouco tempo depois, para a Ásia. Na viagem, entre Batávia e Malaca, teve acesso a um folheto protestante, escrito em castelhano, com o título “Diferenças da Cristandade” (que denunciava algumas doutrinas e conceitos católicos anti-bíblicos), mal sabendo que aquela leitura ia decidir o rumo da sua vida.
O impacto foi tal que, ao chegar a Malaca, procurou uma Igreja Reformada Holandesa, onde se converteu e, imediatamente, resolveu dedicar-se à tradução da Bíblia Sagrada, do castelhano para português (língua mais falada em muitas zonas da Índia e do sudeste da Ásia).
Para aumentar os seus conhecimentos bíblicos e teológicos, estudou durante três anos no Seminário da Igreja Reformada Holandesa, acumulando com os estudos, a tradução de livros, o ensino de português a pastores e o auxílio nos ministérios da igreja. Ao terminar o seminário, teve um estágio de dois anos e foi ordenado pastor. Tinha então 28 anos.
Entretanto, já casado com Lucrécia Valcoa de Lemos (de quem teve um casal de filhos), foi indicado para o Presbitério em Ceilão, onde assumiu o pastorado. Ali, foi perseguido pela igreja romana por pregar em português e contra certas tradições dos católicos.
Em 1663 regressou à Batávia, onde foi colocado como pastor e estudou grego e hebraico, retomando, então, o trabalho de tradução da Bíblia.
Em 1676, terminou o Novo Testamento e em 1681 saiu a primeira edição impressa. Traduziu ainda a maior parte do Antigo Testamento (faltando o final do livro de Ezequiel, o livro de Daniel e os livros dos Profetas Menores), até que o Senhor o chamou, tendo morrido em 1691 na Batávia.

Homenagem a J.F.Almeida, na sua terra
natal, pelos 300 anos da 1ª publicação
do Novo Testamento


Pela sua dedicação à Palavra de Deus;
por nos ter deixado a mais lida tradução da Bíblia em língua portuguesa;
porque através do seu trabalho muitos portugueses puderam chegar ao conhecimento do Evangelho;
porque ainda hoje podemos disfrutar desse seu trabalho…,
a minha imensa gratidão a João Ferreira de Almeida, um “Grande Português”!




“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade.”
II Timóteo 2:15

domingo, 27 de outubro de 2013

A Reforma Protestante




No dia 31 de Outubro, celebra-se mais um ano sobre o dia da Reforma Protestante. A história, embora conhecida, deve ser recordada, tal como a pessoa do seu impulsionador.

 
 
 
1483 – (10 de Novembro) Nasceu Martinho Lutero;
1502 – Formou-se Bacharel em Filosofia;
1505 – Recebeu o título de Mestre em Artes;
1507 – Foi ordenado Padre, mas, apesar de ser um católico fervoroso e obediente ao papa, tinha profundas dúvidas de carácter espiritual;
1512 – Formou-se Doutor em Teologia e passou a leccionar na Universidade de Wittenberg, tendo um acesso privilegiado à leitura da Bíblia. Influenciado pela teologia Paulina, começou a questionar os erros que a Igreja Romana ensinava;
1515 – Foi nomeado como responsável por onze mosteiros. Nessa altura, despertado pela afirmação de Paulo em Romanos 1:17, envolveu-se em controvérsias relativamente à venda de indulgências.
 
 
O pensamento religioso da época atribuía a remissão dos pecados à compra de indulgências. Graça, fé, Jesus Cristo ou a Palavra de Deus, de nada valiam no processo de salvação. Através da leitura bíblica Lutero chegou a uma nova fé que enfatizava a graça de Deus, a salvação em Cristo e a justificação pela fé.

1516 – Publicou o devocionário “Theologia Deutsch” e tornou-se pároco da igreja de Wittenberg onde começou a proclamar a sua nova fé e a fazer oposição à venda de indulgências;
1517 – (31 de Outubro) Afixou à porta da igreja em Wittenberg 95 Teses que contestavam as práticas da Igreja Romana, dando lugar à maior revolução da história da Igreja Cristã, que veio a chamar-se de “Reforma Protestante”;
1518 – (7 de Agosto) Foi chamado a Roma onde foi julgado como herege;
1519 – Rejeitou a autoridade e infalibilidade do papa e abandonou a Igreja Romana;
1520 – (15 de Julho) A Igreja Romana proferiu a bula “Exsurge Domine”, ameaçando Lutero de ser excomungado;
1521 – (25 de Maio) A excomunhão de Lutero foi pronunciada durante a Dieta de Worms;
1525 – Casou com Katharina von Bora, de quem teve seis filhos;
1529 – Escreveu letra e música do hino “Castelo Forte” que se tornou um emblema do protestantismo;
1546 – (18 de Fevereiro) Morreu de ataque cardíaco.

Após a excomunhão, Lutero compôs diversos hinos (em 1524 publicou o primeiro hinário em alemão), escreveu sermões e compilou estudos (em 1528 publicou o pequeno e o grande catecismos, que se tornaram manuais doutrinários dos protestantes), traduziu a Bíblia das línguas originais para a língua alemã (em 1532 publicou o Novo Testamento e em 1534 a Bíblia completa).

Depois de Lutero, da Reforma e da divulgação da Palavra de Deus, a Igreja Romana deixou de ter domínio exclusivo sobre o entendimento da fé e da salvação.

sábado, 20 de outubro de 2012

Aba


Gosto muito de recordar pessoas, locais e situações que deram cor à minha vida e, por algum motivo, me incentivaram.
É aí que entra um crente que conheci na pré-adolescência, teria ele a idade que eu tenho hoje. Eric Barker, missionário inglês que fundou e pastoreou a Igreja Evangélica da Foz, no Porto. Um homem segundo o coração de Deus que, apesar das provações que fizeram a sua história (um dia falarei disso), sempre foi fiel.
Quando ele orava, eu ficava sossegadinha, a olhá-lo e a ouvi-lo. O rosto dele iluminava-se e, com um sorriso e uma doçura quase infantis, falava com o Pai.
As suas orações começavam sempre por: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.

Aba é uma palavra de raiz aramaica usada pelos judeus como forma carinhosa de tratamento ao progenitor e uma das primeiras palavras que as crianças aprendiam.
Podemos dizer que equivale às expressões portuguesas: “paizinho”, “papá” ou “pai querido”.
Relativamente a Deus, trata-se de uma forma muito intensa e íntima de dizer “Pai”.
Há textos de alguns historiadores que relatam que os primeiros cristãos utilizavam o termo “Ab•bá” nas suas orações.

Esta forma de tratamento não aparece no Velho Testamento, nem sequer na expressão simples de “Pai” porque nenhum judeu ousaria chamar Jeová com termos tão familiares. Na verdade, eles sabiam que havia uma enorme distância entre Deus e o homem.
Aba aparece escrita no Novo Testamento por três vezes; e a expressão “Pai” é, de todos os nomes de Deus, o que Jesus usou com mais frequência (mais de 200 vezes), denotando uma íntima afeição. Alguns exemplos disso, são:

Aos 12 anos, na primeira narração bíblica das palavras de Jesus:
“Porque me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” – Lucas 2:49;
Quando Jesus ensinou os discípulos a orar:
Pai nosso…” – Lucas 11:2;
No Getsêmani, talvez o momento mais difícil e mais profundo:
Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero e sim o que tu queres.” – Marcos 14:36;
Quando estava na cruz, Ele proclamou:
Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” – Lucas 23:46.


Este é um dos maiores privilégios dos crentes, a intimidade e cumplicidade que o sangue de Cristo nos transmitiu, permitindo que falemos directamente com Deus e possamos dizer: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.



“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adopção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai!” – Romanos 8:15

domingo, 7 de outubro de 2012

Você Pergunta, a Bíblia Responde

Há histórias bíblicas que nos ficaram na memória desde que, muito pequenos, as ouvimos na Escola Bíblica Dominical. Quase todas eram sedutoras devido à magia que encerravam: “Daniel na cova dos leões”, o “Milagre da multiplicação dos pães e dos peixes”, a “Travessia do Mar Vermelho”, a “Arca de Noé” e tantas outras, também, a transformação da água em vinho nas Bodas de Caná.


Esta última, é a que trago hoje, não pelo encanto da transformação da água, mas para mostrar através deste episódio da vida de Jesus (João 2:1-11), como a Palavra de Deus dá resposta às perguntas que por vezes fazemos:

Será normal mantermos amizades e vida social?
(V.2) Jesus tinha amigos e, neste caso, foi convidado a participar num acto social que revela intimidade, um casamento, e aceitou.
Sim é normal e melhor se convidarmos Cristo a entrar nos nossos espaços. O cuidado que temos de pôr para um conviva tão especial, permite que tenhamos mais cuidado na escolha da nossa decisão.

Podemos acelerar as respostas às nossas ansiedades?
(V.4) A mãe de Jesus, perante o facto do vinho ter acabado, sabia que podia apelar à obra de Jesus, mas o tempo de Deus não é igual ao nosso.
Devemos aprender a esperar, sem perder a proximidade com o Mestre. Precisamos lembrar que o nosso nível de preocupação é humano, mas a decisão de Deus é espiritual.

Na dúvida, que certezas temos?
(V.5) Maria disse aos criados que fizessem o que Jesus mandasse.
Pode parecer um tiro no escuro, mas devemos ouvir e obedecer à vontade de Deus. Afinal de contas, se Ele é o Senhor das nossas vidas, mesmo quando o caminho não é o que julgamos melhor, devemos ter confiança na sua vontade.

Então, Deus faz tudo o que precisamos?
(V.7) Jesus mandou os serviçais encher os potes com água.
Não, é nosso dever fazer aquilo que podemos. Deus conhece as nossas limitações e sabe o que é razoável ao homem realizar; logo, devemos executar com fé o que for da vontade e mando de Deus.

Os resultados serão sempre satisfatórios?
(V.10) Depois da transformação de água em vinho, o mestre-sala aprovou-o como sendo o melhor, na sua perspectiva até era desfasado para a altura.
Devemos confiar nas respostas de Deus e ter certeza na vitória. Talvez não seja o que queremos, mas são, sem dúvida, as melhores.

Porque será que certos contratempos acontecem na nossa vida?
(V.11) Manifestou-se a glória de Deus e os discípulos confirmaram a sua fé.
Porque é necessário que reconheçamos a soberania de Deus e a nossa dependência; dessa forma, também, fortalecemos a nossa fé e mostramos a gloriosa missão de Cristo na nossa vida espiritual.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
II Timóteo 3:16-17

sábado, 8 de setembro de 2012

Alfabetização e Literacia


Faz hoje 45 anos que a ONU e a UNESCO declararam este dia como o “Dia Internacional da Alfabetização”, com o propósito de alertar a consciência da sociedade internacional para um compromisso mundial para o desenvolvimento e a educação.


Portugal, apesar dos progressos verificados após a Revolução, tem ainda uma parte significativa de população analfabeta (9 em cada 100 portugueses continuam sem saber ler e escrever).
Sendo que alfabetização e literacia não são sinónimas, creio que os números apurados pecam por defeito pois juntar letras e ler palavras, não é o mesmo que entender o texto.

Porque é que trago aqui este tema, para além da efeméride?
É simples, tem tudo a ver com as Sagradas Escrituras.
A educação sempre teve um papel importante no desempenho do povo de Deus. No Velho Testamento a aprendizagem da aliança de Deus com o seu povo foi recomendada para cada geração (Ex.: Deuteronómio 6:1-2); no Novo Testamento a educação teve especial destaque na igreja primitiva (Ex.: Actos 5:42; II Timóteo 2:15); nos nossos dias muitos são os pastores, teólogos e líderes que empenhadamente estudam e ensinam a Palavra.

Na verdade, não é à toa que os crentes estudiosos da Palavra de Deus, mesmo com pouca escolaridade, têm uma literacia superior à de outros cidadãos. É que o entendimento exegético e hermenêutico precisa de treino mental (discernimento).

Para isso e porque o tempo é de aperto (o preço dos artigos escolares, as matrículas e as propinas são praticamente insuportáveis), trago boas notícias:
* Matrícula – grátis para quem pedir a ajuda de Deus.
* Material escolar – a Bíblia Sagrada, caderno e caneta (há livros de apoio, mas não são obrigatórios).
* Local de aprendizagem – o nosso próprio lar e a igreja mais próxima (há Escolas Bíblicas e Seminários, mas nem todos têm que frequentar).
* Tempo de estudo – o estipulado pelos horários da comunidade religiosa e mais o que individualmente dispusermos.
* Método – Leitura atenta (pelo próprio ou outro) da Bíblia; reflexão; anotação das propostas do texto; pesquisa; anotação de dúvidas; pedido de auxílio ao pastor ou a um crente mais experimentado; estar focado nos objectivos das lições e pregações na igreja; fazer o trabalho diário (praticar).

Muitos crentes são privilegiados, tal como foi Timóteo (e eu), já que desde a infância têm a oportunidade de aprender as Sagradas Letras. Mas, em qualquer altura da nossa vida se pode dar início ao estudo, não importa a idade para formar uma comunidade de estudantes da Palavra Deus (incluindo a alfabetização, se for necessário).
O crente deve superar-se, não pode desculpar-se com a sua ignorância, nem contentar-se com a sua inferioridade porque isso equivale a dizer que está deliberadamente a perder os tesouros escondidos na Palavra de Deus.

“Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica;
pois receberam a Palavra com toda a avidez,
examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram de facto assim.” – Actos 17:11

sábado, 5 de maio de 2012

Selah


Esta pequena palavra aparece 74 vezes na Bíblia, todas no Velho Testamento (71 em 39 Salmos e 3 em Habacuque 3).



Dela não são conhecidas a etimologia nem a definição exacta, por isso, há opiniões diferentes acerca do significado (pausa, elevação, repetição, suspensão, ámen), mas o que reúne maior consenso, é “pausa” ou “pare e ouça”.
Entretanto, parece ser uma orientação dada aos declamadores, cantores e/ou instrumentistas, já que verificamos a sua utilização nos salmos (poemas e cânticos) e na oração de Habacuque sob a forma de canto.

"Rei David tocando harpa"
pintura de Guerrit van Honthorst
  
Se a definição de Selah for “pausa”, como tradicionalmente é considerada, parece estar implícita a chamada de atenção para um espaço só instrumental (em que as vozes param) como convite à reflexão, ou uma paragem total para cumprimento de algum ritual (recitação, bênção, silêncio reverencial, oração, contemplação…).




Deixo aqui algumas curiosidades:
1- A Septuaginta grega na sua tradução utiliza a expressão   
     di•á•psal•ma, ou seja “interlúdio musical”.
2- O Salmo 9:16 termina por «Higaiom. Selah», associação de
     palavras que alguns entendidos dizem ter a ver com a música de
     harpa.
3- O termo Selah só é aplicado no decorrer ou no final do Salmo,
     nunca no início.
4- Lista dos 39 Salmos onde figura o termo:
     1 vez nos capítulos 7, 20, 21, 44, 47, 48, 50, 54, 60, 61, 75, 81,
     82, 83, 85 e 143;
     2 vezes nos capítulos 4, 9, 24, 39, 49, 52, 55, 57, 59, 62, 67, 76,
     84, 87 e 88;
     3 vezes nos capítulos 3, 32, 46, 66, 68, 77 e 140;
     4 vezes no capítulo 89.
5- Dos 39 Salmos, 31 são oferecidos ao “mestre de canto”, ou ao
     “chefe dos músicos”.

Na verdade, existem diversas interpretações e sugestões de utilização, mas eu sugiro que, quando encontrarmos este termo, façamos uma pausa de reflexão sobre o que nos está a ser dito.
Esse é um exercício que podemos começar desde já, por isso, escolhi alguns dos versículos onde figura a expressão e que, mesmo fora do contexto do salmo, têm uma mensagem poderosa:

“Tu és o lugar em que me escondo; Tu me preservas da angústia; Tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selah.)” – Salmo 32:7

“Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com equidade, e guias na terra as nações. (Selah.)” – Salmo 67:4

“Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo; Deus é a nossa salvação. (Selah.)” – Salmo 68:19

“A Ti levanto as mãos; a minha alma anseia por Ti, como terra sedenta. (Selah.)” – Salmo 143:6

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Semeador

No Domingo passado, antes de ir para a igreja, andava a passear perto das hortas quando reparei que, lá pelo meio, andava um senhor a (?); bom, eu não “pesco” nada de agricultura, mas como vi muitos rebentos, presumo que não estava a semear, mas sim a desparasitar ou a fertilizar o terreno.

A manhã estava muito fria, mas, mesmo assim, fiquei imenso tempo a admirar aquela cena.

Sacola pendurada no ombro esquerdo, cheia de (?) pequenos e leves grãos que o homem retirava com a mão direita e lançava ao solo com a beleza de um gesto de ballet, enquanto caminhava pelos carreiros ora para cá, ora para lá.
Parte do produto lançado caiu nas pedras que limitam a zona de sementeira; outra era levada pelo vento e ia para o caminho ao lado da horta, a maior parte caía sobre a terra e os rebentos verdes.

Óbvio que identifiquei ali a parábola do semeador. É muito empolgante podermos ver como as coisas se processam e fazer a relação com os ensinos bíblicos.
Com a parábola, Jesus ensinava acerca das diferentes respostas que as pessoas dão à Palavra de Deus. O texto encontra-se em Lucas 8:4-15 (Mateus 13:3-9/19-23 e Marcos 4:1-9/13-20) e é assim:

(clique na imagem para ver melhor)
Na verdade, todos quantos têm ouvido a Palavra de Deus, se identificam com uma destas respostas. Aos que se aplica o versículo 15, “A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e recto coração, retêm a Palavra; estes frutificam com perseverança.”, é pedida fidelidade e trabalho pois, assim como o semeador lança a semente sem se poupar a esforços, também o crente deve espalhar a Palavra de Deus sem se deter pelas dificuldades. Como a passagem realça, apesar da Palavra ser genuína e igual para todos, os resultados são diferentes de pessoa para pessoa. Porém, aos crentes, Deus só pede que façamos a nossa parte - semear.

A vida e o crescimento são prerrogativa da soberania de Deus.
“De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho.
Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus.” – I Coríntios 3:7-9

sábado, 1 de outubro de 2011

Tudo Quanto Tem Fôlego Louve ao Senhor!




Do princípio ao fim da Bíblia, encontramos várias referências à música, tanto na expressão instrumental como cantada.




Em Génesis (4:21), descobrimos Jubal, o pai dos tocadores de harpa e flauta; e no Apocalipse (14:3), João conta da visão em que o Cordeiro e os seus remidos cantam sobre o monte de Sião.

Lá pelo meio temos:
Deus a mandar Moisés escrever um cântico e ensiná-lo ao povo (Deuteronómio 31:19,22);
Os servos de Saul a aconselhá-lo a procurar alguém que tocasse harpa para que se acalmasse (I Samuel 16:16,17,23);
Os Levitas a tocar instrumentos e a cantar para louvar ao Senhor (II Crónicas 5:12-13);
David, o grande músico do Velho Testamento, que não só tocava instrumentos, como escrevia maravilhosas letras (pelo menos 73 dos Salmos são da sua autoria);
Salomão (Provérbios 25:20) a falar acerca da acção das canções para um coração aflito;
Jesus e os discípulos a cantarem um hino, após a ceia (Mateus 26:30);
Paulo e Silas na prisão (Actos 16:25) a cantarem hinos;
O apóstolo Paulo a recomendar às igrejas (Efésios 5:18-19 / Colossenses 3:16) que louvassem a Deus cantando.

E, ainda, os cânticos de:
Moisés (Êxodo 15:1-18 e Deuteronómio 32:1-43); Miriã (Êxodo 15:21); Débora (Juízes 5:2-32); Ana (I Samuel 2:1-10); David (II Samuel 22:2-51); diversos (Salmos); Salomão (Eclesiastes, Cantares); Isaías (Isaías 12:1-6, 25:1-26:21, 42:10-25); Ezequias (Isaías 38:10-20); O Servo (Isaías 42:1-4, 49:1-6, 50:4-9, 52:13-53:12); Maria (Lucas 1:46-55); Zacarias (Lucas 1:68-79); Simeão (Lucas 2:29-32).

Na verdade a música ocupa um espaço especial no coração de Deus.
Hoje é o Dia Mundial da Música por isso,

“Cantai-Lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.”
Salmos 33:3

sábado, 24 de setembro de 2011

Comunidade Linguística

Muito se tem falado do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Para mim, há coisas com que concordo e outras que nem por isso, enfim, também não é coisa que me apeteça muito… provavelmente, continuarei a escrever como aprendi. Não sei!

De qualquer forma, quando pensei neste tema, não queria discutir, nem divagar, sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas sim sobre o Acordo da Linguagem Divina. Ou seja, aquele que é eterno e imutável, que faz parte da aliança de Deus com o seu povo, seja qual for o país onde vive ou a língua que fala.

Então, podemos ficar descansados porque as alterações feitas à ortografia do português não interferem no espírito da Palavra de Deus!

O mesmo não digo acerca das imensas versões da Bíblia Sagrada que, em alguns casos, até retiram sentido, desvirtuam e alteram o texto bíblico.
Dos 7238 idiomas que existem, pouco mais de 390 têm a Bíblia traduzida na íntegra e mais de 4200 não possuem sequer um versículo da Palavra de Deus. Não obstante, só entre os evangélicos há, além das tradicionais (corrigida e actualizada), as mais diversas versões (linguagem de hoje, português corrente, revista, contemporânea, etc.), o que, inclusivamente, propicia o desvio ao conteúdo, já que se tornou “moderno” analisar as diferentes versões e discutir o vocábulo que “soa” melhor em vez de se estudar o texto e a sua aplicação.

Pergaminhos do Mar Morto, com cerca de 2000 anos
Então, só a título de exemplo, vamos observar alguns itens do

Acordo da Linguagem Divina

Apocalipse 1:8 – “Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.”

II Timóteo 3:16 – “Toda a Escritura é divinamente inspirada por Deus, e útil para o ensino, para repreensão, para correcção, para a educação na justiça.”

Provérbios 30:5-6 – “Toda a Palavra de Deus é pura; Ele é escudo para os que n’Ele confiam. Nada acrescentes às Suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.”

Mateus 5:18 – “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um iota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo se cumpra.”

Mateus 5:37 – “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; Não, não. O que disto passar, vem do maligno.”

Salmo 119:160 – “As Tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos Teus justos juízos dura para sempre.”

Salmo 34:13 – “Refreia a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem dolosamente.”

Tito 2:7-8 – “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras; no ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito.”

Mateus 6:7 – “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.”

Isaías 40:7-8 – “Seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.”
 
Manuscrito Bíblico, com mais de 1.600 anos
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.” – Provérbios 3:5

domingo, 22 de maio de 2011

A Minha Primeira Bíblia

Há precisamente 53 anos, ganhei a minha primeira Bíblia. Conservo-a até hoje.

Foi propositadamente que disse: “ganhei” porque, na verdade, não me foi oferecida, não a achei e não a comprei.
Tinha 8 anos, ia à igreja, já sabia ler, mas ainda não tinha a minha própria Bíblia. Talvez porque fosse cara; talvez por ser criança; talvez por qualquer outra coisa…
Mas um dia, a 22 de Maio de 1958, eu ganhei uma!


Durante algum tempo, não sei se muito ou pouco, nem porquê, os meus pais frequentaram a Igreja Presbiteriana (Rua de Febo Moniz - Lisboa, ainda existente). Lembro-me que, com excepção do templo e do gabinete do pastor, as instalações me assustavam um pouco.
O salão de festas (com características de pequeno teatro) era um espaço privilegiado de actividades.

Creio que foi numa noite em que fiz de “andorinha” numa peça que, após a representação, a presidente da Sociedade de Senhoras subiu ao palco, colocou uma grande caixa redonda de chapéus sobre um banco, e desafiou o auditório a, mediante um pagamento simbólico, adivinhar o que a caixa continha, sendo que esse seria o prémio para o ganhador. A única informação que a senhora dava era que lá dentro estava “o objecto mais importante, necessário e precioso para o ser humano”.
E, a cada aposta dada, visivelmente desiludida, repetia a frase.

Desde o início que insisti com o meu pai para me deixar dar um palpite (que lhe segredei) e ele, insistentemente, recusou.
Das várias apostas, fixei duas, provavelmente por as ter achado lógicas: “um copo de água” e “um despertador”, mas falharam tal como todas as outras. Eu continuava a teimar com o meu pai até que, por fim, ele lá cedeu.
Levantei a mão e disse: “É uma Bíblia!”

A senhora tapou a cara com ambas as mãos e depois, a reprimir as lágrimas, mas com a voz embargada disse: “Eu não acredito, uma criança, meu Deus, foi preciso ser uma criança”.
Eu não estava a perceber nada, fiquei até na dúvida se aquela atitude era “sim” ou “não”.
Depois, chamou-me ao palco; as pessoas batiam palmas; ela abraçou-me com força e beijou-me; e eu fiquei alegre, envergonhada e confusa com tanta efusão. Aberta a caixa, ali estava a minha primeira Bíblia.
Senti uma vaidade imensa! Tinha uma Bíblia minha, só minha!

Posso dizer que esta companheira de jornada, muito me auxiliou a vencer obstáculos, guiou os meus passos no caminho da fé e deu-me conhecimento da vontade de Deus.
Hoje, descansa na estante, velhinha e manuseada.

A Bíblia contém palavras de amor e vida capazes de nos encher de confiança e alegria. Por isso, digo como o salmista:


"Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e Luz para o meu caminho." - Salmos 119:105

segunda-feira, 21 de março de 2011

Tempo de Poesia


Hoje celebra-se o Dia Mundial da Poesia, proclamado pela UNESCO em 1999.

A poesia pertence a um género literário que explora a musicalidade das palavras e faz, através das suas imagens, sugerir emoções, despertar sentimentos e produzir contemplação.
O texto não é, necessariamente, escrito em verso, mas, quando se trata da letra para um hino, a poesia é rimada e acompanhada por uma composição musical.

A Bíblia tem uma vasta obra poética. Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares formam a divisão dos livros poéticos das Escrituras. Aliás, basta ficarmos atentos ao ritmo e harmonia desses textos, para adivinharmos o seu estilo. No caso concreto dos Salmos, sabemos que muitos foram musicados e cantados.


O Salmo 121, uma das mais belas declarações de confiança em Deus, é um dos meus favoritos, pela estética, pela mensagem e pela sabedoria com que as verdades espirituais são retratadas, é o poema que escolhi para comemorar este dia.
Caracterizado como "cântico de romagem", destinado a música vocal, era cantado pelos peregrinos quando iam às festas em Jerusalém.
Aqui fica uma versão de língua portuguesa, que conheço desde a infância e que trauteio com frequência.

SALMO 121

Para os montes olharei, donde me vem salvação?
Meu socorro vem de Deus, o Senhor da criação.

Pelo meio dos perigos, não te deixará cair;
quem a Israel guardava, não dormiu, nem vai dormir.

O Senhor é quem te guarda; sombra à tua destra está,
nem de dia, nem de noite, sol ou lua ofenderá.

O Senhor é quem te guarda; guardará de todo o mal,
tua entrada e saída, desde agora e até final.

Autor – não identificado, in Bíblia Sagrada
Versão Portuguesa – autor/compositor brasileiro (desconheço a identidade), in A Voz Missionária

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Bíblia nas Nossas Mãos

Os inimigos de Deus têm utilizado todos os argumentos e processos para destruir a Bíblia, mas ela permanece viva.
Ao longo dos tempos, aqui e ali, têm havido homens e mulheres perseguidos por pregarem a Palavra de Deus, mas ela continua a ser anunciada.
A instituição católica apostólica romana, durante séculos (mesmo depois de existir a Bíblia impressa), não tornou acessível a sua leitura e estudo aos seus seguidores, mas, ainda assim, a Bíblia é o livro mais vendido e lido em todo o mundo.
Para os evangélicos, a Palavra de Deus, tem sido a Arma do Espírito e um Manual de Instruções para conduta e fé, mas nem sempre é utilizada com primazia.
Hoje em dia há cerca de 2.200 línguas que ainda não possuem a Bíblia e, apesar dos meios informáticos terem acelerado as traduções, pensa-se que não estarão concluídas antes do ano 2150.

Antigamente, os evangélicos eram conhecidos (depreciativamente), por: “Os Bíblias”, “Os do Caminho”, “Protestantes”, “Evangelistas”, “Crentes”, “Cristãos” e, provavelmente, outros nomes de que agora não me lembro. Nenhum destes termos me menospreza e cada um deles tem uma explicação lógica, porém, hoje, quero lembrar que “Os Bíblias” eram assim chamados não só por estudarem a Palavra de Deus (já que era um acto mais reservado), mas acima de tudo porque a transportavam visivelmente quando iam à igreja.

Nos nossos dias, muitos cristãos evangélicos estão comodamente instalados nas suas relações com o mundo e, receando o confronto, evitam ser identificados. Este é um dos motivos pelos quais as Bíblias são cada vez mais pequenas, facilitando o seu transporte na mala ou na algibeira; ou são deixadas na igreja sob o pretexto de haver outra em casa; ou, em última análise, nunca saem à rua.
Será que passámos a envergonhar-nos da nossa fé ou é porque desleixámos o brio?

Conta-se que, há alguns anos, havia um hotel na Carolina do Norte que não cobrava despesas aos pregadores que por lá passavam. Em certa altura, um pastor ficou no hotel por alguns dias, tendo identificado a sua ocupação quando fez a reserva na recepção.
Por isso, no dia em que saiu, ficou surpreendido por lhe ser apresentada a conta e comentou: “Disseram-me que neste hotel os pregadores não pagavam nada!”
Ao que o dono do hotel respondeu: “Bem, todos os dias que aqui esteve o vi a fumar e a beber demasiado enquanto conversava acerca de tudo, menos de Deus; e, também não me lembro de o ter visto a ler ou a transportar a sua Bíblia... o senhor vive como alguém sem Deus e como tal, tem de pagar a sua conta”.

Este é o repto posto aos crentes de todos os tempos, não nos envergonhemos de ser diferentes; antes, caminhemos com a Palavra de Deus e de acordo com ela, para que não chegue o dia em que a conta nos seja apresentada.

“Se pelo nome de Cristo sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios alheios; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso, antes glorifique a Deus com esse nome.” - I Pedro 4: 14-16