"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

"Eu Posso"


A ausência tem sido longa, mas a verdade é que são muitas as vezes em que a coisa está difícil… a disposição já não é o que era e tenho períodos de grande debilidade!

Habituada a decidir, resolver, liderar, a vida ensinou-me a ser independente. Nunca me queixei muito porque os problemas tinham de ser resolvidos e não havia espaço ou tempo para lamentações.
Porém, confesso que olhando para trás, tenho a certeza de algo que foi fundamental para conseguir chegar até aqui, é que Cristo esteve sempre lá, mesmo quando eu não estive para Ele.

Depois, a vida trocou-me as voltas e, sim, hoje sinto o quanto sou dependente, das orações, da ajuda, do amor e da confiança dos meus queridos familiares e amigos.
Mas, acima de tudo, dependente d'Ele...

“Posso todas as coisas n’Aquele que me fortalece.”
Filipenses 4:13
 
…porque se Deus disse que eu posso, então eu posso!

Obrigada a todos que não desistiram de mim e me têm colocado perante o Trono, Deus vos dê bênçãos recalcadas e sem medida.
Voltarei!


 
Celebrai

Ele está presente, eu estou sentindo,
Algo acontece de diferente onde Ele está,
Abra o seu coração e creia em Cristo
Receba a bênção do Senhor e celebrai.
Seja qual for o anseio, Ele pode resolver;
O Espírito Santo age, com todo poder,
No estender das mãos para o alto a celebrar…
Milagres, maravilhas o Senhor vai operar.
Ele vai trazer de volta o que alguém perdeu,
É Deus de coisas grandes, tem o melhor pro povo Seu,
É bênção transbordante para isso confiai,
Alegrai-vos filhos de Sião, vinde e celebrai!

sábado, 6 de setembro de 2014

Eu Te Louvo!

“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável.
Tuas obras são maravilhosas!
Digo isso com convicção. Meus ossos não estavam escondidos de ti
quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus!
Como é grande a soma deles!” – Salmo 139:13-17

domingo, 31 de agosto de 2014

A Minha Data




Nasci a 3 de Agosto de 1949
Isso não torna a data esplendorosa, a não ser para mim própria. Porém, vejam estas curiosidades que fazem com que ela se torne especial.




Em Fevereiro de 1949, o Pr. Abel Rodrigues fundou a União Bíblica em Portugal e no verão desse ano organizou o primeiro acampamento bíblico do nosso país, no Carrascal.
Em Agosto de 1955 iniciei-me como campista. Foi lá que fiz os 6 anos de idade e, nesse mesmo ano (creio que no dia 3 ou 4), aceitei Jesus como meu Salvador. Além de campista e ao longo dos anos, fui “chefe”, co-fundadora da Scub-J, conselheira e participante em diversos eventos.

Em Maio de 1949, estabeleceu-se em Portugal a Aliança Pró-Evangelização de Crianças, por mão de Violeta Lopes, uma missionária que muito bem conheci.
Entre os 16 e 18 anos, fui professora da Classe de Boas Novas, em Almada.
 
(primeiros seminaristas com a família Faircloth)

Não posso precisar a data, mas, segundo alguns documentos foi em 1949 que o missionário Samuel Faircloth, com quem vim a privar de perto, fundou em Portugal – Leiria – o Seminário Teológico Baptista, do qual foi o primeiro director.

 
A 27 de Outubro de 1949, Portugal viu ser galardoado com o Nobel da Medicina, o Pf. Egas Moniz, médico neurologista, investigador, político e escritor português.
Assim se viu reconhecido o trabalho e a inteligência de um português que muito admiro e cuja história muito contribuiu para o avanço do conhecimento e tratamento de doenças neurológicas.

 


A 3 de Agosto de 1973, quando fazia 24 anos, fui mãe pela primeira vez. Uma felicidade indescritível que me deu um estatuto para toda a vida.
Passaram 41 anos e o meu filho, junto com a minha filha e os meus netos, são o maior testemunho da confiança de Deus.


 

No dia em que fiz 50 anos, tive o prazer de embarcar para “a terra de Deus”, aquando das comemorações dos 50 anos do Estado de Israel (a Independência foi assinada no dia 14 de Maio de 1948).
Foi emocionante pisar aquele chão e conhecer melhor os locais Bíblicos e a história do povo judeu.

 
 “Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria, para que o meu coração cante louvores a ti e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te darei graças para sempre.”
Salmo 30:11-12

domingo, 24 de agosto de 2014

Nas Mãos de Deus

Depois de uma ausência que não sei se se repetirá, ou não, venho dar notícias aos amigos que aqui me visitam e leem…

Durante uma semana estive hospitalizada, fiz uma bateria de exames e tratamento para alívio de sintomas e voltei para casa a aguardar o veredicto duma biópsia que veio a confirmar as desconfianças dos médicos – cancro do pulmão direito. Fui bem tratada e estimada.
Um dia de cada vez!

Neste  momento estou a aguardar alguns estudos de mutação genética, para dar início à quimioterapia.

Não estou derrotada, nem alheada dos perigos. Deus tem me dado tranquilidade e confiança.
Eu acredito em milagres, mas não sei se isto é o que o Senhor quer fazer em mim. Temos de esperar; porém, quero que seja tempo de fé e testemunho!

A minha gratidão a todos que têm orado por mim. Que Deus vos multiplique em bênçãos!


Como já aqui contei, este é o meu versículo favorito, desde que o descobri aos 20 anos de idade.

sábado, 2 de agosto de 2014

O Meu Refúgio

“O que habita ao amparo do Altíssimo
e vive à sombra do Omnipotente,
diga a Deus: “Meu refúgio, minha fortaleza,
meu Deus, eu confio em Ti!”
Ele te livrará do laço do caçador
e da peste destruidora;
Ele te cobrirá com as suas penas
e debaixo de suas asas te refugiarás.
O braço d'Ele é escudo e armadura.
Não temerás o terror da noite,
nem a flecha que voa de dia,
nem a epidemia que caminha nas trevas,
nem a peste que devasta ao meio-dia.
Caiam mil ao teu lado
e dez mil à tua direita,
que nada te atingirá.
Basta que olhes com teus próprios olhos,
para veres o salário dos injustos,
porque fizeste de Deus o teu refúgio
e tomaste o Altíssimo como defensor.
A desgraça jamais te atingirá
e praga nenhuma vai chegar à tua tenda,
pois Ele ordenou aos seus anjos
que te guardem nos teus caminhos.
Eles te levarão nas mãos,
para que o teu pé não tropece numa pedra.
Caminharás sobre leões e víboras,
e pisarás leõezinhos e cobras.
“Eu te livrarei, porque a mim te apegaste.
Eu te protegerei, pois conheces o meu nome.
Tu me invocarás e eu responderei.
Na angústia estarei contigo,
Eu te livrarei e glorificarei.
Vou saciar-te de longos dias
e te farei ver a minha salvação.”


Salmo 91
 

Amigos,
Nos últimos meses tenho estado doente e, gradualmente, a perder qualidade de vida. Daí que, na 2ª feira, tenha de ser internada. 
Se e quando Deus quiser vou voltar. Espero que voltem também (lembro que só publico os meus textos ao fim-de-semana).
Agradeço que se lembrem de mim em oração. Deus vos abençoe!

domingo, 27 de julho de 2014

Alegria no Senhor

Por se arrastarem alguns problemas de saúde que, a seu tempo, serão ultrapassados, por vezes tenho dificuldade em me dedicar ao blog..., mas não vou desistir!
Peço desculpa, peço que orem pela minha recuperação e peço que sintam, sempre, alegria no Senhor.

“O Senhor é a minha força e o meu escudo; n’Ele o meu coração confia, e d’Ele recebo ajuda.
Meu coração exulta de alegria e com o meu cântico lhe darei graças.” – Salmo 28:7
 


sábado, 12 de julho de 2014

Por Isto ou por Aquilo – Por Tudo e por Nada

Preciso de desabafar!

Sabem quando vamos ouvindo queixas por isto ou por aquilo, por tudo e por nada? Quando o que fazemos nunca é suficientemente bom? Quando abrimos a nossa “casa” e na maioria das vezes nos sentimos intrusos? Mas, calamos, desvalorizamos, desculpamos…

Pois é, chega a uma altura em que apetece dar um berro e mandar embora quem inverte as posições e se vitimiza indevidamente.

 
O nosso país e, consequentemente, as nossas igrejas têm sido desde há muitos anos palco de entrada de outros povos e, consequentemente, de crentes imigrantes.
Já por características que nos são naturais, mas também porque somos crentes, recebemos com muita simpatia e tentamos proporcionar bem estar aos nossos hóspedes.
Nós gostamos de receber e de agradar!

Isso é o mínimo que posso dizer porque muitas vezes chegamos a ser subservientes; até podemos ser postos de lado para dar lugar aos outros, ou ouvir elogios ao seu saber e desempenho, quando não é superior ao que nós sabemos e fazemos, porque aceitamos.

Vá, não me vou alongar, nem falar da violência e maus costumes de que somos vítimas porque, que eu saiba, isso ainda não chegou à comunhão cristã.
Mas, entretanto, constacto que, por isto ou por aquilo, por tudo e por nada, somos acusados de xenófobos. Sim, agora estou a falar dos crentes; aqueles que recebemos de braços abertos, os que se sentam ao nosso lado na igreja; aos que tratamos sem qualquer tipo de diferença.

Num curto espaço de tempo, ouvi em testemunho na igreja e li nas redes sociais, crentes estrangeiros se queixarem de xenofobia. Por isto ou por aquilo, por tudo e por nada!
A verdade é que continuam por cá, na grande maioria com vidas estabelecidas desde há muitos anos e com direitos sociais iguais, mas perante qualquer contrariedade (igual às que todos nós sofremos) acusam-nos de xenofobia.


E que tal todos sermos agradecidos pela diversidade e nos completarmos em amor, em vez de ouvirmos disparates que, além de injustos, provocam mal estar entre os filhos de Deus?
Todos vamos ganhar com isso!

“Porque por Ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus.” – Efésios 2:18-19

domingo, 29 de junho de 2014

Uma Carta Especial

Deixem-me dizer o quanto eu gosto de cartas, sim, daquelas que, infelizmente, já não se escrevem.

Eu sei que nem toda a gente tem esta paixão, até sei que muitos nunca escreveram uma carta a sério porque os modernos meios de comunicação escrita são rápidos e despersonalizados, não levam a nossa caligrafia e são inundados com frases e ideias feitas.



Durante a maior parte da minha vida escrevi imensas cartas… que prazer! Confesso que eram “obras de arte”, sempre muito longas, muitas coisas ditas, outras tantas nas entrelinhas, sublinhados, alguma poesia, dobragens especiais, flores secas, pequenos desenhos. Ai que saudade!


No meu arquivo guardo imensas cartas que recebi, mas destrui as principais que ainda hoje queria ter… coisas de mim!

Tudo isto porque hoje vou falar de uma carta especial.

A primeira identificação, sabemos que vem no envelope; ali está o Remetente e o Destinatário. Esta carta é de Deus e vai dirigida aos homens perdidos.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3:16

Posto isto, vamos abrir o envelope:
Local de Envio – Habitação de Deus
“O Senhor olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens. Do lugar da sua habitação contempla todos os moradores da terra.” – Salmo 33:13-14
Data – Hoje é o dia
“Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!” – II Coríntios 6:2b
Mensagem – Testemunho dos crentes
“Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos.” – II Coríntios 3:2-3

Grande responsabilidade..., mais do que falar do Evangelho, temos de viver o Evangelho.
Nós somos o conteúdo, a mensagem, a carta viva de Deus para os homens. Aí está a importância do testemunho cristão. Pois que, cada um de nós, os que já recebemos a graça da salvação, sejamos dignos de nos apresentar aos outros como a mensagem da carta de Deus, não tendo de que nos envergonhar.

sábado, 24 de maio de 2014

Coração sem Fronteiras

 

 
Pr. Joaquim e Isménia Machado
Quando eu era criança, penso que tinha uns 8 anos, fui com os meus pais ao Porto, onde visitámos o Lar Evangélico Português, na Rua da Boavista.
Creio que era uma cave onde os seis filhos do casal, Pr. Joaquim e Isménia Machado, se confundiam com as não sei quantas crianças abrigadas pelo papá e a mamã, como carinhosamente lhes chamavam.
 
Fiquei deslumbrada com o relacionamento tranquilo e carinhoso; havia uma desordem ordenada; crianças para cá e para lá; cheirava a chichi… Não interessa, fiquei com vontade de viver ali!
A obra iniciada em 1948, com parcos recursos e na casa do Pastor, mantém-se de pé; noutras instalações e muito melhores condições, tem, ao longo dos anos, formado homens e mulheres.
 
Depois, foram fundados muitos outros lares que abrigam, educam e veem crescer crianças a quem foi negado o direito ao lar/família de origem.
Tenho uma enorme admiração pelos homens e mulheres que dedicam uma boa parte das suas vidas a amar os filhos de ninguém e a tentar que lhes sejam reconhecidos os seus direitos.
 
Ana Rute Calaim Lamúria
Um dia desta semana, estava na internet, quando me deparei com um texto fantástico, escrito por uma jovem senhora (como esta gente cresce) que bem conheço. Fiquei emocionada e cresci um pouco mais…!
A jovem (Ana Rute Calaim Lamúria), membro da Igreja Evangélica de Sintra, é responsável por um Lar de Crianças do Exército de Salvação.
 
Deixo aqui o texto, devidamente autorizada, e mais não digo.

 
Coração sem Fronteiras
 
Convidaram-me para falar sobre o que é ser mãe numa instituição.
 
Sorrio e penso que muitas vezes o meu papel é mais o de pai do que de mãe. O papel de mãe fazem as minhas colegas, que os deitam, que tratam deles, que lhes dão banho, que estão no acordar, que os educam, e que quando algo aperta chamam por mim.
 
A casa que dirijo, é uma casa onde moram 14 crianças, meninos e meninas, dos 0 aos 12 anos. Actualmente o mais pequenino tem 3 meses e o mais velho 12 anos.
 
Todas elas foram crianças consideradas “em risco”.
 
Enquanto vivem lá, a equipa técnica deverá ajudar na definição do futuro da criança. Voltará ela para a sua família biológica? Irá ter uma nova família? Continuará numa instituição.
 
Enquanto procuramos respostas a estas perguntas surge o papel de ser mãe.
 
A adaptação à nova casa é muitas vezes difícil. Deixamos de estar com aqueles que amamos para aprender a amar novas pessoas. Novos paradigmas têm que ser aprendidos. Afinal quem cuida de mim não me magoa? Está preocupado comigo? Este caminho por vezes também é doloroso. Permitirmos que nos amem!
 
Ser mãe numa instituição é lidar com muitas crianças.
É dar proteção, amor e educação.
É ser-se responsável.
É ensinar a receber amor: é dizer “tu és muito especial para mim!”
É estar lá para ver o primeiro sorriso, o primeiro andar.
É estar presente nas vitórias e nas derrotas.
É dar um abraço quando choram pela presença da mãe.
É ir ao médico com ela.
É ir à festa da escola e perceber o sorriso triste porque a mãe não está presente, mas ver o sorriso porque afinal nós estamos presente.
É lidar com algumas birras. É lidar com ansiedades, frustrações, mau estar e sofrimento.
É rir muito. É sorrir muito.
É ter a capacidade de os ver entrar e sair e lidar com o misto de sentimentos de alegria e dor. Alegria pelo futuro que lhes reserva. Dor pela saudade que já deixaram.
É confortar quem fica (as outras crianças) pelos amigos que já foram embora.
 
Por vezes, pedem-nos para sermos sua mãe. Aí, é ensinar a confiar que irão ter uma mãe.
 
Ser-se mãe numa instituição tem muitas lutas. Momentos de muito desgaste. Mas também momentos que nos enchem o coração.
 
Enquanto profissional numa casa de acolhimento, posso dizer que mais que uma mãe biológica, as crianças querem saber e viver que pertencem a alguém.
 
Podemos ajudar a que haja menos crianças em risco?
 
Sim, podemos!
 
Podemos olhar para o nosso amigo, vizinho, familiar e perguntar e/ou perceber se precisa de ajuda para cuidar dos seus filhos.
 
A bíblia diz:
“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?”
 
Muitas das famílias que nos chegam, são famílias desamparadas, sem suporte familiar ou social.
 
Enquanto igreja, enquanto família, os nossos braços têm que ter a capacidade de abraçar além fronteiras.
 
Não nos esqueçamos que somos filhos herdeiros de Deus, com a particulariedade de termos sido adoptados!
 
“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”
 
Da mesma forma que Deus nos adoptou, é importante adotarmos as pessoas à nossa volta. Não ficar à espera que venham ter até nós a pedir ajuda, mas fazermos como Deus e irmos ter com as pessoas.
 
Ser mãe numa instituição é poder dar aquilo que Deus nos dá. É obedecer Àquele que nos adoptou.
 
16.05.2014
Ana Rute Calaim Lamúria

sábado, 1 de março de 2014

Com Amor e Humor

Ainda sobre a oração e as formas como Deus responde, lembrei-me de uma história que li quando era adolescente e que ilustrei e usei várias vezes em aulas para crianças.
Não me recordo onde a li, nem se é um relato verídico ou de ficção e não sei onde ficaram os meus desenhos. Porém, lembro-me bem do conteúdo e da conclusão da história.

Num casebre isolado, nos Alpes Suíços, viviam avó e neto. A mulher, apesar de ser idosa e pobre, tinha ficado com o garoto de oito anos desde a morte dos pais.
Todos os dias, à hora da ceia, o neto lia uma passagem da velha Bíblia e oravam juntos.

Durante um nevão e sem poderem deslocar-se, os alimentos acabaram, mas a velha senhora animou o neto com a esperança de que Deus não ia abandoná-los. Sem ceia e com muito frio eles deitaram-se mais cedo, mas antes o garoto leu a Bíblia à fraca luz da vela e a avó orou:

“Senhor, tu sabes que não temos comer e não podemos ir à vila. Por favor cuida de nós, envia-nos pão…”

Nessa mesma altura, aproveitando a intempérie, dois jovens meliantes, com intenção de roubar e sabendo da dificuldade de serem apanhados, espreitavam por um vidro partido.
Depois do que viram e ouviram, olharam um para o outro, afastaram-se e riram do disparate daquela velha que, já não bastava achar que Deus existia, como ainda lhe pedia pão. Foi então que tiveram uma ideia genial e hilariante.

No dia seguinte, ainda cedo, puseram o seu plano em acção, foram até à casa e, silenciosamente, subiram ao telhado e deitaram pão pela chaminé.

Eles riram muito, mas quando foram espiar pelo tal vidro partido, encontraram avó e neto de joelhos a agradecer a Deus por ter respondido à sua oração.

“Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem d’Ele se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam.” Hebreus 11:6

O barulho junto à casa surpreendeu a mulher que, depois de ver os moços lá fora, ficou preocupada devido às condições do tempo e, pensando que estavam perdidos, convidou-os a entrar e dividiu o pão fresco que Deus tinha acabado de lhes mandar.

E, porque Deus é misericordioso e muito bem-disposto, não só mandou o alimento de uma forma inusitada, mas também levou os jovens ladrões ao conhecimento do Evangelho.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Quando AMOR se Escreve com U e B



“Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para o meu caminho.”
Salmo 119:105



Há alguns temas que são tão intensos, tão íntimos que, por muito que se diga, fica-se com a sensação de não ter conseguido transmitir nada. É isto que eu sinto quando falo da União Bíblica.
 
Hoje comemorámos os 65 anos da U.B. em Portugal. Foi uma festa a que infelizmente faltaram muitos, mas foi de enorme alegria para tantos.
Cânticos, testemunhos, mensagem, orações, fotografias, encontro de amigos, tudo à medida dos amantes daquela grande obra de Deus.
 
Porque é que a União Bíblica se confunde com a minha vida?
- Nascemos no mesmo ano (1949), a U.B. em Fevereiro, eu em Agosto.
- Conforme testemunhei na primeira mensagem do meu blog (02.06.2010), foi num acampamento da U.B. que aceitei Cristo como meu Salvador.
- Por lá (acampamento do Carrascal) aprendi muito da Palavra de Deus e ganhei amigos para a vida.
- Além de campista, cheguei a colaborar como chefe e como conselheira.
- Fui co-fundadora da SCUBj (sub-comissão da U.B. jovens).
- Para lá mandei os meus filhos (ambos ali aceitaram Jesus) e também eles vieram a colaborar como chefes.
- Os meus netos já são campistas e, como o meu Samuel diz: “O nosso acampamento avó, o nosso sabes?” Porque não há igual!
 
Continuo a estar sempre com a União Bíblica, em oração ou de qualquer outra forma.
E, apesar da U.B. não se resumir aos acampamentos, é neles que sempre me reencontro com a paz e o amor de Deus.
Ninguém que por ali passe fica indiferente ao ar que se respira, nem ao chão que se pisa, ninguém esquece aquela experiência.
 
Eu amo a União Bíblica!
 
Indissociável da organização é a pessoa que trouxe a U.B. para Portugal e que fez dela o seu serviço ao Mestre – Pr. Abel Rodrigues, de quem já aqui falei e homenageei (19.11.2011).
Com tempo espero voltar ao tema, trazendo uma amostragem fotográfica e, talvez noutra altura, com um pouco da história da U.B.
 
Desculpem, se falei muito e não consegui dizer nada, mas eu avisei... Termino, fazendo minhas as palavras com que o Paulo Pina Leite, director norte da U.B., encerrou o seu testemunho de hoje:
 
“Se podia ter vivido sem a União Bíblica? Poder, podia, mas não era a mesma coisa!”

domingo, 26 de janeiro de 2014

Bem Está!

Para mim é uma honra ter conhecido e privado com grandes servos de Deus que, vivendo em condições sociais, políticas e religiosas bem diferentes das actuais, nunca deixaram de lutar pela divulgação do evangelho.
Hoje venho cumprir uma promessa que aqui fiz (20.10.12) e falar de Eric Barker.

Nascido num lar cristão, em Inglaterra, a 23 de Janeiro de 1899, entregou a sua vida a Cristo quando tinha 7 anos de idade.
A partir daí, apesar de ainda criança, fez da oração a sua arma. Este foi o homem que, com uma doçura incomparável, se dirigia a Deus com o seu belo sotaque inglês: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.

Desde a adolescência colaborou activamente na igreja, a nível da Escola Dominical e na realização de cultos ao ar livre, mas foi aos 21 anos, depois de ter servido na marinha durante a I Guerra Mundial, que decidiu dedicar a sua vida à obra do Senhor.
Entretanto, sentindo-se atraído pelo campo missionário, veio para Portugal, por influência do testemunho de seu pai que tinha estado no nosso país e conhecia as carências espirituais aqui existentes.

Uma vez em Portugal, teve contacto com outros dedicados obreiros ingleses a residir no nosso país, aprendeu português com José Ilídio Freire (Igreja das Amoreiras - Lisboa) e ao fim de três meses já pregava na nossa língua. Foi nessa altura que rumou ao norte, para a zona de Ílhavo, onde já havia alguns crentes e começou a fazer cultos nas casas e ao ar livre.
Aos 24 anos, depois de ter alargado a sua acção a outras localidades do distrito de Aveiro, fixou ali residência e deslocou-se a Inglaterra para casar.

Numa altura em que Portugal vivia no obscurantismo espiritual e havia perseguição religiosa, Eric Barker foi um dos bravos que nada temeram, mesmo perseguido, insultado e apedrejado, continuou fiel ao seu Deus. Com uma carroça puxada por uma mula (oferta de alguns crentes da zona sul), percorreu vários lugares do país para distribuir folhetos, vender Bíblias, pregar o Evangelho e cantar hinos tocando ao som do seu bandolim.
Com todos os obstáculos, o trabalho ia dando frutos, almas rendiam-se aos pés de Cristo e formavam-se  comunidades de culto.

Entretanto, teve de arranjar um trabalho secular (contabilista) para sustentar a família que estava a aumentar (chegou a ter oito filhos), mas nunca deixou o serviço para que Deus o chamara. Em 1935 fixou residência na Foz do Douro e adaptou o piso inferior da casa a salão de cultos.
Em 1941, no apogeu da II Guerra Mundial, aceitou a sugestão do consulado britânico e embarcou toda a sua família (mulher, filhos e outros parentes) com destino a Inglaterra. Porém, o barco foi torpedeado por um submarino alemão e afundou-se. Toda a família sucumbiu.
Eric Barker recebeu a notícia a um Domingo… quando chegou a hora do culto foi para a igreja, pregou e, serenamente, participou: “Todos os meus queridos já chegaram ao lar Celestial!”

Sem se deixar afundar na tristeza das perdas, sem medo da repressão político-religiosa, sem temer as dificuldades sociais provenientes da guerra, manteve-se firme, dedicando todo o seu tempo à defesa do Evangelho e à salvação de almas. Toda a zona de Coimbra, Aveiro e Porto, foi alvo preferencial da sua acção e muitas das igrejas existentes tiveram a sua influência.

Em 1946 Eric Barker casou em segundas núpcias com a jovem Beryl (18 anos mais nova) e Deus deu-lhe mais cinco filhos. Juntos prosseguiram na realização da obra, dando formação, pregando e dirigindo vários trabalhos de consolidação do ministério.

Foi, juntamente com outros crentes de todo o país, um dos grandes impulsionadores da Convenção Beira-Vouga, onde algumas vezes o ouvi pregar.
Também, até à minha juventude, o ouvi e mantive contacto, sempre que se deslocava ao sul.

Era uma inspiração!

O meio evangélico português muito deve a este servo de Deus, gratidão que se estende a vários outros missionários ingleses que trouxeram a Palavra de Deus até nós no princípio do século passado.

Erick Barker morreu a 09 de Julho de 1989.
 
“E o seu Senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.” – Mateus 25:21

sábado, 11 de janeiro de 2014

Respostas de Deus à Oração

Nós gostamos de arranjar argumentos para justificar todas as coisas; até as acções de Deus.
É por isso que costumamos ouvir dizer que Deus responde às orações de três formas: SIM, NÃO e ESPERA. Há também quem diga que Ele pode responder TALVEZ.

Espera – é uma questão de tempo, equivale a dizer “respondo mais tarde”, mas não é resposta; Talvez – é dúvida, logo, não entra no vocabulário d’Aquele que é omnisciente.
Fico pelo Sim e o Não.

“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” – Tiago 4:3
“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.” – I João 5:14

O bom é que Deus não nos deixa sem resposta.
Umas vezes responde de imediato, outras demora mais tempo; às vezes corresponde à nossa linha de pensamento, outras a acção é diferente e a conclusão é melhor.

Ainda voltarei a este assunto, mas agora vou contar uma experiência pessoal.

Lembro-me claramente que, quando eu era criança, viajei com os meus pais, irmãs e outros crentes com destino a Águas de Moura, na zona de Pamela, para trabalho missionário.
Estávamos nos anos cinquenta, não tínhamos carro e os meios de transporte naquelas terras eram escassos. Tudo era muito distante.


Saídos da camioneta, fartámo-nos de andar até que encontrámos umas trabalhadoras rurais que, após o receio inicial, lá indicaram o caminho para Águas de Moura.


Não voltámos a ver ninguém... o caminho era inclinado, debaixo de sol e longo… muito longo.
Passado muito tempo chegámos a uma clareira onde convergiam quatro caminhos. Como tínhamos vindo de um, restavam três e não sabíamos qual era o certo.
Foi então que o meu pai sugeriu que pedíssemos a direcção a Deus e formando um círculo, começaram a orar. Eu era a pequenina daquele grupo, tinha 5 ou 6 anos e, já cansada da espera, pus-me a andar.
Quando acabaram de orar, perceberam que eu não estava ali e avistaram-me a caminhar, feliz e despreocupada. O meu pai primeiro ralhou comigo,  mas depois lembrou-se que tinham pedido a Deus uma orientação e… lá chegámos a Águas de Moura.

Aqui está uma resposta imediata, podemos até dizer que mais rápida que o imaginável. Isto, porque Deus conhece todas as nossas necessidades e sabe quando e como agir.

“E será que antes que clamem Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei.”
Isaías 65:24