"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Outono


Nem mais, nem menos, ontem chegou o Outono.
Os dias já estão mais pequenos e menos quentes. A natureza oferece-nos frutos que reforçam as nossas defesas para o frio. Os jardins e as ruas arborizadas ficam forrados por belos tapetes de folhas.

Quando fazemos a leitura da nossa vida, podemos perceber que também temos características próprias das estações. Talvez a queda das folhas nos alerte para a fugacidade da vida terrena; talvez nos diga que o que conseguimos angariar, as nossas capacidades, as nossas vaidades, tudo acaba por perecer.

“Toda carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Seca-se a erva, e cai a sua flor.”
I Pedro 1:24

Paulo compreendeu isso muito bem e deixou para trás tudo o que o envaidecia, daí ter dito acerca do seu currículo:

“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era lucro, considerei-o perda por causa de Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo.”
Filipenses 3:5-8
 

Na verdade, dependendo da relacção que mantemos com o nosso currículo, tudo o que temos e somos pode ser uma bênção, mas também pode ser uma pedra na nossa comunhão com Deus.
Lembremos que nenhuma folha nos fica colada, porque nenhuma se compara à excelência e harmonia do conhecimento de Cristo.

Larguemos as nossas folhas!

sábado, 6 de setembro de 2014

Eu Te Louvo!

“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável.
Tuas obras são maravilhosas!
Digo isso com convicção. Meus ossos não estavam escondidos de ti
quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus!
Como é grande a soma deles!” – Salmo 139:13-17

domingo, 31 de agosto de 2014

A Minha Data




Nasci a 3 de Agosto de 1949
Isso não torna a data esplendorosa, a não ser para mim própria. Porém, vejam estas curiosidades que fazem com que ela se torne especial.




Em Fevereiro de 1949, o Pr. Abel Rodrigues fundou a União Bíblica em Portugal e no verão desse ano organizou o primeiro acampamento bíblico do nosso país, no Carrascal.
Em Agosto de 1955 iniciei-me como campista. Foi lá que fiz os 6 anos de idade e, nesse mesmo ano (creio que no dia 3 ou 4), aceitei Jesus como meu Salvador. Além de campista e ao longo dos anos, fui “chefe”, co-fundadora da Scub-J, conselheira e participante em diversos eventos.

Em Maio de 1949, estabeleceu-se em Portugal a Aliança Pró-Evangelização de Crianças, por mão de Violeta Lopes, uma missionária que muito bem conheci.
Entre os 16 e 18 anos, fui professora da Classe de Boas Novas, em Almada.
 
(primeiros seminaristas com a família Faircloth)

Não posso precisar a data, mas, segundo alguns documentos foi em 1949 que o missionário Samuel Faircloth, com quem vim a privar de perto, fundou em Portugal – Leiria – o Seminário Teológico Baptista, do qual foi o primeiro director.

 
A 27 de Outubro de 1949, Portugal viu ser galardoado com o Nobel da Medicina, o Pf. Egas Moniz, médico neurologista, investigador, político e escritor português.
Assim se viu reconhecido o trabalho e a inteligência de um português que muito admiro e cuja história muito contribuiu para o avanço do conhecimento e tratamento de doenças neurológicas.

 


A 3 de Agosto de 1973, quando fazia 24 anos, fui mãe pela primeira vez. Uma felicidade indescritível que me deu um estatuto para toda a vida.
Passaram 41 anos e o meu filho, junto com a minha filha e os meus netos, são o maior testemunho da confiança de Deus.


 

No dia em que fiz 50 anos, tive o prazer de embarcar para “a terra de Deus”, aquando das comemorações dos 50 anos do Estado de Israel (a Independência foi assinada no dia 14 de Maio de 1948).
Foi emocionante pisar aquele chão e conhecer melhor os locais Bíblicos e a história do povo judeu.

 
 “Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria, para que o meu coração cante louvores a ti e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te darei graças para sempre.”
Salmo 30:11-12

domingo, 29 de junho de 2014

Uma Carta Especial

Deixem-me dizer o quanto eu gosto de cartas, sim, daquelas que, infelizmente, já não se escrevem.

Eu sei que nem toda a gente tem esta paixão, até sei que muitos nunca escreveram uma carta a sério porque os modernos meios de comunicação escrita são rápidos e despersonalizados, não levam a nossa caligrafia e são inundados com frases e ideias feitas.



Durante a maior parte da minha vida escrevi imensas cartas… que prazer! Confesso que eram “obras de arte”, sempre muito longas, muitas coisas ditas, outras tantas nas entrelinhas, sublinhados, alguma poesia, dobragens especiais, flores secas, pequenos desenhos. Ai que saudade!


No meu arquivo guardo imensas cartas que recebi, mas destrui as principais que ainda hoje queria ter… coisas de mim!

Tudo isto porque hoje vou falar de uma carta especial.

A primeira identificação, sabemos que vem no envelope; ali está o Remetente e o Destinatário. Esta carta é de Deus e vai dirigida aos homens perdidos.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3:16

Posto isto, vamos abrir o envelope:
Local de Envio – Habitação de Deus
“O Senhor olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens. Do lugar da sua habitação contempla todos os moradores da terra.” – Salmo 33:13-14
Data – Hoje é o dia
“Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!” – II Coríntios 6:2b
Mensagem – Testemunho dos crentes
“Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos.” – II Coríntios 3:2-3

Grande responsabilidade..., mais do que falar do Evangelho, temos de viver o Evangelho.
Nós somos o conteúdo, a mensagem, a carta viva de Deus para os homens. Aí está a importância do testemunho cristão. Pois que, cada um de nós, os que já recebemos a graça da salvação, sejamos dignos de nos apresentar aos outros como a mensagem da carta de Deus, não tendo de que nos envergonhar.

domingo, 20 de abril de 2014

Ressurreição


É madrugada,
há um silêncio no ar...
por um instante o soluço parou,
a tristeza dormiu
e o pranto cessou!


Na barra do novo dia
brilha sorridente o sol da alegria.


O ventre da terra contraiu-se,
a natureza gemeu em santo parto,
reuniram-se todos os átomos
da força energética da vida...


O Pai é o parteiro presente,
anjos e mulheres o auxiliam;
os guardas, homens armados,
cochilam frágeis e inofensivos.


Poderosos: sacerdotes, Herodes, Pilatos...
com o remorso do crime no estômago,

sofrem pesadelos.

O túmulo rompeu-se e a pedra rolou!
Eis que de pé,
vitorioso, renasce Jesus!


Do infinito parto da Natureza e do Céu
ressurge livre e vencedor
o Filho Amado…
ontem morto e enterrado.


Termina, enfim,
a teimosia cansativa entre o homem
e seu Criador.

Alguns lençóis, placentas inúteis,
restos da morte
que agoniza, faixas manchadas do pecado vencido.


Voam pelo ar, no chão em festa, feito jardim
por onde passeia sorridente
o jardineiro imortal.


Tudo é surpresa e espanto;
tudo é certeza e encanto.


Os convidados e seguidores cantam alvíssaras;
Maria, a mulher escolhida,
suspira aliviada e segura;
uma lágrima feliz terá corrido rápida…


E nós somos benditos,
enquanto os filhos da morte,
envergonhados, insistem em combater.


De boca em boca, de casa em casa,
de nação em nação
corre veloz a notícia feliz:
“Jesus ressuscitou!”


Quem crê, saia depressa, correndo
atrás de Madalena, de Pedro e de João...


A vitória será sempre da VIDA!
E cada esforço, cada luta,
cada gota de sangue derramado,
pela justiça não terá sido em vão...


A última palavra será: RESSURREIÇÃO!


(JOSÉ VICENTE – in “Tempos Urgentes”)