"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Vamos Falar de Amor e Escolha...


Eu opto pela escolha livre e o amor verdadeiro. Afinal, não está provado que os relacionamentos impostos sejam mais estáveis, nem mais felizes, nem mais duradouros.
Gosto de acreditar que temos bons conselheiros, mas não que isso implique falta de liberdade e responsabilidade de escolha por parte dos interessados.



Bom mesmo é não esquecer de observar a vontade de Deus e ter um lugar cativo no relacionamento para ser ocupado por Ele!
Eis alguns bons exemplos de escolha e amor:

- Começo por Adão e Eva, o primeiro casal da história. O que podemos dizer é que eles eram os únicos em todos os sentidos e tinham tudo para se amar.
Este foi o casal precursor do relacionamento romântico. Realmente Deus fez Eva para o Adão e, já com uma visão do futuro da humanidade, declarou:
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” – Génesis 2:24

- Protagonistas de uma bela história de amor foram Isaque e Rebeca. Foi Deus que escolheu Rebeca para Isaque, mas, não há dúvidas de que ele não só a amou como foi um marido fiel por toda a vida.
O mais curioso é que, quando o servo de Abraão foi buscar uma mulher para Isaque, apesar da família dela estar a retardar a sua entrega, Rebeca foi muito clara e livre na sua decisão:
“E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este varão?
Ela respondeu: Irei!” – Génesis 24:58

- Depois temos Jacó e Raquel, um amor impar, digno de romance.
Quando Jacó visitou Labão para, por sugestão de seu pai, arranjar uma companheira, estava longe de ir encontrar o grande amor da sua vida, mas ao ver a linda Raquel ficou irremediavelmente apaixonado. De tal modo que trabalhou para a merecer e, enganado pelo sogro, ainda dobrou o serviço por ela. Isso era amor!

“Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel, e foram aos
seus olhos como poucos dias, pelo muito
que a amava.” – Génesis 29:20

- A história de Boaz e Rute é uma das mais bonitas da Bíblia.
Rute quando ficou viúva, decidiu não abandonar a sogra e foi com ela para Judá. Tudo indica que ela se tinha convertido ao Deus verdadeiro e estava na Sua dependência.
Em Judá, começou a trabalhar na apanha de espigas e Boaz, o rico proprietário das terras, reparou nela e, indagando, admirou as qualidades da jovem, apaixonou-se, protegeu-a, favoreceu-a e, para o final ser feliz, casaram.
“Assim tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher;
e ele a possuiu, e o Senhor lhe fez conceber,
e deu à luz um filho.” – Rute 4:13

- E que dizer de José e Maria? Sem dúvida, os representantes de um amor sublime…
Que grande prova de escolha e amor aquele homem deu e que enorme capacidade de entrega e aceitação a dela. José foi protector e fiel, Maria humilde e obediente, ambos sem desconfianças e ambos tementes a Deus.
“Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo…
E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara,
e recebeu a sua mulher.” – Mateus 1:18,24

Que Deus abençoe as vossas escolhas e sustente o vosso amor!

domingo, 17 de novembro de 2013

O Discípulo Amado

Pescador, filho de Zebedeu e Salomé, irmão de Tiago; primo de Jesus, sobrinho de Maria; e, pela lógica, primo de Isabel e João Baptista – João – um dos discípulos mais presentes e importantes durante e após o ministério de Jesus.
Acredita-se que viveu até idade avançada, talvez 94 anos.

Escreveu:
- O Evangelho que leva o seu nome, com uma vertente teológica, destinado aos crentes;
- 3 Cartas profundamente doutrinárias que abordam aspectos práticos do exercício da fé, do amor e da obediência;
- O livro do Apocalipse, com revelações e as últimas profecias.

A identificação de “o discípulo (ou aquele) que Jesus amava” usada no Evangelho de João, sem dúvida, refere-se a ele próprio, já que, de outra forma a sua pessoa ficava ignorada  e nós sabemos dele através dos outros evangelhos e do livro de Actos.
Provavelmente João nunca falou de si na primeira pessoa por ter como objectivo anular-se e dar toda a visibilidade e importância ao Mestre.
No entanto, sem identificação formal, encontramos João em diversas passagens do seu Evangelho: 1:35-40 - 13:23-26 - 18:15-16 - 19:26-27 - 20:2-8 - 21:2, 7, 20 e 24.

Entretanto, sabemos que:
- Jesus o chamou para fazer parte dos 12 (Mateus 4:21), que pertenceu ao grupo mais íntimo de Jesus (Pedro, Tiago e João - Marcos 5:37; Mateus 17:1 e 26:37) e, também, ao grupo dos 7 (João 21);
- Tem relatos exclusivos acerca da intimidade no ministério de Jesus (ex: Bodas de Caná, Ressurreição de Lázaro, a Samaritana, etc.);
- Era um activo defensor de Jesus (Lucas 9:51-56);
- Tiago e João, junto com a mãe, sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória, numa alusão aos convidados de honra e demonstração da proximidade e descontração dos laços familiares (Marcos 10:35-41 e Mateus 20:20-28);
- Durante a última ceia ele estava ao lado de Jesus (João 13:21-26);
- Foi o único discípulo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, presenciando todo o sofrimento, e foi aos cuidados dele que Jesus entregou a mãe (João 19:26-27);
- Quando soube que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro (João 20:1-8);
- Esteve sempre presente aquando das aparições de Cristo após a ressurreição (João 20 e 21);
- Quando Jesus apareceu na margem do lago, só João o reconheceu (João 21:7);
- Junto com os outros discípulos presenciou a ascenção (Lucas 24:50-53).

Aqui está o homem que, nos momentos felizes e nos mais difíceis, esteve ao lado de Jesus, como só é premitido a quem tem uma amizade inquestionável e é muito amado.

“Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.”  João 21:24

sábado, 9 de novembro de 2013

Quem era João?

Há alguns anos atrás, questionei-me porque seria João o discípulo amado, quem era aquele homem?... Logo, resolvi estudar a questão e acabei por chegar a uma conclusão que me parece óbvia, embora, toda a minha vida, nunca a ter ouvido.
Como não considerei que isto suscitasse dúvidas, acabei por nunca partilhar o meu estudo.

No passado Domingo, numa classe de adultos da EBD, uma aluna sugeriu que João pudesse ser irmão de Jesus…
Resolvi então mostrar aqui a lógica que encontrei para, julgo que com uma margem mínima de erro, apresentar João como primo de Jesus.

No quadro que elaborei e reproduzo abaixo, pode ver-se em passagens de três Evangelhos (Lucas 23:49 limita-se a dizer “as mulheres que o tinham seguido”) o relato das mulheres mais conhecidas que presenciaram a morte de Cristo. Nas colunas figuram a identificação de cada mulher pela ordem apresentada nos diferentes Evangelhos. As cores têm a ver com a concordância entre as descrições.


 
Então, sabemos que João:
- era filho de Zebedeu (Mateus 4:21);
- Salomé era sua mãe (Mateus 27:56);
- Tiago seu irmão (Mateus 4:21);
- e Maria sua tia (João 19:25).
 
Quanto à falta de relatos bíblicos sobre o parentesco, lembremos:
- Esse não é o objectivo das Escrituras e nada altera a mensagem;
- Jesus viveu na Nazaré até aos 30 anos (Mateus 2:19-23/Marcos 1:9/Lucas 3:23), enquanto João vivia a uns 29 Km de distância, nas imediações do Mar da Galiléia (Marcos 1:16,19), crê-se que em Betsaida ou Cafarnaum. Provavelmente só se conheceram quando Jesus iniciou o ministério.
(Quantos de nós, com toda a facilidade de transportes e comunicações, não conhecemos ou não temos relacionamento com familiares?);
- Jesus trabalhava em carpintaria (Marcos 6:3), João na industria de pesca (Marcos 1:19) portanto os interesses profissionais não tinham relação;
- Para João não era importante a sua pessoa. No Evangelho nunca fala de si na primeira pessoa daí ser natural que também se refira à mãe simplesmente como irmã de Maria.
 
Ainda voltarei a falar de João.
Que Deus nos abençoe no estudo da Palavra.
 
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” – I Coríntios 15:58

domingo, 25 de agosto de 2013

As Lições de Zaqueu

Todas as crianças que frequentam a Escola Bíblica Dominical sabem a história de Zaqueu, o homem baixinho que queria ver Jesus, mas que, no meio dos outros, não conseguia ver nada.
E as crianças deliram com a fantástica solução que Zaqueu arranjou para o seu problema; subir a uma figueira brava que havia naquele caminho. Isto parece ridículo porque ele não só era adulto, como rico e com profissão de destaque na sociedade (chefe dos cobradores de impostos e, por isso mesmo, mal visto pelo povo).
 
Figueira existente em Jericó
onde, segundo a tradição,
Zaqueu subiu
 
As figueiras bravas, conhecidas por darem frutos de má qualidade, têm troncos muito fortes e, de repente, lá estava ele pendurado num tronco, a afastar os galhos para que nada o impedisse de ver o Mestre.
Porém, aconteceu algo muito maior. Jesus ao passar, olhou para cima, chamou-o pelo seu nome e pediu que o hospedasse.
 
 
 
Lembremos que Zaqueu era considerado ladrão e traidor portanto, o povo, assistindo a tal coisa, começou a murmurar, desacreditando a integridade de Jesus pois entrara na casa de um homem pecador.
Mas Jesus não quis saber dos mexericos, tão pouco queria saber do dinheiro de Zaqueu. O importante era conferir o coração do homem e oferecer-lhe a salvação.
 
E, em boa verdade, Zaqueu não era corrupto e cumpria a lei, contudo, faltava-lhe receber a Jesus e ser salvo.
 
“Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” – Lucas 19:10
 
Que lições nos são transmitidas através do episódio de Zaqueu?
 
1 – Deus quer homens decididos.
O segredo dos vencedores é não desistir dos seus objectivos. Mesmo perante situações aparentemente difíceis devemos superar as dificuldades quer sejam físicas, sociais ou psicológicas e ir ao encontro das soluções.
 
2 – Deus conhece o nosso coração.
Mesmo que os outros obstaculizem ou distorçam as nossas intenções, o mais importante é renegar as frustrações e usar o poder da fé. O pecador sincero entrega-se tal como está, mas com vontade de ser transformado.
 
3 – A salvação é para todos.
Podemos fazer tudo muito certinho; ser generosos, dar grande parte dos nossos bens, ir à igreja, cumprir com a lei estabelecida, respeitar os parceiros, tudo, tudo… mas ainda assim, precisamos de Cristo e ser salvos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Solidariedade


Paulo, Silas, Lucas e Timóteo, continuam “de casa às costas” cumprindo o ministério de pregar o Evangelho e orientar as igrejas existentes.
Não permanecer numa casa fixa, não estar com a família, não saber como se vai ser recebido noutro local… não é fácil, mas o apóstolo sabia que, por onde quer que passassem, tinham a protecção divina.

(Actos 16: 11-15) Chegados a Filipos, conheceram uma mulher especial – Lídia.
Temente a Deus, converteu-se numa reunião de mulheres, através da pregação de Paulo (v.14) e logo foi baptizada (v.15). Comerciante de púrpura (v.14), ao que tudo indica, seria solteira ou viúva, pois tinha casa própria (v.15).
Ora essa mulher, solidária com os viajantes/missionários e a obra de Deus, pôs a sua casa à disposição, hospedando-os.



Praticar solidariedade com os que servem ao Senhor é não só um privilégio como, também, uma forma de O servir.




Impõe-se perguntar a nós próprios, se estamos dispostos a ser solidários e hospitaleiros com os irmãos em geral e, particularmente, com aqueles a quem Deus incumbiu a tarefa missionária.

Há várias formas de ajudarmos, orando, dando palavras de incentivo, contribuindo financeiramente, hospedando, divulgando o trabalho, enfim, usemos a imaginação. Estas são marcas de um cristão!

E, nada será em vão, porque quando deixamos que Deus nos use, estamos a garantir bênçãos.

“Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o Seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos.” – Hebreus 6:10

sábado, 14 de abril de 2012

Iguais, mas Diferentes!

No Domingo passado foi celebrada a vitória da vida sobre a morte. Convém-nos agora observar se foi só um período de lembrança e festa ou se, verdadeiramente, foi catalisador de mudança e consagração.
A lição é-nos dada por dois homens que tiveram especial destaque durante a Paixão de Cristo. Foram eles, Judas e Pedro.


Judas era o tesoureiro do grupo de discípulos (João 13:29).
Do registo dos evangelhos, podemos concluir que era: hipócrita (João 12:5); desonesto (João 12:6); e ambicioso pois, para Judas, tudo tinha um preço. Veja-se que, ao receber a honra do pão molhado das mãos de Jesus (João 13:27), tentou impressionar com uma espiritualidade que não fazia parte do seu rol de qualidades, mas já tinha negociado a traição ao Mestre (Lucas 22:3-6).


Pedro era um dos mais activos e respeitados discípulos, ele fazia parte do círculo íntimo de Jesus (Marcos 9:2), mas era um homem: medroso (Mateus 14:29-30); impulsivo (João 18:10); e inconstante. Pedro vivia nos extremos, por isso, na última noite que passaram com o Mestre, ele garantiu que jamais O negaria (Marcos 14:29-31) entretanto, em poucas horas, ele não só negou a Jesus como praguejou (Marcos 14:67-71).



Perante este cenário, resta-nos concluir que Judas e Pedro eram homens iguais, frágeis, controversos, mentirosos e traidores.
Também na sequência das suas atitudes (venda e negação), ambos perceberam que tinham pecado e sentiram a dor da culpa.

Iguais, mas diferentes!

Judas reconhecia a superioridade de Jesus, mas era um homem carnal…
Deixou-se obnubilar, ficou preso em si mesmo e sentiu remorsos. Ele não conseguiu perdoar-se, nem pedir perdão, simplesmente procurou descartar-se do negócio devolvendo o dinheiro, mas continuando a não suportar a culpa, enforcou-se (Mateus 27:3-5).

Pedro amava Jesus, ele era um homem espiritual…
Quando o galo cantou depois da terceira vez que negou o Mestre, ele lembrou-se das palavras de Jesus e, retirando-se, chorou amargamente (Mateus 26:75). Pedro soube retratar-se, arrependeu-se, não fugiu, aprendeu com o erro e acabou por ser o principal impulsionador da igreja primitiva.

E então, eles eram iguais? Sim, mas não!

De alguma forma, todos nós, em algum momento da nossa vida, estamos representados nas características que fazem de Judas e Pedro homens iguais.
Mas o mais importante é a nossa atitude na hora do reconhecimento do pecado. Deus nos ajude a que seja de mudança e consagração, marcando a diferença.

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus como ressurrectos dentre os mortos e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.” – Romanos 6:12-13

sábado, 8 de outubro de 2011

A Comunicação da Palavra

Eu gosto de observar a actividade da igreja primitiva. Ela é uma verdadeira fonte de ensino para o ministério da igreja actual .
Em Actos 8:26-40 temos um relato fantástico e muitas dicas sobre a comunicação da Palavra de Deus.

Nesse tempo os crentes helenistas foram alvo de perseguição e, após o assassinato de Estêvão, à excepção dos apóstolos (que se mantiveram em Jerusalém), todos foram dispersos pela Judéia e Samaria, para evitar serem martirizados (8:1).
Entretanto, iam anunciando a Palavra.

Um desses crentes era Filipe, conhecido como o Evangelista, natural da Cesaréia e pai de 4 filhas (21:8-9); ele era bem conceituado na comunidade por isso tinha sido um dos escolhidos para dar apoio à obra social da igreja (6:1-6).
Ora, Filipe andava a anunciar o Evangelho e a operar maravilhas em Samaria (8:5-8), quando recebeu uma estranha ordem de Deus (v.26), para que se deslocasse a um local deserto (provavelmente uma cidade destruída e abandonada).

Eu acredito que Filipe pode ter pensado que Deus estava louco. Para quê um evangelista, um missionário, ou um pastor, ir para um lugar deserto?
Não obstante, ele obedeceu!

Ao chegar aquele lugar, onde supostamente não havia ninguém, Filipe encontrou um etíope (v.27), eunuco, instruído, que era superintendente do tesouro de Candace, rainha da Etiópia.
Esse homem vinha de Jerusalém, onde tinha ido adorar a Deus e, de regresso, lia o livro do profeta Isaías (v.28), mas não entendia o texto; ele tinha dúvidas que queria ver respondidas (v.31).

Então, vamos tentar perceber o que se passou.



Para haver Informação, é essencial a existência do Emissor (Deus/Escrituras) e do Receptor (eunuco).




Mas, quando a mensagem não é entendida, há necessidade de reforçar os níveis de Comunicação, para clarificar a intenção do emissor (é aqui que entra Filipe):

Código Linguístico – (v.28-31)
Como havia o costume de se ler em voz alta, foi fácil Filipe saber qual era a leitura que o eunuco fazia (v.32-33), ou seja, lia Isaías (53:7-8). Filipe e o eunuco falaram e entenderam-se.

Significado das Palavras – (v.34-35)
O etíope adorava a Deus, mas não conhecia o poder da salvação. E, aquela leitura, é incompreensível a quem não conhece Cristo. Filipe explicou a passagem profética e, dessa forma, apresentou Cristo ao eunuco.

Aplicação – (v.36-38)
O etíope entendeu a mensagem, aceitou a salvação e, revelando um sentido prático, quis dar prova da sua decisão e pediu para ser baptizado.

Resultado – (v.39)
O eunuco transformou-se num homem feliz. Ele tinha encontrado a vida eterna e, ao voltar à corte da rainha Candace, levava com ele as Boas Novas.

A mensagem alcançou o seu objectivo:
• Muitas vezes não entendemos os desígnios de Deus, mas quando obedecemos, produzimos fruto e recebemos bênção.
• Para Deus, todos somos importantes; logo, independentemente das diferenças ou do local, devemos proporcionar aos outros o conhecimento da Palavra de Deus.
• Após o entendimento dos propósitos de Deus, a decisão pela salvação é pessoal.

“Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.” – Salmos 32:8

sábado, 2 de julho de 2011

Bodas de Ouro


ANTÓNIO DOS SANTOS

78 Anos
Casado durante 52 anos com a irmã Natália Santos (já falecida)
Pai, avô e bisavô

Mas, acima de tudo, obreiro na seara do Mestre.



Faz hoje 50 anos de ministério ao serviço da Terceira Igreja Evangélica Baptista de Lisboa.

Este bonito aniversário, que vale ouro, leva-me a homenagear o Pastor, lembrando a dedicação que sempre teve ao evangelho, ao pastorado e à igreja local.
Ao pensar neste longo percurso de que eu sou testemunha de muitos, muitos anos, lembrei-me de dois episódios do Velho Testamento que nos falam do empenho e perseverança de dois velhos homens de Deus (Moisés e Abraão). Foi assim:

“Fez Josué como Moisés lhe dissera, e pelejou contra Amaleque; Moisés, porém,
Arão e Hur subiram ao cume do outeiro.
Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. Ora as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado e o outro do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol.
E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo,
ao fio da espada.” – Êxodo 17: 10-13

Isto é muito lindo!
Emociono-me sempre com esta passagem. O líder que mantêm a visão do ministério, por isso ora e abençoa o povo de Deus.
E quando o cansaço, o desânimo, ou a idade, parecem ser inimigos; é altura de se levantarem os Arão e os Hur para sustentar, auxiliar e animar os homens de Deus a manter o sacerdócio.

“Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava assentado à entrada da tenda,
no maior calor do dia. Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo.
Traga-se um pouco de água, lavai os vossos pés e repousai debaixo desta árvore; trarei um bocado de pão, refazei as vossas forças visto que chegastes até vosso servo, depois seguireis avante. Responderam: faze como disseste.
Apressou-se, pois, Abraão para a tenda de Sara, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze pão assado ao borralho. Abraão, por sua vez, correu ao gado, tomou um novilho, tenro e bom, e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo. Tomou também coalha de leite, e o novilho que tinha mandado preparar, e pôs tudo diante deles; e permaneceu de pé junto a eles debaixo da árvore; e eles comeram.” – Génesis 18: 1-8

Caramba, que cena admirável!
Mais um momento lindo, que me deslumbra. O homem de posses, idoso e honrado, disposto a acolher e a cuidar dos outros pessoalmente.
É ainda mais impressionante o exemplo desse homem, quando constatamos a desenvoltura com que recebeu e serviu, sendo a hora de maior calor, em que era normal estar a descansar.

Bem-haja Pastor Santos, eu vi isto…, que Deus grandemente o abençoe e obrigada pela sua dedicação!

Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém. – Romanos 11: 36

domingo, 26 de junho de 2011

Os Doze

Jesus escolheu doze homens, de entre os que O seguiam, para serem seus apóstolos e, assim, participarem do seu ministério, preparando-os para divulgar o Evangelho. Mas, para essa escolha, primeiro Jesus buscou a vontade do Pai com quem esteve em comunhão durante uma noite.
Esta foi, sem dúvida, uma chamada irresistível, mas também arriscada, afinal, cada um acabou por ter a sua quota-parte de importância na formação da igreja.

“Naqueles dias retirou-se (Jesus) para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.
E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.” – Lucas 6: 12-16

Doze homens, cada um diferente do outro, com características e vivências diferentes:

SIMÃO * nome hebraico que quer dizer “Aquele que ouve” – filho de Jonas ou João, (Barjonas) Mateus 16:17 e irmão de André Marcos 1:16; natural de Betsaida João 1:44; casado Mateus 8:14; Jesus chamou-o de PEDRO (em grego), o mesmo que CEFAS (em aramaico) João 1:42 que quer dizer “Pedra”; era pescador Marcos 1:16; empresário Lucas 5:8-10; residia em Cafarnaum, na Galiléia Marcos 1:21,29; impulsivo João 18:10; medroso Marcos 14:71; com marcado sotaque galileu Marcos 14:70; alfabetizado, pois escreveu às igrejas da Ásia Menor I e II Pedro.

ANDRÉ que quer dizer “Viril” – era discípulo de João e tornou-se o primeiro a seguir Jesus João 1:40; natural de Betsaida João 1:44; irmão de Pedro, a quem levou a Jesus João 1:41; residia junto com o irmão em Cafarnaum, na Galiléia Marcos 1:21,29; pescador Marcos 1:16.

TIAGO * que significa “O que suplantou” – filho de Zebedeu e irmão de João Marcos 1:19; provavelmente primo de Jesus **; pescador Marcos 1:19; empresário Marcos 1:20; protegido pela mãe Mateus 20:20-21; talvez intempestivo (Boanerges) Marcos 3:17 (Lucas 9:54).

JOÃO * ou seja “Deus é bondoso” – filho de Zebedeu e irmão mais novo de Tiago (o nome de Tiago aparece sempre primeiro) Marcos 1:19; provavelmente primo de Jesus **; pescador Marcos 1:19; homem de negócios Marcos 1:20; protegido pela mãe Mateus 20:20-21; talvez intempestivo (Boanerges) Marcos 3:17 (Lucas 9:54); bem relacionado socialmente  João 18:15-16; da máxima confiança de Jesus João 19: 26-27; alfabetizado, na Bíblia figuram o Evangelho, 3 Epístolas e o livro do Apocalipse de sua autoria.

FILIPE nome grego que quer dizer “Aquele que gosta de cavalos” – morador de Betsaida João 1:44; com espírito evangelizador João 1:45.

BARTOLOMEU cujo nome próprio seria NATANAEL que quer dizer “Dádiva de Deus” – filho de Tolmai (Bartolomeu); natural de Cana da Galileia João 21:2; chamado por Filipe João 1:45; homem íntegro João 1:47.

MATEUS nome que quer dizer “Oferta de Deus”, também conhecido como LEVI Marcos 2:14 que quer dizer “Unido”– filho de Alfeu Marcos 2:14; cobrador dos impostos Mateus 9:9; rico Lucas 5:29; alfabetizado, dada a natureza do seu trabalho e porque escreveu o evangelho que levou o seu nome.

TOMÉ que significa “Gémeo”, também conhecido pelo nome hebraico DÍDIMO João 20:24 com o mesmo significado (provavelmente, teve um gémeo) – fiel João 11:16; interessado em desfazer dúvidas João 14: 5 e 20:25.

TIAGO que quer dizer “O que suplantou” – filho de Alfeu Mateus 10:3; podia ser irmão de Mateus (pois o pai tinha o mesmo nome) e/ou de José Mateus 27:56; era identificado como “o menor” Marcos 15:40, caso a passagem se refira a este Tiago.

SIMÃO nome hebraico que quer dizer “Aquele que ouve” – chamado de zelote (nome grego dos que seguiam o partido nacionalista) homem público e político Lucas 6:15.

TADEU que significa “O corajoso” cujo nome próprio seria JUDAS Lucas 6:16 que quer dizer “Deus é glorificado” – filho de Tiago Lucas 6:16; gozava dos cuidados de João João 14:22.

JUDAS ISCARIOTES o nome próprio quer dizer “Deus é glorificado”, o apelido tem a ver com a terra de origem, Queriote, cidade de Judá – filho de Simão Iscariotes João 6:71; hipócrita, ladrão e tesoureiro do grupo João 12:4-6; somítico Mateus 26:14-15; traidor Marcos 14:10; auto-critico Mateus 27:3-4; suicida Mateus 27:5.

* – Faziam parte do núcleo duro de Jesus (Pedro, Tiago e João).
** – Por exclusão de partes, comparando Mateus 27:56, Marcos 15:40 e João 19:25.

sábado, 9 de abril de 2011

O Teste

Quem já teve experiência de liderança em acampamentos, retiros e eventos especiais das igrejas, sabe que muitos dos participantes são emocionalmente impelidos a manifestar a decisão de receber a graça da salvação em Cristo. Até se dá o caso de algumas pessoas manifestarem essa vontade mais que uma vez, em diferentes anos ou ocasiões, tal é o impacto emocional da ideia de salvação associado à falta de convicção espiritual.

Ora, pensando bem, a manifestação pública é o lado fácil das “decisões”, porque a Salvação tem muito que se lhe diga e o mais difícil está para vir. Na verdade, sendo gratuita, a Salvação não é barata… e, ao invés de se levar Cristo a reboque como guarda-costas, é preciso segui-Lo e imitá-Lo.

Na Bíblia (Lucas 18: 18-23 – Mateus 19: 16-22 – Marcos 10: 17-22), temos o relato de um jovem rico e de boa posição social que se apresentou perante Jesus interessado em receber a vida eterna (salvação).
À partida, parecia estar ali uma pessoa disponível para acatar tudo que Jesus lhe dissesse, no entanto, o Mestre não se deixou levar pelo entusiasmo do jovem e colocou-o perante um teste de firmeza:

Questão – Conheces Deus? (Talvez Jesus quisesse que ele especificasse se O chamara de “Bom Mestre” por reconhecer a Sua divindade ou talvez estivesse a confrontá-lo com o foco que tinha em si próprio).
Não respondido. O rapaz estava indeciso.

Questão – Guardas os mandamentos? (Jesus referiu alguns, deixando de fora os de relacionamento directo com Deus).
Resposta positiva. Não matava, não adulterava, não roubava, não levantava falso testemunho e honrava o pai e a mãe.

Questão – És capaz de vender os teus bens, dar o lucro aos pobres e seguir-Me? (Esta pergunta valia maior pontuação, por ser decisiva para o resultado final).
Renúncia. Foi-se embora. Definitivamente, não estava interessado numa vida que o obrigava a largar todos os bens terrenos e a ter um único Senhor. Jesus tinha ido longe de mais com as exigências.
Realmente aquele jovem tinha algumas coisas correctas na sua vida:
Objectivo – queria ter a vida eterna.
Atitude – procurou resposta para o seu problema.
Discernimento – recorreu à pessoa certa.
Conhecimento das Escrituras – era religioso e procurava cumprir com os mandamentos.
Mas isto era insuficiente, ele não tinha a garantia da vida eterna e não queria abdicar dos bens do mundo.

Eu não disse que seguir a Cristo tem custos que podem ser elevados?!
Quantos não têm recusado segui-Lo porque querem ser eternos, mas não aderem à eternidade?
Quantos vão à igreja e sabem as verdades bíblicas, mas não as praticam?
É por isso que muitos vão tomando decisões públicas, mas no seu coração não aceitam o Senhor eterno, O verdadeiro garante da eternidade da nossa alma.


“Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.” Marcos 8: 35

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Água Viva

De forma espontânea, sempre que leio, imagino as cenas, e gosto disso. Na postagem anterior descrevi a forma como vejo o relato bíblico acerca da mulher samaritana.
Porém, o mais importante é esmiuçar o texto e dele retirar ensinamento. Por isso, voltemos a João 4, alargando a leitura até ao versículo 42.


Quando Jesus decidiu passar por Samaria, sem dúvida, infringiu a lei, mas a verdade é que, enquanto Deus, Ele sabia que ia encontrar aquela mulher e que, através desse contacto, podia salvar muitas pessoas.
Enquanto homem, o encontro foi puramente incidental pois Jesus nada tinha a fazer ali se não encurtar caminho para a Galileia.
Na prática, acabou por ser uma viagem evangelística, não agendada, que seguiu o rumo que Ele viria a ordenar antes de subir aos céus (Actos 1: 8).

Depois de Jesus e os discípulos terem caminhado cerca de 100 km, o cansaço, a fome e a sede eram algo natural e evidente. Daí os discípulos se terem afastado para irem comprar comer (v. 8).
No entanto, também podemos constatar uma influência providencial, porque este encontro de Jesus com a mulher teria sido prejudicado por preconceitos, perguntas e comentários se os discípulos estivessem presentes.

A mulher de Samaria tinha tudo contra ela, mas foi quando se encontrou com Jesus que os contrastes se acentuaram, vejamos:
      Ele puro (Deus) - ela impura (pecadora);
      Ele homem - ela mulher (era hábito aos homens evitarem falar com mulheres na rua);
      Ele judeu - ela samaritana (povos inimigos);
      Ele com completo conhecimento acerca da mulher - ela sem saber quem Ele era.
Todos nós somos diferentes uns dos outros, mas é quando comparados ao Mestre, que os contrastes são potenciados.
A boa notícia é que, quando nos pomos ao seu dispor, acontece a transformação e as diferenças vão-se reduzindo.

Por isso, foi também nessa altura que se dissiparam as distâncias, atenuaram as diferenças e se desenrolou o diálogo da transformação:
      Vs. 7 e 10 – Jesus, homem, teve sede e pediu água à samaritana - Jesus, Deus, inverteu a situação e passou da sua necessidade física à necessidade espiritual da mulher;
      Vs. 12 a 14 – A mulher sabia que aquele poço tinha água viva (leia-se potável), um bem essencial à sobrevivência física - Jesus estava a oferecer-se a si próprio, a verdadeira Água Viva, absolutamente pura e espiritualmente purificadora;
      Vs. 15 a 18 – A samaritana pensava em termos materiais - Jesus levou-a a reconhecer e a confessar o seu estado espiritual (moral e social);
      Vs. 19, 25 e 26 – Ela vendo em Jesus características especiais, julgou que era um profeta - Jesus, oportunamente, colocou à mulher a condição de que O reconhecesse na sua essência;
      Vs. 20 a 24 – A mulher apresentou todo o conhecimento religioso que tinha - Jesus deu-lhe uma lição de teologia;
      Vs. 16, 28 e 29 – Jesus, enviou a mulher como mensageira da Boa Nova - Ela, já sem problemas em contactar com as outras pessoas, não hesitou em transmitir tudo quanto tinha ouvido.
Com certeza, ainda muito houve a transformar na vida da samaritana, mas o essencial estava feito.
Aqui se demonstra a identidade dos crentes em Cristo, porque a salvação não é um dístico ou um hábito que se acrescenta à nossa existência; é, sim, uma mudança de paradigma de vida. Pois só experimentando e amadurecendo a transformação em nós é que podemos crescer na nossa salvação.

Ainda acerca desta passagem de Jesus por Samaria, podemos verificar que:
      1- Jesus, quando instado pelos discípulos para que comesse - e Ele tinha fome -, sabia que essa não era a necessidade prioritária (vs. 31 a 34), por isso, respondeu que o seu alimento "é fazer a vontade do Pai".
Grande ensinamento para nós que muitas vezes vemos os campos brancos para a ceifa, mas temos a presunção de querer esperar pelo nosso tempo (v. 35) para realizar a obra do Senhor.
      2- Após a mensagem entregue pela mulher (v. 39), aquela gente quis beber na fonte (v. 40) e, ouvindo o Salvador, creram (vs. 41 e 42).
Não deixemos de fazer o trabalho a que somos chamados, mas não para receber os louros da colheita porque a verdadeira conversão advém do contacto pessoal com Cristo. A fé tem de ser experimentada, porque é dessa forma que permanecemos em Cristo.

"Jardins Bíblicos em Jerusalém"
Réplica do poço de Jacó em Sicar
“Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva.” – João 7: 37-38

sábado, 4 de dezembro de 2010

O Presépio

As minhas crianças, que sabem acerca do Natal o suficiente para os seus quatro anos, passam o tempo à volta do presépio.
E, lá vão fazendo as suas perguntas: “O Jesus tinha frio?”; “A ovelhinha era do Jesus?”; “Porque é que a casa deles não tinha paredes?”; “Ó avó, a roupa do Jesus era de palha?”


Bom, o que eles ainda não podem entender é o exemplo de um homem e uma mulher extraordinários que para muita gente não são mais que meras figuras de presépio, mas sem os quais não haveria Natal – Maria e José.

Lucas 1: 26-38 – Maria sabe que vai ser mãe

O relato diz que ela ficou perturbada com a visita do anjo e a mensagem que ele trouxe.
Claro, Maria era virgem, nunca tivera relacionamento físico e, como se não bastasse, era desposada (promessa inviolável de compromisso, feita antes do casal coabitar). Tudo obstáculos para poder ser mãe…
Mas ela não recusou a ideia, com imensas dúvidas que a deixavam confusa, simplesmente questionou: como?
Depois, quando ficou a saber que era obra do poder de Deus, aceitou o arriscado privilégio sem temer as consequências que, em condições normais, a levariam a ser punida pela lei (Deuteronómio 22: 23-24).

“Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor;
cumpra-se em mim segundo a tua palavra...” – v. 38

Oh mulheres, mas que grande lição. Nós que vivemos numa sociedade de certezas e independência, que dispomos de recursos artificiais para concebermos, que temos ao dispor os mais variados métodos e meios para evitar os filhos, se fossemos confrontadas com uma situação igual à de Maria entrávamos em pânico. Talvez negássemos conhecer o Deus que nos fazia passar por tamanha vergonha e, se não houvesse uma saída minimamente credível para os outros, arranjávamos uma depressão.

Maria é um exemplo de serviço e lança-nos um desafio – que aceitemos a vontade de Deus, disponibilizando-nos para desempenhar qualquer trabalho, sem sentimentos de retracção ou de temor.

Mateus 1: 18-25 – José sabe que Maria vai ser mãe

José quando soube da gravidez de Maria ficou perplexo. Como não ficar? De certo, pensou que ela quebrara o compromisso que tinham.
Mas ele era um homem bom que, com certeza, mantinha uma boa relação com Deus e respeitava Maria. Só isso o podia levar a não querer difamá-la, nem condenar; não obstante, também não podia aceitar essa situação indigna por isso, após o impacto da notícia, pensou deixá-la sem dizer nada a ninguém.
Contudo, Deus revelou-lhe o seu propósito, incentivando-o a ultrapassar os preconceitos e as dúvidas.
E assim, José não só recebeu Maria como esposa (em sua casa), como respeitou aquela concepção tão especial e a preservou de ter relações até o bebé nascer.

“E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogénito;
e pôs-lhe por nome Jesus.” – v. 25

Homens, a conversa agora é com vocês. O que fariam nestas circunstâncias? Deixem-me imaginar a dificuldade. Tudo o que possa lesar a vossa “masculinidade” e honra é tão adverso que o caminho mais fácil seria a limpeza da imagem com a incriminação da mulher.
Talvez fizessem com que ela fosse mal falada, talvez num ataque passional a matassem e, o mais provável, negariam o amor e justiça de Deus por não ter pudor em vos fazer passar pelo enxovalho da traição.

José é um exemplo de disponibilidade e lança um apelo - que deixemos Deus nos usar, quando e nas circunstâncias que Ele quiser, independentemente das nossas próprias dúvidas ou razões.

Na verdade, este é o Natal de Cristo a acontecer no coração dos homens, a transformar mentalidades e a permitir abandonarmos a nossa vida ao controlo divino!