"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


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sábado, 6 de setembro de 2014

Eu Te Louvo!

“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável.
Tuas obras são maravilhosas!
Digo isso com convicção. Meus ossos não estavam escondidos de ti
quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus!
Como é grande a soma deles!” – Salmo 139:13-17

sábado, 2 de agosto de 2014

O Meu Refúgio

“O que habita ao amparo do Altíssimo
e vive à sombra do Omnipotente,
diga a Deus: “Meu refúgio, minha fortaleza,
meu Deus, eu confio em Ti!”
Ele te livrará do laço do caçador
e da peste destruidora;
Ele te cobrirá com as suas penas
e debaixo de suas asas te refugiarás.
O braço d'Ele é escudo e armadura.
Não temerás o terror da noite,
nem a flecha que voa de dia,
nem a epidemia que caminha nas trevas,
nem a peste que devasta ao meio-dia.
Caiam mil ao teu lado
e dez mil à tua direita,
que nada te atingirá.
Basta que olhes com teus próprios olhos,
para veres o salário dos injustos,
porque fizeste de Deus o teu refúgio
e tomaste o Altíssimo como defensor.
A desgraça jamais te atingirá
e praga nenhuma vai chegar à tua tenda,
pois Ele ordenou aos seus anjos
que te guardem nos teus caminhos.
Eles te levarão nas mãos,
para que o teu pé não tropece numa pedra.
Caminharás sobre leões e víboras,
e pisarás leõezinhos e cobras.
“Eu te livrarei, porque a mim te apegaste.
Eu te protegerei, pois conheces o meu nome.
Tu me invocarás e eu responderei.
Na angústia estarei contigo,
Eu te livrarei e glorificarei.
Vou saciar-te de longos dias
e te farei ver a minha salvação.”


Salmo 91
 

Amigos,
Nos últimos meses tenho estado doente e, gradualmente, a perder qualidade de vida. Daí que, na 2ª feira, tenha de ser internada. 
Se e quando Deus quiser vou voltar. Espero que voltem também (lembro que só publico os meus textos ao fim-de-semana).
Agradeço que se lembrem de mim em oração. Deus vos abençoe!

domingo, 18 de maio de 2014

Família

No passado dia 15 celebrou-se o Dia Internacional da Família (proclamado em 1993 pela ONU). O tema de arranque foi “Família, capacidades e responsabilidades num mundo em transformação”, onde a família foi declarada como “a pequena democracia no coração da sociedade”. Está certo!

Entretanto, é tradição das igrejas baptistas dedicarem o mês de Maio à família e o objectivo é assinalar a importância da família, enquanto projecto de Deus. Ora, sendo assim, é bom sabermos o que Ele planeou, ou seja, qual a Sua vontade para nós.

Obviamente tem que haver um princípio, chamamos-lhe casamento e Deus declarou-o como regra básica e clara para o relacionamento íntimo entre um homem e uma mulher:
“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” – Génesis 2:24

Deus criou somente duas espécies sexuais, com anatomia e fisiologia diferentes, para que se complementem. Depois, concedeu ao homem e à mulher o privilégio de, unidos, puderem ter filhos:
“E Deus os abençoou e lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a…” – Génesis 1:28
 
Assim sendo, podemos verificar que:
1-      Tudo o que o mundo possa defender como outras formações de família, não é da vontade de Deus;
2-      Sendo esta a família nuclear, o sistema vai-se repetindo e isso dá lugar à família alargada.
 
Por isso a Palavra de Deus fala de diversos graus de parentesco e deixa explícito qual deve ser o comportamento para uma família feliz. Alguns exemplos:

“Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção.” – Salmo 127:1
“Maridos amai as vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja e a Si mesmo se entregou por ela.” – Efésios 5:25
“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor.” – Efésios 5:22
“Vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” – Efésios 6:4
Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa.” – Efésios 6:1-2
“Os velhos sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência. As mulheres idosas, semelhantemente, sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mas mestras no bem.” – Tito 2:2-3

“Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.” – I Timóteo 5:8


Oração: Pai querido agradeço-Te pela minha família e peço-Te que a protejas para que todos se mantenham unidos e obedientes à Tua vontade. Abençoa cada um individualmente, cuida da nossa saúde física e espiritual, restaura os relacionamentos enfraquecidos e faz que haja alegria entre nós.
Senhor, que eu seja um exemplo no cuidado, no ensino, no amor e na paz.

sábado, 10 de maio de 2014

Soberania de Deus ou Escolha do Homem?

A Soberania de Deus é inegável; a Escolha Humana também…, ambas andam juntas e não devemos excluir ou diminuir nenhuma delas.
Parece irracional que a Soberania de Deus possa andar ao lado da Escolha do Homem?
Vamos analisar isso com exemplos bíblicos, não esquecendo que andar ao lado, não significa serem forças iguais. Lembram-se da ilustração com que terminei a semana passada em “Predestinação e Livre Arbítrio”?

Deus é soberano porque, somente Ele, não está abaixo de ninguém, nada o influência e é absolutamente independente. Deus faz o que quer, como quer e quando quer.
Assim sendo, Deus tem poder sobre todas as coisas e todos os homens.

“Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque Teu é tudo quanto há nos céus e na terra; Teu é, Senhor, o reino, e Tu te exaltaste por cabeça sobre todos.
E riquezas e glória vêm de diante de Ti, e Tu dominas sobre tudo, e na Tua mão há força e poder; e na Tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.” – I Crónicas 29:11-12

Entretanto, não foi por acaso que Deus, desde a criação, deu liberdade ao homem. Ele Criou o ser humano à Sua imagem e semelhança e não como um boneco telecomandado ou desprovido de inteligência. Logo, o homem tem responsabilidade pelas suas escolhas e decisões, não só para salvação.
Tal como acontece nos relacionamentos de “poder” entre os homens, Deus dá-nos directrizes e, se houver más escolhas, temos consequências desagradáveis.

“Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” – Gálatas 6:8

Adão e Eva foram avisados e tiveram possibilidade de escolher entre a obediência e a transgressão. Escolheram comer da árvore do conhecimento e por isso foram expulsos do Éden e sofreram maldições. – Génesis 2:16-17 / 3:7-8 e 23
Abraão foi designado por Deus a ser pai de uma grande nação. A fé de Abraão teve a obediência como lógica e expressão de vida, por isso foi abençoado. – Génesis 12:1-4 / 15:5
Jonas foi escolhido por Deus para ir a Nínive levar a mensagem divina. Ele recusou-se e foi castigado. No entanto Deus o enviou novamente e Jonas obedeceu, daí resultou a conversão do povo de Nínive. – Jonas 1:2-4 e 3:2-3,10
Moisés foi conduzido a líder do povo de Deus. Porém, fraquejou e desobedeceu ao ferir a rocha duas vezes, por isso não entrou na Terra Prometida. - Números 20:7-12 / Deuteronómio 34:4
Judas foi chamado para fazer parte dos seguidores íntimos de Jesus (discípulo) e estava predito que alguém iria entregar Cristo, mas foi ele que escolheu ser desleal e isso levou-o à amargura pela qual veio a morte. – Lucas 22:47-48 / Mateus 27:4-5




A possibilidade de escolha dada ao homem permite-nos ter capacidade para nos aproximarmos de Deus por vontade própria, mas também de Lhe resistirmos.






Na Salvação temos a graça de Deus (algo imerecido que se concretiza na fé), dada com justiça e não por imposição (temos opção de aceitar ou rejeitar a Cristo), porque dos pecadores se espera o arrependimento, apesar de Deus, através da sua presciência, já saber quem são os que crêem.
Da mesma forma, Ele quer que sejamos fiéis e obedientes, mas não condiciona a nossa vontade.

Ainda que por vezes possamos fraquejar, sejamos fiéis, desejando fazer a vontade de Deus.

sábado, 3 de maio de 2014

Predestinação vs Livre Arbítrio

Os grandes protagonistas e impulsionadores desta oposição teológica foram João Calvino (1509-1564) que defendeu a Predestinação e Jacob Arminius (1560-1609) que defendeu o Livre Arbítrio e, até hoje, há defensores de uma e outra teoria.
Eu excluo algumas definições e junto o que resta das duas.

Entre outros argumentos da doutrina Calvinista, temos:
- Deus estabeleceu dois decretos, um seleccionando o grupo dos salvos, outro o grupo dos perdidos; logo, Jesus não morreu por todos os homens, mas somente pelos que foram predestinados.
- Os que Deus destinou à salvação serão salvos mesmo pecando ou não querendo ser salvos; os que destinou à perdição não serão salvos mesmo aceitando o sacrifício de Jesus, e vivendo uma vida santificada.

“Nele em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho de Sua vontade.” – Efésios 1:11

A teoria Arminiana baseia-se, entre outros itens:
- O homem é livre para decidir o seu destino, mas é inegável que Deus predestinou todos à salvação, mediante a fé em Jesus Cristo.
- Os salvos podem perder a salvação, se não permanecerem na fé.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho para que todo o que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3:16

A verdade é que, em Adão (herdeiros do pecado) todos fomos predestinados à morte, mas em Cristo (através da morte redentora) fomos predestinados à salvação.

“Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” – I Coríntios 15:22
 
Atenção, Deus não predestinou as pessoas que haveriam de cumprir as condições de salvação. A ideia de pré-escolha para salvação ou condenação é totalmente contrária aos princípios básicos das Escrituras (Calvino), tal como a perda da salvação (Arminius).
Realmente, Deus tem direito e poder para escolher salvar quem Ele quer e por isso pré-determinou salvar todos aqueles que o amam e aceitam fielmente a Cristo.
Se a salvação fosse um decreto, seria justo Deus não decretar que todos fossem salvos? E porque razão Jesus precisava de morrer se Deus já tinha decidido tudo?
A salvação é recebida através da graça; é um dom de Deus obtido por meio da fé.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” – Efésios 2: 8
 
Logo, está implícito que o homem pode, sim, resistir e Deus; também, que Deus é Omnisciente, Ele sabe quem vai ou não salvar-se, quais são as nossas opções de vida, qual a veracidade do nosso coração, mas deixa essa responsabilidade, sempre, à decisão do indivíduo. Realmente, o relacionamento do homem com Deus é interactivo.

Deus predestinou todos à salvação - A realização é centralizada no
homem
                           ↓                                                           
      Vontade Soberana de Deus           ←→           Livre arbítrio

Conta-se que alguém teve o seguinte sonho.

Um caminhante ia pela vida quando lhe chamou a atenção uma porta com um dístico que dizia: “Entra se quiseres!”.
Escolheu entrar. Empurrou a porta e, quando se virou para a fechar, reparou que no lado de dentro, um outro dístico dizia: “Entraste porque eu deixei!”.


É assim mesmo, nós decidimos o lado em que queremos estar, mas é Deus quem nos convence do pecado e é através de Cristo que nos é dada a possibilidade de entrada numa nova vida.
Nós seremos sempre devedores porque a salvação é uma escolha e não um mérito nosso. Deus na dignidade da Sua soberania, nunca nega aquilo que prometeu.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Vamos Falar de Amor e Escolha...


Eu opto pela escolha livre e o amor verdadeiro. Afinal, não está provado que os relacionamentos impostos sejam mais estáveis, nem mais felizes, nem mais duradouros.
Gosto de acreditar que temos bons conselheiros, mas não que isso implique falta de liberdade e responsabilidade de escolha por parte dos interessados.



Bom mesmo é não esquecer de observar a vontade de Deus e ter um lugar cativo no relacionamento para ser ocupado por Ele!
Eis alguns bons exemplos de escolha e amor:

- Começo por Adão e Eva, o primeiro casal da história. O que podemos dizer é que eles eram os únicos em todos os sentidos e tinham tudo para se amar.
Este foi o casal precursor do relacionamento romântico. Realmente Deus fez Eva para o Adão e, já com uma visão do futuro da humanidade, declarou:
“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” – Génesis 2:24

- Protagonistas de uma bela história de amor foram Isaque e Rebeca. Foi Deus que escolheu Rebeca para Isaque, mas, não há dúvidas de que ele não só a amou como foi um marido fiel por toda a vida.
O mais curioso é que, quando o servo de Abraão foi buscar uma mulher para Isaque, apesar da família dela estar a retardar a sua entrega, Rebeca foi muito clara e livre na sua decisão:
“E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este varão?
Ela respondeu: Irei!” – Génesis 24:58

- Depois temos Jacó e Raquel, um amor impar, digno de romance.
Quando Jacó visitou Labão para, por sugestão de seu pai, arranjar uma companheira, estava longe de ir encontrar o grande amor da sua vida, mas ao ver a linda Raquel ficou irremediavelmente apaixonado. De tal modo que trabalhou para a merecer e, enganado pelo sogro, ainda dobrou o serviço por ela. Isso era amor!

“Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel, e foram aos
seus olhos como poucos dias, pelo muito
que a amava.” – Génesis 29:20

- A história de Boaz e Rute é uma das mais bonitas da Bíblia.
Rute quando ficou viúva, decidiu não abandonar a sogra e foi com ela para Judá. Tudo indica que ela se tinha convertido ao Deus verdadeiro e estava na Sua dependência.
Em Judá, começou a trabalhar na apanha de espigas e Boaz, o rico proprietário das terras, reparou nela e, indagando, admirou as qualidades da jovem, apaixonou-se, protegeu-a, favoreceu-a e, para o final ser feliz, casaram.
“Assim tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher;
e ele a possuiu, e o Senhor lhe fez conceber,
e deu à luz um filho.” – Rute 4:13

- E que dizer de José e Maria? Sem dúvida, os representantes de um amor sublime…
Que grande prova de escolha e amor aquele homem deu e que enorme capacidade de entrega e aceitação a dela. José foi protector e fiel, Maria humilde e obediente, ambos sem desconfianças e ambos tementes a Deus.
“Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo…
E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara,
e recebeu a sua mulher.” – Mateus 1:18,24

Que Deus abençoe as vossas escolhas e sustente o vosso amor!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Quando AMOR se Escreve com U e B



“Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para o meu caminho.”
Salmo 119:105



Há alguns temas que são tão intensos, tão íntimos que, por muito que se diga, fica-se com a sensação de não ter conseguido transmitir nada. É isto que eu sinto quando falo da União Bíblica.
 
Hoje comemorámos os 65 anos da U.B. em Portugal. Foi uma festa a que infelizmente faltaram muitos, mas foi de enorme alegria para tantos.
Cânticos, testemunhos, mensagem, orações, fotografias, encontro de amigos, tudo à medida dos amantes daquela grande obra de Deus.
 
Porque é que a União Bíblica se confunde com a minha vida?
- Nascemos no mesmo ano (1949), a U.B. em Fevereiro, eu em Agosto.
- Conforme testemunhei na primeira mensagem do meu blog (02.06.2010), foi num acampamento da U.B. que aceitei Cristo como meu Salvador.
- Por lá (acampamento do Carrascal) aprendi muito da Palavra de Deus e ganhei amigos para a vida.
- Além de campista, cheguei a colaborar como chefe e como conselheira.
- Fui co-fundadora da SCUBj (sub-comissão da U.B. jovens).
- Para lá mandei os meus filhos (ambos ali aceitaram Jesus) e também eles vieram a colaborar como chefes.
- Os meus netos já são campistas e, como o meu Samuel diz: “O nosso acampamento avó, o nosso sabes?” Porque não há igual!
 
Continuo a estar sempre com a União Bíblica, em oração ou de qualquer outra forma.
E, apesar da U.B. não se resumir aos acampamentos, é neles que sempre me reencontro com a paz e o amor de Deus.
Ninguém que por ali passe fica indiferente ao ar que se respira, nem ao chão que se pisa, ninguém esquece aquela experiência.
 
Eu amo a União Bíblica!
 
Indissociável da organização é a pessoa que trouxe a U.B. para Portugal e que fez dela o seu serviço ao Mestre – Pr. Abel Rodrigues, de quem já aqui falei e homenageei (19.11.2011).
Com tempo espero voltar ao tema, trazendo uma amostragem fotográfica e, talvez noutra altura, com um pouco da história da U.B.
 
Desculpem, se falei muito e não consegui dizer nada, mas eu avisei... Termino, fazendo minhas as palavras com que o Paulo Pina Leite, director norte da U.B., encerrou o seu testemunho de hoje:
 
“Se podia ter vivido sem a União Bíblica? Poder, podia, mas não era a mesma coisa!”

domingo, 19 de janeiro de 2014

A Resposta Vai Chegar

De volta às respostas de Deus à oração, gostava de relembrar que o tempo de Deus não é contabilizado como o nosso.
Na verdade, se Deus não responde rapidamente às orações, Ele vai fazê-lo no tempo devido. Por vezes somos tentados a pensar que Deus não nos ouve, mas não, talvez tenhamos de aperfeiçoar o pedido; talvez tenhamos de exercitar a humildade; talvez tenhamos de aprender a ser pacientes; ou, simplesmente essa não é a melhor altura para ser atendidos. Porém, o importante é continuar a pedir, não há nada de errado em pedir a mesma coisa repetidamente…, a resposta vai chegar!

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai,
e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha;
e ao que bate, abrir-se-lhe-á.”
Mateus 7:7-8
Conta-se que um homem, único sobrevivente de um naufrágio, foi dar a uma ilha desabitada. Ali, ele aprendeu a viver na completa dependência de Deus a quem constantemente pedia que enviasse socorro, olhando o horizonte na expectativa de ver qualquer navio que porventura ali passasse.
 
Entretanto, com o pouco que recuperou do navio naufragado e os recursos naturais da ilha, construiu um abrigo e alimentou-se.
 
Nesse ambiente que nós chamaríamos de paradisíaco, o náufrago carecia de bens essenciais e de certezas quanto ao seu resgate, mas continuava a pedir o auxílio de Deus.
 
Certo dia, quando regressava de uma procura de alimento, ficou em pânico ao encontrar a sua cabana em chamas. Tudo quanto possuía tinha-se transformado numa coluna de fumo. Para aquele homem, já nada pior podia acontecer e decepcionado considerou que, depois de um tempo incontável a orar, Deus não o ouvira.
 
No dia seguinte, olhando para o infinito em desiludida meditação sobre a incerteza do seu futuro, avistou um navio.
Ao chegar à ilha, o comandante alegou que se aproximaram porque tinham visto o sinal de fumo a pedir socorro.
 
Quando Deus nos obriga a esperar por uma resposta, devemos continuar conectados com Ele, sabendo que por vezes, nas maiores adversidades, pode estar a melhor resposta de Deus.
 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Respostas de Deus à Oração

Nós gostamos de arranjar argumentos para justificar todas as coisas; até as acções de Deus.
É por isso que costumamos ouvir dizer que Deus responde às orações de três formas: SIM, NÃO e ESPERA. Há também quem diga que Ele pode responder TALVEZ.

Espera – é uma questão de tempo, equivale a dizer “respondo mais tarde”, mas não é resposta; Talvez – é dúvida, logo, não entra no vocabulário d’Aquele que é omnisciente.
Fico pelo Sim e o Não.

“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” – Tiago 4:3
“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.” – I João 5:14

O bom é que Deus não nos deixa sem resposta.
Umas vezes responde de imediato, outras demora mais tempo; às vezes corresponde à nossa linha de pensamento, outras a acção é diferente e a conclusão é melhor.

Ainda voltarei a este assunto, mas agora vou contar uma experiência pessoal.

Lembro-me claramente que, quando eu era criança, viajei com os meus pais, irmãs e outros crentes com destino a Águas de Moura, na zona de Pamela, para trabalho missionário.
Estávamos nos anos cinquenta, não tínhamos carro e os meios de transporte naquelas terras eram escassos. Tudo era muito distante.


Saídos da camioneta, fartámo-nos de andar até que encontrámos umas trabalhadoras rurais que, após o receio inicial, lá indicaram o caminho para Águas de Moura.


Não voltámos a ver ninguém... o caminho era inclinado, debaixo de sol e longo… muito longo.
Passado muito tempo chegámos a uma clareira onde convergiam quatro caminhos. Como tínhamos vindo de um, restavam três e não sabíamos qual era o certo.
Foi então que o meu pai sugeriu que pedíssemos a direcção a Deus e formando um círculo, começaram a orar. Eu era a pequenina daquele grupo, tinha 5 ou 6 anos e, já cansada da espera, pus-me a andar.
Quando acabaram de orar, perceberam que eu não estava ali e avistaram-me a caminhar, feliz e despreocupada. O meu pai primeiro ralhou comigo,  mas depois lembrou-se que tinham pedido a Deus uma orientação e… lá chegámos a Águas de Moura.

Aqui está uma resposta imediata, podemos até dizer que mais rápida que o imaginável. Isto, porque Deus conhece todas as nossas necessidades e sabe quando e como agir.

“E será que antes que clamem Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei.”
Isaías 65:24

domingo, 13 de outubro de 2013

Peniel

Esta é uma palavra hebraica que quer dizer “A face de Deus”
 
Geograficamente, Peniel é um vale que fica perto de Sucote, a leste do rio Jordão.
Espiritualmente, Peniel é um lugar de contenda, onde vemos Deus face a face.
 
Em Génesis 32: 22-32, podemos encontrar o relato de como Jacó, no local geográfico, se encontrou e lutou com Deus, tendo saído espiritualmente abençoado.
Jacó era esperto e estava habituado a ganhar, mas quando, sozinho (ele fez passar adiante todos e tudo o que lhe pertencia), se encontrou cara a cara com Deus, com Ele lutou e Lhe resistiu, foi tocado fisicamente e dali saiu a coxear, com uma dor insuportável, mas inteiro, transformado e salvo.
Foi lá que Jacó - o usurpador - passou a ser chamado de Israel - o que reina com Deus -.
 
Peniel é lugar de solidão, onde temos de ficar a sós connosco e com Deus. Onde não há influências, representantes, bens, nada.
Peniel é campo de batalha pois é lá que Deus fere o nosso orgulho e muda o nosso comportamento para que sendo vencidos, saiamos vencedores; feridos, mas abençoados. 
Peniel é espaço de encontro, onde vemos Deus face a face e somos restaurados e cheios pela Sua graça.
 
“Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” – Gênesis 32.30
 
É quando estamos cheios do nosso ego, quando transbordamos de orgulho e ostentamos a nossa superioridade que precisamos de ser tocados “na coxa” e envergonhados para que, reduzidos à impotência pessoal, nos fortaleçamos na graça de Deus.
 
 
 
 
 
 
Eu amo Peniel!

sábado, 10 de agosto de 2013

Deus é Maior que o Problema!

Todos nós passamos por momentos de angústia, problemas, dor, separação e outras situações desagradáveis que perturbam o nosso bem estar.
Mais de uma vez tenho falado disso na primeira pessoa e das respostas que Deus me vai dando, como vou vendo soluções e como a tranquilidade e a vitória chegam.
 
O meu socorro vem do Senhor!
 
Sim, é humano sentir tristeza e ansiedade… nós não sabemos qual e quando a conclusão dos momentos difíceis e sofremos com isso.
Mas, ainda assim, o nosso Deus diz:
 
“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.” – Isaías 41:10
 
O Senhor não nos deixa, nem nos desampara. Aquele que é o dono das nossas vidas, que nos deu ao mundo e dele nos há-de levar, realmente, está no controlo.
 
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.” – Salmo 46:1
 
Até a morte não tem qualquer poder sobre aqueles que estão em Cristo. Ele veio ao mundo para nos salvar e resgatar da morte.
 
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”João 11:25
 
Por vezes ocorrem à nossa mente questões como: “Onde estava Deus quando…?” ou “Porquê comigo?”
É claro que há dores indescritíveis; é legítima a contradição entre a fé e a nossa revolta; é previsível e consolador o choro e o lamento; e é natural pedirmos a Deus o que queremos e não o que Ele quer.
Nós somos limitados…
O mal, está em deixarmos prevalecer essas questões, não tentarmos soluções e, acima de tudo, não discernirmos que o Espírito Santo nos pode libertar e tornar habilitados para o resultado.
O próprio Jesus Cristo deixou explícito: 
 
“No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo!” – João 16:33b
 
  Deus, é maior que o problema…
 
Shalom!

sábado, 25 de maio de 2013

Ensina-nos a Orar


Certo dia Jesus ensinou os discípulos a orar, não uma oração  (Mateus 6:9-13) para ser repetida por rotina, mas um modelo.
Nos versículos antecedentes (5-8) o Mestre explicou que se deve:

1.     Orar no silêncio do nosso coração, com honestidade e humildade,
não procurando agradar aos homens, mas a Deus.
2.      Ser comedido nas palavras, não repetindo as ideias de forma exaustiva e vã, pois Deus conhece o  nosso íntimo e as nossas necessidades.

Entretanto, convém que conheçamos as entrelinhas desta oração.


Pai nosso que estás nos céus; → A oração é dirigida a Deus, na pessoa do Pai, denotando a intimidade que devemos ter com Ele (Jesus estaria a falar em aramaico, usando o termo Aba = Paizinho);  “nosso”, convida-nos a sair de nós próprios e a reconhecer aos outros filhos (nossos irmãos em Cristo) a mesma dignidade e o mesmo relacionamento que temos com Deus.
Por outro lado, fica demonstrado que a morada do Senhor são os céus (invisíveis), porque o Pai enviou o Deus-Filho para nos salvar, após o que voltou ao céu, tendo garantido que nos ia preparar lugar na casa do Pai.
 
Santificado seja o Teu nome; → Reconhecer Deus pelo nome, equivale a saber do Seu carácter (quando dizemos que alguém tem muito bom nome, estamos a testificar acerca do seu perfil moral e social, como se disséssemos, “recomenda-se”), de tal modo que devemos confirmar e honrar a Sua santidade através da mensagem que revelamos ao mundo.
 
Venha o Teu reino; → A segunda vinda de Cristo, deve ser o mais belo desejo do crente, para isso, está aqui implícita a nossa preparação para o encontro (crescimento espiritual e propagação do Evangelho). Quando o Reino se manifestar, haverá justiça e paz eternamente.
 
Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu; → Quando oramos com corações humildes, não podemos querer outra coisa que não seja ter compreensão para aceitar e fazer a vontade do Pai na nossa vida, já que, por nós próprios, somos incapazes de cumprir os desígnios de Deus. Isto é discipulado e obediência.
 
O pão nosso de cada dia nos dá hoje; → Esta é a nossa mais completa dependência do Pai (não só no que se refere ao alimento material, mas também ao espiritual) e, ao dizermos “cada dia”, demonstramos que a dependência é contínua e que confiamos na providência de Deus.
 
E perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; → Agora somos nós a referência. Grande responsabilidade Jesus nos conferiu ao dizer “assim como nós”. O perdão é a chave que abre a porta da misericórdia e da graça, é preciso superar os eventuais desentendimentos e cultivar o amor entre os irmãos, preservando a comunhão, pois só assim ficamos permeáveis ao amor misericordioso do Pai.
 
E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. → Esta é a nossa integral entrega ao Senhor. Pedimos direcção e buscamos livramento. O mais difícil no decurso da nossa existência é negarmos aos desejos do mundo, mas sabemos que com Deus somos vitoriosos, para vencer o(s) inimigo(s) da nossa alma.
 
Porque Teu é o poder, o reino e a glória para sempre. → Terminar com um hino de louvor, confiança e acção de graças é, também, uma declaração da soberania de Deus e do desejo que temos em que seja reconhecido e triunfante.
 
Amém. A beleza desta oração é eterna; é uma lição moral que nos confere sublimidade e humildade. Devemos querer que ela faça eco na nossa vida.