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domingo, 1 de junho de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
Coração sem Fronteiras
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| Pr. Joaquim e Isménia Machado |
Quando eu era criança, penso que tinha uns 8 anos, fui com os meus pais ao Porto, onde visitámos o Lar Evangélico Português, na Rua da Boavista.
Creio que era uma cave onde os seis filhos do casal, Pr. Joaquim
e Isménia Machado, se confundiam com as não sei quantas crianças abrigadas pelo
papá e a mamã, como carinhosamente lhes chamavam.
Fiquei
deslumbrada com o relacionamento tranquilo e carinhoso; havia uma desordem ordenada;
crianças para cá e para lá; cheirava a chichi… Não interessa, fiquei com vontade de
viver ali!
A
obra iniciada em 1948, com parcos recursos e na casa do Pastor, mantém-se de pé; noutras
instalações e muito melhores condições, tem, ao longo dos anos, formado homens
e mulheres.
Depois,
foram fundados muitos outros lares que abrigam, educam e veem crescer crianças
a quem foi negado o direito ao lar/família de origem.
Tenho
uma enorme admiração pelos homens e mulheres que dedicam uma boa parte das suas
vidas a amar os filhos de ninguém e a tentar que lhes sejam reconhecidos os
seus direitos.
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| Ana Rute Calaim Lamúria |
Um
dia desta semana, estava na internet, quando me deparei com um texto
fantástico, escrito por uma jovem senhora (como esta gente cresce) que bem conheço. Fiquei emocionada e
cresci um pouco mais…!
A
jovem (Ana Rute Calaim Lamúria), membro da Igreja Evangélica de Sintra, é responsável
por um Lar de Crianças do Exército de Salvação.
Deixo aqui o texto, devidamente autorizada, e mais não digo.
Coração sem Fronteiras
Convidaram-me
para falar sobre o que é ser mãe numa instituição.
Sorrio
e penso que muitas vezes o meu papel é mais o de pai do que de mãe. O papel de
mãe fazem as minhas colegas, que os deitam, que tratam deles, que lhes dão
banho, que estão no acordar, que os educam, e que quando algo aperta chamam por
mim.
A
casa que dirijo, é uma casa onde moram 14 crianças, meninos e meninas, dos 0
aos 12 anos. Actualmente o mais pequenino tem 3 meses e o mais velho 12 anos.
Todas
elas foram crianças consideradas “em risco”.
Enquanto
vivem lá, a equipa técnica deverá ajudar na definição do futuro da criança.
Voltará ela para a sua família biológica? Irá ter uma nova família? Continuará
numa instituição.
Enquanto
procuramos respostas a estas perguntas surge o papel de ser mãe.
A
adaptação à nova casa é muitas vezes difícil. Deixamos de estar com aqueles que
amamos para aprender a amar novas pessoas. Novos paradigmas têm que ser
aprendidos. Afinal quem cuida de mim não me magoa? Está preocupado comigo? Este
caminho por vezes também é doloroso. Permitirmos que nos amem!
Ser
mãe numa instituição é lidar com muitas crianças.
É
dar proteção, amor e educação.
É
ser-se responsável.
É
ensinar a receber amor: é dizer “tu és muito especial para mim!”
É
estar lá para ver o primeiro sorriso, o primeiro andar.
É
estar presente nas vitórias e nas derrotas.
É
dar um abraço quando choram pela presença da mãe.
É
ir ao médico com ela.
É
ir à festa da escola e perceber o sorriso triste porque a mãe não está
presente, mas
ver o sorriso porque afinal nós estamos presente.
É
lidar com algumas birras. É lidar com ansiedades, frustrações, mau estar e
sofrimento.
É
rir muito. É sorrir muito.
É
ter a capacidade de os ver entrar e sair e lidar com o misto de sentimentos de
alegria e dor. Alegria pelo futuro que lhes reserva. Dor pela saudade que já
deixaram.
É
confortar quem fica (as outras crianças) pelos amigos que já foram embora.
Por
vezes, pedem-nos para sermos sua mãe. Aí, é ensinar a confiar que irão ter uma
mãe.
Ser-se
mãe numa instituição tem muitas lutas. Momentos de muito desgaste. Mas também
momentos que nos enchem o coração.
Enquanto
profissional numa casa de acolhimento, posso dizer que mais que uma mãe
biológica, as crianças querem saber e viver que pertencem a alguém.
Podemos
ajudar a que haja menos crianças em risco?
Sim,
podemos!
Podemos
olhar para o nosso amigo, vizinho, familiar e perguntar e/ou perceber se
precisa de ajuda para cuidar dos seus filhos.
A
bíblia diz:
“Conhecemos
o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos
irmãos.
Quem,
pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas
entranhas, como estará nele o amor de Deus?”
Muitas
das famílias que nos chegam, são famílias desamparadas, sem suporte familiar ou
social.
Enquanto
igreja, enquanto família, os nossos braços têm que ter a capacidade de abraçar
além fronteiras.
Não
nos esqueçamos que somos filhos herdeiros de Deus, com a particulariedade de
termos sido adoptados!
“Porque
todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.
Porque
não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas
recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
O
mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”
Da
mesma forma que Deus nos adoptou, é importante adotarmos as pessoas à nossa
volta. Não ficar à espera que venham ter até nós a pedir ajuda, mas fazermos
como Deus e irmos ter com as pessoas.
Ser
mãe numa instituição é poder dar aquilo que Deus nos dá. É obedecer Àquele que
nos adoptou.
16.05.2014
Ana
Rute Calaim Lamúria
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texto transcrito
sábado, 21 de setembro de 2013
Vou Conhecer-te!
Samuel: Avó quando eu tiver 50 anos tu
és muito velhinha?
Eu: Oh filho, nessa altura a avó já morreu.
Samuel: E quando eu morrer vou ver-te no céu?
Eu: Com certeza!
Samuel: E tu vais conhecer-me ou tens alzheimer?
Eu: Claro que vou conhecer-te, no céu não há doenças.
Este diálogo deu-se há um ano atrás. Uma ou duas semanas antes, a propósito de uma anciã da nossa igreja, tinha falado aos meus netos sobre os efeitos da doença de Alzheimer.
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, por isso me lembrei de rebuscar as minhas notas e trazer aqui esta conversa de avó e neto.
A doença de Alzheimer é um mal degenerativo do cérebro que produz atrofia progressiva, com perda de memória, raciocínio e pensamento e desorientação espacial e temporal.
Em Portugal esta doença atinge cerca de 90.000 pessoas, muitas delas carentes de compreensão; mas também muitas rodeadas de cuidados e amor.
Contudo, seja qual for o tipo de contrariedade que nos ataque, a eternidade não conhece doença, nem sofrimento.
Eu não gostava de perder as minhas faculdades cognitivas, nem a mobilidade, nem a independência, mas isto é a vontade humana a falar porque sei que estou sujeita a todas as vicissitudes relativas a este mundo.
E, no pensamento espiritual, tenho a certeza que, os resgatados por Cristo, irão viver na glória do Pai onde as circunstâncias são completamente transformadas; o padecimento termina e a felicidade é eterna.
Sim, vou ver e reconhecer o meu netinho e todos aqueles que amo!
Eu: Oh filho, nessa altura a avó já morreu.
Samuel: E quando eu morrer vou ver-te no céu?
Eu: Com certeza!
Samuel: E tu vais conhecer-me ou tens alzheimer?
Eu: Claro que vou conhecer-te, no céu não há doenças.
Este diálogo deu-se há um ano atrás. Uma ou duas semanas antes, a propósito de uma anciã da nossa igreja, tinha falado aos meus netos sobre os efeitos da doença de Alzheimer.
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, por isso me lembrei de rebuscar as minhas notas e trazer aqui esta conversa de avó e neto.
A doença de Alzheimer é um mal degenerativo do cérebro que produz atrofia progressiva, com perda de memória, raciocínio e pensamento e desorientação espacial e temporal.
Em Portugal esta doença atinge cerca de 90.000 pessoas, muitas delas carentes de compreensão; mas também muitas rodeadas de cuidados e amor.
Contudo, seja qual for o tipo de contrariedade que nos ataque, a eternidade não conhece doença, nem sofrimento.
Eu não gostava de perder as minhas faculdades cognitivas, nem a mobilidade, nem a independência, mas isto é a vontade humana a falar porque sei que estou sujeita a todas as vicissitudes relativas a este mundo.
E, no pensamento espiritual, tenho a certeza que, os resgatados por Cristo, irão viver na glória do Pai onde as circunstâncias são completamente transformadas; o padecimento termina e a felicidade é eterna.
“Mudaste o meu pranto em dança,
a minha veste de lamento em veste de alegria.” – Salmo 30:11
a minha veste de lamento em veste de alegria.” – Salmo 30:11
“Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima e a morte já não existirá, não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” – Apocalipse 21:4
Sim, vou ver e reconhecer o meu netinho e todos aqueles que amo!
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domingo, 2 de junho de 2013
E as Crianças, Senhor...
Eu sou avó!
Todos os dias peço a Deus que os meus netos cresçam sob a
sua orientação. Que aceitem Cristo e sejam servos fiéis, que sejam bons filhos
e bons cidadãos, que tenham um bom casamento e que sejam inteligentes, saudáveis,
trabalhadores e respeitadores.
Também peço a Deus que me ajude a transmitir-lhes valores
sociais e espirituais (bíblicos) e que, a par das palavras, lhes dê bons exemplos.
Faz hoje 3 anos que dei início a este blogue. No primeiro
texto que publiquei fiz menção ao dia em que recebi Cristo como meu Salvador. Eu
tinha 6 anos.
Lembro-me do sítio onde estava sentada, lá na Casa de Oração
do Carrascal; lembro-me das palavras do Pr. Abel Rodrigues; lembro-me de ter
chorado quando entendi o sacrifício vicário de Cristo; lembro-me de, enquanto o
chefe Armando Santiago tocava acordeão, cantarmos:
Glória a Deus, glória a Deus, glória a Deus,
os remidos todos cantam “Glória a Deus”;
pecadores transformados,
pelo sangue já lavados.
Glória a Deus, glória a Deus, glória a Deus,
os remidos todos cantam “Glória a Deus”.
Os meus netos têm agora 6 anos…
O entendimento sobre a salvação das crianças não é uniforme.
Eu tenho a minha opinião e julgo poder fundamentá-la. Os pareceres, práticas, certezas e dúvidas a que tenho
assistido, não têm alterado aquilo que penso. Ou seja, não estou com os
católicos que baptizam bebés para lhes
“garantir” a ida para o céu, nem com os evangélicos que dizem não saber o que
acontece espiritualmente com uma criança que morre, ou que fazem apelos à
salvação a meninos de tenra idade.
Aliás, quando ouço alguém dizer que aceitou Cristo aos
três ou quatro anos, não acredito nisso. Não esqueçamos que essa é não
só a idade da inocência, mas, também, da inconsciência. As crianças são levadas a essa afirmação porque, obviamente, querem ser lindas e aceites pelos crescidos, mas não têm alcance para entender. Todos sabemos que são insuficientes as lembranças destas idades.
Tenho para mim que Deus, na sua imensa sabedoria e
soberania, não imputa culpa a quem não tem discernimento e/ou faculdades
cognitivas para perceber o pecado.
Além disso, todos os ensinos de Jesus foram no sentido da compreensão,
aceitação e prática da mensagem; e, para servir de ensino aos adultos, dizia:
“Jesus, porém, chamando-as para junto de si, disse: Deixai vir a mim
as crianças, e não as impeçais, porque das tais é o reino de Deus. Em verdade
vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como uma criança, de modo
algum entrará nele.” – Lucas 18:16-17
“Naquele momento, os discípulos chegaram a Jesus e
perguntaram: Quem é o maior no Reino dos céus?
E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles e
disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como
crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.”
– Mateus 18:1-3
Não tenho no bolso a revelação de uma idade fixa para a
compreensão, nem nós temos todos o mesmo nível de desenvolvimento. Porém, sei
que não somos inocentes toda a vida e que há uma altura em que existe a noção real
do bem e do mal.
Ontem comemorou-se o Dia da Criança.
Compete aos adultos,
amar, proteger e ensinar o Caminho da Verdade, para as crianças poderem tomar a
decisão certa.
Eu, sem pressa, desejo receber a alegria dos meus netos
aceitarem entregar as suas vidas a Cristo.
Depois, virão (ou não) alguns contratempos porque o diabo
não brinca em serviço e porque o crescimento tem as suas crises existenciais,
mas sei que, uma vez salvos, o Pai estará de braços abertos
para receber o pródigo arrependido.
Que Deus abençoe os meus netos, os que tenho e os que ainda
possam chegar.
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sábado, 18 de maio de 2013
Família - Projecto de Deus
Ontem, 17 de Maio de 2013, a Assembleia da República Portuguesa
deu mais um tiro no pé. Ontem foi aprovada a adopção de crianças por “casais”
homossexuais, chamando-lhe co-adopção. Pomposa maneira de dizer o indizível.
Passo a passo, Portugal está a evoluir, dizem alguns; a modernizar-se,
dizem outros; a reconhecer o direito à diferença, dizem os que se escondem atrás da
tolerância.
A verdade é que, ao legalizar o pecado, esta Nação, a minha, está a
afundar-se.
Ninguém entende mais de família do que Deus; aliás, foi Ele
quem a projectou! Logo, alterar as regras, é uma violação ao projecto de Deus.
Sem entrar em muitos detalhes, pois já o fiz aqui (06.06.2010),
posso afirmar que, biblicamente, a homossexualidade é uma desobediência contra
Deus.
Infelizmente o mundo está mergulhado em pecado, cada vez
mais longe de Deus. Este afastamento tem feito com que, até pessoas que jamais
quereriam um destes casos na sua família, defendam publicamente como “natural”
a união de dois homens ou de duas mulheres e transformem os prevaricadores em
heróis.
Os homens já não se importam com a moral, simplesmente
desprezam Deus; mesmo quando dizem acreditar n'Ele.
“Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos céus, mas
apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” – Mateus 7:21

Não há diversas versões de família e é uma enorme falta de
respeito pelas crianças a imposição de um modelo não natural.
As crianças precisam da figura paterna e da figura materna, foi assim que Deus projectou quando fez o homem e a mulher diferentes. Este é o padrão!
As crianças precisam da figura paterna e da figura materna, foi assim que Deus projectou quando fez o homem e a mulher diferentes. Este é o padrão!
Os casos de crianças privadas de um ou dos dois progenitores,
seja qual for o motivo, devem ser tratados de forma a proporcionar-lhes um ambiente
moral de amor e não recorrer a meios anti-naturais e a inclinações produzidas
pelo maligno.
A Palavra de Deus fala de todas estas coisas terríveis e
abomináveis. Os crentes têm de estar atentos para não aceitar, nem desculpar, o
que é errado. Devemos lutar com todas as nossas forças para não deixar que
coisas como estas continuem a ser aceites e vistas como recurso.
A aprovação desta lei, vem escamotear as responsabilidades do
governo e da sociedade porque, sem dúvida, há outras alternativas que não põem
em perigo a integridade das crianças, nem violam o projecto divino.
Por mim, não importa que me chamem preconceituosa,
homofóbica, conservadora ou fundamentalista; o que quiserem, não faz mal, eu prefiro seguir os
ensinamentos bíblicos e a vontade de Deus.
“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é
como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram
os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus
alicerces na rocha.
Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como
um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram
os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda.” Mateus 7:24-27
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sábado, 14 de julho de 2012
Netos
| Samuel |
Quando os meus netos nasceram eu já os amava muito, mas não sabia como eles iam mudar a minha vida. Foi então que, tudo quanto tinha imaginado para a minha velhice, caiu por terra.
Há lá coisa mais querida que os meus netos…
O Samuel e a Sara são gémeos, filhos do meu filho, e fizeram 6 anos na passada 4ª feira (dia 11).
Senti-los é uma experiência misteriosa entre a tranquilidade e a inquietação. Eles são tão meus que não posso sequer admitir abdicar da sua presença.
| Sara |
Com eles, tenho revivido a infância dos meus filhos e o meu papel de mãe. Para mim não existe essa coisa do “açúcar” ou do “mel” que se costuma dizer das avós; sou exigente ou permissiva naquilo que acho certo e isso já eu fazia com os meus filhos. A diferença está em que tenho mais tempo, pois já não trabalho, e em ter perdido alguma força e agilidade física (estou velhota), mas ainda assim, faço quase tudo com eles.
A Bíblia conta que Timóteo foi abençoado com algo muito precioso, ele tinha uma avó crente e actuante no seu crescimento. Eu posso usufruir desse mesmo prazer na vida dos meus netos e espero ser especial para eles.
Na verdade, revejo-me em Lóide, não só porque tenho uma acção efectiva na prestação de cuidados e educação deles, mas porque quero muito que os meus meninos conheçam Deus e aprendam as Sagradas Escrituras.
O apóstolo Paulo lembrou a Timóteo: “Desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15). Até hoje, o mais importante para formar o carácter continua a ser a vida espiritual e a melhor altura para iniciar a educação e o ensino do adulto é a infância.
Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e chamou-lhe Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor.” – I Samuel 7:12
Deus deu-me dois filhos fantásticos; ter no meu filho um bom pai é a melhor compensação para a educação que lhe dei; ter estes netos maravilhosos é uma bênção imensurável.
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sábado, 23 de junho de 2012
A Pureza da Oração
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| Minha neta Sara aos 10 meses |
Infelizmente, excepção feita nos acampamentos das idades respectivas e, algumas vezes, na classe etária da Escola Bíblica Dominical, não existe o hábito de pedir aos pequenitos para orarem nos cultos.
Porém, se os ouvíssemos, tínhamos muito a aprender relativamente à pureza da oração, podíamos fomentar neles o prazer de comunicar com Deus e evitávamos um futuro ainda mais decadente neste ministério.
As crianças essencialmente agradecem. Ele é o sol, os amigos, o pai, a mãe (e vão abrindo o rol da família), a comida, a natureza, os brinquedos, o cão (coisa praticamente impensável a um adulto) e os amigos e...
Embora menos, também pedem, para irem ao parque, para terem aquele brinquedo preferido, etc.
“Bem-aventurados são os puros de coração, porque verão a Deus.” – Mateus 5:8
Reparem que, quando ensinamos os meninos a orar, dizemos palavras simples e antecedemos sempre com: “Obrigado…”, mas julgo que não é para aprenderem, é porque os achamos incapazes de perceber ou conseguir mais que isso.
Por isso, quando somos nós a orar, ficamos no alto das nossas faculdades extraordinárias a rebuscar palavras despropositadas, a exibir conhecimentos bíblicos, a mandar recados e a elaborar espiritualidade, contaminando-nos com estilos e perdendo a essência.
Oração deve ser propósito e ter objectivo, verdade e pureza.
Quando os meus filhos eram pequenos, a Débora, algumas vezes disse na oração: “obrigada pelo xi-xi e pelo cocó”. Claro que eu e o meu filho (mais velho 4 anos) achávamos graça, mas logo expliquei ao Marcos que não devíamos valorizar e tínhamos que agir com naturalidade, até porque, na verdade, ela tinha problemas de obstipação.
E então, porque é que ficamos a corrigir, a interromper ou a evitar certas expressões, sem necessidade? Primeiro, Deus entende; depois, naturalmente, com a idade as crianças alteram os termos; espero que não a forma.
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| Meus netos - Samuel a orar |
Então, ele ficou de pé em cima do banco, olhou para nós e disse: “Vá, todos fechem os olhos” e, ainda no sussurro provocado pelo aviso inesperado, começou a agradecer a sopa e o comer, o Jesus, as histórias do Jesus e a pedir para as pessoas e os meninos se portarem bem e a bola estar boa para poder jogar e que gostava de tocar bateria… “em nome do Jesus. Amém!”
Eu gosto de ouvir as crianças orar!
“Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há-de permanecer no seu lugar santo? O que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura enganosamente.” – Salmos 24:3-4
sábado, 2 de junho de 2012
Dia Mundial da Criança
Desde 1950 que o primeiro dia de Junho é comemorado como o
“Dia Mundial da Criança”
Os nossos meninos merecem porque, apesar de todo o trabalho desenvolvido, discursos e boas vontades, ainda há muitas crianças
que sofrem as perversões dos adultos, e muitos que não gozam dos direitos básicos, e muitos a quem é negado o conhecimento do Evangelho.
“Jesus, porém, disse: Deixai os meninos,
e não os estorveis de vir a mim;
porque dos tais é o reino dos céus.” - Mateus 19:14
Há anos atrás, propus-me um trabalho de três meses para reactivar na minha igreja a classe dos 3, 4 e 5 anos. Esta não é a faixa etária com que gosto de trabalhar, mas havia uma lacuna que precisava ser colmatada e que, uma vez implementada, podia ser continuada por outros.
É a pensar nas crianças de hoje e recordando os meus pequenos alunos (Joel Alberto, Filomena, Samuel, Mafalda, João Pedro, Glória, Francilda, Feliciana, Jónatas, Patenciana, João David, Divino, Rabona, Telma, Benedita e Hedera) que agora têm entre os 15 e os 18 anos que me lembrei de trazer aqui o guião de uma das várias lições que elaborei naquela altura.
UM ESPELHO DO AMOR DE DEUS
Material: Espelho grande, canetas e folhas com trabalho para a classe e para casa.
Explicar: Todos os dias as pessoas olham para o espelho, para ver se estão bonitas.
O espelho mostra como nós estamos: tristes, alegres, penteados, sujos… Vamos fazer algumas caretas para o espelho imitar (mostrar o espelho e pedir às crianças que façam caretas para confirmarem a imitação); isto é um espelho a sério, mas nós também podemos ser espelho, sabiam? Vamos ver, vão fazer de conta que são espelhos e imitam tudo o que eu fizer (fazer com que repitam todos os gestos).
Quando os meninos fazem a vontade de Deus, são espelhos que mostram aos outros que Deus é bom e ama as pessoas. Deus ama os meninos e quer que também O amem e sejam bons uns para os outros. Quando pensam e fazem coisas bonitas, estão a fazer a vontade de Deus e são o Seu espelho.
Todos vocês podem ser espelhos do amor de Deus.
Perguntar: Quem quer ser um espelho de Deus? O que é preciso fazer para ser espelho de Deus?
Cantar: “Deus vê o que fazes...”
Trabalho: Ensinar o texto áureo
“Sede imitadores de Deus, como filhos amados” – Efésios 5:1
Fazer com que as crianças, 2 a 2, se imitem como espelho.
Distribuir as folhas com desenhos de várias situações;
sugerir que cada um risque (X) os desenhos que não mostram ser um espelho do amor de Deus e depois pintem os que o são.
Cantar: “Deus vê o que fazes...” e “Deus é amor…”
Lembrar: Deus vê todas as coisas e fica muito contente quando os meninos fazem coisas que mostram que Deus é amor. Vamos pensar em coisas que são da vontade de Deus (tratar bem os amigos, dizer palavras bonitas, comer bem, não tratar mal os manos, obedecer aos pais, ser alegre, aprender histórias da Bíblia e orar).
Orar: Levar as crianças a repetir as palavras da oração.
Para casa: Versículo para aprenderem e trabalho para trazerem na aula seguinte.
(Para ampliar, clique sobre as imagens)
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