"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


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domingo, 24 de agosto de 2014

Nas Mãos de Deus

Depois de uma ausência que não sei se se repetirá, ou não, venho dar notícias aos amigos que aqui me visitam e leem…

Durante uma semana estive hospitalizada, fiz uma bateria de exames e tratamento para alívio de sintomas e voltei para casa a aguardar o veredicto duma biópsia que veio a confirmar as desconfianças dos médicos – cancro do pulmão direito. Fui bem tratada e estimada.
Um dia de cada vez!

Neste  momento estou a aguardar alguns estudos de mutação genética, para dar início à quimioterapia.

Não estou derrotada, nem alheada dos perigos. Deus tem me dado tranquilidade e confiança.
Eu acredito em milagres, mas não sei se isto é o que o Senhor quer fazer em mim. Temos de esperar; porém, quero que seja tempo de fé e testemunho!

A minha gratidão a todos que têm orado por mim. Que Deus vos multiplique em bênçãos!


Como já aqui contei, este é o meu versículo favorito, desde que o descobri aos 20 anos de idade.

domingo, 13 de abril de 2014

Domingo de Ramos

“Hosana” é uma palavra hebraica que, no período do Antigo Testamento, significava um apelo por libertação “Salva-nos, te imploramos!”
O termo era aplicado como oração (Salmo 118) cantada durante a Festa dos Tabernáculos e quando era exclamado: “Salva-nos...”, o povo abanava os ramos de palmeira.

“Oh, salva-nos Senhor, nós Te pedimos. Oh Senhor, concede-nos prosperidade!” – Salmo 118:25

O “Hosana” do Novo Testamento é uma transliteração grega (hôsanná) do vocábulo hebraico (hoshi’ah na’) e ressurge como exclamação de louvor.
Quando Jesus entrou em Jerusalém (início da semana da paixão), a multidão reconheceu-O como Messias e transformou o acontecimento numa festa triunfal, exaltando e aclamando Jesus com “Hosana!”, enquanto cobriam o chão com os seus mantos e ramos de árvores.

“E as multidões, tanto a que O precedia, como a que O seguia, clamavam: Hosana ao Filho de David, bendito O que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” Mateus 21:9



Assim, também nós, que fomos salvos pelo sangue de Cristo, devemos louvar ao Senhor cantando…

sábado, 1 de março de 2014

Com Amor e Humor

Ainda sobre a oração e as formas como Deus responde, lembrei-me de uma história que li quando era adolescente e que ilustrei e usei várias vezes em aulas para crianças.
Não me recordo onde a li, nem se é um relato verídico ou de ficção e não sei onde ficaram os meus desenhos. Porém, lembro-me bem do conteúdo e da conclusão da história.

Num casebre isolado, nos Alpes Suíços, viviam avó e neto. A mulher, apesar de ser idosa e pobre, tinha ficado com o garoto de oito anos desde a morte dos pais.
Todos os dias, à hora da ceia, o neto lia uma passagem da velha Bíblia e oravam juntos.

Durante um nevão e sem poderem deslocar-se, os alimentos acabaram, mas a velha senhora animou o neto com a esperança de que Deus não ia abandoná-los. Sem ceia e com muito frio eles deitaram-se mais cedo, mas antes o garoto leu a Bíblia à fraca luz da vela e a avó orou:

“Senhor, tu sabes que não temos comer e não podemos ir à vila. Por favor cuida de nós, envia-nos pão…”

Nessa mesma altura, aproveitando a intempérie, dois jovens meliantes, com intenção de roubar e sabendo da dificuldade de serem apanhados, espreitavam por um vidro partido.
Depois do que viram e ouviram, olharam um para o outro, afastaram-se e riram do disparate daquela velha que, já não bastava achar que Deus existia, como ainda lhe pedia pão. Foi então que tiveram uma ideia genial e hilariante.

No dia seguinte, ainda cedo, puseram o seu plano em acção, foram até à casa e, silenciosamente, subiram ao telhado e deitaram pão pela chaminé.

Eles riram muito, mas quando foram espiar pelo tal vidro partido, encontraram avó e neto de joelhos a agradecer a Deus por ter respondido à sua oração.

“Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem d’Ele se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam.” Hebreus 11:6

O barulho junto à casa surpreendeu a mulher que, depois de ver os moços lá fora, ficou preocupada devido às condições do tempo e, pensando que estavam perdidos, convidou-os a entrar e dividiu o pão fresco que Deus tinha acabado de lhes mandar.

E, porque Deus é misericordioso e muito bem-disposto, não só mandou o alimento de uma forma inusitada, mas também levou os jovens ladrões ao conhecimento do Evangelho.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Quando a Resposta é “Não!”

Quantas vezes já dissemos “Não!” a um pedido e/ou teimosia de alguém?

A psicologia ensina que na educação das crianças o “não” é imprescindível. Certamente que, quando essa palavrinha mágica é dita na altura e na forma certas, ao chegar a juventude e a vida adulta, temos cidadãos mais respeitadores e responsáveis.
Mas nós não gostamos de ouvir o “não”!

Assim é na nossa reacção com Deus porque esquecemos que Ele só responde “Não!” quando pedimos mal. E, quando crescemos (amadurecemos), percebemos que o “não” foi a melhor resposta e que a oração não foi inútil.

“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” – Tiago 4:3

Quase todos já alguma vez ouvimos contar a história Amy Carmichael (Irlanda do Norte 1867-1951 Índia), uma criança muito bonita, nascida num lar de cristãos evangélicos, que foi educada a confiar a sua vida a Deus.

Apesar de ter uma infância feliz, Amy tinha um senão; os seus olhos eram castanhos e ela queria muito tê-los azuis como os dos pais e dos irmãos.
Um dia perguntou à mãe se Deus respondia sempre às orações e ficou feliz ao ter uma resposta positiva. Então, quando foi para a cama, orou com muita convicção, para que Deus mudasse a cor dos seus olhos e de manhã, logo que acordou, foi a correr para o espelho, mas os olhos continuavam castanhos.
Amy ficou muito triste, chorou e questionou o porquê de Deus não lhe ter respondido… e durante muito tempo continuou a orar nesse sentido.

Passados muitos anos, Amy sentiu o desejo de ser missionária e, embora inicialmente tivesse ido para o Japão, o seu coração chamou-a para a Índia.

Ali, teve oportunidade de comprar e salvar mais de mil meninas que eram vendidas pelas famílias pobres no templo, para serem entregues à prostituição. Porém, a única forma de poder entrar nos locais de venda das crianças nos templos, sem ser reconhecida como estrangeira, era disfarçar-se de indiana por isso, punha pó de café na pele e vestia sári.

Certo dia uma missionária sua amiga olhou para ela e disse: “Já viste que se tivesses olhos claros como a tua família, mesmo disfarçada, não passavas despercebida?
Foi aí que Amy entendeu porque Deus lhe dera olhos castanhos e, também, que afinal lhe tinha respondido às orações de infância. Deus tinha dito: “Não!”


Graças aos seus olhos escuros, Amy pôde falar de Cristo e salvar muitas meninas indianas da escravatura e da prostituição, ainda que não servisse o seu conceito de beleza.
Deus ouve todas as orações, mas a resposta pode não ser de acordo com as nossas expectativas porque Ele sabe o que é melhor para nós.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Diferente, para Melhor

Deus sabe sempre o que é melhor para nós, por isso, muitas vezes dá uma resposta diferente àquilo que pedimos. Talvez que, no imediato, o nosso coração fique abatido, mas a seu tempo veremos que o propósito de Deus é melhor e vai ao âmago da nossa súplica.

“Atendeu à oração do desamparado e não desprezou a sua súplica.” – Salmo 102:17

Aurélio Agostinho (Tagaste 354 – Hipona 430), conhecido como Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho, foi um jovem rebelde e leviano, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos cristãos de sua mãe.

Um dia planeou fazer uma viagem a Itália, mas Mónica, sua mãe, temendo o que o filho podia fazer longe do seu controlo, tentou demovê-lo dessa intenção.

Na véspera da partida, Mónica orou durante toda a noite para que Deus impedisse o filho de viajar. Porém, na manhã seguinte, ele pegou na trouxa e partiu de barco para Itália, deixando para trás uma mãe angustiada. O Senhor não atendera à sua oração! (?)

Aquela viagem era longa e Agostinho estava sozinho, mas um outro jovem viajante, Ambrósio, travou conhecimento com ele e acabou por lhe falar de Cristo, do pecado e da salvação.
Quando a viagem terminou, Agostinho tinha sido tocado pela mensagem que Ambrósio transmitira e tinha aceite Cristo, Aquele a quem sua mãe amava e de quem lhe falava, sem que ele desse qualquer valor.

Certamente que isto era o que Mónica mais queria, mas não foi o que ela pediu. Deus respondeu de forma diferente e excedeu o pedido. Ele permitiu que o jovem viajasse, porque sabe o que é melhor e quando, como e onde deve actuar.


Agostinho tornou-se um importante bispo, escritor, teólogo, filósofo e doutor da Igreja Católica.
Os seus principais estudos e ensino tinham como alvo preferencial: o conceito de igreja, o pecado, a salvação e a graça divina.



Ora, Àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a Esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Ámen!” – Efésios 3:20-21

domingo, 19 de janeiro de 2014

A Resposta Vai Chegar

De volta às respostas de Deus à oração, gostava de relembrar que o tempo de Deus não é contabilizado como o nosso.
Na verdade, se Deus não responde rapidamente às orações, Ele vai fazê-lo no tempo devido. Por vezes somos tentados a pensar que Deus não nos ouve, mas não, talvez tenhamos de aperfeiçoar o pedido; talvez tenhamos de exercitar a humildade; talvez tenhamos de aprender a ser pacientes; ou, simplesmente essa não é a melhor altura para ser atendidos. Porém, o importante é continuar a pedir, não há nada de errado em pedir a mesma coisa repetidamente…, a resposta vai chegar!

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai,
e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha;
e ao que bate, abrir-se-lhe-á.”
Mateus 7:7-8
Conta-se que um homem, único sobrevivente de um naufrágio, foi dar a uma ilha desabitada. Ali, ele aprendeu a viver na completa dependência de Deus a quem constantemente pedia que enviasse socorro, olhando o horizonte na expectativa de ver qualquer navio que porventura ali passasse.
 
Entretanto, com o pouco que recuperou do navio naufragado e os recursos naturais da ilha, construiu um abrigo e alimentou-se.
 
Nesse ambiente que nós chamaríamos de paradisíaco, o náufrago carecia de bens essenciais e de certezas quanto ao seu resgate, mas continuava a pedir o auxílio de Deus.
 
Certo dia, quando regressava de uma procura de alimento, ficou em pânico ao encontrar a sua cabana em chamas. Tudo quanto possuía tinha-se transformado numa coluna de fumo. Para aquele homem, já nada pior podia acontecer e decepcionado considerou que, depois de um tempo incontável a orar, Deus não o ouvira.
 
No dia seguinte, olhando para o infinito em desiludida meditação sobre a incerteza do seu futuro, avistou um navio.
Ao chegar à ilha, o comandante alegou que se aproximaram porque tinham visto o sinal de fumo a pedir socorro.
 
Quando Deus nos obriga a esperar por uma resposta, devemos continuar conectados com Ele, sabendo que por vezes, nas maiores adversidades, pode estar a melhor resposta de Deus.
 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Respostas de Deus à Oração

Nós gostamos de arranjar argumentos para justificar todas as coisas; até as acções de Deus.
É por isso que costumamos ouvir dizer que Deus responde às orações de três formas: SIM, NÃO e ESPERA. Há também quem diga que Ele pode responder TALVEZ.

Espera – é uma questão de tempo, equivale a dizer “respondo mais tarde”, mas não é resposta; Talvez – é dúvida, logo, não entra no vocabulário d’Aquele que é omnisciente.
Fico pelo Sim e o Não.

“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” – Tiago 4:3
“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.” – I João 5:14

O bom é que Deus não nos deixa sem resposta.
Umas vezes responde de imediato, outras demora mais tempo; às vezes corresponde à nossa linha de pensamento, outras a acção é diferente e a conclusão é melhor.

Ainda voltarei a este assunto, mas agora vou contar uma experiência pessoal.

Lembro-me claramente que, quando eu era criança, viajei com os meus pais, irmãs e outros crentes com destino a Águas de Moura, na zona de Pamela, para trabalho missionário.
Estávamos nos anos cinquenta, não tínhamos carro e os meios de transporte naquelas terras eram escassos. Tudo era muito distante.


Saídos da camioneta, fartámo-nos de andar até que encontrámos umas trabalhadoras rurais que, após o receio inicial, lá indicaram o caminho para Águas de Moura.


Não voltámos a ver ninguém... o caminho era inclinado, debaixo de sol e longo… muito longo.
Passado muito tempo chegámos a uma clareira onde convergiam quatro caminhos. Como tínhamos vindo de um, restavam três e não sabíamos qual era o certo.
Foi então que o meu pai sugeriu que pedíssemos a direcção a Deus e formando um círculo, começaram a orar. Eu era a pequenina daquele grupo, tinha 5 ou 6 anos e, já cansada da espera, pus-me a andar.
Quando acabaram de orar, perceberam que eu não estava ali e avistaram-me a caminhar, feliz e despreocupada. O meu pai primeiro ralhou comigo,  mas depois lembrou-se que tinham pedido a Deus uma orientação e… lá chegámos a Águas de Moura.

Aqui está uma resposta imediata, podemos até dizer que mais rápida que o imaginável. Isto, porque Deus conhece todas as nossas necessidades e sabe quando e como agir.

“E será que antes que clamem Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei.”
Isaías 65:24

domingo, 20 de outubro de 2013

Em Jesus Amigo Temos

“Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.
Não me escolhestes vós a mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, Ele vo-lo conceda.” – João 15:15-16

Joseph Scriven, foi um homem com a vida marcada pela adversidade.

Nasceu a 10 de Setembro de 1819, na Irlanda.
Em 1845, na véspera do seu casamento, sofreu um golpe duríssimo, quando a noiva morreu vítima de afogamento. A partir daí Scriven tornou-se um homem melancólico.
No ano seguinte foi viver para o Canadá, onde leccionou e se dedicou a obras de caridade.
Em 1855, recebeu a notícia de que a sua mãe estava gravemente doente e, envolvido numa profunda tristeza e recolhimento com Deus, escreveu o poema “Orai sem cessar”.
Já em 1860, Joseph Scriven, voltou a apaixonar-se e a ficar noivo, mas antes de se casar a sua jovem amada morreu de tuberculose.
A partir desse dia, o seu interesse foi exclusivamente servir ao Senhor ajudando os membros idosos da sua comunidade no Canadá.
A 10 de Agosto de 1886, doente, cansado e abatido pelas tragédias, caminhou até um ribeiro perto de casa, onde foi encontrado morto, debruçado como estando em oração.

Hoje nas igrejas baptistas cantamos o seu poema, especialmente conhecido pelo primeiro verso “Em Jesus Amigo Temos”.
A melodia deste hino é da autoria de um advogado americano, Charles Converse, e embora não se saiba em que circunstância houve o encontro da música com a letra, sabemos que foi publicado pela primeira vez, num hinário de Escola Bíblica Dominical, em 1870, dezasseis antes da morte de Joseph Scriven.

Este é um dos meus hinos favoritos. É lindo!

No dia 29 de Setembro recebemos na minha igreja parte do grande coro da I Igreja Baptista da Penha (lamento não se ver o solista) e quero partilhar convosco a beleza com que fui surpreendida.
Só não consigo transmitir como ficou o meu coração porque foi glorioso demais.

 
 
Em Jesus amigo temos,
mais chegado que um irmão,
Ele manda que levemos
tudo a Deus em oração!
Oh! que paz perdemos sempre,
oh! que dor no coração,
só porque nós não levamos
tudo a Deus em oração!

Temos lidas e pesares
e na vida tentação;
não ficamos sem conforto,
indo a Cristo em oração.
Haverá um outro amigo
de tão grande compaixão?
Os contritos Jesus Cristo
sempre atende em oração.

E se nós desfalecemos,
Cristo estende-nos a mão,
pois é sempre a nossa força
e refúgio em oração.
Se este mundo nos despreza,
Cristo é nosso em oração;
em seus braços nos acolhe
e nos dá consolação.
 
(Letra completa - CC-155)

sábado, 17 de agosto de 2013

Mais Perto Quero Estar...

"O Senhor é refúgio para os oprimidos, uma torre segura na hora da adversidade." - Salmo 9: 9



Hoje, sem mais palavras, deixo-vos este maravilhoso hino. Seja qual for a circunstância, façamos dele a nossa oração.

Shalom!

sábado, 25 de maio de 2013

Ensina-nos a Orar


Certo dia Jesus ensinou os discípulos a orar, não uma oração  (Mateus 6:9-13) para ser repetida por rotina, mas um modelo.
Nos versículos antecedentes (5-8) o Mestre explicou que se deve:

1.     Orar no silêncio do nosso coração, com honestidade e humildade,
não procurando agradar aos homens, mas a Deus.
2.      Ser comedido nas palavras, não repetindo as ideias de forma exaustiva e vã, pois Deus conhece o  nosso íntimo e as nossas necessidades.

Entretanto, convém que conheçamos as entrelinhas desta oração.


Pai nosso que estás nos céus; → A oração é dirigida a Deus, na pessoa do Pai, denotando a intimidade que devemos ter com Ele (Jesus estaria a falar em aramaico, usando o termo Aba = Paizinho);  “nosso”, convida-nos a sair de nós próprios e a reconhecer aos outros filhos (nossos irmãos em Cristo) a mesma dignidade e o mesmo relacionamento que temos com Deus.
Por outro lado, fica demonstrado que a morada do Senhor são os céus (invisíveis), porque o Pai enviou o Deus-Filho para nos salvar, após o que voltou ao céu, tendo garantido que nos ia preparar lugar na casa do Pai.
 
Santificado seja o Teu nome; → Reconhecer Deus pelo nome, equivale a saber do Seu carácter (quando dizemos que alguém tem muito bom nome, estamos a testificar acerca do seu perfil moral e social, como se disséssemos, “recomenda-se”), de tal modo que devemos confirmar e honrar a Sua santidade através da mensagem que revelamos ao mundo.
 
Venha o Teu reino; → A segunda vinda de Cristo, deve ser o mais belo desejo do crente, para isso, está aqui implícita a nossa preparação para o encontro (crescimento espiritual e propagação do Evangelho). Quando o Reino se manifestar, haverá justiça e paz eternamente.
 
Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu; → Quando oramos com corações humildes, não podemos querer outra coisa que não seja ter compreensão para aceitar e fazer a vontade do Pai na nossa vida, já que, por nós próprios, somos incapazes de cumprir os desígnios de Deus. Isto é discipulado e obediência.
 
O pão nosso de cada dia nos dá hoje; → Esta é a nossa mais completa dependência do Pai (não só no que se refere ao alimento material, mas também ao espiritual) e, ao dizermos “cada dia”, demonstramos que a dependência é contínua e que confiamos na providência de Deus.
 
E perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; → Agora somos nós a referência. Grande responsabilidade Jesus nos conferiu ao dizer “assim como nós”. O perdão é a chave que abre a porta da misericórdia e da graça, é preciso superar os eventuais desentendimentos e cultivar o amor entre os irmãos, preservando a comunhão, pois só assim ficamos permeáveis ao amor misericordioso do Pai.
 
E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. → Esta é a nossa integral entrega ao Senhor. Pedimos direcção e buscamos livramento. O mais difícil no decurso da nossa existência é negarmos aos desejos do mundo, mas sabemos que com Deus somos vitoriosos, para vencer o(s) inimigo(s) da nossa alma.
 
Porque Teu é o poder, o reino e a glória para sempre. → Terminar com um hino de louvor, confiança e acção de graças é, também, uma declaração da soberania de Deus e do desejo que temos em que seja reconhecido e triunfante.
 
Amém. A beleza desta oração é eterna; é uma lição moral que nos confere sublimidade e humildade. Devemos querer que ela faça eco na nossa vida.

sábado, 6 de abril de 2013

Olhar o Problema - Ver a Solução


Há problemas reais, preocupações sem importância e situações que não se encaixam nem numa nem noutra definição. E, sem dúvida, a valorização difere de uma para outra pessoa, mas, adversidades sempre existem; daí que, quando alguma coisa não corre bem, usemos a velha ideia do “local e hora errados”.
Lembrando, nós vivemos no mundo. Jesus, quando orou por nós, foi muito claro:
 
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” – João 17:15
 
Pois é, graças a Deus, estou protegida!
Pode até parecer que sou insensível, mas garanto que não, simplesmente, tento estabelecer um equilíbrio entre o problema e a solução; por isso, fico triste e introspectiva, mas não deprimo.
Gosto de me “isolar” e ficar em silêncio, mas activa, de modo a transformar o problema em vitória. Nesse processo, conto com Deus.
 
“E esta é a confiança que temos n’Ele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fazemos.” – I João 5:14-15
 
É difícil de explicar como, desde há 14 meses houve um crescendo de situações confusas e inesperadas, ligadas por um mesmo motivo. Confesso que acusei algum cansaço, mas a cada dia fui deixando aos pés de Deus todas as minhas ansiedades até que, paulatinamente, as coisas foram-se resolvendo. Com a resolução prestes a ser tomada, Deus foi-me mandando avisos… sim, nos dias mais marcantes, eu fui encontrando respostas. Nos hinos, nas leituras bíblicas e, até, em citações:

 

15.Janeiro – depois de uma notícia devastadora

 
 



28.Março – anúncio de confronto

 

 
 
 
 
 
04.Abril – véspera da decisão

 




Agora, é tempo de gratidão e louvor pela fidelidade de Deus!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Busca a Deus

Voltei, mas ainda a passo lento!
Há mais de uma semana que o meu computador "foi-se". Agora estou a adaptar-me ao novo, que só tenho desde ontem e traz novidades.

Como já devem ter percebido, sou fã da Sampaguita Buena, intérprete de cânticos espirituais, que me delicia com a sua voz e com a mensagem das letras que escolhe.
O belo hino que aqui deixo, fala de desilusão, abandono, tristeza... Sabem, quando nos sentimos impotentes perante a catadupa de problemas? Mas o mais importante é que nos incita a procurar Deus, o único que é justo, não falha, não desilude, aplaca a dor e consola.

Isto, é especialmente para mim, acreditem!

"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." - Isaías 55:6



"Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração." - Jeremias 29:13

sábado, 20 de outubro de 2012

Aba


Gosto muito de recordar pessoas, locais e situações que deram cor à minha vida e, por algum motivo, me incentivaram.
É aí que entra um crente que conheci na pré-adolescência, teria ele a idade que eu tenho hoje. Eric Barker, missionário inglês que fundou e pastoreou a Igreja Evangélica da Foz, no Porto. Um homem segundo o coração de Deus que, apesar das provações que fizeram a sua história (um dia falarei disso), sempre foi fiel.
Quando ele orava, eu ficava sossegadinha, a olhá-lo e a ouvi-lo. O rosto dele iluminava-se e, com um sorriso e uma doçura quase infantis, falava com o Pai.
As suas orações começavam sempre por: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.

Aba é uma palavra de raiz aramaica usada pelos judeus como forma carinhosa de tratamento ao progenitor e uma das primeiras palavras que as crianças aprendiam.
Podemos dizer que equivale às expressões portuguesas: “paizinho”, “papá” ou “pai querido”.
Relativamente a Deus, trata-se de uma forma muito intensa e íntima de dizer “Pai”.
Há textos de alguns historiadores que relatam que os primeiros cristãos utilizavam o termo “Ab•bá” nas suas orações.

Esta forma de tratamento não aparece no Velho Testamento, nem sequer na expressão simples de “Pai” porque nenhum judeu ousaria chamar Jeová com termos tão familiares. Na verdade, eles sabiam que havia uma enorme distância entre Deus e o homem.
Aba aparece escrita no Novo Testamento por três vezes; e a expressão “Pai” é, de todos os nomes de Deus, o que Jesus usou com mais frequência (mais de 200 vezes), denotando uma íntima afeição. Alguns exemplos disso, são:

Aos 12 anos, na primeira narração bíblica das palavras de Jesus:
“Porque me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” – Lucas 2:49;
Quando Jesus ensinou os discípulos a orar:
Pai nosso…” – Lucas 11:2;
No Getsêmani, talvez o momento mais difícil e mais profundo:
Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero e sim o que tu queres.” – Marcos 14:36;
Quando estava na cruz, Ele proclamou:
Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” – Lucas 23:46.


Este é um dos maiores privilégios dos crentes, a intimidade e cumplicidade que o sangue de Cristo nos transmitiu, permitindo que falemos directamente com Deus e possamos dizer: “Aba, Pai, meu Paizinho querido”.



“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adopção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai!” – Romanos 8:15

sábado, 15 de setembro de 2012

Quem Sou Eu?

“Quando contemplo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que Te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?”
Salmo 8:3-4



Quem sou eu?
P’ra que o Deus de toda terra
Se preocupe com meu nome
Se preocupe com minha dor.

Quem sou eu?
P’ra que a estrela da manhã
Ilumine o caminho
Deste duro coração.

Não apenas por quem sou
Mas porque Tu és fiel;
Nem por tudo o que eu faça
Mas por tudo o que Tu és!

Eu sou como um vento passageiro
Que aparece e vai embora;
Como onda no oceano
Assim como o vapor.

E ainda escutas quando eu chamo,
Me sustentas quando eu clamo,
Me dizendo quem eu sou:

Eu sou teu!
Eu sou teu!

Quem sou eu?
P’ra ser visto com amor
Mesmo em meio ao pecado
Tu me fazes levantar.

Quem sou eu?
P’ra que a voz que acalma o mar
E acaba com a tormenta
Que se faz dentro de mim.

A quem temerei?
A quem temerei?
Eu sou teu!
Eu sou teu !

sábado, 7 de julho de 2012

Deus não Falha!

Recebi da minha amiga Marisa um texto que aqui reproduzo. De facto achei-o muito interessante e fez-me pensar na forma maravilhosa como Deus age.

Ele não traz holofotes, não faz barulho, não se promove, mas nem por isso deixa de ser absolutamente eficaz. E, ainda, é capaz de fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos.
Quando o medo tenta apoderar-se de nós, em vez de esgrimirmos com Deus na tentativa de soluções mais eficazes ou mais aparatosas, tenhamos fé, Ele é poderoso e nunca falha.

“Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. Ele do céu enviará seu auxílio e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me. Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade.” – Salmo 57:2-3

«Certa vez um homem estava a ser perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. Então, correu, correu, até que virou num atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato. No desespero, elevou uma oração a Deus:
- Deus todo Poderoso faz com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da vereda para que os bandidos não me matem.
Entretanto, percebeu que os homens se aproximavam do local onde se escondeu e viu que na entrada somente apareceu uma minúscula aranha.

Cada vez mais angustiado, exclamou:
- Senhor, eu pedi anjos, não uma aranha! Por favor, coloca um muro forte na entrada desta vereda, para que os homens não possam entrar e me matar...
Quando abriu os olhos esperando ver um muro, viu apenas a aranha que arduamente tecia a teia.

Os malfeitores já estavam perto; o homem apenas esperava a morte.
Quando passaram em frente do esconderijo o homem ouviu-os falar:
- Vamos, entremos por aqui.
- Não, não, repara na teia de aranha. Ele não podia ter entrado por aqui sem a desfazer. Vamos embora!

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível. Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus deixa que a sua Glória se manifeste através de algo como uma teia e ela dá-nos a mesma protecção de uma muralha.»

sábado, 30 de junho de 2012

Oração

“Cheguemo-nos, pois, confiadamente, ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.” – Hebreus 4:16

(carregue no canto inferior direito para ampliar)

Ámen!

sábado, 23 de junho de 2012

A Pureza da Oração

Minha neta Sara aos 10 meses
Eu gosto de ouvir as crianças orar!

Infelizmente, excepção feita nos acampamentos das idades respectivas e, algumas vezes, na classe etária da Escola Bíblica Dominical, não existe o hábito de pedir aos pequenitos para orarem nos cultos.
Porém, se os ouvíssemos, tínhamos muito a aprender relativamente à pureza da oração, podíamos fomentar neles o prazer de comunicar com Deus e evitávamos um futuro ainda mais decadente neste ministério.

As crianças essencialmente agradecem. Ele é o sol, os amigos, o pai, a mãe (e vão abrindo o rol da família), a comida, a natureza, os brinquedos, o cão (coisa praticamente impensável a um adulto) e os amigos e...
Embora menos, também pedem, para irem ao parque, para terem aquele brinquedo preferido, etc.

“Bem-aventurados são os puros de coração, porque verão a Deus.” – Mateus 5:8

Reparem que, quando ensinamos os meninos a orar, dizemos palavras simples e antecedemos sempre com: “Obrigado…”, mas julgo que não é para aprenderem, é porque os achamos incapazes de perceber ou conseguir mais que isso.
Por isso, quando somos nós a orar, ficamos no alto das nossas faculdades extraordinárias a rebuscar palavras despropositadas, a exibir conhecimentos bíblicos, a mandar recados e a elaborar espiritualidade, contaminando-nos com estilos e perdendo a essência.
Oração deve ser propósito e ter objectivo, verdade e pureza.

Quando os meus filhos eram pequenos, a Débora, algumas vezes disse na oração: “obrigada pelo xi-xi e pelo cocó”. Claro que eu e o meu filho (mais velho 4 anos) achávamos graça, mas logo expliquei ao Marcos que não devíamos valorizar e tínhamos que agir com naturalidade, até porque, na verdade, ela tinha problemas de obstipação.
E então, porque é que ficamos a corrigir, a interromper ou a evitar certas expressões, sem necessidade? Primeiro, Deus entende; depois, naturalmente, com a idade as crianças alteram os termos; espero que não a forma.

Meus netos - Samuel a orar
Há 2 anos, na primeira refeição de um acampamento familiar (onde estão mais adultos que crianças), o responsável pediu um voluntário para orar. O meu neto Samuel, na altura com 4 anos, levantou o dedo... (foi bom porque a partir daí outras crianças tiveram iniciativa igual).
Então, ele ficou de pé em cima do banco, olhou para nós e disse: “Vá, todos fechem os olhos” e, ainda no sussurro provocado pelo aviso inesperado, começou a agradecer a sopa e o comer, o Jesus, as histórias do Jesus e a pedir para as pessoas e os meninos se portarem bem e a bola estar boa para poder jogar e que gostava de tocar bateria… “em nome do Jesus. Amém!”

Eu gosto de ouvir as crianças orar!

“Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há-de permanecer no seu lugar santo? O que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura enganosamente.” – Salmos 24:3-4

domingo, 10 de junho de 2012

O Dia do Meu País



Luís Vaz de Camões, génio da língua portuguesa e símbolo da Nação, presumivelmente, terá morrido a 10 de Junho de 1580. Por esse motivo esta foi a data escolhida pela República Portuguesa para as comemorações que, ao longo do tempo, têm tido diferentes designações:

Dia de Camões (desde 1911) como feriado municipal de Lisboa;
Dia de Portugal (desde 1924) durante a Primeira República, como festa nacional, mas sem descanso;
Dia de Camões e de Portugal (desde 1933) passando a ser festejado a nível nacional e da Raça (desde 1944) no decorrer do Estado Novo;
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, após o 25 de Abril (a partir de 1978).

Para mim todos estes nomes fazem sentido. Eu amo o meu País!

Entre os diferentes motivos que me orgulham pelo facto de ser portuguesa, estão incluídos os nomes de uma quantidade de grandes homens de Deus, verdadeiros heróis que não ficaram na história, mas que ousaram divulgar o Evangelho para que o povo do nosso país, o meu país, tivesse o privilégio de conhecer a graça de Cristo.
Agradeço a Deus por cada um desses servos fiéis e rogo-Lhe que a minha Pátria querida seja conquistada pelo Seu infinito amor.

 

sábado, 26 de novembro de 2011

A Fragrância


A minha cadela chama-se Alfa, tem 9 anos e é uma amiga muito querida e fiel.

Já uma vez aqui falei dela porque o seu comportamento tem coisas que me dão que pensar.



Quando voltamos a casa e ela começa insistentemente a cheirar a escada e a porta, e depois entra a correr à procura de alguém, sei que um dos meus filhos aqui esteve durante a nossa ausência.

Mas, outro dia, ainda a meio da rua, ela pôs-se de nariz no ar a farejar incessantemente. Eu puxava-a, mas ela insistia em parar e empinar o nariz em determinada direcção e só deixou de o fazer quando entrámos no pátio de casa.
Mais tarde, soube que a minha filha quinze ou vinte minutos antes da nossa chegada tinha subido a rua a pé.

Quando isto aconteceu, lembrei-me das palavras de Paulo:
“Graças a Deus, que em Cristo sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento.
Porque nós somos para Deus o bom perfume de Cristo; tanto nos que são salvos, como nos que se perdem.”
II Coríntios 2:14-15

Eu gosto dos aromas naturais. E então, qual deve ser o aroma natural do cristão? A minha fragrância espiritual, será reconhecida pelos outros como “o bom perfume de Cristo”?

Espero que sim! Usar esse maravilhoso privilégio é um desejo sempre e cada vez mais presente em mim.
O aroma que, onde quer que esteja, deixe o ambiente impregnado pelo exemplo da vida de Jesus em: santidade, amor, serviço, gratidão e humildade. Pode até ser que esse cheiro enerve os meus inimigos, mas, desde que o reconheçam, fico tranquila.
Exalar o perfume do Cristo que habita em mim e deixar esse aroma tanto hoje, por onde passar, como para memória futura é uma prioridade de vida, à imitação de muitos servos de Deus que tenho conhecido e cujo aroma permanece na minha memória.

Oração: Pai concede-me a firmeza, fidelidade e exemplo aprovado por Ti, para deixar o rasto do bom perfume de Cristo por onde quer que eu passe.

domingo, 7 de agosto de 2011

As Orações de Jesus

“Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava”
Lucas 5: 16

Um dos aspectos da vida de Jesus que mais excita a minha imaginação é o facto d’Ele ter orado. Ninguém mais que Jesus pode ter conseguido uma comunhão perfeita com o Pai e, no entanto, Ele demonstrou, sempre, uma total dependência.
Não é verdade que esta dicotomia parece estranha?
Mas creio que Jesus apesar da sua associação ao Pai, vivendo na carne, tinha uma necessidade absoluta de fortalecer a intimidade com a sua essência e criar defesas para a sua condição humana. O Pai conhecia o coração e o pensamento do Filho, mas expressá-los libertava os desejos e os fardos de Jesus que demonstrou sempre uma absoluta submissão ao Pai.

Temos tudo a aprender com o Mestre: conexão, comunhão, dependência e submissão.
Então, vamos ao encontro de Jesus para, numa breve análise, tomarmos parte das condições e desvendar alguns objectivos das orações relatadas na Palavra de Deus:

Junto ao rio Jordão, perante uma multidão, aquando do seu baptismo – Lucas 3:21

Em lugar deserto, durante a madrugada – Marcos 1:35

Num lugar solitário, fugindo à multidão, após ter realizado milagres – Lucas 5:16

No monte, durante toda a noite, preparando-se para escolher os discípulos – Lucas 6:12

Durante o sermão da montanha, quando ensinou os discípulos a orar (oração modelo) – Mateus 6:9-13

Em gratidão ao Pai por revelar as verdades eternas aos simples – Mateus 11:25-26

No monte, junto ao mar, dando graças antes de alimentar a multidão (multiplicação dos pães e dos peixes) – João 6:11

No cimo do monte, a sós, desde que caiu a tarde até de madrugada – Mateus 14:23

Junto aos discípulos, mas em particular – Lucas 9:18

No monte, com Pedro, Tiago e João, quando ocorreu a transfiguração – Lucas 9:28-29

Perante a multidão, pediu ao Pai para abençoar as crianças – Mateus 19:13-14

Em lugar de sepultamento, publicamente, antecedendo a ressurreição de Lázaro – João 11:41-42

Junto da multidão que ia adorar no templo em Jerusalém, glorificou o Pai pelo seu desígnio – João 12:27-28

À tarde, numa casa da cidade, junto com os discípulos, durante a última ceia – Mateus: 26:26-27

Após a ceia, ao avisar Pedro sobre as ciladas de Satanás, rogou pela sua fé – Lucas 22:32

Com os discípulos, depois de os instruir e confortar acerca da sua morte, intercedeu por si, por eles e pelos futuros crentes (oração sacerdotal) – João 17

No Jardim do Getsêmani, deixou os discípulos e, a sós, entregou-se à vontade do Pai – Mateus 26:39,42,44

No lugar do Gólgota, de manhã, pregado na cruz, pediu perdão para os que o martirizavam – Lucas 23:34

Ao fim da tarde, crucificado e em agonia, questionou a ruptura com o Pai – Mateus 27:46

Pudemos ver Jesus nas mais diferentes circunstâncias, horas e locais, a orar por si próprio e pelos outros. Haverão muitas mais vezes que não estão registadas.
Destas passagens, ressalta que Ele sempre clamou pelo Pai, privilegiou a oração a sós e aceitou a vontade do Altíssimo independentemente do resultado.

Eu estou muito grata a Jesus por se ter lembrado de mim naquela sublime oração sacerdotal!

“Perseverai em oração, velando nela com acção de graças.”
Colossenses 4:2