"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Amor e Paz

Rolihlahla Madiba Mandela
 
Este foi o mais importante líder da África Negra, apelidado de “Pai da Pátria” da moderna nação sul-africana e símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid.
O nome próprio pelo qual Mandela é universalmente conhecido (Nelson) foi-lhe atribuído por um professor no primeiro dia de escola, pois, no período colonial, era hábito darem nomes ingleses às crianças negras, por considerarem os seus nomes inferiores e difíceis de pronunciar.
 
Nascimento - 18 de Julho de 1918, Mvezo, África do Sul
Desde sempre frequentou a Igreja Metodista, junto com os seus pais, onde veio a ser baptizado
Estudou na Escola Missionária da Igreja Metodista
Desde criança ouviu e sentiu a repressão relativamente à diferença racial
Ficou orfão de pai aos 9 anos
Estudou na University College de Fort Hare - 1939,  vindo a formar-se em direito na Universidade de Witwatersrand
Envolveu-se no movimento antiapartheid e inscreveu-se no Congresso Nacional Africano - 1942
Durante 20 anos liderou uma campanha não violenta contra as políticas racistas do Governo
A morte de 69 pessoas, violentadas pela polícia, durante uma manifestação, fez com que optasse pela guerrilha para defender sua causa - 1960
Levado ao tribunal, foi condenado à prisão perpétua por ofensas políticas - 1963
Durante os 27 anos que esteve preso, liderou grupos negros pela paz, a partir da prisão
Deu início a conversações com o Partido Nacional, tendo em vista a sua libertação - 1985
Libertação - 11 de Fevereiro de 1990
De imediato surgiu como líder do ANC, promovendo acordos de reconciliação com os opressores, para uma transição pacífica dos 46 anos de segregação à democracia
Prémio Nobel da Paz - 1993, pela sua luta contra o sistema opressor do Apartheid
Presidente da África do Sul - 1994 a 1999
Falecimento - 5 de Dezembro de 2013, Pretória, África do Sul
 

Como homenagem a este homem que deixou um exemplo de luta pelo amor, a igualdade e a paz, deixo aqui algumas das suas citações que tomei a liberdade de identificar com palavras bíblicas:



“Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. Isso não ocorre somente em alguns de nós, mas em todos.” – NM
“Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus.” – Mateus 18:4
 
“Nós nos perguntamos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?’ Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus!” – NM
“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” – Mateus 5:14,16
 
“Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” – NM
“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” – Romanos 12:10
 
“A educação é a arma mais poderosa que tu podes usar para mudar o mundo.”– NM
“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” – Mateus 11:29
 
“Devemos usar o tempo sabiamente e darmo-nos conta de que sempre é o momento oportuno para fazer as coisas bem.” – NM
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios; remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.” – Efésios 5:15-17

Shalom!

sábado, 8 de março de 2014

Dia da Mulher

Isto do Dia da Mulher, sim ou não?

Costuma dizer-se que “a excepção confirma a regra”. E, é verdade!
Com todo o respeito por esses seres maravilhosos que são os homens, a verdade é que as sociedades e as mentalidades ainda não mudaram o suficiente e as elogiosas excepções confirmam que, por regra, as mulheres são o alvo preferencial de ostracismo, violência física e psicológica, discriminação, escravatura, prostituição, tráfico… sei lá…

Há sociedades e núcleos familiares onde as mulheres são tão inferiorizadas que mesmo sendo mais sensíveis, mais perspicazes, mais frágeis e mais fortes, mais carinhosas, mais arrebatadas, melhores gestoras e outros “mais” e “melhores”, não têm valor de gente.


Na época de Jesus, quando o sistema político e religioso era, por definição, repressivo para as mulheres, o conceito que Ele tinha sobre as mulheres era diferente. Jesus foi completamente revolucionário.
Vejamos alguns exemplos da sua atitude:


- As mulheres estavam proibidas de falar com homens desconhecidos em público; Jesus meteu conversa com a samaritana, questionou-a e deu-lhe uma missão (João4:7-29);
- As filhas não eram valorizadas, ao ponto do sexo feminino não entrar nas estatísticas; Jesus ressuscitou a filha de Jairo (Marcos 5:41,42);
- As mulheres eram mantidas na ignorância; Jesus ensinava-as, algumas aprenderam sentadas aos seus pés (Lucas 10:39);
- As mulheres não podiam estar junto aos homens no templo; Jesus tinha seguidoras no grupo dos seus discípulos (Lucas 8:1-3);
- A palavra das mulheres não era tida como fiável; Jesus escolheu-as para primeiras testemunhas e divulgadoras da ressurreição (Mateus 28:9,10);
- A lei acerca do adultério sendo penalizadora para homens e mulheres, era especialmente aplicada às mulheres; Jesus mostrou que o pecado não escolhe género e o perdão é acessível a todos (João 8:3-7);
- As mulheres nunca serviam de exemplo positivo; Jesus ilustrou o cuidado e constante procura de Deus pela humanidade perdida, com uma parábola que distinguia a diligência, perseverança e alegria de uma mulher (Lucas 15:8-10).

Jesus abriu portas à igualdade de condições e respeitabilidade humanas, mas passados mais de 2000 anos, a situação da mulher na sociedade continua a ser discriminativa.

 
Pelas piores razões o Dia da Mulher, sim!

Que a nossa oração de hoje seja direccionada a favor das mulheres que sofrem; que este dia sirva para lembrar que as mulheres são seres humanos todos os dias e em qualquer parte do mundo.

sábado, 14 de setembro de 2013

A Carta

Eu gosto de cartas... escrevi muitas ao longo da vida, tenho saudades da expectativa de receber resposta e continuo a ir à caixa de correio à espera de ser surpreendida por uma carta… mesmo!

Ultimamente, na minha meditação diária, tenho andado numa de correspondência e, um dia desta semana, “recebi” a carta de Paulo a Filemon. Pois, não é que me trouxe uma nova reflexão?!
 
O texto apresenta-nos um escravo (Onésimo) que fugiu ao seu senhor (Filemon). Depois ouviu o evangelho, aceitou a salvação em Cristo e tornou-se um homem novo e recomendável.
Nem mais, nem menos!
 
Então o que foi que despertou a minha atenção?
Porque voltei atrás, reli, ainda uma vez mais e, no fim, voltei lá novamente?
 
 
“Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre” – Filemon 15
 
Isto é muito lindo! 
Por vezes somos rebeldes e justificamos os porquês dos nossos actos fugindo às responsabilidades, mas logo que entendemos a vontade de Deus tudo se torna novo e quando as coisas parecem fora do nosso domínio, descobrimos que elas continuam sob o controlo soberano de Deus.
Eu já fugi da face do meu Senhor, mas Ele não deixou de me receber e reter para sempre.
 
“Não já como servo, antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor?” – Filemon 16
 
Aqui, fico a pensar na forma como recebemos uns aos outros quando constatamos falhas.
O normal é ficarmos de pé atrás. Mais do que não esquecer, fazemos questão de lembrar o erro e, muitas vezes, humilhamos o outro.
Normal (?), só que os crentes devem ser extraordinários. Logo, exercer o amor cristão e receber o “fugitivo” como irmão amado porque, se temos o mesmo Senhor, também devemos praticar o Seu amor.
 
Quanto ao mais, sabemos que Ele reverte situações adversas e transforma o inóspito em oásis. É só preciso experimentar!

domingo, 19 de junho de 2011

Nós e os Outros

“O Triunfo dos Porcos”, excelente romance de George Orwell, conta a história de uma revolução animal. Trata-se de um velho porco que incita os outros animais da quinta contra a exploração a que estavam sujeitos pelo dono. Tendo morrido em poucos dias, foi substituído na direcção da luta por três outros porcos que, expulsam o dono da quinta, promovem a auto-gestão e fazem progredir a economia da propriedade, bem como a igualdade e o desenvolvimento social dos animais.
Foi então que esses dirigentes se tornaram corruptos pelo poder e, numa assembleia, perante o desagrado demonstrado pelos outros animais, decretaram uma nova ética: “Todos somos iguais, só que uns somos mais iguais que os outros.”

Este é o ponto a que queria chegar porque, é bonito e soa bem essa coisa da igualdade, mas na prática, o que é que cada um de nós tem feito, sem que, lá atrás na nossa mente, não exista a ideia de que “uns somos mais iguais que os outros”?

Vamos imaginar que correspondíamos ao mandado de Cristo: “Ide e pregai o Evangelho a toda a criatura.”

Toda… que toda?
É que, na verdade, não só não atingimos, como nem sequer pensamos em certos segmentos da sociedade. Ou seja, fazemos um “apartheid”, mesmo que de forma inconsciente, no que toca à evangelização.
Sei que há algumas excepções… poucas! Conheço muitos crentes sem preconceitos… talvez alguns!
Mas, no geral, somos o espelho da sociedade em matéria de diferenças e descuramos tanto o acessório (os meios), como o essencial (a salvação de almas).

Posto que o Evangelho é para todos, vejamos as condições que oferecemos nos locais de culto:
- se todos conseguimos subir uma rampa, porque é que quando não há espaço suficiente para dois acessos se opta pelos degraus?
- quando somos visitados por estrangeiros, havendo na igreja quem saiba a língua, porque não se faz a aproximação para tradução do culto?
- porque não é promovida a formação em língua gestual para facilitar a evangelização de surdos?
- com a caridade feita na distribuição de alimentos aos sem-abrigo, porque não se fala de Cristo e não se indica uma igreja próxima?
E depois, temos ido às prisões, temos visitado as instituições de deficientes, temo-nos interessado pelos bairros degradados?
Quantas pessoas “diferentes” estão regularmente nas nossas comunidades? Dessas, quantas se converteram a Cristo já portadoras da diferença e fruto do nosso trabalho?

Cegos, surdos, malcheirosos, perfumados, pobres, ricos, sem-abrigo, estrangeiros, dependentes, limitados mentais ou motores, prostitutas, presos, “normais”..., todos; Jesus lidou com todos!
Mas nós, em vez de O imitarmos, mantemos a atitude daqueles que O acompanhavam e estranhavam os seus contactos perguntando: Porquê?
Talvez sejamos mais ousados: Para quê?

Vamos imaginar uma congregação onde possa existir uma miscelânea de gente a louvar a Deus, todos com direitos iguais?!

“Pois o Senhor vosso Deus, é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem recebe recompensas.”
Deuteronómio 10: 17


(Imagine - John Lennon)

Um dia, na Pátria Celestial, o mundo de cada um será um só para todos os salvos. Acham que isto é utopia? Não faz mal, eu acredito à mesma e sei que, com os diferentes, pudemos, desde já, fazer a igualdade!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Água Viva

De forma espontânea, sempre que leio, imagino as cenas, e gosto disso. Na postagem anterior descrevi a forma como vejo o relato bíblico acerca da mulher samaritana.
Porém, o mais importante é esmiuçar o texto e dele retirar ensinamento. Por isso, voltemos a João 4, alargando a leitura até ao versículo 42.


Quando Jesus decidiu passar por Samaria, sem dúvida, infringiu a lei, mas a verdade é que, enquanto Deus, Ele sabia que ia encontrar aquela mulher e que, através desse contacto, podia salvar muitas pessoas.
Enquanto homem, o encontro foi puramente incidental pois Jesus nada tinha a fazer ali se não encurtar caminho para a Galileia.
Na prática, acabou por ser uma viagem evangelística, não agendada, que seguiu o rumo que Ele viria a ordenar antes de subir aos céus (Actos 1: 8).

Depois de Jesus e os discípulos terem caminhado cerca de 100 km, o cansaço, a fome e a sede eram algo natural e evidente. Daí os discípulos se terem afastado para irem comprar comer (v. 8).
No entanto, também podemos constatar uma influência providencial, porque este encontro de Jesus com a mulher teria sido prejudicado por preconceitos, perguntas e comentários se os discípulos estivessem presentes.

A mulher de Samaria tinha tudo contra ela, mas foi quando se encontrou com Jesus que os contrastes se acentuaram, vejamos:
      Ele puro (Deus) - ela impura (pecadora);
      Ele homem - ela mulher (era hábito aos homens evitarem falar com mulheres na rua);
      Ele judeu - ela samaritana (povos inimigos);
      Ele com completo conhecimento acerca da mulher - ela sem saber quem Ele era.
Todos nós somos diferentes uns dos outros, mas é quando comparados ao Mestre, que os contrastes são potenciados.
A boa notícia é que, quando nos pomos ao seu dispor, acontece a transformação e as diferenças vão-se reduzindo.

Por isso, foi também nessa altura que se dissiparam as distâncias, atenuaram as diferenças e se desenrolou o diálogo da transformação:
      Vs. 7 e 10 – Jesus, homem, teve sede e pediu água à samaritana - Jesus, Deus, inverteu a situação e passou da sua necessidade física à necessidade espiritual da mulher;
      Vs. 12 a 14 – A mulher sabia que aquele poço tinha água viva (leia-se potável), um bem essencial à sobrevivência física - Jesus estava a oferecer-se a si próprio, a verdadeira Água Viva, absolutamente pura e espiritualmente purificadora;
      Vs. 15 a 18 – A samaritana pensava em termos materiais - Jesus levou-a a reconhecer e a confessar o seu estado espiritual (moral e social);
      Vs. 19, 25 e 26 – Ela vendo em Jesus características especiais, julgou que era um profeta - Jesus, oportunamente, colocou à mulher a condição de que O reconhecesse na sua essência;
      Vs. 20 a 24 – A mulher apresentou todo o conhecimento religioso que tinha - Jesus deu-lhe uma lição de teologia;
      Vs. 16, 28 e 29 – Jesus, enviou a mulher como mensageira da Boa Nova - Ela, já sem problemas em contactar com as outras pessoas, não hesitou em transmitir tudo quanto tinha ouvido.
Com certeza, ainda muito houve a transformar na vida da samaritana, mas o essencial estava feito.
Aqui se demonstra a identidade dos crentes em Cristo, porque a salvação não é um dístico ou um hábito que se acrescenta à nossa existência; é, sim, uma mudança de paradigma de vida. Pois só experimentando e amadurecendo a transformação em nós é que podemos crescer na nossa salvação.

Ainda acerca desta passagem de Jesus por Samaria, podemos verificar que:
      1- Jesus, quando instado pelos discípulos para que comesse - e Ele tinha fome -, sabia que essa não era a necessidade prioritária (vs. 31 a 34), por isso, respondeu que o seu alimento "é fazer a vontade do Pai".
Grande ensinamento para nós que muitas vezes vemos os campos brancos para a ceifa, mas temos a presunção de querer esperar pelo nosso tempo (v. 35) para realizar a obra do Senhor.
      2- Após a mensagem entregue pela mulher (v. 39), aquela gente quis beber na fonte (v. 40) e, ouvindo o Salvador, creram (vs. 41 e 42).
Não deixemos de fazer o trabalho a que somos chamados, mas não para receber os louros da colheita porque a verdadeira conversão advém do contacto pessoal com Cristo. A fé tem de ser experimentada, porque é dessa forma que permanecemos em Cristo.

"Jardins Bíblicos em Jerusalém"
Réplica do poço de Jacó em Sicar
“Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva.” – João 7: 37-38

sábado, 11 de dezembro de 2010

Natal sem Palavras

Aparentemente está quase tudo dito acerca do Natal. Hoje em dia, seja para protestar acerca do custo de vida, seja para enfatizar as festas, não há editorial, programa ou entrevista onde não se comente o Natal das crianças, da família, das prendas, das férias e da culinária.
Uma ou outra vez, há quem refira que a data comemora o nascimento do Filho de Deus.
E depois, há coisas que não se dizem e que muitos querem ignorar...
“Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.” – Lucas 2: 14