"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


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sábado, 2 de agosto de 2014

O Meu Refúgio

“O que habita ao amparo do Altíssimo
e vive à sombra do Omnipotente,
diga a Deus: “Meu refúgio, minha fortaleza,
meu Deus, eu confio em Ti!”
Ele te livrará do laço do caçador
e da peste destruidora;
Ele te cobrirá com as suas penas
e debaixo de suas asas te refugiarás.
O braço d'Ele é escudo e armadura.
Não temerás o terror da noite,
nem a flecha que voa de dia,
nem a epidemia que caminha nas trevas,
nem a peste que devasta ao meio-dia.
Caiam mil ao teu lado
e dez mil à tua direita,
que nada te atingirá.
Basta que olhes com teus próprios olhos,
para veres o salário dos injustos,
porque fizeste de Deus o teu refúgio
e tomaste o Altíssimo como defensor.
A desgraça jamais te atingirá
e praga nenhuma vai chegar à tua tenda,
pois Ele ordenou aos seus anjos
que te guardem nos teus caminhos.
Eles te levarão nas mãos,
para que o teu pé não tropece numa pedra.
Caminharás sobre leões e víboras,
e pisarás leõezinhos e cobras.
“Eu te livrarei, porque a mim te apegaste.
Eu te protegerei, pois conheces o meu nome.
Tu me invocarás e eu responderei.
Na angústia estarei contigo,
Eu te livrarei e glorificarei.
Vou saciar-te de longos dias
e te farei ver a minha salvação.”


Salmo 91
 

Amigos,
Nos últimos meses tenho estado doente e, gradualmente, a perder qualidade de vida. Daí que, na 2ª feira, tenha de ser internada. 
Se e quando Deus quiser vou voltar. Espero que voltem também (lembro que só publico os meus textos ao fim-de-semana).
Agradeço que se lembrem de mim em oração. Deus vos abençoe!

sábado, 21 de junho de 2014

Verão

Agora que o Verão chegou novamente, lembrei-me como a nossa vida também se divide em estações. A bem dizer, se a fasquia for de 20 anos por etapa, eu estou no começo do Inverno.

 
Mas,  hoje, celebramos o Verão!
Ele traz: dias mais longos, árvores carregadas de folhas verdes e frutos, temperaturas elevadas e muita cor.
E, apesar da nossa preferência se alterar com a idade (eu já não anseio o Verão como antigamente), é difícil imaginar que ele não existisse.
Foi Deus, criador e soberano, que fez o tempo e as estações.

“Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno Tu os formaste.” – Salmo 74:17
“Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.” – Génesis 8:22

Isto significa que Deus controla a temperatura do mundo, o clima e o meio-ambiente.
Por vezes, somos levados a pensar que o homem controla o destino do planeta e, na verdade, os seres humanos cometem atrocidades, mas Deus avisou que nos protegerá.
Antes que o ímpio estenda a suas mãos para a maldade, o Senhor manifestará a Sua providência, livrando os seus filhos... Se confiarmos em Deus não seremos abalados de forma nenhuma.

Nunca terão fome, nem sede, nem o calor, nem o sol os afligirá; porque O que se compadece deles os guiará e os levará mansamente aos mananciais das águas.” – Isaías 49:10


Então, confiemos no Senhor, o Sol não nos molestará, podemos receber a alegria, as férias, os frutos, tudo... É Verão, louvemos ao Senhor!




Coisas do Verão
 
Um dia de sol
Ir à praia no verão
Sair pra dançar
Deitar no sofá
Assistir um bom filme
Ver crianças a brincar
Passear no jardim
Sentir o perfume das flores
Pisar a areia
Ver a natureza
Admirar a lua e o céu estrelado
Sorrir do nada
Contar uma piada
Rever um grande amor
Amar sempre alguém
Olhar uma paisagem e dizer
“Como Deus é Grande!”
 

domingo, 20 de abril de 2014

Ressurreição


É madrugada,
há um silêncio no ar...
por um instante o soluço parou,
a tristeza dormiu
e o pranto cessou!


Na barra do novo dia
brilha sorridente o sol da alegria.


O ventre da terra contraiu-se,
a natureza gemeu em santo parto,
reuniram-se todos os átomos
da força energética da vida...


O Pai é o parteiro presente,
anjos e mulheres o auxiliam;
os guardas, homens armados,
cochilam frágeis e inofensivos.


Poderosos: sacerdotes, Herodes, Pilatos...
com o remorso do crime no estômago,

sofrem pesadelos.

O túmulo rompeu-se e a pedra rolou!
Eis que de pé,
vitorioso, renasce Jesus!


Do infinito parto da Natureza e do Céu
ressurge livre e vencedor
o Filho Amado…
ontem morto e enterrado.


Termina, enfim,
a teimosia cansativa entre o homem
e seu Criador.

Alguns lençóis, placentas inúteis,
restos da morte
que agoniza, faixas manchadas do pecado vencido.


Voam pelo ar, no chão em festa, feito jardim
por onde passeia sorridente
o jardineiro imortal.


Tudo é surpresa e espanto;
tudo é certeza e encanto.


Os convidados e seguidores cantam alvíssaras;
Maria, a mulher escolhida,
suspira aliviada e segura;
uma lágrima feliz terá corrido rápida…


E nós somos benditos,
enquanto os filhos da morte,
envergonhados, insistem em combater.


De boca em boca, de casa em casa,
de nação em nação
corre veloz a notícia feliz:
“Jesus ressuscitou!”


Quem crê, saia depressa, correndo
atrás de Madalena, de Pedro e de João...


A vitória será sempre da VIDA!
E cada esforço, cada luta,
cada gota de sangue derramado,
pela justiça não terá sido em vão...


A última palavra será: RESSURREIÇÃO!


(JOSÉ VICENTE – in “Tempos Urgentes”)
 

domingo, 16 de março de 2014

Primavera

Gosto de chegadas! 

Por isso, estou expectante e contente, ela está mesmo a chegar…
Sei que, na bagagem, traz flores, aves, sol ameno, borboletas e frutos; na mala de mão vem música, cor, aroma e beleza.
Tudo em bom, é a Primavera!

Arrisco dizer que é a mais bela das quatro estações. Nela, a própria natureza se renova e exalta o Criador; Deus oferece-nos formosura e a poesia acontece…


“Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou a dar os seus figos e as vides em flor exalam o seu aroma...” - Cantares 2: 11-13

Podemos dizer que esta é a época da reactivação da vida e da liberdade.

A páscoa judaica ocorria na primavera e comemorava a libertação do povo de Israel da escravidão egípcia rumo à terra prometida; e, foi por altura dos festejos que se deu a primavera messiânica pois, com a morte e ressurreição de Cristo, recebemos o direito a ser renovados e livres.

Logo, primavera é altura de celebração e renovação. Precisamos de viver intensamente cada detalhe das maravilhas desta estação; precisamos de glorificar o Senhor da nossa libertação; precisamos de nos preparar para viver a Primavera Eterna.

Bem-vinda!

 
Ode à Primavera

A vida anda possessa de Poesia!
Anda prenha de mosto!
Ou é da luz do dia,
Ou é da cor do rosto,
Ou então quer abrir-se, neste gosto
De pão com todo o sal que lhe cabia!

Tem narcisos de amor no coração,
Folhas de acanto nos sentidos!
E carícias na mão
A espreitar dos tendões adormecidos!

Toca-se numa pedra, e ela treme!
Murmura-se uma prece, e a boca grita!
A rabiça do arado é como um leme
Sobre a terra que ondula e ressuscita!
Quem avoluma a sombra, ou quem a teme?
Cada presença é um hino que palpita!
E se na estrada alguém discorda e geme,
Ninguém que vai no sonho o acredita!

Serás tu, Primavera?
Tu, com frutos na rama do futuro,
Com sementes nos pés
E flores inúteis sobre cada muro,
Contentes só da graça que tu és!

Miguel Torga - in "Odes", 1946

domingo, 20 de outubro de 2013

Em Jesus Amigo Temos

“Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.
Não me escolhestes vós a mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, Ele vo-lo conceda.” – João 15:15-16

Joseph Scriven, foi um homem com a vida marcada pela adversidade.

Nasceu a 10 de Setembro de 1819, na Irlanda.
Em 1845, na véspera do seu casamento, sofreu um golpe duríssimo, quando a noiva morreu vítima de afogamento. A partir daí Scriven tornou-se um homem melancólico.
No ano seguinte foi viver para o Canadá, onde leccionou e se dedicou a obras de caridade.
Em 1855, recebeu a notícia de que a sua mãe estava gravemente doente e, envolvido numa profunda tristeza e recolhimento com Deus, escreveu o poema “Orai sem cessar”.
Já em 1860, Joseph Scriven, voltou a apaixonar-se e a ficar noivo, mas antes de se casar a sua jovem amada morreu de tuberculose.
A partir desse dia, o seu interesse foi exclusivamente servir ao Senhor ajudando os membros idosos da sua comunidade no Canadá.
A 10 de Agosto de 1886, doente, cansado e abatido pelas tragédias, caminhou até um ribeiro perto de casa, onde foi encontrado morto, debruçado como estando em oração.

Hoje nas igrejas baptistas cantamos o seu poema, especialmente conhecido pelo primeiro verso “Em Jesus Amigo Temos”.
A melodia deste hino é da autoria de um advogado americano, Charles Converse, e embora não se saiba em que circunstância houve o encontro da música com a letra, sabemos que foi publicado pela primeira vez, num hinário de Escola Bíblica Dominical, em 1870, dezasseis antes da morte de Joseph Scriven.

Este é um dos meus hinos favoritos. É lindo!

No dia 29 de Setembro recebemos na minha igreja parte do grande coro da I Igreja Baptista da Penha (lamento não se ver o solista) e quero partilhar convosco a beleza com que fui surpreendida.
Só não consigo transmitir como ficou o meu coração porque foi glorioso demais.

 
 
Em Jesus amigo temos,
mais chegado que um irmão,
Ele manda que levemos
tudo a Deus em oração!
Oh! que paz perdemos sempre,
oh! que dor no coração,
só porque nós não levamos
tudo a Deus em oração!

Temos lidas e pesares
e na vida tentação;
não ficamos sem conforto,
indo a Cristo em oração.
Haverá um outro amigo
de tão grande compaixão?
Os contritos Jesus Cristo
sempre atende em oração.

E se nós desfalecemos,
Cristo estende-nos a mão,
pois é sempre a nossa força
e refúgio em oração.
Se este mundo nos despreza,
Cristo é nosso em oração;
em seus braços nos acolhe
e nos dá consolação.
 
(Letra completa - CC-155)

sábado, 27 de julho de 2013

Meu Tudo, Meu Amor

“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” – Romanos 8:38-39
 
 
Senhor, não quero calar
a voz do Teu desejo em mim.
Quero calar, sim,
o desejo de criaturas que somos,
Inseguras...
Insanas...
Profanas...,
quando nos afastamos de Ti...


Vis são as paixões instintivas
dominadoras da razão;
produtoras de conflitos,
atritos inconcebíveis,
irracionais...
manchados de preconceitos,
defeitos e ilusões carnais.


Preciso trabalhar-me em oração,
seguir fielmente Tua moção...
Modo obediente de ser,
de quem encontra em Teu querer
o que é preciso para a paz.


Ó Senhor fala ao meu coração!
Ouve a minha confissão,
perdoa-me por Teu favor...
Preenche-me em todos os sentidos;
não deixes espaço para o inimigo
porque quero ser somente Teu.
Meu Senhor e meu Deus;
Meu Tudo, meu Amor!



Frei Fernando
(Brasil)

sábado, 27 de abril de 2013

Eu Sou Cristão!

“Contudo, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso, antes glorifique a Deus com esse nome.” – I Pedro 4:16
 
 
EU SOU CRISTÃO!
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a gritar: “Eu vivo sem pecado.”
Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e amou
Eu estou a sussurrar “Eu estava perdido.
Agora eu fui achado e perdoado."

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e am
Estou a sussurrar: “Eu estava perdido,
mas encontrei o Caminho e fui perdoado.”
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não o digo por orgulho vão,

eu estou a revelar que tropeço
e necessito de Cristo para me guiar.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a tentar ser forte;Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não falo assim com arrogante valentia.
Estou a confessar que tropeço
E que preciso de CRISTO como meu guia.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou de modo algum a tentar ser forte.
Estou a confessar que sou fraco
Preciso da SUA força para encontrar o norte.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não me estou a gabar de qualquer sucesso.
Estou a admitir que tenho fracassado
E que só Deus me pode ajudar neste processo.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Não estou a dizer que sou perfeito.
As minhas falhas são demasiado visíveis.
Mas Deus me amou mesmo deste jeito.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Ainda sinto na alma o ferrão da dor.
Apesar de já ter vivido tanta angústia
Invoco o nome de CRISTO com fervor!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão.”
Eu não declaro que sou mais santo.
Eu não passava de um miserável pecador
A quem Deus cobriu de GRAÇA e amou tanto!

Estou a confessar que sou fraco
e que preciso de força para prosseguir.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não me estou a gabar de ter sucesso;
Estou a admitir que tenho falhado
e careço de Deus para limpar o meu erro.
 
Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não estou a dizer que sou perfeito
(os meus defeitos são muito visíveis),
mas que Deus sabe do meu arrependimento.

Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Continuo a sentir as dores da dor
e a carregar as minhas mágoas,
mas ainda clamo a Deus com devoção!

Quando eu digo... “Eu sou Cristão!”
Não sou mais inocente do que tu,
apenas sou um simples pecador
que recebeu a grande graça de Deus.

Maya Angelou -1988-
(Tradução livre e possível para as minhas limitações)

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” – Efésios 2:8


Marguerite Ann Johnson nasceu em St. Louis - Missouri, a 4 de Abril de 1928.
Poeta, escritora, activista dos direitos civis, actriz, professora, historiadora e realizadora, Maya Angelou (pseudónimo que adoptou nos anos 50), escreveu entre outros livros, cinco colectâneas de poesia e uma série autobiográfica.



Actualmente é professora convidada (história americana) na Wake Forest University, dá palestras e continua a escrever.
Prémios: Medalha Presidencial da Liberdade - Medalha Spingarn - Emmy da Televisão (pela actuação na série Raízes).

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O Amor...

Todos os dias são bons para amar e namorar, mas pronto, há um chamado “Dia dos Namorados” que, em Portugal, se comemora a 14 de Fevereiro.
 

Na poesia lírica de Camões, encontramos belíssimos sonetos de amor, vou destacar um que retracta um episódio verídico. Esse soneto narra, nada mais, nada menos, que o amor de Jacó e Raquel.
Dá-me até vontade de dizer - já não se fazem amores assim!

Sete anos de pastor Jacó servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.


Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.


Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,


Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: - Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!


Génesis 29:1-30 – Jacó viajou para tomar como mulher uma das filhas do seu tio materno e, mal esperando, viu-se envolvido num caso de amor à primeira vista quando se encontrou com Raquel.
Entretanto, não podendo cumprir com os dotes exigidos na época, propôs-se servir a Labão durante sete anos para casar com Raquel.
Findo o prazo, Labão engana o sobrinho e entrega-lhe Lia, a filha mais velha. Jacó, submisso e apaixonado, dispõe-se a trabalhar outros sete anos por Raquel, já que o trabalho anterior revertera a favor do imposto casamento com Lia.

Porque será que esse homem foi tão persistente?
Por amor!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Paixão de Cristo



“Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Romanos 5:8
Oh, Cristo amado!
Quanto sofrimento, quanta dor.
Suportastes as afrontas calado,
através do Teu mui infinito amor
Oh, Cristo amado!
Este mundo não era digno
de tão imensurável amor,
mundo que rejeita a paz,
que promove a guerra, o ódio e o rancor.
Chicotadas, cusparadas,
escárnios e zombarias,
assim te trataram, oh, meu Cristo!
Quem tal preço pagaria?
Foste traído, abandonado
por quem comia Contigo,
mas demonstraste o dom do perdão
chamando o traidor de amigo.
Oh, Cristo amado!
Que amor sublime é esse?
Ensina-me a amar assim,
amar sem interesse,
amar quem não gosta de mim.
Coroado foste pela vil coroa de espinhos,
levando nos ombros a rude e pesada cruz
por um longo e doloroso caminho.
Cruz que era minha!
Cujo peso se fazia dos meus pecados,
mas suportastes tudo por mim.
Foste ferido, Teu sangue por mim foi derramado.
Oh, Cristo amado!
Há quem se revolte pelo Teu sofrimento,
fique à procura de um culpado
pelo Teu injusto julgamento;
há quem diga serem os Romanos,
outros afirmam serem os Judeus,
mas que ledo engano,
quem Te crucificou fui eu.

Sim, humanidade,
eu crucifiquei o Cristo!
Através dos meus muitos pecados,
mas graças ao Seu sofrimento,
hoje sou inocente e não mais culpado.
Foi por mim, que Ele suportou a rude cruz,
para derramar nas minhas trevas
a Sua gloriosa e divina luz.

Obrigado, meu Cristo
por tão grande amor.
Sou apaixonado por Ti
pois Tua Paixão, na cruz me conquistou.
Quero servir-Te, oh, Cristo amado!
Por todos os meus dias,
como servo deste eterno e sublime amor,
amor que eu sei que não mereço,
mesmo sendo pela Graça, não foi de graça,
pois na cruz, pagastes um alto preço.
Oh, Cristo amado!
Te agradeço por tão grande redenção;
faço desta poesia, um salmo de louvor
que traz versos permeados de amor,
que reflecte por Ti, a minha gratidão.

(Luiz de Jesus)

sábado, 4 de junho de 2011

Deus

“…Levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade.
Bendito seja o Teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda a bênção e louvor.” – Neemias 9: 5

Com 3 anos e meio, em cima de uma cadeira, na chamada Igreja do Castelo, em Almada, disse um pequeno poema. Era a primeira vez (ainda o recordo, bem como o momento).
Mais tarde, apaixonei-me pelas palavras e pela poesia e, durante a adolescência e a juventude, foram inúmeras as vezes e os locais onde fiz uso da arte de dizer, ganhei alguns prémios e, passados tantos anos, ainda há pessoas que me lembram ligada à poesia.
Hoje, lamento que o hábito de louvar a Deus através de poesia tenha caído em desuso nas nossas igrejas.
Todos os poemas que disse eram escolhidos por mim, porque precisava de os sentir profundamente, porém, há três que foram especiais e desses, um foi sempre favorito.
Convido-vos a, embora longo, lê-lo e senti-lo. É lindo!


DEUS

Nas horas de silêncio, à meia-noite,
eu louvarei o Eterno!
Ouçam-me a terra, e os mares rugidores,
e os abismos do Inferno.
Pela amplidão dos céus meus cantos soem
e a Lua resplendente
pare em seu giro, ao ressoar nesta harpa
o hino do Omnipotente.

Antes de tempo haver, quando o infinito
media a eternidade
e só do vácuo as solidões enchia
de Deus a imensidade,
Ele existia, em sua essência envolto,
e fora d’Ele o nada...
no seio do Criador a vida do homem
estava ainda guardada;
ainda então do mundo os fundamentos
na mente se escondiam
de Jeová e, os astros fulgurantes,
nos céus não se volviam.

Eis o Tempo, o Universo, o Movimento
das mãos solta o Senhor:
surge o Sol, banha a Terra, desabrocha
nesta a primeira flor;
sobre o invisível eixo range o globo;
o vento o bosque ondeia;
retumba ao longe o mar; da vida a força
a natureza anseia!

Quem, dignamente, ó Deus, há-de louvar-Te
ou cantar Teu poder?
Quem dirá de Teu braço as maravilhas,
fonte de todo o ser:
no dia da Criação, quando os tesouros
da neve amontoaste,
quando da Terra nos mais fundos vales
as águas encerraste?!

E eu onde estava quando o Eterno os mundos,
com destra poderosa,
fez, por lei imutável, se livrassem
na mole ponderosa?
Onde existia então? No tipo imenso
das gerações futuras;
na mente do meu Deus. Louvor a Ele
na Terra e nas alturas!

Oh, quanto é grande o rei das tempestades,
do raio, e do trovão!
Quão grande o Deus que manda, em seco estio,
da tarde a viração!
Por Sua providência nunca, embalde,
zumbiu mínimo insecto;
nem volveu o elefante, em campo estéril,
os olhos inquieto.
Não deu Ele à avezinha o grão da espiga,
que ao ceifador esquece?
Do norte ao urso o sol da Primavera,
que o reanima e aquece?
Não deu Ele à gazela amplos desertos,
ao cervo a amena selva,
ao flamingo os pauis, ao tigre o antro,
no prado ao touro a relva?
Não mandou Ele ao mundo, em luto e trevas,
consolação e luz?
Acaso em vão algum desventurado
curvou-se aos pés da cruz?
A quem não ouve Deus? Somente ao ímpio
no dia da aflição,
quando pesa sobre ele, por seus crimes,
do crime a punição.

Homem, ente imortal, que és tu perante
a face do Senhor?
És a junça do brejo, harpa quebrada
nas mãos do trovador!
Olha o velho pinheiro, campeando
entre as neves alpinas,
quem irá derribar o rei dos bosques
do trono das colinas?
Ninguém! Mas ai do abeto, se o seu dia
extremo Deus mandou;
lá correu o aquilão, fundas raízes
aos ares lhe assoprou.
Soberbo, sem temor, saiu na margem
do caudaloso Nilo,
o corpo monstruoso ao sol voltando,
medonho crocodilo.
De seus dentes em roda o susto habita;
vê-se a morte assentada
dentro em sua garganta; se descerra
a boca afogueada;
qual duro arnês de intrépido guerreiro
é seu dorso escamoso;
como os últimos ais de um moribundo,
seu grito lamentoso;
fumo e fogo respira quando irado,
porém, se Deus mandou,
qual do norte impelida a nuvem passa,
assim ele passou!

Teu nome ousei cantar! Perdoa, ó Nume;
perdoa ao teu cantor!
Dignos de Ti não são meus frouxos hinos,
mas são hinos de amor.
Embora vis hipócritas Te pintem
qual bárbaro tirano,
mentem, por dominar com férreo ceptro
o vulgo cego e insano.
Quem os crê é um ímpio! Recear-Te
é maldizer-Te, ó Deus;
é o trono dos déspotas da Terra
ir colocar nos Céus.
Eu, por mim, passarei entre os abrolhos
dos males da existência
tranquilo e sem temor, à sombra posto
da Tua Providência.

Alexandre Herculano, in “A Harpa do Crente” – 1838 –
Poema escrito em Setembro de 1831, durante o exílio em Plymouth (Inglaterra)

sábado, 26 de março de 2011

Pegadas na Areia


“Em toda a angústia deles foi Ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão Ele os remiu, os tomou e os carregou todos os dias do passado.”
Isaías 63: 9

Há uma forte probabilidade da maioria dos portugueses adultos já terem lido, pelo menos uma vez, o poema (escrito em 1964) que se vulgarizou como “Pegadas na Areia”.
Quem acredita em Deus, e quem não acredita, tem-no utilizado em mensagens de conforto porque, na verdade, ninguém fica indiferente à profundidade dessa obra traduzida em diversas línguas e comercializada das mais diversas formas.
Porém, ainda poucos conhecem a sua origem.
Margaret Fishback Powers

Em 1993 a autora publicou um livro onde conta a história que deu origem ao poema. Em 2009, saiu a versão portuguesa.
Com a sua leitura, constatei que se trata de uma grande e inspiradora experiência de fé..., quase uma aventura. Mas, já que o livro é auto-biográfico, não quero exceder-me em revelações, somente dizer que vale a pena ser lido e sugerir que o dêem de oferta a amigos descrentes.







Título: Pegadas na Areia
Autora: Margaret Fishback Powers
Editora: Estrela Polar
Venda: Grandes superfícies e livrarias




Uma noite tive um sonho.
Estava a passear na praia com o meu Senhor.
Pelo céu escuro, passavam cenas da minha vida.
Por cada cena, percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia,
um que me pertencia
e outro ao meu Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou perante mim
olhei para trás, para as pegadas na areia.
Havia apenas um par de pegadas.
Apercebi-me de que eram os momentos mais difíceis
e tristes da minha vida.
Isso sempre me incomodou
e interroguei o Senhor
sobre o meu dilema.

"Senhor, quando decidi seguir-Te, disseste-me
que caminharias ao meu lado
e falarias comigo durante todo o caminho.
Mas apercebo-me de que,
durante os momentos mais atormentados da minha vida,
há apenas um par de pegadas.
Não percebo por que razão, quando mais precisei de Ti,
Tu me deixastes."

Ele segredou: "Meu precioso filho,
Eu amo-te e nunca te deixarei
nas horas de provação e de sofrimento. Nunca.
Quando vistes na areia apenas um par de pegadas,
foi porque Eu te carreguei no colo."

segunda-feira, 21 de março de 2011

Tempo de Poesia


Hoje celebra-se o Dia Mundial da Poesia, proclamado pela UNESCO em 1999.

A poesia pertence a um género literário que explora a musicalidade das palavras e faz, através das suas imagens, sugerir emoções, despertar sentimentos e produzir contemplação.
O texto não é, necessariamente, escrito em verso, mas, quando se trata da letra para um hino, a poesia é rimada e acompanhada por uma composição musical.

A Bíblia tem uma vasta obra poética. Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares formam a divisão dos livros poéticos das Escrituras. Aliás, basta ficarmos atentos ao ritmo e harmonia desses textos, para adivinharmos o seu estilo. No caso concreto dos Salmos, sabemos que muitos foram musicados e cantados.


O Salmo 121, uma das mais belas declarações de confiança em Deus, é um dos meus favoritos, pela estética, pela mensagem e pela sabedoria com que as verdades espirituais são retratadas, é o poema que escolhi para comemorar este dia.
Caracterizado como "cântico de romagem", destinado a música vocal, era cantado pelos peregrinos quando iam às festas em Jerusalém.
Aqui fica uma versão de língua portuguesa, que conheço desde a infância e que trauteio com frequência.

SALMO 121

Para os montes olharei, donde me vem salvação?
Meu socorro vem de Deus, o Senhor da criação.

Pelo meio dos perigos, não te deixará cair;
quem a Israel guardava, não dormiu, nem vai dormir.

O Senhor é quem te guarda; sombra à tua destra está,
nem de dia, nem de noite, sol ou lua ofenderá.

O Senhor é quem te guarda; guardará de todo o mal,
tua entrada e saída, desde agora e até final.

Autor – não identificado, in Bíblia Sagrada
Versão Portuguesa – autor/compositor brasileiro (desconheço a identidade), in A Voz Missionária

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Namorar

DEDUÇÕES


Não acabarão nunca com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.

(Vladimir Maiakóvski)


Podemos dizer que o termo “namorar” pertence aos tempos modernos. O conceito também. Em Portugal, até a comemoração do Dia dos Namorados é recente.
Na Bíblia, por exemplo, não encontramos a palavra namorar ou outra dela derivada. Não faz mal, o termo existe e a prática também. Falemos disso…

Ora, digo eu que, independentemente da terminologia, qualquer relacionamento romântico requer prudência, respeito, fidelidade e lealdade. Não obsta que possa haver uma ruptura, já que se trata de uma fase de conhecimento para (ou não) consolidação da afectividade, mas tem de ser, sempre, um assunto levado a sério.

Nos tempos bíblicos e segundo o costume da época, a maioria dos casamentos eram arranjados pelos pais. Não havia um período de contacto durante o estado anterior ao casamento; mas, havia compromisso.
Aliás, o namoro não existiu até o início do século XX, quando, apesar de já ser de escolha e/ou consentimento das partes, era muito protegido e vigiado pela família. Eram os célebres namoros da janela para a rua; posteriormente, em casa com alguém da família por perto, em espaço e tempo limitados. Dizia-se então que “A” estava prometida(o) a “B”… O assunto era levado a sério!
Claro que desde sempre houve comportamentos desviantes do padrão. A diferença é que, nos nossos dias, o desvio dá-se quando os jovens querem ter um relacionamento de construção e compromisso, sem leviandade. Talvez por isso, até as palavras “namoro” e “compromisso” começam a estar fora de moda; agora os jovens “ficam” ou “estão”, é uma aventura, é passageiro, é descartável e, independentemente do tempo que a relação dura, permitem-se as mais levianas liberdades. Perdeu-se o encanto e o respeito. Perdeu-se até a ideia de projecção para o futuro.
Obviamente que valem as excepções, mas infelizmente só são notadas como confirmação da regra.

Verdadeiramente, acho que este é um daqueles casos em que a virtude está no meio. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Ou seja, acho desejável que a escolha seja pessoal e sem interesse material, mas a prática requer seriedade e compromisso.
Quanto à palavra, até que não está mal; ela encerra uma outra que deve ser a essência dum bom relacionamento - n”AMOR”ar.
E, que tal incluir Deus na escolha e na relação?

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” - I Coríntios 13: 4-7

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dois é Melhor que Um





Suave Caminho






Assim. Ambos assim no mesmo passo
iremos percorrendo a mesma estrada.
Tu no meu braço trémula, amparada;
eu amparado no teu lindo braço.

Ligados nesse arrimo embora escasso,
venceremos as urzes da jornada...
e tu te sentirás menos cansada
e eu menos sentirei o meu cansaço.

E assim ligados pelos bens supremos
que para mim o teu carinho trouxe,
placidamente pela vida iremos.

Calcando mágoas, arrastando espinhos,
como se a subida desta vida fosse
o mais suave de todos os caminhos.

Mário Pederneiras (1867 - 1915)
Colectânea Poética - Sonetos Pouso Alegre


Conforme dizem as Escrituras:

"Melhor é serem dois do que um, porque têm
melhor paga do seu trabalho.
Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois,
caindo, não haverá outro que o levante.
Também, se dois dormirem juntos, eles se aquecerão;
mas um só como se aquecerá?
E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras
não se quebra tão depressa." - Eclesiastes 4: 9-12

domingo, 28 de novembro de 2010

A Árvore de Natal



Já se deu início à época em que, tradicionalmente, se comemora o Natal de Cristo.

Ontem fizemos a decoração da árvore. As crianças estavam entusiasmadas por poderem participar neste delicado trabalho. Depois, foi a cor, as luzes, o brilho, os risos encantadores, as perguntas, enfim, magia...


Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore
dentro do meu coração e nela pendurar em vez de
presentes, os nomes de todos os meus amigos.
Os amigos de longe e de perto; os antigos e
os mais recentes; os que vejo a cada dia e os
que raramente encontro; os sempre lembrados
e os que às vezes ficam esquecidos;
os constantes e os intermitentes; os
das horas difíceis e os das horas alegres;
os que sem querer eu magoei, ou,
sem querer me magoaram; aqueles a quem
conheço profundamente e aqueles que não me
são conhecidos, a não ser nas aparências; os que
pouco me devem e aqueles a quem muito devo; meus
amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes
de todos os que já passaram pela minha vida.

Uma árvore
de muitas raízes muito profundas para que seus nomes nunca
mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos,
para que novos nomes vindos de todas as partes, venham
juntar-se aos existentes. De sombras muito agradáveis
para que nossa amizade, seja um aumento de repouso nas lutas
da vida.

(Autor desconhecido)

Desejo a todos que esta época seja repleta de bênçãos de amor e paz!