Deixem-me dizer o
quanto eu gosto de cartas, sim, daquelas que, infelizmente, já não se escrevem.
Eu sei que nem
toda a gente tem esta paixão, até sei que muitos nunca escreveram uma carta a
sério porque os modernos meios de comunicação escrita são rápidos e despersonalizados,
não levam a nossa caligrafia e são inundados com frases e ideias feitas.
Durante a maior
parte da minha vida escrevi imensas cartas… que prazer! Confesso que eram “obras
de arte”, sempre muito longas, muitas coisas ditas, outras tantas nas entrelinhas,
sublinhados, alguma poesia, dobragens especiais, flores secas, pequenos
desenhos. Ai que saudade!
No meu arquivo guardo
imensas cartas que recebi, mas destrui as principais que ainda hoje queria ter…
coisas de mim!
Tudo isto porque
hoje vou falar de uma carta especial.
A primeira
identificação, sabemos que vem no envelope; ali está o Remetente e o Destinatário.
Esta carta é de Deus e vai dirigida aos homens perdidos.
“Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito, para que todo o
que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” –
João 3:16
Posto isto,
vamos abrir o envelope:
Local de Envio
– Habitação de Deus
“O
Senhor olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens. Do lugar
da sua habitação contempla todos os moradores da terra.” –
Salmo 33:13-14
Data
– Hoje é o dia
“Digo-lhes
que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!” –
II Coríntios 6:2b
Mensagem – Testemunho
dos crentes
“Vocês
mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos.
Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério,
escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra,
mas em tábuas de corações humanos.” – II Coríntios
3:2-3
Grande
responsabilidade..., mais do que falar do Evangelho, temos de viver o Evangelho.
Nós
somos o conteúdo, a mensagem, a carta viva de Deus para os homens. Aí está a
importância do testemunho cristão. Pois que, cada um de nós, os que já recebemos
a graça da salvação, sejamos dignos de nos apresentar aos outros como a
mensagem da carta de Deus, não tendo de que nos envergonhar.
domingo, 29 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
Verão
Agora que o
Verão chegou novamente, lembrei-me como a nossa vida também se divide em
estações. A bem dizer, se a fasquia for de 20 anos por etapa, eu estou no
começo do Inverno.
E, apesar da nossa preferência se alterar com a idade (eu já não anseio o Verão como antigamente), é difícil imaginar que ele não existisse.
Foi Deus, criador e soberano, que fez o tempo e as estações.
Isto significa que Deus controla a temperatura do mundo, o clima e o meio-ambiente.
Por vezes, somos levados a pensar que o homem controla o destino do planeta e, na verdade, os seres humanos cometem atrocidades, mas Deus avisou que nos protegerá.
Antes que o ímpio estenda a suas mãos para a maldade, o Senhor manifestará a Sua providência, livrando os seus filhos... Se confiarmos em Deus não seremos abalados de forma nenhuma.
Então, confiemos no Senhor, o Sol não nos molestará, podemos receber a alegria, as férias, os frutos, tudo... É Verão, louvemos ao Senhor!
Mas, hoje, celebramos o Verão!
Ele traz: dias
mais longos, árvores carregadas de folhas verdes e frutos, temperaturas
elevadas e muita cor.E, apesar da nossa preferência se alterar com a idade (eu já não anseio o Verão como antigamente), é difícil imaginar que ele não existisse.
Foi Deus, criador e soberano, que fez o tempo e as estações.
“Estabeleceste todos os limites
da terra; verão e inverno Tu os formaste.”
– Salmo 74:17
“Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.” – Génesis 8:22
“Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.” – Génesis 8:22
Isto significa que Deus controla a temperatura do mundo, o clima e o meio-ambiente.
Por vezes, somos levados a pensar que o homem controla o destino do planeta e, na verdade, os seres humanos cometem atrocidades, mas Deus avisou que nos protegerá.
Antes que o ímpio estenda a suas mãos para a maldade, o Senhor manifestará a Sua providência, livrando os seus filhos... Se confiarmos em Deus não seremos abalados de forma nenhuma.
“Nunca terão
fome, nem sede, nem o calor, nem o sol
os afligirá; porque O que se compadece deles os guiará e os levará
mansamente aos mananciais das águas.” – Isaías 49:10
Então, confiemos no Senhor, o Sol não nos molestará, podemos receber a alegria, as férias, os frutos, tudo... É Verão, louvemos ao Senhor!
Coisas do
Verão
Um dia de sol
Ir à praia no verão
Sair pra dançar
Deitar no sofá
Assistir um bom filme
Ver crianças a brincar
Passear no jardim
Sentir o perfume das flores
Pisar a areia
Ver a natureza
Admirar a lua e o céu estrelado
Sorrir do nada
Contar uma piada
Rever um grande amor
Amar sempre alguém
Olhar uma paisagem e dizer
“Como Deus é Grande!”
segunda-feira, 16 de junho de 2014
A Medicina e a Bíblia
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus
benefícios.
Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades.” – Salmo 103:2-3
Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades.” – Salmo 103:2-3
A Palavra de
Deus mostra-nos que, desde os primórdios, houve práticas de medicina e
medicamentosas.
Jacó foi embalsamado por médicos (Génesis 50:1-3); Lucas é o único médico bíblico conhecido pelo nome, também designado como médico amado (Colossenses 4:14); Marcos fala de uma mulher que durante doze anos padeceu de
uma hemorragia e que foi consultada por vários médicos (Marcos 5:25-29); e diversas outras passagens falam de médicos.
Certamente, foi
a experimentação que levou os médicos a usarem produtos da Natureza e outros meios relatados
nas Escrituras para tratarem enfermidades.
Por exemplo, o
óleo (bálsamo) obtido de algumas plantas aplicado em feridas, tinha efeitos
antissépticos e analgésicos (Isaías 1:6; Jeremias 8:22; 46:11; 51:8);
também havia o uso de folhas para fins curativos (Ezequiel 47:12); faziam-se cataplasmas, na circunstância, com figos (II Reis 20:7; Isaías 38:21); o vinho era desinfectante e analgésico para feridas abertas (Lucas 10:34;
Mateus 27:34); assim como o seu consumo moderado era recomendado como
estimulante e, também, no tratamento de distúrbios gástricos (Provérbios 31:6; I Timóteo 5:23); talas e ligaduras eram usadas para traumatismos ósseos (Ezequiel 30:21).
Mas, além da
existência do exercício médico e da utilização de meios curativos, também
encontramos na Palavra de Deus princípios de higiene que resultavam em
benefícios para a saúde.
Assim, foi
exigido que os dejectos humanos fossem depositados em buracos feitos na terra e depois
tapados (Deuteronómio 23:9-14), prevenindo as diarreias e as febres infecciosas; foram
dadas leis sobre os animais comestíveis (eram proibidos os mais sujeitos a
infecções parasitárias) e a contaminação dos alimentos e da água (Levítico 11);
a prática sexual foi, também, objecto de regras devido à sua influência no
sentido espiritual, físico (doenças sexualmente transmissíveis) e mental (Levítico 18);
períodos de isolamento, ou recato, foram ditados para quem tivesse, ou se
suspeitasse ter, uma doença contagiosa ou estivesse impuro (Levítico 13:1-59; 14:38, 46; Números 19).
E,
curiosamente, podemos ver que Deus revela a conexão que existe entre as
condições patológicas do corpo e o estado emocional do individuo (Provérbios 17:22), revelando que as emoções más são prejudiciais, enquanto as
emoções boas promovem o bem-estar (Gálatas 5:19-23).
O Senhor nosso
Deus é o Médico dos médicos!
“E
servireis ao Senhor vosso Deus, e Ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e
eu tirarei do meio de vós as enfermidades.” Êxodo 23:25
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domingo, 8 de junho de 2014
Raboni
“Disse-lhe
Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer,
Mestre.”
João 20:16
(Este versículo faz parte do diálogo de Jesus com Maria Madalena na madrugada da ressurreição)
Raboni é uma palavra aramaica que quer dizer a mesma coisa Rabi em hebraico – “mestre”. É um título respeitoso dado aos doutores da lei, derivado da raiz Rav que, no hebraico bíblico, significa “grande em conhecimento”.
“Este
foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo
de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for
com ele.” – João 3:2
(Este versículo narra o dizer de um príncipe dos judeus, Nicodemos)
No grego, o vocábulo vem do termo didaskalos que quer dizer “professor”, “mestre” ou “o que transmite conhecimento”.
Dos 6 aos 12 anos os rapazes eram ensinados a decorar o Pentateuco (cinco livros da lei), após o que eram avaliados pelos doutores da lei;
depois se ficassem aprovados, teriam de estudar e decorar os restantes textos históricos e os dos profetas, sendo novamente avaliados por um Rabi aos 18 anos;
os aprovados, por questões práticas e de amadurecimento, ficavam com o Rabi até os 30 anos;
depois, eram autónomos e começavam a ensinar.
Na altura, os Rabis eram reverenciados, seguidos e recebidos. Para os ricos e principais da sociedade era uma honra ouvir e alimentar os Rabis e os seus discípulos.
Mas Jesus, além da aprendizagem que fez das Escrituras, era o Filho de Deus e tinha um ensino novo. Ele comia com os pobres e os pecadores. Ele juntava-se à multidão. Ele não rejeitava pobres, mulheres ou crianças. Ele anunciava a esperança e o amor.
Jesus foi um Rabi diferente, Ele é ainda e sempre o nosso Mestre.
domingo, 1 de junho de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
Coração sem Fronteiras
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| Pr. Joaquim e Isménia Machado |
Quando eu era criança, penso que tinha uns 8 anos, fui com os meus pais ao Porto, onde visitámos o Lar Evangélico Português, na Rua da Boavista.
Creio que era uma cave onde os seis filhos do casal, Pr. Joaquim
e Isménia Machado, se confundiam com as não sei quantas crianças abrigadas pelo
papá e a mamã, como carinhosamente lhes chamavam.
Fiquei
deslumbrada com o relacionamento tranquilo e carinhoso; havia uma desordem ordenada;
crianças para cá e para lá; cheirava a chichi… Não interessa, fiquei com vontade de
viver ali!
A
obra iniciada em 1948, com parcos recursos e na casa do Pastor, mantém-se de pé; noutras
instalações e muito melhores condições, tem, ao longo dos anos, formado homens
e mulheres.
Depois,
foram fundados muitos outros lares que abrigam, educam e veem crescer crianças
a quem foi negado o direito ao lar/família de origem.
Tenho
uma enorme admiração pelos homens e mulheres que dedicam uma boa parte das suas
vidas a amar os filhos de ninguém e a tentar que lhes sejam reconhecidos os
seus direitos.
![]() |
| Ana Rute Calaim Lamúria |
Um
dia desta semana, estava na internet, quando me deparei com um texto
fantástico, escrito por uma jovem senhora (como esta gente cresce) que bem conheço. Fiquei emocionada e
cresci um pouco mais…!
A
jovem (Ana Rute Calaim Lamúria), membro da Igreja Evangélica de Sintra, é responsável
por um Lar de Crianças do Exército de Salvação.
Deixo aqui o texto, devidamente autorizada, e mais não digo.
Coração sem Fronteiras
Convidaram-me
para falar sobre o que é ser mãe numa instituição.
Sorrio
e penso que muitas vezes o meu papel é mais o de pai do que de mãe. O papel de
mãe fazem as minhas colegas, que os deitam, que tratam deles, que lhes dão
banho, que estão no acordar, que os educam, e que quando algo aperta chamam por
mim.
A
casa que dirijo, é uma casa onde moram 14 crianças, meninos e meninas, dos 0
aos 12 anos. Actualmente o mais pequenino tem 3 meses e o mais velho 12 anos.
Todas
elas foram crianças consideradas “em risco”.
Enquanto
vivem lá, a equipa técnica deverá ajudar na definição do futuro da criança.
Voltará ela para a sua família biológica? Irá ter uma nova família? Continuará
numa instituição.
Enquanto
procuramos respostas a estas perguntas surge o papel de ser mãe.
A
adaptação à nova casa é muitas vezes difícil. Deixamos de estar com aqueles que
amamos para aprender a amar novas pessoas. Novos paradigmas têm que ser
aprendidos. Afinal quem cuida de mim não me magoa? Está preocupado comigo? Este
caminho por vezes também é doloroso. Permitirmos que nos amem!
Ser
mãe numa instituição é lidar com muitas crianças.
É
dar proteção, amor e educação.
É
ser-se responsável.
É
ensinar a receber amor: é dizer “tu és muito especial para mim!”
É
estar lá para ver o primeiro sorriso, o primeiro andar.
É
estar presente nas vitórias e nas derrotas.
É
dar um abraço quando choram pela presença da mãe.
É
ir ao médico com ela.
É
ir à festa da escola e perceber o sorriso triste porque a mãe não está
presente, mas
ver o sorriso porque afinal nós estamos presente.
É
lidar com algumas birras. É lidar com ansiedades, frustrações, mau estar e
sofrimento.
É
rir muito. É sorrir muito.
É
ter a capacidade de os ver entrar e sair e lidar com o misto de sentimentos de
alegria e dor. Alegria pelo futuro que lhes reserva. Dor pela saudade que já
deixaram.
É
confortar quem fica (as outras crianças) pelos amigos que já foram embora.
Por
vezes, pedem-nos para sermos sua mãe. Aí, é ensinar a confiar que irão ter uma
mãe.
Ser-se
mãe numa instituição tem muitas lutas. Momentos de muito desgaste. Mas também
momentos que nos enchem o coração.
Enquanto
profissional numa casa de acolhimento, posso dizer que mais que uma mãe
biológica, as crianças querem saber e viver que pertencem a alguém.
Podemos
ajudar a que haja menos crianças em risco?
Sim,
podemos!
Podemos
olhar para o nosso amigo, vizinho, familiar e perguntar e/ou perceber se
precisa de ajuda para cuidar dos seus filhos.
A
bíblia diz:
“Conhecemos
o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos
irmãos.
Quem,
pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas
entranhas, como estará nele o amor de Deus?”
Muitas
das famílias que nos chegam, são famílias desamparadas, sem suporte familiar ou
social.
Enquanto
igreja, enquanto família, os nossos braços têm que ter a capacidade de abraçar
além fronteiras.
Não
nos esqueçamos que somos filhos herdeiros de Deus, com a particulariedade de
termos sido adoptados!
“Porque
todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.
Porque
não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas
recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
O
mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”
Da
mesma forma que Deus nos adoptou, é importante adotarmos as pessoas à nossa
volta. Não ficar à espera que venham ter até nós a pedir ajuda, mas fazermos
como Deus e irmos ter com as pessoas.
Ser
mãe numa instituição é poder dar aquilo que Deus nos dá. É obedecer Àquele que
nos adoptou.
16.05.2014
Ana
Rute Calaim Lamúria
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domingo, 18 de maio de 2014
Família
No passado dia
15 celebrou-se
o Dia Internacional da Família (proclamado em 1993 pela ONU). O tema de
arranque foi “Família, capacidades e responsabilidades num mundo em
transformação”, onde a família foi declarada como “a pequena democracia no coração da sociedade”.
Está certo!
Entretanto, é tradição das igrejas baptistas dedicarem o mês de Maio à família e o objectivo é assinalar a importância da família, enquanto projecto de Deus. Ora, sendo assim, é bom sabermos o que Ele planeou, ou seja, qual a Sua vontade para nós.
Obviamente tem que haver um princípio, chamamos-lhe casamento e Deus declarou-o como regra básica e clara para o relacionamento íntimo entre um homem e uma mulher:
“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” – Génesis 2:24
Deus criou somente duas espécies sexuais, com anatomia e fisiologia diferentes, para que se complementem. Depois, concedeu ao homem e à mulher o privilégio de, unidos, puderem ter filhos:
“E Deus os abençoou e lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a…” – Génesis 1:28
“Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção.” – Salmo 127:1
“Maridos amai as vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja e a Si mesmo se entregou por ela.” – Efésios 5:25
“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor.” – Efésios 5:22
“Vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” – Efésios 6:4
“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa.” – Efésios 6:1-2
“Os velhos sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência. As mulheres idosas, semelhantemente, sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mas mestras no bem.” – Tito 2:2-3
“Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.” – I Timóteo 5:8
Entretanto, é tradição das igrejas baptistas dedicarem o mês de Maio à família e o objectivo é assinalar a importância da família, enquanto projecto de Deus. Ora, sendo assim, é bom sabermos o que Ele planeou, ou seja, qual a Sua vontade para nós.
Obviamente tem que haver um princípio, chamamos-lhe casamento e Deus declarou-o como regra básica e clara para o relacionamento íntimo entre um homem e uma mulher:
“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” – Génesis 2:24
Deus criou somente duas espécies sexuais, com anatomia e fisiologia diferentes, para que se complementem. Depois, concedeu ao homem e à mulher o privilégio de, unidos, puderem ter filhos:
“E Deus os abençoou e lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a…” – Génesis 1:28
Assim sendo, podemos verificar que:
1-
Tudo
o que o mundo possa defender como outras formações de família, não é da vontade
de Deus;
2-
Sendo
esta a família nuclear, o sistema vai-se repetindo e isso dá lugar à família
alargada.
Por isso a Palavra de Deus fala de
diversos graus de parentesco e deixa explícito qual deve ser o comportamento
para uma família feliz. Alguns exemplos:
“Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção.” – Salmo 127:1
“Maridos amai as vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja e a Si mesmo se entregou por ela.” – Efésios 5:25
“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor.” – Efésios 5:22
“Vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” – Efésios 6:4
“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa.” – Efésios 6:1-2
“Os velhos sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência. As mulheres idosas, semelhantemente, sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mas mestras no bem.” – Tito 2:2-3
“Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.” – I Timóteo 5:8
Oração: Pai
querido agradeço-Te pela minha família e peço-Te que a protejas para que todos se
mantenham unidos e obedientes à Tua
vontade. Abençoa cada um individualmente, cuida da nossa saúde física e
espiritual, restaura os relacionamentos enfraquecidos e faz que haja alegria
entre nós.
Senhor, que eu seja um exemplo no cuidado, no ensino, no amor e na paz.
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sábado, 10 de maio de 2014
Soberania de Deus ou Escolha do Homem?
A Soberania de Deus é inegável;
a Escolha Humana também…, ambas
andam juntas e não devemos excluir ou diminuir nenhuma delas.
Parece irracional que a Soberania de Deus possa andar ao lado da Escolha do Homem?
Vamos analisar isso com exemplos bíblicos, não esquecendo que andar ao lado, não significa serem forças iguais. Lembram-se da ilustração com que terminei a semana passada em “Predestinação e Livre Arbítrio”?
Deus é soberano porque, somente Ele, não está abaixo de ninguém, nada o influência e é absolutamente independente. Deus faz o que quer, como quer e quando quer.
Assim sendo, Deus tem poder sobre todas as coisas e todos os homens.
Entretanto, não foi por acaso que Deus, desde a criação, deu liberdade ao homem. Ele Criou o ser humano à Sua imagem e semelhança e não como um boneco telecomandado ou desprovido de inteligência. Logo, o homem tem responsabilidade pelas suas escolhas e decisões, não só para salvação.
Tal como acontece nos relacionamentos de “poder” entre os homens, Deus dá-nos directrizes e, se houver más escolhas, temos consequências desagradáveis.
Adão e Eva foram avisados e tiveram possibilidade de escolher entre a obediência e a transgressão. Escolheram comer da árvore do conhecimento e por isso foram expulsos do Éden e sofreram maldições. – Génesis 2:16-17 / 3:7-8 e 23
Abraão foi designado por Deus a ser pai de uma grande nação. A fé de Abraão teve a obediência como lógica e expressão de vida, por isso foi abençoado. – Génesis 12:1-4 / 15:5
Jonas foi escolhido por Deus para ir a Nínive levar a mensagem divina. Ele recusou-se e foi castigado. No entanto Deus o enviou novamente e Jonas obedeceu, daí resultou a conversão do povo de Nínive. – Jonas 1:2-4 e 3:2-3,10
Moisés foi conduzido a líder do povo de Deus. Porém, fraquejou e desobedeceu ao ferir a rocha duas vezes, por isso não entrou na Terra Prometida. - Números 20:7-12 / Deuteronómio 34:4
Judas foi chamado para fazer parte dos seguidores íntimos de Jesus (discípulo) e estava predito que alguém iria entregar Cristo, mas foi ele que escolheu ser desleal e isso levou-o à amargura pela qual veio a morte. – Lucas 22:47-48 / Mateus 27:4-5
A possibilidade de escolha dada ao homem permite-nos ter capacidade para nos aproximarmos de Deus por vontade própria, mas também de Lhe resistirmos.
Na Salvação temos a graça de Deus (algo imerecido que se concretiza na fé), dada com justiça e não por imposição (temos opção de aceitar ou rejeitar a Cristo), porque dos pecadores se espera o arrependimento, apesar de Deus, através da sua presciência, já saber quem são os que crêem.
Da mesma forma, Ele quer que sejamos fiéis e obedientes, mas não condiciona a nossa vontade.
Ainda que por vezes possamos fraquejar, sejamos fiéis, desejando fazer a vontade de Deus.
Parece irracional que a Soberania de Deus possa andar ao lado da Escolha do Homem?
Vamos analisar isso com exemplos bíblicos, não esquecendo que andar ao lado, não significa serem forças iguais. Lembram-se da ilustração com que terminei a semana passada em “Predestinação e Livre Arbítrio”?
Deus é soberano porque, somente Ele, não está abaixo de ninguém, nada o influência e é absolutamente independente. Deus faz o que quer, como quer e quando quer.
Assim sendo, Deus tem poder sobre todas as coisas e todos os homens.
“Tua é,
Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade;
porque Teu é tudo quanto há nos céus e na terra; Teu é, Senhor, o reino, e Tu
te exaltaste por cabeça sobre todos.
E riquezas e glória vêm de diante de Ti, e
Tu dominas sobre tudo, e na Tua mão há força e poder; e na Tua mão está o
engrandecer e o dar força a tudo.” – I Crónicas 29:11-12
Entretanto, não foi por acaso que Deus, desde a criação, deu liberdade ao homem. Ele Criou o ser humano à Sua imagem e semelhança e não como um boneco telecomandado ou desprovido de inteligência. Logo, o homem tem responsabilidade pelas suas escolhas e decisões, não só para salvação.
Tal como acontece nos relacionamentos de “poder” entre os homens, Deus dá-nos directrizes e, se houver más escolhas, temos consequências desagradáveis.
“Porque o
que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no
Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” – Gálatas 6:8
Adão e Eva foram avisados e tiveram possibilidade de escolher entre a obediência e a transgressão. Escolheram comer da árvore do conhecimento e por isso foram expulsos do Éden e sofreram maldições. – Génesis 2:16-17 / 3:7-8 e 23
Abraão foi designado por Deus a ser pai de uma grande nação. A fé de Abraão teve a obediência como lógica e expressão de vida, por isso foi abençoado. – Génesis 12:1-4 / 15:5
Jonas foi escolhido por Deus para ir a Nínive levar a mensagem divina. Ele recusou-se e foi castigado. No entanto Deus o enviou novamente e Jonas obedeceu, daí resultou a conversão do povo de Nínive. – Jonas 1:2-4 e 3:2-3,10
Moisés foi conduzido a líder do povo de Deus. Porém, fraquejou e desobedeceu ao ferir a rocha duas vezes, por isso não entrou na Terra Prometida. - Números 20:7-12 / Deuteronómio 34:4
Judas foi chamado para fazer parte dos seguidores íntimos de Jesus (discípulo) e estava predito que alguém iria entregar Cristo, mas foi ele que escolheu ser desleal e isso levou-o à amargura pela qual veio a morte. – Lucas 22:47-48 / Mateus 27:4-5
A possibilidade de escolha dada ao homem permite-nos ter capacidade para nos aproximarmos de Deus por vontade própria, mas também de Lhe resistirmos.
Na Salvação temos a graça de Deus (algo imerecido que se concretiza na fé), dada com justiça e não por imposição (temos opção de aceitar ou rejeitar a Cristo), porque dos pecadores se espera o arrependimento, apesar de Deus, através da sua presciência, já saber quem são os que crêem.
Da mesma forma, Ele quer que sejamos fiéis e obedientes, mas não condiciona a nossa vontade.
Ainda que por vezes possamos fraquejar, sejamos fiéis, desejando fazer a vontade de Deus.
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sábado, 3 de maio de 2014
Predestinação vs Livre Arbítrio
Os grandes protagonistas e impulsionadores desta oposição teológica foram
João
Calvino (1509-1564) que defendeu a Predestinação
e Jacob Arminius (1560-1609) que defendeu o Livre Arbítrio e, até hoje, há defensores de uma e outra teoria.
Eu excluo algumas definições e junto o que resta das duas.
Entre outros argumentos da doutrina Calvinista, temos:
- Deus estabeleceu dois decretos, um seleccionando o grupo dos salvos, outro o grupo dos perdidos; logo, Jesus não morreu por todos os homens, mas somente pelos que foram predestinados.
- Os que Deus destinou à salvação serão salvos mesmo pecando ou não querendo ser salvos; os que destinou à perdição não serão salvos mesmo aceitando o sacrifício de Jesus, e vivendo uma vida santificada.
A teoria Arminiana baseia-se, entre outros itens:
- O homem é livre para decidir o seu destino, mas é inegável que Deus predestinou todos à salvação, mediante a fé em Jesus Cristo.
- Os salvos podem perder a salvação, se não permanecerem na fé.
A verdade é que, em Adão (herdeiros do pecado) todos fomos predestinados à morte, mas em Cristo (através da morte redentora) fomos predestinados à salvação.
Se a salvação fosse um decreto, seria justo Deus não decretar que todos fossem salvos? E porque razão Jesus precisava de morrer se Deus já tinha decidido tudo?
A salvação é recebida através da graça; é um dom de Deus obtido por meio da fé.
Deus predestinou todos à salvação - A realização é centralizada no
Vontade Soberana de Deus ←→ Livre arbítrio
Um caminhante ia pela vida quando lhe chamou a atenção uma porta com um dístico que dizia: “Entra se quiseres!”.
Escolheu entrar. Empurrou a porta e, quando se virou para a fechar, reparou que no lado de dentro, um outro dístico dizia: “Entraste porque eu deixei!”.
É assim mesmo, nós decidimos o lado em que queremos estar, mas é Deus quem nos convence do pecado e é através de Cristo que nos é dada a possibilidade de entrada numa nova vida.
Nós seremos sempre devedores porque a salvação é uma escolha e não um mérito nosso. Deus na dignidade da Sua soberania, nunca nega aquilo que prometeu.
Eu excluo algumas definições e junto o que resta das duas.
Entre outros argumentos da doutrina Calvinista, temos:
- Deus estabeleceu dois decretos, um seleccionando o grupo dos salvos, outro o grupo dos perdidos; logo, Jesus não morreu por todos os homens, mas somente pelos que foram predestinados.
- Os que Deus destinou à salvação serão salvos mesmo pecando ou não querendo ser salvos; os que destinou à perdição não serão salvos mesmo aceitando o sacrifício de Jesus, e vivendo uma vida santificada.
“Nele em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados,
conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho de Sua
vontade.” – Efésios 1:11
A teoria Arminiana baseia-se, entre outros itens:
- O homem é livre para decidir o seu destino, mas é inegável que Deus predestinou todos à salvação, mediante a fé em Jesus Cristo.
- Os salvos podem perder a salvação, se não permanecerem na fé.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho para que
todo o que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3:16
A verdade é que, em Adão (herdeiros do pecado) todos fomos predestinados à morte, mas em Cristo (através da morte redentora) fomos predestinados à salvação.
“Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão
vivificados em Cristo.” – I Coríntios 15:22
Atenção, Deus não predestinou as pessoas
que haveriam de cumprir as condições de salvação. A ideia de pré-escolha para
salvação ou condenação é totalmente contrária aos princípios básicos das
Escrituras (Calvino), tal como a perda da salvação (Arminius).
Realmente,
Deus tem direito e poder para escolher salvar quem Ele quer e por isso
pré-determinou salvar todos aqueles que o amam e aceitam fielmente a Cristo. Se a salvação fosse um decreto, seria justo Deus não decretar que todos fossem salvos? E porque razão Jesus precisava de morrer se Deus já tinha decidido tudo?
A salvação é recebida através da graça; é um dom de Deus obtido por meio da fé.
“Porque
pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” –
Efésios 2: 8
Logo, está implícito que o homem pode,
sim, resistir e Deus; também, que Deus é Omnisciente, Ele sabe quem vai ou não
salvar-se, quais são as nossas opções de vida, qual a veracidade do nosso
coração, mas deixa essa responsabilidade, sempre, à decisão do indivíduo.
Realmente, o relacionamento do homem com Deus é interactivo.
Deus predestinou todos à salvação - A realização é centralizada no
homem
↓ ↓Vontade Soberana de Deus ←→ Livre arbítrio
Conta-se que alguém teve o seguinte sonho.
Um caminhante ia pela vida quando lhe chamou a atenção uma porta com um dístico que dizia: “Entra se quiseres!”.
Escolheu entrar. Empurrou a porta e, quando se virou para a fechar, reparou que no lado de dentro, um outro dístico dizia: “Entraste porque eu deixei!”.
É assim mesmo, nós decidimos o lado em que queremos estar, mas é Deus quem nos convence do pecado e é através de Cristo que nos é dada a possibilidade de entrada numa nova vida.
Nós seremos sempre devedores porque a salvação é uma escolha e não um mérito nosso. Deus na dignidade da Sua soberania, nunca nega aquilo que prometeu.
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sábado, 26 de abril de 2014
Liberdade
Liberdade é um
desejo comum a todo o ser humano!A vida está recheada de pessoas, povos e acontecimentos que reclamam liberdade; isso é evidente nas relações familiares repressivas, no racismo, na perseguição religiosa, na escravatura, nas ditaduras…
e continua assim porque, o nosso pequeno mundo, é grande em desigualdades e arrogância de poder.
Neste momento, milhares de pessoas estão a ser vítimas de dominação.
Depois, há uma interpretação muito perigosa que conduz ao uso abusivo da liberdade.
Na verdade, são segmentos que se auto-aprisionam, sendo secundados por políticas liberais de comportamento. Estou a falar de homossexualidade e as vicissitudes associadas, drogas e toxicodependência, alcoolismo, etc... Tudo em nome da liberdade de pensamento e/ou de conduta.
Há 40 anos Portugal viveu tempos muito intensos de rumo à liberdade. Ainda hoje recordo com emoção o “25 de Abril” - “Dia da Liberdade” - “Revolução dos Cravos”.
Eu amei e, até hoje, alegro-me com essa victória do povo português. Foram tempos de aprendizagem, de confiança e de avanço.
Não estou desiludida, nem queria voltar atrás, o objectivo foi cumprido… Foi lindo!
Porém, o 25 de Abril trouxe-nos uma liberdade que jamais se poderá igualar à que nos é apresentada na Palavra de Deus.
É interessante analisarmos como a liberdade do mundo tem riscos que proporcionam a possibilidade de se fazer praticamente tudo, mas a liberdade espiritual tem limites e leva-nos a procurar o que é santo e agradável a Deus, livrando-nos do pecado.
“Porque vós, irmãos, fostes
chamados à liberdade.
Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne,
mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” – Gálatas 5:13
Sem Cristo, o homem é dominado pela ilusão de que a satisfação pessoal é sinónimo de liberdade. Em vez de uma vida livre do pecado, vemos que a liberdade passou a ser libertinagem, mas o filho de Deus carrega consigo o peso da liberdade, não desliza nas suas facilidades.
A perspectiva do mundo está a entrar as nossas igrejas e vai confundindo, justificando e alterando o conceito do que é, ou não, pecado. No entanto, essa consciência não é guiada pelo Espírito e essa liberdade distancia-se dos planos de Deus.
“Porque a graça salvadora de Deus
se há manifestado a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade
e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e
piamente.” – Tito 2:11-12
Só a liberdade que Cristo conquistou para nós é garantia de vida abundante; e, quando dedicamos tudo que somos e temos Àquele que nos dá essa garantia, verdadeiramente somos livres.
“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente
sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
João 8:31b-32
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