"PORQUE EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE"


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Tempo de Qualidade

Este ano, no Acampamento Familiar (União Bíblica), tivemos um estudo, magistralmente apresentado pelo Pr. Rubens Luz (professor no Seminário Teológico Baptista), cujo tema tinha por base o livro “As Cinco Linguagens do Amor” de Gary Chapman.

Apesar deste livro ter sido pensado e escrito para casais, tem aplicação a qualquer pessoa num contexto relacional.

No último dia, fomos submetidos a um teste que apresentava 10 situações com 5 opções de resposta cada. Claro que a dúvida se instalava em algumas das questões, mas a escolha tinha que recair numa única opção, de forma a detectarmos a nossa primeira linguagem de expressão. Isto é interessante porque nos permite conhecer a linguagem do outro e facilita a compreensão e aproximação entre as pessoas.

As cinco linguagens são:
                                      - Palavras de Afirmação
                                      - Tempo de Qualidade
                                      - Receber Presentes
                                      - Formas de Servir
                                      - Toque Físico

Ora, se me perguntassem qual a minha prioridade, eu teria respondido de imediato, mas o que me fez rir foi a surpresa do resultado do teste ser fiel ao que eu sinto.
Não me recordo se ao longo da minha vida passei por outras linguagens, mas sei que o meu desejo é, sempre, ter TEMPO DE QUALIDADE (70% no resultado do teste).

Com todo o respeito por outras preferências, realmente eu tenho um prazer imenso sempre que a aplicação do meu tempo inclui poder desfrutar da presença de alguém com quem partilho vida e amor. É assim com Deus, com a família, com os amigos e com os crentes. Conversar, trocar ideias, rir e chorar, entender e aprender, passear, comer, contemplar a criação e louvar o Criador, não ter pressa, oh coisa boa!

A verdade é que todos os dias Deus nos dá 24 horas de tempo para utilizarmos da forma que melhor entendermos. Assim, para gerir bem o dia tem que haver algum planeamento, mas o essencial é não esquecermos que o tempo não espera por nós e que quando passa é para sempre.


Portanto, podemos dizer que nos convém proporcionar e receber TEMPO DE QUALIDADE.

Jesus tinha tempo de qualidade com os discípulos, os amigos e até com outras pessoas no exercício do seu ministério.

Estão a pensar no mesmo que eu? Sim, entre outras ocasiões que podia aqui destacar, a visita que Jesus fez a Marta e Maria, é sublime.
As irmãs, simplesmente, tinham personalidades diferentes e isso reflectiu-se na forma oposta como receberam Jesus: Marta era uma dona de casa eficiente e de grande hospitalidade, por isso se afadigava de um lado para o outro; Maria tinha uma grande sensibilidade, queria aprender e alegrar-se com o visitante, por isso estava sentada junto ao Mestre. Questionado por Marta acerca da postura da irmã,

“Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, porque andas inquieta... Maria escolheu a boa parte…” - Lucas 10:41-42

TEMPO DE QUALIDADE

 Já sabem, qual a minha linguagem!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Voz do Dono


Lembram-se desta publicidade?

Quando eu era pequena ficava fascinada com esta imagem.
Na altura ainda não sabia a história que estava na sua origem, simplesmente achava lindo que o cão reconhecesse a voz do dono naquele aparelhómetro.  

A história resume-se a isto: em 1899 quando o irmão do pintor Francis Barraud morreu, deixou-lhe um fonógrafo e vários cilindros gravados com a sua voz. Nipper, o seu cãozinho de estimação, também ficou com o pintor.
Sempre que Francis ligava o fonógrafo e colocava as gravações, Nipper aproximava-se do aparelho e ficava, muito atento, a ouvir a voz de seu falecido dono.
A dedicação de Nipper levou Francis a pintar um quadro que, mais tarde, foi aproveitado pela RCA Victor como imagem de marca.

Esta ilustração remete-me àquela passagem bíblica de João 10: 1-18, onde Jesus fala do reconhecimento que as ovelhas têm pela voz do pastor.


Na verdade, a relação pessoal do pastor com as suas ovelhas, faz com que ele chame cada uma pelo nome e que elas conheçam a sua voz; além disso, elas seguem-no e fogem dos estranhos.
Por vezes, nos passeios com os meus netos, paramos a ver os rebanhos e verifico que isto é mesmo assim.

Sabiam que as ovelhas são animais tolos, sem noção de direcção? Não obstante elas ouvem bem e, por isso mesmo, entre as vozes dos estranhos, reconhecem a do seu pastor e seguem-no.

Desta mesma forma, quem diz ter Jesus como Pastor da sua vida, tem o desafio de estar atento e identificar a Sua voz em todos os lugares e situações, para poder ser conduzido e ter intimidade com Ele.

"Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem a mim" - João 10: 14

sábado, 7 de agosto de 2010

Descansar...

Mais logo vou com os meus amados netinhos para o Carrascal onde, durante uma semana, estaremos no Campo Familiar da União Bíblica.
Cada pessoa tem o seu conceito de descanso, ou de férias; para mim, estar no Acampamento, ter as crianças comigo e usufruir diariamente de momentos espirituais, bem como de lazer e convívio, é muito bom.

Deus planeou que os nossos dias não fossem só de trabalho e rotina e a Bíblia é explicita quanto à teologia do descanso.
O livro de Eclesiastes, no capítulo 3 diz assim:

1 - Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
2 - Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 - tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
4 - tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de saltar de alegria;
5 - tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
6 - tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
7 - tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 - tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Este vai ser o meu tempo de relaxar e não fazer nada..., quase nada!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Os Filhos

Ora, façam o favor de me dar os parabéns!
Às 17:45h (segundo tradição oral), porque faz 61 anos que nasci e, às 17:52h, porque faz 37 anos que fui mãe pela primeira vez.

E, só por causa disso, hoje fala a mãe e o tema são os filhos.

Esses seres maravilhosos a que chamamos filhos, são-nos confiados por Deus, ainda indefesos, e eu não me canso de dizer que são uma bênção para os pais.
“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre o seu galardão.” - Salmo 127: 3
Assim, dou graças a Deus por me ter entregue os filhos que tenho a mim e não a qualquer outra família; a verdade é que não me imagino sem eles.
Desde que nasceram fiz tudo o que sabia e podia para educá-los com amor, responsabilidade e transparência, de modo a viverem com regras, com atitude e em Cristo.
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” - Provérbios 22: 6

Se fui sempre fantástica? Não! Como “convém” também cometo erros, mas a vontade de fazer melhor, esteve sempre presente. Depois, os filhos são o meu prioritário motivo de oração e Deus está no controlo da nossa relação.
Se têm correspondido sempre às minhas expectativas? Normalmente sim, e às vezes não, mas vivo bem com isso porque a nossa cumplicidade é imbatível e não se compadece com fingimentos. Depois, o amor permite-nos relevar muita coisa e continuar a caminhada.

Há um poema de Guillaume Apollinaire que diz:
Venham até à borda, disse ele.
Eles responderam: Nós temos medo.
Venham até a borda, ele insistiu.
Eles foram.
Ele empurrou-os... e eles voaram.

Connosco também foi assim. Um dia…, não sei quando, empurrei-os. Empurrei-os… e eles voaram.
Mas, aqui para nós, eu tenho um segredo, é que embora de forma lassa e imperceptível, mantenho o cordão umbilical seguro. Afinal de contas, não deixei de ser mãe e eles serão sempre os filhos a quem amo de forma superior.

Parabéns filho!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pouco a Pouco

Há uns, dez, doze anos aprendi um coro fantástico, trazido pela minha filha do Seminário Teológico Baptista onde era aluna.
Na verdade, não sei muito bem como falar dele, é que, simplesmente, sente-se! Portanto, tudo o que eu possa dizer, já sabem, fica muito aquém da mensagem que encerra.
Sempre que o canto, mesmo mentalmente, sem voz, sinto-me como que transportada ao ideal de vida. Oh, coisa mais linda e verdadeira; inspirada e inspiradora, tanto na letra como na música; acho mesmo que uma não vivia sem a outra. FANTÁSTICO!
Sim, já vou revelar a letra, mas primeiro quero pedir a quem o conhece que, se souber quem são os autores ou a história que levou à sua feitura, por favor me informe; depois, a quem não o conhece que procure, aprenda, cante e sinta, vai ver que é uma bênção.

Pouco a pouco em cada dia,
pouco a pouco Jesus me guia,
está-me a transformar.
Está-me a mudar!

Desde que eu me entreguei,
pela Graça viverei.
Cristo está-me a mudar!

Está-me a mudar, bendito Salvador,
nunca mais vou ser o que eu era.
É crescimento lento, mas estou certo
que um dia perfeito eu serei!


Paulo diz que Aquele que nos salvou, também aperfeiçoa a salvação em nós. É que, o processo de perfeição espiritual e do carácter humano, vem intimamente ligado à conversão. E, a meta do verdadeiro cristão, é o dia de Cristo!
Dou graças a Deus porque tenho visto em mim o trabalho contínuo que Ele desempenha na minha mudança. Pouco a pouco…

"Tendo por certo isto mesmo, que Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus." - Filipenses 1: 6

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Arte de Desresolver

Desde há muito tempo que, pelo menos uma vez por ano, releio "O Livro das Decisões". Considero-o muito, muito bom, mas há um capítulo em especial que, desde a primeira leitura, transformou a minha visão e atitude.

Hoje vou transcrevê-lo aqui e espero que possa mudar a perspectiva e conduta de quem nele se reveja.




"... transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
Romanos 12: 2





"Aqui está uma coisa que você precisa aprender: a arte de desresolver. Isto se aplica apenas nos casos em que a resolução tomada anteriormente não é a mais sábia nem a mais correcta. Neste aspecto, a arte de desresolver não tem nada a ver com a falta de perseverança ou de firmeza. Não se trata de capitulação. Nem de retrocesso. Nem de fraqueza. Quando é para reparar o erro, a arte de desresolver é um acto de sabedoria e coragem.

Veja este exemplo extraordinário: ao saber que Maria estava grávida, sem que tivessem ambos coabitado, José resolveu deixá-la secretamente. Ao tomar, porém, conhecimento de que a concepção de Maria era sobrenatural, José fez exactamente o contrário do que havia resolvido: ele a recebeu como esposa (Mateus 1: 18-25).

Há muitas resoluções intempestivas, baseadas em raciocínios falazes, frutos de uma cultura oposta ao carácter de Deus e geradas pela pecaminosidade latente do homem. Elas precisam ser revogadas. É exactamente aí que entra a bendita arte de desresolver. Há votos e promessas feitos impensadamente em momentos de desespero que não atingem o alvo e que não agradam a Deus. Eles devem ser anulados.

Inicie-se na arte de desresolver. Lembre-se de suas mais recentes ou de suas mais antigas resoluções e volte atrás. Talvez você tenha resolvido nunca mais pôr os pés na igreja, talvez você tenha resolvido abandonar o cônjuge, talvez você tenha resolvido vingar-se de alguém, talvez você tenha resolvido entregar-se às aventuras da carne, talvez você tenha resolvido brigar com Deus, talvez você tenha resolvido jogar fora toda a herança cristã imposta ou adquirida até agora.
Use a arte de desresolver para proteger-se do tédio, do vazio, da vaidade, da loucura, da dor, do remorso, do desespero, do suicídio, da morte e da morte eterna."

(in: "Em Letras Grandes", de Elben Lenz César - Editora Ultimato)

domingo, 18 de julho de 2010

Identificados com Cristo

Outro dia a minha filha, falando acerca do blogue, lembrou-me que, ao longo da vida, o meu trabalho na obra de Deus tem sido no campo do ensino e do aconselhamento e que para isso Ele me destinou dando o dom para servir nestas áreas.
Realmente, muito por não querer ser pretensiosa, ao iniciar este blogue, decidi dedicá-lo a descrentes, numa vertente diferente da que estou habituada enquanto educadora e mentora; ou seja, fazer abordagem evangelística.
Porém, se não tenho conhecimento prévio, essa não é "a minha praia" e, Deus tem-me mostrado que, simplesmente, devo expor a perspectiva bíblica, independentemente de quem lê.


A propósito, o que é isto de ser crente (palavra quase caída em desuso ou deturpada na sua génese espiritual) ou descrente?
Ser crente é, após a salvação, sermos identificados com Cristo (hoje é mais utilizado o termo "cristão" que, sendo correcto, nos induz a erro devido à vulgarização da palavra).
O dicionário diz que "identificação" é: "Provar ou reconhecer a identidade de" ou "Confundir-se com".

Em 1859, Charles Blondin, famoso equilibrista francês, colocou um cabo de aço sobre as cataratas do Niágara, numa extensão de mais de 300m, a cerca de 60m de altura, e deu inicio à travessia do Canadá para os Estados Unidos. No outro lado, cerca de 10.000 pessoas assistiam ao feito e, quando ele concluiu a travessia, foi largamente aplaudido e aclamado.
Nessa altura, ele abriu os braços e gritou: "Agora vou atravessar para o outro lado, mas desta vez vou levar alguém às cavalitas. Acreditam que sou capaz?"
A multidão, completamente delirante, respondeu: "Sim, acreditamos, tu és capaz!" Blondin voltou a gritar: "Muito bem, qual de vocês quer vir comigo?"
Silêncio absoluto, respiração suspensa, nenhum sinal.
Ele insistiu e nada...
De repente, um homem saiu dentre a multidão, foi até ele, subiu para os seus ombros e nas 3,5 horas seguintes fizeram a travessia de regresso ao Canadá.

Quantas pessoas estavam ali? Quantas diziam acreditar naquele homem? Quantas se dispuseram a aceitar o desafio?
Todos naquela multidão criam que Blondin era capaz de cumprir a proposta, mas só um é que esteve disposto a aceitar o desafio.

Pois aí está, é necessário colocar a nossa vida à disposição Daquele em quem acreditamos.
Ser crente é muito mais que acreditar, é ter identificação com Cristo!Há pessoas que acham que Jesus é fantástico, acreditam que é capaz de fazer maravilhas, batem-Lhe palmas, gritam o Seu nome, mas as suas vidas são remetidas ao silêncio, não aceitam desafios, não O seguem, nem O experimentam.
Ser descrente, é mesmo o contrário de ser crente!

Para os seus seguidores, Jesus disse (João 15: 14): "Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando." Esta é a súmula da nossa identificação com Ele!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Cristiano Ronaldo é pai

Pára tudo!

É sabido, via meios de comunicação, que o jogador Cristiano Ronaldo é pai e, não fora o absurdo da notícia e das opiniões públicas a ela relativas, eu não falaria do assunto.
Verdade, verdade, nem sei por onde, nem como começar.

Joga bem à bola, e…? Faz algum favor?
Tem a profissão que escolheu e gosta, ganha verbas incalculáveis e tem uma projecção extra-profissional que nada tem a ver com mérito, desempenho cultural ou com moral!
E, é isto que me confunde, fazem-se heróis do nada…, mais difícil ainda, nem sequer podemos atribuir esta explosão à incoerência típica dos adolescentes; não, são adultos, são responsáveis de opinião, são figuras públicas, que desculpam e apoiam tudo o que este rapaz faz e diz.
Recordando Camões: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades; muda-se o ser, muda-se a confiança...”

Pois bem, onde uns vêem juventude, eu vejo deslumbramento; quando dizem que está na idade de se divertir com as mulheres, eu digo que as mulheres não são descartáveis; quando uns acham que ele está acima das críticas e pode dizer o que lhe apetece, eu acho que Ronaldo é duma enorme falta de reconhecimento aos seus pares; especula-se que a mãe anónima é uma barriga de aluguer muito bem escolhida, eu acho que ninguém tem o direito de gerar vida por catálogo; opinam que ele tem direito à guarda exclusiva da criança porque tem dinheiro para isso, eu penso que prioritariamente todas as crianças têm direito à família natural e nunca à compra de caprichos pessoais; e, pasme-se, há quem diga que ele é um “exemplo” pela forma “digna” como transmitiu aos fãs a paternidade, mais uma vez estou em desacordo total e considero isto imoral.
Entretanto, aprecio a consideração que ele tem pela família, mas outros, com infinitamente menos dinheiro e visibilidade, fazem-no sem necessidade de recorrer a vedetismos e prepotência. Logo, merecem ainda mais a minha apreciação.

Será que aqueles que lhe são próximos ainda não se lembraram de dizer aquele rapaz mimado e novo-rico que os filhos não são mercadoria? Ninguém lhe diz que quem não se respeita, não pode exigir respeito?
Uma das piores contribuições para o mundo é, sem dúvida, o dinheiro que compra indiscriminadamente.

Mas, melhor do que aquilo que eu penso e digo, mais uma vez, é na Palavra de Deus que se colhe a sabedoria e, o que Jesus disse aos seus discípulos, serve para qualquer um:
“De facto, que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro mas arruinar a sua vida? Ou, que poderá o homem dar em troca de sua vida?” - Mateus 16: 26

terça-feira, 29 de junho de 2010

Imagens

O meu filho enviou-me uma mensagem que dizia:
"Eis o porquê de eu acreditar no único Deus vivo, criador do céu e da terra. Isto é o que acontece a deuses, santos ou seja o que for que motive adoração por parte de pessoas que ainda não conhecem o único Deus vivo. Só não vê quem não quer."

Em anexo, tinha o seguinte vídeo:


Pois é!
Sem querer desrespeitar aqueles que chamam fé à adoração de imagens, gostava de lembrar que Deus, através da sua Palavra, adverte:
"Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura..." - Êxodo 20: 3-4
"Não fareis para vós outros ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura, nem coluna, nem poreis na vossa terra pedra com figuras para vos inclinardes a ela; porque Eu sou o Senhor vosso Deus." - Levítico 26: 1

Porque será que, em pleno século XXI, com a Bíblia ao alcance da maioria das pessoas, ainda há quem se curve, venere e confie em imagens? E, qual será o interesse de alguns responsáveis religiosos em manter os seus seguidores na ignorância?
O meu Deus, o único e verdadeiro, não é frágil, não tem pés de barro, não se quebra, não cai!
É que, sem hesitações, aqueles que O adoramos, podemos dizer:
"Uns confiam em carros, outros em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos no nome do Senhor nosso Deus." - Salmos 20: 7

terça-feira, 22 de junho de 2010

Cumplicidade com a Luz

Esta é a minha cadela, chama-se Alfa e faz 8 anos em Agosto. Grande companheira!

Muitas vezes, durante a madrugada, talvez cansada do escuro e do silêncio, salta para a minha cama, empurra-me as mãos para lhe fazer festas, lambe-me a cara, ou, pior, traz um boneco para me incitar à brincadeira.
Eu, ensonada, enquanto lhe faço festas, penso: "Mas que mal é que eu fiz? Esta bichinha é maluca." Depois, acabamos por adormecer e ela, já tranquila, fica a ocupar algum do meu espaço.

Há um provérbio chinês que diz:
"Procuremos acender uma vela, em vez de amaldiçoar a escuridão"
Pensando bem, ela não é nada parva..., nos momentos em que se sente só, em vez de ficar contrariada, tenta "acender uma vela". É simples, procura alguém em quem confia. Eu!
Ora esta experiência, remete-me para a vida dos seres racionais.
Porque será que nos lamentamos tanto? Porque nos penalizamos com pensamentos desastrosos? Porque ficamos com medo quando começa a escurecer?
Houve alturas da minha vida em que circunstâncias me levaram a desconfiar da esperança e da fé. Foi como que perder a lucidez e exercer um esforço titânico para avançar por mim.
Em vez de acender uma vela - procurar Deus - e confiar na segurança e cumplicidade com a Luz, endureci o coração.
Por isso, com este acto de inteligência, ou instinto, da minha cadela, Deus lembrou-me que as coisas aparentemente impossíveis de realizar ou as desilusões sofridas, são muito piores quando, em vez de O procurarmos nas trevas, nos limitamos a amaldiçoar a escuridão.

domingo, 13 de junho de 2010

Sonhos e Projectos

Na nossa vida, sempre construímos muitos sonhos e projectos. Ele é o namoro, o casamento, a casa, o curso, a profissão, viagens, enfim, um sem número de coisas. E, tentamos desenvolver as mais diversas acções, para conseguir os nossos objectivos.

Eu disse "nossos"? Está certo, os objectivos são nossos, mas a concretização é melhor ser partilhada com um bom arquitecto.
Digo mais, para a coisa sair bem feita, deve ser com o Supremo Arquitecto - Deus -.

Em Lucas 6: 46-49, a Bíblia fala-nos de dois fundamentos. Um, utilizado por um homem inteligente que ouve e pratica o que o Supremo Arquitecto diz; outro, utilizado por um tolo que se julga auto-suficiente.
Resultado, quando veio o temporal, o primeiro tinha edificado a casa na rocha e ela permaneceu firme, mas o segundo tinha edificado a casa na areia e a dele desabou.

Ou seja, as nossas escolhas, o nosso carácter, as nossas acções, podem estar firmados num destes dois fundamentos:
A construção forte está em Cristo, a débil baseia-se em valores humanos e, quando vem o temporal (leia-se: tentações, provações, adversidades, desilusões e o juízo final), a primeira anda segundo a vontade de Deus e não será abalada, já a segunda é periclitante e não resiste ao embate.

Logo, o sucesso dos nossos sonhos e projectos, está dependente do fundamento. Porque, ainda que do alto da nossa sabedoria pensemos que não precisamos de arquitecto, ainda que durante algum tempo as realizações pareçam ter um optimo resultado, sem Deus, elas vão-se desmoronar.

A escolha é individual.
Entretanto, eu desejo a todos, bons sonhos e bons projectos, mas com o Supremo Arquitecto no controlo da coisa.

domingo, 6 de junho de 2010

Dura lex, sed lex

Ao que tudo indica, realiza-se amanhã o primeiro casamento homossexual em Portugal. Lamento o facilitismo dado a este assunto, mas, dura é a lei dos homens, para quem segue a lei de Deus.
Eu não sou, nem quero ser, compreensiva com isto. Podem rotular-me de preconceituosa, eu sou, não faz mal!

Como ser natural, questiono o seguinte:
  1. Sendo o sexo uma das mais belas dádivas de Deus, porque tem o homem de perverter a sua essência?
  2. Se a homossexualidade é normal, para quê a exposição exacerbada, promiscua e provocatória da maioria dos homossexuais.
  3. Quais são os limites de tolerância e de aceitação do ser humano?
  4. Qual o próximo passo de condescendência e legalização à perversidade efectuado pelos governos, pelas classes sociais e, até, por alguns cristãos: pedofilia, zoofilia, incesto?
  5. Mesmo sabendo que há inclinações tradicionalmente tidas como genéticas ou educacionais, onde é que a Bíblia diz que elas se devem considerar morais e/ou aceitáveis?
Depois, temos a Palavra de Deus, da qual não me envergonho e que diz o seguinte (só alguns exemplos):
  1. "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos..." (Génesis 1: 27-28)
  2. "E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-à varoa, porquanto do varão foi tomada." (Génesis 2: 23)
  3. "Com homem não te deitarás como se fosse mulher; é abominação." (Levítico 18: 22)
  4. "... nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas... herdarão o reino de Deus." (I Coríntios 6: 9-10)
  5. "A ira de Deus se revela do céu contra toda a impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça... ...porque até as suas mulheres mudaram o modo natural das suas relações intimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro. ...Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem." (Romanos 1: 18-32).
Todos somos pecadores, enquanto filhos de Adão, mas a grande notícia, é que Deus dá oportunidade para sermos limpos, seja qual for o pecado ou o pecador, incluindo os perversos activos e os passivos (que não praticando, apoiam). Diz em Apocalipse 22: 14-15
"Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida e entrem na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira."

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Porquê este Blog?


Eu tinha 6 anos quando fui, pela primeira vez, ao Acampamento da União Bíblica no Carrascal, em Sintra. Foi, apesar da minha tenra idade, uma experiência inesquecível e muito, muito feliz.

Lembro-me tão bem de alguns episódios que posso ainda revisitá-los com prazer e saudade. A União Bíblica tornou-se uma peça fundamental no puzzle da minha vida.
Nessa altura, em Agosto de 1955, ainda era tudo muito experimental; inclusivamente, utilizávamos espaços emprestados por ainda não termos um local próprio. Os cultos realizavam-se na Casa de Oração (foto acima) ainda existente no Carrascal.

Foi ali que, numa tarde de 5ª ou 6ª feira, após a mensagem do Pr. Abel Rodrigues sobre o amor de Deus e o sacrifício de Jesus para nossa salvação, que me entreguei a essa vida apaixonante que é ter em quem confiar incondicionalmente.

Já passaram muitos anos, confesso que nem sempre honrei dignamente o meu compromisso porém, Ele sempre foi fiel... nunca falhou, nunca me abandonou e sempre me perdoou.
Eu sei que cada passo que dou é mais um avanço, que todas as etapas são para crescimento; e que, um dia, o verei cara-a-cara.

Porquê este blog?
Porque eu sei que o meu Redentor vive!

Prometo que, com regularidade, podem encontrar-me aqui a partilhar histórias e experiências, opiniões e convicções. Dos meus leitores, espero comentários e/ou questões a que responderei com verdade e à luz da Palavra de Deus.
Até mais...